fbpx

    Li e Aceito a Política de Privacidade.

    Marcação

    Entre em contacto directo comigo para marcar uma sessão presencial (em Alfragide, Lisboa) ou online. A data indicada no formulário é apenas uma data da sua preferência, não a definitiva. Irei entrar em contacto para agendamento, tendo em conta a preferência que indiciou.

    Telefone:
    918 762 620

    Envie um email:
    contacto@anapaulavieira.pt

    Atenção e Intenção: são coisas distintas ou complementam-se?

    4 semanas atrás · · 0 Comentários

    Atenção e Intenção: são coisas distintas ou complementam-se?

    Num mundo cheio de distrações como este em que vivemos, manter a atenção pode ser desafiante. Então, atenção e intenção, são coisas distintas ou complementam-se? Onde é que habitualmente coloca o seu foco? Se for como eu, o mais provável é que faça algumas coisas importantes – como conduzir, por exemplo – sem grande atenção. Normalmente queixamo-nos da falta de tempo, mas esse não é o verdadeiro problema. Na realidade temos é demasiadas distrações que interferem com o nosso foco e nos fazem dispersar.

    Precisamos de disciplina para manter o foco no momento presente

    Precisamos de desenvolver a disciplina de manter o foco no momento presente, especialmente se queremos ter uma vida mais satisfatória. Ou seja, precisamos de mais autoconsciência. Assim, se queremos sentir-nos plenos necessitamos de alinhar a atenção com a intenção para alcançarmos o que desejamos. Por outras palavras, e o que mais deseja na vida é sentir realização e propósito, então a sua atenção e intenção precisam de estar alinhadas.

    Se não prestar devida atenção às coisas que são importantes para si e se dispersar com o que se passa ao seu redor irá sentir que o tempo nunca é suficiente. O que importa realmente é se estamos atentos no tempo que temos – e ao que estamos atentos.

    Quem se interessa por temas de desenvolvimento pessoal já ouviu falar certamente de intenção, de despertar da consciência ou de atenção plena. Na verdade, a atenção está estreitamente ligada à presença enquanto a intenção está intimamente relacionada com objectivos.

    Realização e propósito

    Mais do que uma moda ou uma filosofia de vida, alinhar as nossas intenções com a nossa atenção é essencial para nos realizarmos em qualquer área da nossa vida. O equilíbrio entre estes dois tipos básicos de consciência – intenção e atenção – está no cerne do desenvolvimento humano. É esta simbiose perfeita que sustenta uma vida com realização e propósito.

    Quando os nossos próprios sistemas internos estão alinhados com as nossas intenções ficamos inspirados e aptos para criar resultados positivos e alcançarmos satisfação com a vida a longo prazo.

    Mas então, qual a diferença entre atenção e intenção e como podemos alinhá-las?

    A primeira grande distinção é que a atenção ocorre no presente e a intenção preocupa-se com o futuro. Todavia, infelizmente, com frequência do que seria desejável, algumas pessoas colocam a sua atenção no futuro e as suas intenções no presente. Anseiam por uma vida mais gratificante mas a sua atenção está nas circunstâncias que não podem mudar.

    Atenção

    Aquilo a que dedicarmos a nossa atenção cresce, para o bem e para o mal. Se colocarmos a nossa atenção na tarefa que estamos a realizar temos maiores probabilidades de a concluir com sucesso. Mas se estivermos a ser constantemente interrompidos dificilmente chegaremos a bom porto. É a atenção concentrada nas etapas menores dos nossos objectivos que conduz à acção necessária para os concluir.

    Por outro lado, se focarmos a atenção nos aspectos negativos das nossas vidas, somos capazes de mantê-los vivos também.

    Se eu tiver uma ligeira dor de cabeça e só me focar nela, vou ficar com a sensação de que a dor aumenta de intensidade. Mas se focar a atenção no corpo e/ou na respiração a dor acaba por diminuir ou desaparece por completo. Isso funciona se eu definir a intenção de estar mais atenta às mensagens do meu corpo e de me tornar consciente de onde coloco a minha atenção em comparação com o que decido simplesmente observar.

    Quando se presta atenção consciente, experimenta-se a profundidade da percepção. É o que acontece quando nos envolvemos numa actividade de que gostamos e nem damos pelo tempo passar. Podemos saborear a vida interiormente e sentir e os nossos valores e visão com a mesma clareza. É o que sentimos quando desfrutamos de um momento de beleza extraordinária, como observar um pôr do sol divinal, ou nos deixamos capturar pela beleza da natureza ou pelo riso de uma criança…

    A grande diferença está em onde, como e em que momento se coloca o foco.

    Intenção

    A intenção cria o espaço para o que desejamos. É a esperança que nos encoraja e nos permite testar diferentes soluções para atingirmos o nosso objectivo.

    A intenção é a dimensão que nos faz avançar de onde estamos para onde queremos ir. É algo que determina a direcção que estabelecemos para o nosso futuro. Uma intenção poderosa é uma decisão de sermos, de fazermos, ou de termos algo que é verdadeiramente importante para nós. É a intenção que nos dá a energia necessária para concretizarmos os nossos objectivos.

    Quando a nossa chama interior é forte e brilhante, ela ilumina o caminho que nos conduzirá à vida que almejamos. É a intenção que nos inspira naturalmente a desenvolver ainda mais as nossas capacidades. Sem uma intenção clara e poderosa, podemos ser facilmente influenciados pelas agendas de diferentes pessoas; podemos entreter a nossa mente com as preocupações da vida ou deixar-nos distrair pelos múltiplos futuros possíveis.

    Porque razão o alinhamento entre atenção e intenção promove o sucesso

    A atenção e a intenção são conceitos básicos indissociáveis do desenvolvimento humano. Quando estes dois níveis de consciência estão simultaneamente activos criam o chamado estado de fluxo.

    Ao afirmarmos a nossa intenção, a força do nosso “estado de espírito intencional” move-nos eficaz e propositadamente para a acção a fim de alcançarmos o que desejamos. Quando temos um “porquê” suficientemente forte que oriente a nossa vida para o que é importante para nós, manter a nossa atenção focada torna-se fácil.

    Se criarmos o hábito de alinhar a atenção e a intenção de forma consciente, tornamo-nos praticamente imparáveis. Tornamo-nos capazes de criar alegria, sucesso, liberdade e alcançar a realização que desejamos! Podemos viver profundamente os momentos de cada dia, sabendo que o nosso futuro está constantemente a convidar-nos a avançar. Portanto, podemos tornar-nos plenamente presentes no agora. Sermos o nosso próprio guia de sabedoria, e ter objectivos e intenções claras.

    Assim, dado que o nosso mundo está cheio de distracções, a questão que precisamos responder é: como nos encorajamos a estar atentos às coisas mais importantes das nossas vidas?

    A melhor cura para a distração pode ser encontrada fazendo-se uma única pergunta: o que pretendo alcançar?

    Se o seu porquê for realmente forte, se a sua intenção for congruente com os seus valores nucleares e anseios do seu coração, alinhar a atenção à intenção torna-se fácil. É como caminhar sobre areia molhada pelas ondas do mar.

     

    A Intenção e a Atenção são dois tipos de consciência que estão no cerne do desenvolvimento humano. Portanto, este mundo cheio de distrações manter a atenção focada é um desafio.

    Se gostou destes conteúdos, deixe o seu comentário abaixo ou no Podcast. A sua opinião é importante.

    O que é a crise existencial e como enfrentá-la

    2 meses atrás · · 0 Comentários

    O que é a crise existencial e como enfrentá-la

    Enquanto seres humanos, evitamos e resistimos à mudança porque se trata de um território desconhecido. Por conseguinte, tememo-la. Todavia a mudança é uma constante na nossa vida, desde que nascemos. E, quanto maior a nossa resistência, maior a probabilidade de passarmos por uma crise existencial. Mas o que é a crise existencial e como podemos enfrentá-la?

    A vida é como a natureza e a lua

    A vida é feita de ciclos como as estações do ano ou a lua. Esses ciclos trazem mudanças a que, com frequência, resistimos. Todavia, quanto maior a resistência à mudança maior o desencontro com a nossa essência. Uma crise existencial é um período da vida da pessoa em que quase tudo deixa de fazer sentido. É uma fase em que tudo parece insignificante, incluindo todas as realizações e conquistas anteriores, sonhos, interesses profissionais, relacionamentos e objectivos.

    A crise existencial é uma época de morte e renascimento

    A crise existencial é uma época de morte e renascimento. É uma fase de morte de crenças antigas, de velhas fomas de ser e a morte de velhos valores. Mas depois da morte vem o renascimento.

    Basta olharmos para os ciclos da natureza. O que está a viver não vai durar para sempre. Depois da noite vem o dia, e depois do inverno vem a primavera.

    Espero que este episódio do podcast lhe mostre como este processo que está a atravessar é realmente valioso.

    A Crise Existencial não tem de ser uma coisa má. É um momento em que se sente a necessidade de encontrar sentido ou propósito na vida. Não há nada de errado consigo. Nem estás sozinha.

    Na verdade, está mais sã do que a maioria das pessoas, porque está a questionar a insanidade do mundo à sua volta. Está no processo de entrar em contacto com a sua verdadeira natureza espiritual.

    Diga-me, está a atravessar uma crise existencial neste momento? Como é que isso lhe faz sentir?

    Por favor, partilhe abaixo ou envie um e-mail. Vamos ajudar-nos uns aos outros para não se sentirem tão sós.

    Se deseja saber mais sobre o tema veja este vídeo no Youtube onde partilho algumas dicas para lidar com a crise existencial com mais amor do que dor.

     

    O que é autoconhecimento Emocional

    3 meses atrás · · 0 Comentários

    O que é autoconhecimento Emocional

    O autoconhecimento emocional diz respeito à autoconsciência de si e dos seus pensamentos. À capacidade de reconhecer as suas próprias emoções, atitudes e sentimentos quando estes ocorrem.

    O autodomínio é uma virtude fundamental

    Sem autoconhecimento, não temos domínio sobre nós mesmos. Sobretudo, temos dificuldade em sentir empatia e em estabelecer conexão com os outros.

    O filósofo chinês Lao Tsé já dizia há milhares de anos: “Aquele que conhece os outros é avisado, o homem que se conhece a si próprio é sábio”. Ou seja, para ter autodomínio é fundamental ter capacidade para identificar o que sente, reconhecer as suas forças e limitações e confiar nas suas capacidades e no seu valor próprio. O autodomínio é o que na linguagem popular se designa por maturidade e o cristianismo eleva ao lugar de virtude fundamental, a temperança.

    Por tudo o que tenho aprendido e investigado sobre emoções, estou convencida de que o ponto de partida para o verdadeiro autoconhecimento é o nosso universo emocional. Contudo, a maioria de nós apenas tem um vago conhecimento desse seu universo. Consequentemente, o conhecimento de si mesmo fica-se apenas pelo limiar do que poderia e deveria ser.

    O Autoconhecimento começa no interior

    A autoconsciência consiste em estar atento às nossas identidades. Às experiências vividas e como elas se relacionam com as de outras pessoas à nossa volta. Ainda nos falta trilhar um longo caminho (eu incluída) até conseguirmos conhecer as nossas emoções com precisão. Ou seja, precisamos de fazer esse investimento em nós mesmos, para nosso bem e de todos à nossa volta.

    Sei que não é fácil, mas existem algumas opções simples para começar.

    Como praticar activamente o autoconhecimento

    Neste tópico vou abordar algumas dicas para promover intencionalmente o autoconhecimento emocional.

    1. Reconexão. A reconexão deve ser sempre o ponto de partida porque aumenta a nossa atenção. Refugie-se por algum tempo, longe de distrações físicas, sonoras, digitais, etc. e preste atenção ao seu mundo interior. Depois disso, observe. O que está a sentir, o que diz a si mesma? Anote o que observa.
    2. Prática de Meditação Mindfulness. A atenção plena é a chave para a autoconsciência. A prática da atenção plena, consite em focar a atenção em algo específico – pode ser a respiração, os pensamentos através dos cinco sentidos.
    3. Prática da escuta empática. Ouvir não é o mesmo que escutar. Escutar é estar presente e prestar atenção às emoções e à linguagem verbal e não verbal das outras pessoas. Acima de tudo, quando se tornar uma boa ouvinte, também ouvirá melhor a sua própria voz interior e tornar-se-á a melhor amiga de si mesma.
    4. Manter um diário. Escrever ajuda-nos, não só a processar os nossos pensamentos, mas também faz-nos sentir conectados e em paz connosco mesmos. Além disso, há evidência ciêntifica abundante de que escrever as coisas pelas quais somos gratos, ou até coisas com as quais nos debatemos, ajuda a aumentar a felicidade e a satisfação.

    Experimente – dedique uma hora no fim de semana a praticar estas dicas. Poderá se surpreender com o que descobre!

    10 questões às quais precisa de responder se deseja conhecer-se melhor emocionalmente

    Assim, para terminar, deixo-lhe um pouco de auto-coaching para explorar um pouco mais o seu mundo interno. Por exemplo, passe algum tempo consigo mesma todos os dias. Por exemplo, escreva, medite e conecte-se consigo mesma – no início da manhã ou meia hora antes de dormir.

    1. Quem sou eu em essência?
    2. Quais são os meus sentimentos, emoções, medos e motivações?
    3. Do que gosto e não gosto?
    4. Com quem me identifico?
    5. Qual a frase que melhor me define?
    6. Quais os meus maiores receios?
    7. Quais são os meus maiores sonhos?
    8. O que me faz sentir-se pleno e realizada/o?
    9. Quais os meus pontos fortes e pontos de melhoria?
    10. Do que me posso orgulhar?

    Portanto, o processo de autoconhecimento é fundamental para não permanecermos em piloto automático. Em primeiro lugar, a partir do momento em que comece a reflectir sobre os seus valores e crenças poderá descobrir o que levou a agir de determinada maneira. Depois, a partir dessas descobertas, é possível modificar-se padrões de comportamento.

    Em conclusão, ser autoconsciente é crucial, sobre todos os aspectos, para se estar ciente dos pensamentos e emoções que se está a sentir em cada momento, para agir em vez de reagir. A autoconsciência promove a resiliência!

    Se gostou do artigo, deixe o seu comentário abaixo. Eu adoraria saber de que forma este artigo contribuiu para se conhecer melhor. Além disso, gosto de saber se o que escrevo vai de encontro às necessidades de quem lê.

    Por fim, se sentir que esta informação pode ser útil para alguém que conheça, por favor partilhe. Acima de tudo, acredito que o conhecimento só é útil quando utilizado.

     

    Maturidade Emocional

    10 meses atrás · · 2 comentários

    Maturidade Emocional

    A maturidade emocional caracteriza-se pela manifestação de competências para lidar com as adversidades da vida. É a capacidade para alinhar pensamentos e emoções. O exercício de habilidades de inteligência emocional como:

    • autoconsciência;
    • autocontrolo e
    • automotivação.

    A maturidade emocional está relacionada com a resiliência

    Maturidade emocional também tem a ver com resiliência. É a aptidão para ganhar tolerância às frustrações. De superar os revezes inevitáveis a que todos estamos sujeitos. Responder com inteligência e maturidade emocional implica enfrentar e ultrapassar as adversidades. Ou seja, agir com responsabilidade, sem culpar terceiros pelo que aconteceu ou pelo que se sente.

    Ter poder de encaixe para suportar os desaires e absorver os golpes da vida não significa não sofrer com eles. As pessoas emocionalmente maduras também se irritam. Simplesmente usam a raiva como motivação para a mudança positiva. Ser emocionalmente maduro é ser capaz de lidar com os desafios e libertar-se, tão depressa quanto possível, da tristeza ou do ressentimento que estes possam ter causado.

    Maturidade emocional envlve ter consciência social

    Em primeiro lugar, a maturidade emocional envolve consciência social, empatia e competência para se relacionar com as pessoas em todos os ambientes. Em segundo lugar é a capacidade de evitar ou mediar conflitos. Ou seja, ter apetência para criar relacionamentos positivos e saudáveis. Em terceiro lugar, a pessoa mais amadurecida procura evoluir também social e moralmente. Finalmente, isso leva-a a agir com equidade, afabilidade, compreensão e gentileza.

    O crescimento emocional é um processo evolutivo e, por isso mesmo, interminável. Por outras palavras, somos todos obras em construção. O nosso progresso só é possível através de autoconhecimento, autorregulação e consciência social. Assim, agir com inteligência e maturidade emocional requer experiência. Tal como tantas outras competências, é necessário aprendizagem, apoio e prática.

    Maturidade é reconhecer e aceitar a nossa vulnerabilidade

    Em conclusão, para que haja paz e harmonia interiores, é importante termos presente a nossa condição de seres humanos. Reconhecer e aceitar a nossa vulnerabilidade, é uma prova de maturidade e coragem. A maturidade emocional é a manifestação das competências de inteligência emocional. Saber se colocar perante as circunstâncias, sem se vitimizar. Não se culpabilizar nem culpar outros, é o primeiro passo para sair do modo de sobrevivência e ter uma vida mais plena, realizada e feliz.

    O que é autoconsciência e porque é importante

    10 meses atrás · · 0 Comentários

    O que é autoconsciência e porque é importante

    O interesse pelo tema da auto-conscientização remonta à Grécia antiga. Está expresso no famoso aforismo “conhece a ti mesmo”, uma das máximas de Delfos inscrita no pronau (pátio) do Templo de Apolo. No último século, a psicologia ocidental voltou a interessar-se pelo tema da autoconsciência. Este tem sido extensivamente estudado por filósofos e psicólogos.

    Neste artigo, irei abordar o que é a autoconsciência, em que medida ela pode ser benéfica numa sessão de terapia, por que é difícil alcançá-la e como é possível cultivá-la.

    Definição de auto-conscientização

    Enquanto a conscientização é saber o que está a acontecer à nossa volta, a autoconsciência é saber o que estamos a vivenciar. Ou seja, a autoconsciência é uma consciência do self, sendo o eu o que torna a identidade única. Esses aspectos únicos incluem pensamentos, experiências e habilidades.

    Os psicólogos Shelley Duval e Robert Wicklund desenvolveram a teoria da autoconsciência em 1972. Segundo eles:

    “Quando focamos a nossa atenção em nós mesmos, avaliamos e comparamos o nosso comportamento actual com os nossos padrões e valores internos. Nós tornamo-nos autoconscientes e avaliadores objectivos de nós mesmos”.

    Em essência, eles consideram a autoconsciência um importante mecanismo de auto-rgulação. A autoconsciência é a capacidade de saber o que estamos a fazer, quando estamos a fazê-lo e entender por que o estamos a fazer.

    O psicólogo Daniel Goleman, no seu best-seller “Inteligência Emocional”, propôs uma definição de autoconsciência: “conhecer os estados internos, preferências, recursos e intuições”.

    Essa definição coloca mais ênfase na capacidade de monitorizar o nosso mundo interior. Na observação dos nossos pensamentos e emoções à medida que surgem.

    Para que nos serve a autoconsciência?

    A autoconsciência é a base para a inteligência emocional, a auto-regulação e a maturidade emocional.

    A capacidade de monitorizar as emoções e os pensamentos a cada momento é fundamental para nos compreendermos melhor. Só assim podemos estar em paz com quem somos e gerir proactivamente os nossos pensamentos, emoções e comportamentos.

    É importante reconhecer que a autoconsciência não se limita ao que percebemos sobre nós mesmos. Mas também sobre como percebemos e monitoramos o nosso mundo interior.

    A autoconsciência vai muito além do acumular de conhecimento sobre nós mesmos. Trata-se, sobretudo, de prestar atenção ao nosso estado interior com mente de principiante e de coração aberto.

    À medida que percebemos o que está a acontecer dentro de nós, podemos reconhecê-lo e aceitá-lo. Integrar isso como parte integrante do ser humano. Em vez de nos incomodarmos com isso, desenvolvemos agilidade emocional.

    A autoconsciência é importante?

    Segundo Daniel Goleman, a autoconsciência é a pedra basilar da inteligência emocional.

    Em primeiro lugar, as pessoas autoconscientes tendem a agir conscientemente (em vez de reagir passivamente). Em segundo lugar, tendem a ter boa saúde psicológica e a ter uma visão positiva da vida. Por último, também têm uma maior profundidade de experiência de vida e são mais propensas a ser compassivas.

    Um estudo desenvolvido por Sutton (2016) sobre os benefícios da autoconsciência apresentou resultados interessantes. Ele concluiu que aspectos da autoconsciência como a auto-reflexão, introspecção e atenção plena podem levar a benefícios como mais receptividade e conexão. Já aspectos como a ruminação e a desconexão podem causar sobrecargas emocionais.

    Por que é difícil ser auto-consciente?

    A resposta mais óbvia é que na maioria das vezes simplesmente não nos observamos. Ou seja, não prestamos atenção ao que está a acontecer dentro de nós ou à nossa volta. Outra razão é porque a autoconsciência é uma habilidade e, como qualquer habilidade, precisa de ser aprendida.

    Toda a aprendizagem passa por vários estágios primários, sendo um deles a incompetência inconsciente. Devido ao desconforto que essa incompetência nos traz, muitas vezes evitamos aprender coisas novas. Aprender a autoconsciência requer o mesmo desconforto.

    Como tal, a maioria das pessoas passa a vida sem desenvolver a autoconsciência.

    Somos enganados pelo nosso viés cognitivo

    Os psicólogos Matthew Killingsworth e Daniel T. Gilbert descobriram que nós operamos, quase metade do tempo, em “piloto automático”. Ou seja, não temos consciência do que estamos a fazer ou de como nos sentimos, quando a nossa mente vagueia e não esteja no aqui e agora.

    Além do desvario mental, o viés cognitivo também afecta a nossa capacidade de compreensão precisa de nós mesmos. Tendemos a acreditar nos juízos e crenças que apoiam a ideia do nosso eu que já construímos.

    Daniel Kahneman, autor do best-seller Pensar, Depressa e Devagar, mostra que apesar da nossa confiança no nosso autoconhecimento, geralmente estamos errados.

    Como se pode constatar, não somos tão conscientes quanto poderíamos pensar. E, se não somos conscientes, somos inconscientes.

    Como desenvolver a autoconsciência?

    A autoconsciência é uma habilidade fundamental e essencial para qualquer pessoa interessada no desenvolvimento pessoal autêntico.

    A chave para desenvolver a autoconsciência é a mesma de qualquer outra habilidade: é necessário método e orientação corretos combinados com a prática consistente.

    Felizmente, há muitas actividades para aumentar a autoconsciência. Existem muitos exercícios destinados a aumentar a nossa sensibilidade em relação ao que está a acontecer dentro de nós e à nossa volta.

    Como aprofundar a autoconsciência?

    A maioria das tentativas para desenvolver autoconsciência fracassa porque visam apenas o neocórtex (pensamentos, crenças, preconceitos). A nossa mente é extremamente hábil a armazenar informação. Ela regista como reagimos a um determinado evento e cria modelos da nossa vida emocional.

    Essas informações acabam por condicionar a nossa mente a responder de uma certa maneira. Ela cria um modelo de resposta à medida que nos deparamos com eventos semelhantes no futuro.

    A autoconsciência permite-nos estar conscientes desse condicionamento e dos preconceitos da mente. Esse pode ser o ponto de partida para os libertar.

    Conclusão

    O objectivo é tornarmo-nos mais conscientes do que impulsiona o nosso comportamento. Assim, precisamos de aumentar a sensibilidade às nossas emoções e instintos e explorar os nossos pensamentos, crenças e preconceitos com mais eficácia.

    Em suma, ser autoconsciente é crucial, sobre todos os aspectos. Para estarmos cientes dos pensamentos e emoções que estamos a sentir em cada momento e agirmos em vez de reagirmos.

    Feito com ♥ por Ana Paula Vieira
    Conteúdos da autoria de Ana Paula Vieira. Todos os direitos reservedos
    error: Content is protected !!