Arquivo de mudança - Página 2 de 3 - Ana Paula Vieira

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Ser mãe é um privilégio e uma dádiva!

1 ano atrás · ·4 comentários

Ser mãe é um privilégio e uma dádiva!

A maternidade foi o papel mais importante que desempenhei em toda a minha vida!

Faz hoje 31 anos que fui mãe pela primeira vez. Continuam vivos dentro de mim os pormenores daquele momento mágico. Doloroso, mas mágico.

É indescritível o turbilhão de emoções que experiênciei quando dei à luz aquele ser, perfeito e indefeso. Chegou ao mundo manifestando o seu desagrado. Chorou no primeiro instante e só acalmou quando o colocaram sobre o meu peito, como se me tivesse reconhecido… como se tivesse chegado a casa!

A partir daquele momento a minha vida mudou para sempre

A minha vida, como a conhecera e vivera até ali, mudou para sempre. Eu mudei para sempre! Deixei de ser eu, passei a ser a mãe. Fascinada e ao mesmo tempo aterrorizada com a possibilidade de não saber cuidar daquele ser tão frágil, o meu coração parecia que ia explodir. O meu amor já não cabia em mim, expandia-se para além de mim e o meu filho era a extensão viva do meu amor.

O amor de mãe é indescritível

Não há palavras para descrever o amor de mãe. É um amor como não há outro amor igual. A mãe é uma fonte inesgotável de amor que se multiplica por quantos filhos tenha. Ser mãe é colocar a vida de outro ser à frente da sua, sem hesitar. É altruísmo puro, é entrega total, sem reservas.

A maternidade, a ligação entre mãe e filho, nasce muito antes do parto, é uma relação que se vai construindo ao longo da gravidez. Quer tenhamos disso consciência ou não. O parto é o culminar da experiência fascinante da gestação e, esse fascínio perdura. Entre a alegria da maternidade, o fascínio por aquele ser, tão pequenino e tão indefeso, surge também o medo de errar.

Foram muitas as dúvidas e receios, mas o desejo cuidar, proteger e suprir todas as necessidades do meu bebé venceram qualquer obstáculo. O meu foco, o centro das minhas atenções era apenas e só aquele pequeno ser.

Ser mãe foi um privilégio

Para mim, foi um enorme privilégio e uma bênção, ser mãe dos meus filhos. Poder dedicar-me totalmente a eles, afagá-los, dar-lhes colo, aconchegá-los, abraçá-los, alimentá-los e protegê-los. Foi o papel mais desafiante e extraordinário que desempenhei em toda a minha vida.

Estar atenta às necessidades de outro ser, cuidar, interpretar os seus sinais e a sua linguagem, ajudá-lo a crescer, desvendar os seus mistérios, é sem dúvida algo único. A qualidade da relação entre mãe e filho contribui positivamente para o desenvolvimento emocional e afectivo da criança. Por isso, congratulo-me por ter contribuído para a formação de seres afectuosos, compassivos, generosos e únicos. O elo que se estabeleceu entre nós é indestrutível.

Com o meu filho aprendi as lições mais profundas, significativas e transformadoras

Por isso, hoje celebro o nascimento do meu primogénito e também a minha transformação. Porque este filho, em particular, veio até mim para me ensinar as lições mais profundas, significativas e transformadoras. Foi com este filho que eu aprendi o significado da paciência, do amor incondicional, do altruísmo e da benevolência. Foi também com este filho que aprendi a impor limites e a dizer não. Foi este filho que me ensinou a ser mãe, e com ele aprendi que o amor de mãe é infinito e imutável.

Uma mãe, nunca deixa de o ser, mesmo depois dos filhos deixarem o lar, os filhos continuam a habitar o seu coração e os seus pensamentos. Ser mãe é para sempre! O amor de mãe é para sempre!

Porque falham as resoluções de Ano Novo?

2 anos atrás · ·0 Comentários

Porque falham as resoluções de Ano Novo?

Já alguma vez se predispôs a analisar  porque falham verdadeiramente as resoluções de ano novo?

Todos os anos mais de 50% das pessoas faz Resoluções de Ano Novo. Todavia, apenas 8% cumpre as suas resoluções. Porquê?

São várias as razões, como por exemplo:

  • Demasiados objectivos;
  • Objectivos muito vagos ou expressos na negativa (o que não quer em vez daquilo que deseja);
  • Objectivos difíceis de alcançar ou irrealistas;
  • Usar a culpa como motivador.

Como definir resoluções de ano novo

Então, qual a chave para definir resoluções de ano novo de sucesso?

Para estabelecer Resoluções atingíveis é necessário ter em consideração alguns factores importantes:

1) Tenha uma visão do que realmente deseja.

2) Estabelecer apenas entre 3 a 5 resoluções. Não coloque demasiado no seu prato!

3) Defina objectivos SMART-E:

eSpecíficos – Ser muito específico relativamente ao que realmente deseja.
Mensuráveis – como saberá que chegou lá? Qual a unidade de medida?
Atingíveis – São realistas e exequíveis? É possível lá chegar?
Relevantes – É importante para si alcançá-los? É uma escolha sua?
Temporizáveis – Limitados no tempo – Em quanto tempo? (Definir um prazo realista)
Ecológicos – São positivos para si e para os seus entes queridos?

4) Criar um plano de acção o mais detalhado possível.

5) Encontrar uma claque, alguém que o apoie, o motive e apele à sua responsabilidade.

6) Ser compassivo e benevolente com os deslizes, ninguém é perfeito.

Metas vs Resoluções

Defina metas em vez de resoluções. Quando define uma meta pode partir do ponto aonde pretende chegar e criar um plano com pequenas acções necessárias para lá chegar. Pergunte-se: “O que é realmente necessário acontecer na minha vida para que este ano seja verdadeiramente o melhor ano de sempre?” A resposta honesta e sincera a esta questão vai coloca-lo na rota do que realmente deseja.

Apele à sua intuição e à sensatez e crie um plano de acção com pequenos passos desafiantes, mas ao mesmo tempo entusiasmantes.

Aproveite o impulso do Ano Novo para iniciar mudanças de hábitos.

Avalie os benefícios de substituir maus hábitos por melhores hábitos. Tanto o estímulo como a recompensa devem ser óbvios.

Apoie-se em alguém em quem confie que o manterá empenhado e motivado. Alguém que o chame à responsabilidade se deslizar. E, quando deslizar, desfrute do deslize. Lembre-se que nada nem ninguém é perfeito e, o caminho que vai percorrer também não será.

É normal surgirem obstáculos, desafios, imprevistos e, quando isso acontecer, foque-se no que já alcançou.

Como dizia a minha mãe, “se cair, levante-se, sacuda a poeira e meta-se ao caminho, pois o caminho faz-se caminhando!”

Até Breve!

Hábitos, o que são e como podemos modificá-los?

2 anos atrás · ·0 Comentários

Hábitos, o que são e como podemos modificá-los?

Uma breve consulta à palavra hábito, no Dicionário de Língua Portuguesa da Porto Editora (6.ª Edição), oferece-nos várias definições. Hábito (substantivo masculino) deriva do latim habĭtu veste; trajo; disposição de espírito -, 1. roupagem de um membro de comunidade religiosa; 2. tendência adquirida, estável, que facilita a prática de certos actos; modalidade motriz da memória que se manifesta na forma de actividades facilitadas pela sua repetição; uso; costume; tradição; rotina; automatismo; etc.

Hábitos são rotinas de fuga à dor e procura do prazer

Os hábitos são, essencialmente, padrões de comportamento que acabam se tornando uma parte do que somos.  Os hábitos são rotinas que surgem como resposta a um estímulo, desencadeadas por um processo de repetição de acções que geram recompensas. Uma dada circunstância – estímulo -, desencadeia uma acção – comportamento – e, se houver recompensa por essa acção, ela tende a ser repetida. Se formos intencionais nas nossas acções e recompensas, acabamos por desenvolver bons hábitos. Se não, isso pode levar-nos à auto-sabotagem, sentimentos de fracasso e impotência. Por outro lado, os bons hábitos potenciam a boa saúde, a felicidade e a realização dos sonhos.

Se pudéssemos associar o prazer às coisas que são benéficas para nós e a dor às coisas que nos são prejudiciais, provavelmente seria mais fácil realizar acções que nos levassem aonde queremos ir ou nos tornassem quem queremos ser.

Todavia, é difícil associar o que gostamos de fazer ao que necessitamos fazer para o nosso próprio bem. Porquê? Segundo Merriam-Webster, os hábitos são tendências interiorizadas de acordo com um comportamento usual. Os hábitos fixam-se nos gânglios basais, a parte mais primitiva do nosso cérebro enquanto a nossa disciplina e força de vontade se fixam no córtex frontal, a área mais avançada do nosso cérebro e, na maioria das vezes é que estas duas “áreas” raramente comunicam uma com a outra. É como ter um Ferrari (disciplina) e, embora sejamos excelentes condutores (força de vontade), andamos a pé (hábitos).

Na hora de mudar os hábitos são poucos os que o conseguem

Todos temos uma ideia de como desejamos ser, de como gostaríamos que a nossa vida fosse, da impressão que desejamos causar aos outros, do impacto que desejamos ter, como pessoas, como pais e como lideres, mas na hora de mudarmos os nossos hábitos, por mais consciência que tenhamos dessa necessidade de mudança, a verdade é que apenas uma pequena percentagem ousa mudar.

Isto acontece por duas razões. Primeiro, temos hábitos que criamos intencionalmente com um propósito específico. Segundo, fazemos muitas coisas de forma inconsciente, não sabendo exactamente por que as fazemos, apesar de sabermos que não são benéficas para nós. Estes dois processos acontecem simultaneamente: os hábitos são uma combinação das nossas intenções e dos nossos comportamentos passados (Jeremy Dean, Making Habits, Breaking Habits).

A boa notícia é que podemos treinar-nos para criar novos hábitos que nos sejam mais benéficos, a má notícia é que dá trabalho.

Uma das primeiras e mais populares obras literárias que aborda o tema da mudança de hábitos é Psycho-Cybernetics (1960) de Maxwell Maltz, um cirurgião plástico que, pela observação dos seus pacientes e dos seus próprios hábitos, determinou que as pessoas demoravam pelo menos 21 dias a se ajustarem às novidades.

Desde então, embora vários cientistas sublinhem que Maltz referiu  “pelo menos 21 dias” e não 21 dias, muitos gurus da auto-ajuda adoptaram a ideia de que levamos 21 dias para implementar um novo hábito. Outra crença que se popularizou na cultura de auto-ajuda foi que os hábitos levam de 28 a 30 dias para se formarem e edificarem como tal.

Criar novos hábitos pode demorar até 254 dias

Enquanto as regras dos 21 ou dos 28 dias apelam directamente ao nosso desejo de mudar rapidamente, um estudo realizado por Phillippa Lally, investigadora de psicologia da saúde na University College London, publicado em 2009 no European Journal of Social Psychology, refere que uma pessoa demora entre dois a oito meses para formar um hábito e fazer algo automaticamente. Os investigadores da University College London examinaram os novos hábitos de 96 pessoas num espaço de 12 semanas e concluíram que os tempos de adaptação de cada pessoa variaram de 18 a 254 dias. Assim, o tempo necessário poderá ser inferior ou superior, dependendo de factores como a insistência, a perseverança, as habilidades das variáveis psicológicas da personalidade, o interesse e as circunstâncias.

Embora o tempo médio de adaptação seja de 66 dias, tanto Lally como Maltz concordam que é possível formar um novo hábito. Além do tempo de adaptação, formar novos hábitos também requer planeamento, reflexão, força de vontade, disciplina e consistência. A prática leva à excelência e, quanto mais uma pessoa repete um comportamento, mais cedo ele se torna instintivo ou automático.

Como criar novos hábitos que nos ajudarão a mudar para melhor…

Etapa #1 (dias 1-10):  Olhe para dentro

Na primeira etapa, que se desenrola nos primeiros 10 dias, procure identificar e compreender as causas do hábito que precisa ser mudado, porque, apesar de geralmente serem bastante evidentes quais os maus hábitos que causam mais problemas nas nossas vidas, identificar a origem (estímulo), pode não ser assim tão óbvio, especialmente se o hábito se tornou tão arraigado que o fazemos inconscientemente.

Apenas a introspecção e reflexão profundas, um olhar atento para o seu interior, para explorar a origem do hábito que quer mudar, poderá identificar o estímulo.

Etapa #2 (dias 11-40): Comprometa-se com os outros

Uma forma de estimular a mudança é contar com uma rede de apoio, para o incentivar e cobrar resultados. Nesta etapa, informe as pessoas do seu convívio sobre o hábito que está a tentar mudar e peça aos mais próximos que policiem o seu comportamento e chamem a sua atenção se perceberem que voltou ao hábito antigo. Além de estar se comprometendo com o processo, recebe “feedback” e apoio para evitar que volte ao velho hábito.  Seja claro acerca do que espera realmente deles para não haver pressão.

Etapa #3 (dias 41-66): Atenção aos seus gatilhos

A verdade é que é fácil cair em tentação e esquecer por que decidiu fazer a mudança. Preste atenção aos gatilhos. Nesta altura do processo já sabe quais os sinais ou situações que estimulam o velho hábito. É preciso mudar a rotina. Sendo assim, na terceira etapa de mudança de hábito, precisa encontrar algo em que se apoiar, alguma coisa que o motive a continuar no processo. Ao antecipar os sinais indicadores dos gatilhos dos seus velhos hábitos, vé capaz de descobrir como e quando activar de forma eficaz o seu novo hábito.

Nós somos o que repetidamente fazemos. Excelência, então, não é um acto, mas um hábito “ – Aristóteles

Etapa #4 (dia 67): Recompense-se

Comemore a sua vitória. Escolha uma recompensa, isso irá ajudá-lo a associar prazer à recompensa do novo comportamento. Encontre algo em que se apoiar, alguma coisa que o motive a honrar o seu processo e a manter o novo hábito. Aproveite esta oportunidade para reflectir e seleccionar o próximo hábito que pretende mudar.

Se deseja mudanças duradouras, sucesso a longo prazo, preste atenção aos seus hábitos. Concentre-se num hábito de cada vez e siga estas etapas, e estabeleça o cronograma em que devem decorrer.

A mudança acontece gradualmente, através de pequenas acções repetidas, uma e outra vez. Ao longo do tempo essas pequenas mudanças irão substituir os hábitos antigos e, finalmente, determinar o tipo de vida quer viver.

Mudar é desafiante. Em qualquer contexto exige compromisso, estratégia, empenho e persistência, mas é possível. Basta compreender como funcionam os hábitos e comprometer-se com o processo de mudança, intencional e consistentemente.

O Dom das emoções negativas

2 anos atrás · ·2 comentários

O Dom das emoções negativas

Desde há alguns anos a esta parte, a palavra de ordem é POSITIVO. Ouvimos a toda a hora que é preciso “ser positivo”, “pensar positivo” ou “sorrir mais”, (eu própria já tenho um pouco esse hábito), como se isso fosse assim tão fácil ou até como se fosse errado sentir emoções negativas.

Segundo o psicólogo Todd Kashdan é justamente a busca desenfreada pela felicidade que pode estar a tornar-nos psicologicamente mais frágeis.

No seu livro, “The Upside of Your Dark Side: Why Being Your Whole Self — Not Just Your ‘Good’ Self — Drives Success And Fulfillment”, em co-autoria com Robert Biswas-Diener, Kashdan defende o valor das emoções negativas.

Kashdan considera que a procura desenfreada da felicidade anda de mãos dadas com uma forte tendência pela busca do bem-estar, evitando qualquer tipo de desconforto, e isso, argumenta, está a enfraquecer-nos psicologicamente.

Porquê? Porque as emoções negativas são um recurso psicológico natural muito importante. Pois é, a negatividade pode ajudá-lo a construir uma versão mais resiliente e eficaz de si mesmo e, consequentemente, uma vida mais feliz e satisfatória.

Eu não estou a defender que ser negativo é melhor do que ser positivo, mas há momentos em que é necessário sentirmos as emoções negativas e, permitirmo-nos alguma negatividade pode ajudar-nos a alcançar melhores resultados na vida, no trabalho, nos relacionamentos, etc.

O segredo é praticar a “agilidade emocional” que nos permita reconhecer as emoções apropriadas (positivas ou negativas) para qualquer situação em que nos encontremos, e desenvolver a habilidade de restabelecer o equilíbrio entre emoções positivas e negativas.

É claro que as emoções positivas geram uma sensação mais prazerosa, mas isso não significa que devemos estar sempre em estados mentais positivos, pois a vida é pautada por desafios e perdas inevitáveis, e a dor precisa ser reconhecida, aceite e sentida para ser devidamente elaborada.

Eis alguns bons motivos pelos quais devemos permitir-nos a negatividade:

  1. As emoções negativas são naturais

Como seres humanos, sentirmo-nos tristes, zangados, ansiosos, stressados e com medo é uma consequência natural dos acontecimentos do dia-a-dia, e isso é perfeitamente aceitável.

Quando reprimimos as emoções negativas, estamos a negar-nos um estado emocional muito natural. Estamos a dizer a nós próprios que não podemos sentir-nos tristes, ansiosos, stressados ou ​​com medo quando tudo em nós nos pede desesperadamente para libertarmos essas emoções, reconhecermos e expressarmos esses sentimentos.

Se nos forçamos sempre a sorrir quando tudo o que mais queremos fazer é chorar, estamos a maltratar-nos psicologicamente, e isso, a longo prazo, terá um impacto devastador no nosso bem-estar psicológico.

     2. A ansiedade é impulsionadora

Em situações de perigo a ansiedade fala mais alto que a positividade e ajuda-nos a encontrar soluções para os problemas. Em situações de crise, as pessoas ansiosas encontram soluções rapidamente e, quando inseridas num grupo (amigos, família, colegas de trabalho), partilham os problemas e as soluções. Os grupos são mais bem-sucedidos quando incluem vários tipos de personalidade, nomeadamente uma sentinela ansiosa.

  1. O medo deixa-nos mais alerta

As emoções negativas existem por um motivo. Elas protegem-nos, tornam-nos conscientes dos perigos e informam-nos que há algo errado no nosso ambiente ou em nós.

O medo, por exemplo, ajuda-nos a reagir ao perigo, torna-nos mais conscientes das potenciais ameaças à nossa volta.

Com efeito, é bom ser despreocupado, mas, as emoções positivas podem tornar-nos mais indiferentes, demasiado relaxados ou excessivamente confiantes e, se isso implica menos atenção aos riscos, menos consciência dos perigos, o que também representa uma ameaça e tem impacto negativo tanto em nós como naqueles que nos rodeiam.

  1. O desconforto é um motivador

Ninguém muda porque se sente bem. As emoções são métricas psicológicas do nosso bem-estar e dizem-nos quando estamos mais ou menos felizes. Nós só mudamos quando sentimos que há algo errado na nossa vida que nos deixa infelizes e não suportamos mais.

As emoções negativas são geradoras de mudanças positivas porque nos levam a agir quando estamos insatisfeitos com algo ou com o rumo das nossas vidas. Assim, é importante ouvi-las logo que começamos a senti-las, regular a sua intensidade e começar a agir de maneira mais saudável em relação às mudanças que desejamos implementar nas nossas vidas.

  1. O sentimento de culpa torna-nos pessoas melhores.

O sentimento de culpa fortalece o nossa carácter e fibra moral, motiva-nos a ser cidadãos socialmente mais sensíveis e conscientes do que seríamos de outro modo. A pesquisa demonstrou que, os adultos que tendem a sentir culpa são menos susceptíveis a conduzir embriagados, consumir drogas ilícitas, roubar ou agredir outra pessoa. Se o carácter se reflete no que fazemos quando ninguém está a ver, então a culpa é uma das emoções morais básicas que estão na base de sustentação da construção do carácter.

  1. Duvidar de si mesmo fortalece seu desempenho.

Algo que muitos não compreendem é o facto de que a dúvida, em doses moderadas, exerce uma função salutar. A dúvida é um estado psicológico que nos leva a fazer uma autoavaliação das nossas habilidades e nos impulsiona a melhorar em áreas onde podemos ser insuficientes.

A dúvida pode ser benéfica, porque, quando nos sentimos inseguros quanto ao desempenho, esses sentimentos incentivam a colaboração com os outros, fomentam a reflexão pessoal, motivam o desenvolvimento pessoal e preparam a pessoa para aceitar mudanças.

Em conclusão, as emoções negativas, quando adequadas às circunstâncias, são úteis e devem ser encaradas como tal.

Volto a sublinhar, não estou a desvalorizar o optimismo, antes pelo contrário. Contudo, é importante reconhecermos que somos seres humanos e que, como tal, sentimos emoções positivas e negativas, e isso é perfeitamente natural. A chave para uma vida plena é saber quando e como usar as nossas emoções adequadamente, a fim de construirmos versões mais autênticas e argutas de nós mesmos e vivermos vidas mais plenas e satisfatórias.

Feito com ♥ por Ana Paula Vieira
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