Arquivo de resiliência - Ana Paula Vieira

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    7 dicas para ser mais optimista

    7 dias atrás · ·0 Comentários

    7 dicas para ser mais optimista

    Apesar de vários estudos já terem demonstrado que os optimistas gozam de melhor saúde, um estudo recente sugere que uma mudança de perspectiva, de negativo para mais positivo, pode impulsionar directamente o sistema imunitário. E se há uma fase da nossa vida em que precisamos quer o sistema nervoso quer o imunitário fortes, este é o momento! Neste artigo sugiro 7 dicas para poder ser mais optimista.

    Há esperança para aqueles que vêem o copo meio vazio.

    O optimismo é uma das variáveis da resiliência estudadas pela psicologia positiva, conforme referi no episódio nº 4 do podcast.

    Um estudo realizado por  Suzanne Segerstrom, uma investigadora da Universidade do Kentucky, com 124 estudantes do primeiro ano de direito, revelou que o optimismo tinha influência no sistema imunológico.

    Os estudantes foram testados em cinco períodos diferentes do ano académico, para avliar a sua perspectiva psicológica, incluindo os níveis de optimismo e fizeram também um teste fisiológico especial que media a capacidade do seu sistema imunitário para combater infecções virais e algumas infecções bacterianas.

    O optimismo tem influência no sistema imunológico

    Os dados monstraram que quando os estudantes não tinham qualquer informação sobre o seu desempenho académico, como no início do semestre, os seus níveis de optimismo sobre as suas perspectivas académicas estavam de acordo com a sua disposição geral. No entanto, as quando as notas da turma eram divulgadas, o seu optimismo tinha uma correlação com o seu desempenho real.

    As mudanças no optimismo dos alunos foram igualmente acompanhadas por mudanças no seu sistema imunitário: à medida que o optimismo melhorava, o funcionamento do seu sistema imunitário também melhorava ; quando o optimismo diminuía, também diminuía o funcionamento do sistema imunitário.

    Estes resultados são muito importantes porque sugerem que as intervenções psicológicas para diminuir o pessimismo e aumentar o optimismo podem ser utilizadas para melhorar a saúde. Assim, mudar a visão geral da vida para se ser mais optimista poderia trazer ainda maiores benefícios para a saúde e imunidade, como a resistência às doenças virais e ao cancro.

    Podemos mudar a nossa mentalidade para sermos mais optimistas e mais felizes.

    Há cerca de duas décadas atrás, a minha família e eu, íamos a caminho da Serra da Estrela e, na zona da Covilhã, a estrada que leva à Torre tinha sido encerrada, devido a uma prova de atletismo que estava a decorrer, e o transito estava a ser desviado para uma estrada rural. Entrámos nessa estrada conforme nos indicaram e, quando demos por ela, a estrada tinha dando lugar a um autêntico caminho de cabras com valas e pedregulhos enormes. Eu entrei imediatamente em pânico. Preocupava-me que se espatifássemos o carro e ficássemos ali presos durante horas à espera de um reboque, e que o nosso fim-de-semana ficasse totalmente arruinado devido a algum problema com o carro.

    Enquanto o meu marido tentava encontrar forma de conduzir sem caír em nenhuma vala nem bater com o fundo do carro em algum pedregulho, como ele já sabe como eu sou, apercebeu-se das minhas inúmeras preocupações. Então, ele olhou para mim com ar calmo e disse: “Sai e vai me dizendo para onde virar para não meter nenhum pneu dentro de alguma vala”. Ele foi manobrando o carro de acordo com as minhas indicações de modo e, em breve estávamos de novo em estrada boa a caminho da serra.

    Esta história ilustra um princípio importante: algumas pessoas acham mais fácil adoptar uma atitude positiva do que outras, o que influencia a forma como respondem aos contratempos da vida. Enquanto eu via os pedregulhos e as valas como um grande problema, o meu marido via-os como um pequeno inconveniente. A sua mentalidade mais positiva manteve-o calmo e permitiu-lhe tomar as medidas adequadas. A minha visão pessimista levou-me simplesmente a sofrer e a sentir-me desamparada e impotente.

    O optimismo beneficia a saúde

    Esta diferença na forma como percebemos e respondemos aos acontecimentos e desafios da nossa vida é importante para a nossa felicidade e saúde. Quando temos uma mentalidade mais optimista, somos mais capazes de amortecer os efeitos comuns dos factores de stress da vida quotidiana e ainda nos sentirmos felizes.

    Segundo estudo realizado pela equipa de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Boston, liderada por Lewina O. Lee, verificou-se que o optimismo é saudável para nós. O estudo concluíu que as pessoas com idades compreendidas entre os 40 e os 90 anos tendem a viver mais tempo se forem mais optimistas. Apesar de outros factores, como a sua dieta, o consumo de tabaco e álcool, a pressão no trabalho e as suas condições de saúde, os optimistas têm maior esperança de vida.

    A boa notícia para aqueles de nós que têm dificuldade em encontrar o lado bom das coisas é que as nossas mentalidades podem mudar. Podemos mudar a nossa atitude num sentido mais optimista, qualquer que seja a nossa inclinação natural, com tempo, energia e empenho.

    Seguidamente vou partilhar 7 estratégias baseadas em investigação científica para se tornar mais optimista.

    1. Reenquadre os factores de stress

    O stress é inevitável. Quase todos nós enfrentamos diariamente longas filas de transito, ou lidamos com pessoas irritantes ou temos listas intermináveis de afazeres. E, embora não possamos eliminar todo o stress, podemos escolher como pensamos sobre os desafios que enfrentamos e adoptar uma mentalidade nova e mais positiva acerca deles.

    É claro que algumas pessoas optimistas parecem fazer isto naturalmente. (Sorte a delas!) Passam a vida a ver facilmente o lado positivo nas coisas irritantes e nos acontecimentos aborrecidos, o que ajuda a proteger o seu estado de espírito. Se fazer o reenquadramento positivo não for algo natural para si, comece por tentar se concentrar no que há de bom nos factores de stress da sua vida diária, em vez de se focar no que eles têm de mau. Por exemplo, se estiver preso num engarrafamento no trânsito, use esse tempo para olhar pela janela, reparar na natureza e contemplar a sua beleza.

    Eis alguns exemplos de como pode transformar um revés em algo positivo:

    Está preso numa fila qualquer? Utilize o tempo livre inesperado para telefonar a um amigo ou familiar.

    Foi preterido numa promoção? Isto pode significar que esta é a altura perfeita para melhorar o seu currículo ou explorar outras opções de carreira – talvez ainda mais satisfatórias.

    Não tem planos para a noite de Fim de Ano? Aproveite para se aconchegar confortavelmente em frente à televisão e veja as festividades no sossego do seu lar, ou talvez queira começar já uma resolução de Ano Novo e planear as acções das primeiras semanas ou mês.

    Podemos não controlar o que a vida nos traz, mas todos temos o poder de reenquadrar eventos difíceis como desafios a serem ultrapassados, em vez de calamidades.

     

    2. Pratique a autocompaixão

    Algumas pessoas têm uma tendência para se baterem quando as coisas não seguem o rumo desejado, o que, não surpreendentemente, não as faz sentir-se melhor. Para mudar a nossa mentalidade numa direcção mais positiva, podemos simplesmente fazer uma pausa e tratar-nos com amabilidade, da mesma forma que trataríamos um amigo próximo que estivesse a passar por dificuldades. (Eu até costumo dizer às minhas clientes para imaginarem que estão a falar assim para uma criança pequena, com os olhos rasos de água… A perspectiva muda, não?)

    As pessoas que praticam a autocompaixão têm menos probabilidades de se culparem quando acontecem coisas más, o que funciona a seu favor. São menos ansiosas e deprimidas e, de um modo geral, sentem-se mais felizes e mais optimistas em relação ao futuro. Por exemplo, as pessoas que sofrem desaires como a perda de um emprego e que têm mais auto-compaixão durante essa difícil transição de vida estão mais empenhadas e motivadas em abrilhantar o seu curriculum e em procurar um novo trabalho – talvez porque se sentem mais ligadas a outras pessoas nas suas vidas e mais capazes de lidar melhor com os desafios que a vida apresenta.

    Por isso,  quando lhe acontecerem coisas más, conceda-se alguma folga. Perdoe-se, seja gentil consigo mesma/o, e trate-se com carinho e compaixão.

     

    3. Deixe ir

    Para além de se culparem por contratempos, as pessoas também podem cair na armadilha de ruminar sobre maus acontecimentos muito depois de terem terminado. Em vez de aceitarem o que aconteceu e seguirem em frente, ficam presas nos seus sentimentos negativos e, para piorar a situação, batem-se por se sentirem mal!

    As pessoas que se criticam por terem pensamentos e sentimentos negativos têm níveis de stress e ansiedade mais elevados, e níveis mais baixos de bem-estar psicológico e satisfação com a vida. Isto porque quando se culpam pelos seus sentimentos, criam um ciclo vicioso, onde a ruminação conduz a maus sentimentos que levam a mais ruminações.

    Se der por si a ruminar sobre uma contenda com um amigo, uma situação difícil no trabalho, ou o estado actual da economia, tente uma nova abordagem. Identifique e deixe de resistir a estes pensamentos e sentimentos negativos. Depois liberte-os. Por exemplo, pode pensar: “Estou a sentir-me só”, ou “O meu trabalho não está a correr bem”, ou “Estou frustrado neste momento com a nossa economia”. Nomear e aceitar as suas emoções e pensamentos negativos vai ajudá-la/o a não se agarrar a eles com tanta força e vai abrir o caminho para uma atitude e resposta mais positiva.

     

    4. Evite comparações

    As pessoas felizes não precisam de fazer comparações sociais. Em vez disso, focam-se nos seus pontos fortes – uma boa forma de aumentar o optimismo e o bem-estar.

    Apesar de sermos consideravelmente diferentes uns dos outros, aqueles de nós propensos a ter uma mentalidade mais negativa, tendem a se envolver em comparações sociais que têm dificuldade em evitar, particularmente nas redes sociais. A maioria das pessoas publica apenas as partes boas das suas vidas – crianças felizes, famílias bem sucedidas, férias fabulosas, carreiras impressionantes – o que nos pode levar a acreditar que as nossas próprias vidas não estão à altura.

    Pode ser por isso que muitas pessoas acreditem que experienciam mais eventos negativos (por exemplo, mais dificuldades) e menos eventos positivos (por exemplo, férias divertidas) do que os seus pares, o que as torna amargas e insatisfeitas com a vida. Em contraste, as pessoas que acreditam no seu valor, que se apoiam nas suas forças de carácter tendem a ser mais felizes do que os seus pares.

    Se der por si numa armadilha de comparação, tente largar o seu hábito de navegar nas redes sociais, ou pelo menos mudar a forma como pensa sobre os retratos demasiado positivos que aí encontra. Em vez de se sentir triste com a forma como a sua vida não está à altura dessas imagens, concentre-se nas coisas muito reais que são boas na sua vida – por exemplo, o meu filho não vai ser o melhor aluno, mas tem um excelente grupo de amigos; a minha família não vai passar duas semanas no Havai, mas somos muito unidos e apoiamo-nos mutuamente.

     

    5. Pratique a gratidão

    Um artigo publicado em 2014 no Journal of Happiness Studies, divulgou que poderia haver uma forma de transformar estados emocionais de pessoas vulneráveis sem intervenção clínica. Os investigadores reuniram 48 pessoas que estavam em lista de espera para psicoterapia, que reportavam problemas que iam desde a depressão e ansiedade até ao abuso de substâncias e distúrbios alimentares. Os participantes foram distribuídos por de três grupos:

    Aos do primeiro grupo, foi-lhes pedido que mantivessem um diário de gratidão. As instruções referiam o seguinte: “Há muitas coisas nas nossas vidas, tanto grandes como pequenas, pelas quais podemos estar gratos”. “Pense no dia de ontem e escreva até cinco coisas na sua vida pelas quais está grato ou reconhecido”.

    O segundo grupo recebeu as seguintes instruções: “Os actos de bondade são comportamentos que beneficiam outras pessoas ou que fazem os outros felizes. Envolvem normalmente algum esforço da nossa parte. Não se esqueça de incluir pelo menos um acto bondoso que tenha feito intencionalmente”. Tal como ao primeiro grupo, também lhes foi pedido que relatassem os seus estados de espírito em cada dia no seu diário sobre bondade.

    O terceiro grupo – que actuou como grupo de controlo – foi convidado a escrever sobre o seu estado de espírito diário, registando as suas expectativas para o dia seguinte, o seu sentido de conexão com os outros, e a sua satisfação geral com a vida.

    Os dados da pesquisa revelaram que as pessoas do grupo de gratidão relataram sentir-se mais gratas no final das duas semanas do estudo, mas as do grupo da bondade não obtiveram o mesmo tipo de benefício. Ou seja, aqueles que contaram as suas gentilezas não se sentiram mais bondosos por causa disso, sugerindo que a gratidão pode ser cultivada neste curto espaço de tempo, mas a bondade não.

    Apesar desta assimetria, os grupos de bondade e gratidão mostraram melhorias mensuráveis em relação àqueles que simplesmente monitorizaram o seu estado de espírito. Ou seja, os dois grupos desfrutaram de uma maior percentagem de dias felizes, onde se sentiram optimistas e esperavam o melhor. Sentiam-se também mais satisfeitos com as suas vidas, que encaravam como mais significativas, e sentiam-se cada dia mais ligados aos outros.

    Todos estes resultados positivos – este aumento do sentimento de conexão, maior satisfação com a vida quotidiana, optimismo, e redução da ansiedade – abordaram de alguma forma os problemas que qualificaram os participantes para o estudo, em primeiro lugar. (Lembrem-se, todos eles estavam clinicamente angustiados e à procura de terapia que tardava em chegar).

    Portanto, estes resultados sugerem que esta breve intervenção – que durou apenas duas semanas – não aumentou só os sentimentos de gratidão, mas fez com que as pessoas se sentissem mais felizes, mais ligadas e mais significativas – fazendo parcialmente o trabalho para o qual a terapia foi concebida.

     

    6. Descubra algum humor

    É possível encontrar algum humor em praticamente qualquer situação e, fazer um esforço para isso, pode contribuir para, posteriormente, adoptar uma mentalidade mais positiva.

    Lembro-me de um episódio em que estávamos desertinhos por ir para casa porque, além do cansaço, a  hora de as deitar as crianças (que ainda eram pequenas) já tinha passado há muito. Todavia, quando chegámos ao carro tinhamos dois carros, um à frente e outro atrás, a bloqueá-lo. No entanto, vimos que havia pessoas dentro do carro que estava parado atrás por isso entrámos no nosso carro e esperámos.

    Como o condutor nos ignorou, o meu marido saiu e dirigiu-se ao lado do condutor para lhe pedir que afastasse o carro para podermos sair. Resposta do condutor: Vá chamar o que estacionou à frente porque eu já aqui estava parado quando ele chegou. O meu marido regressou ao carro e sentou-se à espera. Quando lhe perguntei o que se passara ele respondeu simplesmente: para a próxima vai ser melhor levar um ramo de rosas! E contou-me a resposta que o homem lhe tinha dado. Eu fiquei perplexa! Mas a verdade é que a mudança de perspectiva do meu marido, em vez de fazer a irritação escalar, fez-nos rir e descontrair enquanto esperávamos que sua excelência afastasse o carro.

    Encontrar humor ajuda as pessoas a lidarem com as pequenas irritações da vida quotidiana, mas é particularmente importante para lidar com circunstâncias sérias da vida. Por exemplo, um estudo realizado com pessoas com fibromialgia (uma condição crónica e debilitante marcada por dores corporais generalizadas) que contavam com o sorriso e o riso para lidar com pequenos factores de stress da vida quotidiana – como um empregado de mesa a derramar água sobre si – reportaram níveis mais baixos de angústia psicológica e menos sintomas físicos. Esta capacidade de dar passos em frente reduz o stress e os seus efeitos negativos no bem-estar físico e psicológico.

    Assim, da próxima vez que se encontrar numa situação frustrante ou difícil, experimente o humor. Lembre-se de que esta situação irá provavelmente contribuir para uma boa história mais tarde, e procure criar uma piada sobre ela. Diga que está despedido; ou imagine a forma mais absurda de passar o seu último dia, ou o trabalho mais ridículo que poderia fazer a seguir como engraxador de sapatos ou ser escultura viva para pombos. Permitir-se experimentar o humor pode trazer-lhe vantagens.

    Se este tipo de mentalidade positiva não lhe surge naturalmente, não desespere. Procure encontrar alguém que seja um modelo a seguir e o possa ajudar a cultivar esta habilidade. Lembra-se do ramo de rosas? Ainda hoje nos rimos dessa história.

    7. Pratique o Melhor Eu Futuro Possível

    Tenho estudado a investigação de Charles R. Snyder sobre esperança, a investigação de Brené Brown sobre coragem e a intervenção de Laura King sobre o “Melhor Eu Futuro Possível” e, no seu conjunto, este corpo de pesquisa representa um quadro mais amplo e ligeiramente diferente de optimismo. O optimismo, a esperança, a coragem e a confiança são todas emoções positivas sobre o futuro. Mas, apesar de, geralmente, os investigadores verem a esperança apenas como um conjunto de competências e não como uma emoção, para mim, elas são tanto sentimentos como competências.

    Na minha perspectiva, o que mais importa não são as definições exactas destas emoções, ou as diferenças subtis entre algumas delas (como entre esperança e optimismo, por exemplo). O que importa é termos a confiança, a esperança e a coragem que é preciso para irmos atrás dos nossos sonhos e concretizar os nossos objectivos.

    É aqui que entra o exercício “O Melhor Eu Futuro Possível”.  A investigação tem demonstrado repetidamente que este exercício – que é uma forma de praticar o optimismo – nos deixa mais felizes e optimistas.

    Em essência os investigadores colocam as pessoas a escrever durante 15 a 20 minutos sobre o seu “melhor eu futuro possível”.

    O poder deste exercício vem de (1) colocar as pessoas a imaginar e (2) a dissertarem sobre os seus sonhos para si próprias. Estas duas coisas são realmente importantes e ambas exigem prática.

    Encontra as indicações para realizar este exercício no final do episódio do podcast.

    Sonja Lyubomirsky, argumenta que parte do poder deste exercício provém do processo de escrita e sugere que as pessoas que obtêm o maior impulso de felicidade com este exercício são aquelas que o acham mais interessante, desafiador e significativo – e continuam a tentar imaginar o seu “melhor futuro possível”.

    Daquilo que é a minha experiência, tenho colhido benefícios de ambas as formas (imaginar apenas ou colocar no papel o que imagino).

    Conclusão

    Em conclusão, vimos que o optimismo é uma característica psicológica caracterizada pela crença de que o futuro será mais risonho ou mais favorável porque há factores que podemos controlar. Também referi vários estudos científicos que demonstraram que ser optimista beneficia a nossa saúde física, mental, emocional e espiritual. E, por último, mas não menos importante, o optimismo é algo que pode ser alcançado por qualquer pessoa que esteja disposta a praticá-lo.

    Então, escolha uma das 7 sugestões acima (ou procure outras no Google, por exemplo) e comece a exercitar o seu optimismo. Garanto que irá sentir as diferenças em poucas semanas e, as pessoas á sua volta também.

    Tenho utilizado estas estratégias na minha própria vida e,  embora a minha inclinação natural não seja ver o lado luminoso das coisas, agora sinto que é cada vez mais fácil mudar o meu pensamento de formas que me deixam mais feliz. Adoptar este tipo de visão mais optimista do mundo levou o seu tempo, energia e esforço, mas valeu realmente a pena. Estas mudanças têm me ajudado a sentir mais feliz.

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    Perseverança, Paixão e Garra

    3 semanas atrás · ·0 Comentários

    Perseverança, Paixão e Garra

    Perseverança, paixão e garra é o esforço sustentado que nos orienta para os objectivos de longo prazo. Requer empenho e disciplina e é alimentado pela paixão..

    A perseverança diz respeito à nossa capacidade de perseguir um objectivo ou paixão ao longo do tempo, e de nos mantermos fiéis a ele quando nos defrontamos com contratempos ou obstáculos. A vida não traz um mapa nem livro de instruções. Mas o modo como lidamos com os obstáculos e desaires da vida é um prenúncio da nossa evolução ou estagnação.

    Para a Psicologia a perseverança é entendida como um impulso contínuo para atingir os nossos objectivos e melhorar as nossas capacidades e desempenho através de um esforço persistente.

    Perseverança, paixão e garra são capacidades aprendíveis

    De acordo com a investigadora Angela Duckworth, a perseverança é uma qualidade essencial para o sucesso na vida que, muitas vezes, supera a aptidão e o talento natural e é um predictor mais preciso da realização. No entanto, a maioria de nós acredita falsamente que o talento inato é o principal motor do sucesso.

    Perseverar implica esforço e prática. Mas também envolve a nossa capacidade de aprender com o fracasso e tentar novamente quando falhamos até sermos bem-sucedidos. O mais importante é aprendermos com o que correu mal. Eu tenho aplicado muito este princípio na minha vida e tenho colhido frutos maravilhosos.

    Não há fracassos mas oportunidades de aprendizagem

    As pessoas perseverantes, em vez de ficarem envergonhadas ou de se deixarem desencorajar pelo fracasso, vêem-no como uma oportunidade de aprendizagem. Embora fiquem frustradas com os contratempos, vêem-nos como oportunidades de melhoria e experimentam outras abordagens quando descobrem o que correu mal. Incorporam essas aprendizagens e adaptam o seu comportamento em conformidade para evitarem falhar novamente no futuro.

    Podemos, então, entender a perseverança como uma pulsão contínua para atingir os nossos objectivos e aperfeiçoar as nossas aptidões e desempenho através de um esforço persistente. Trata-se de uma forma de orientação intencional para os objectivos. Requer empenho e disciplina a longo prazo, e que é alimentada pela paixão.

    Ela está intimamente relacionada com uma série de outros conceitos, incluindo a resiliência, a motivação, o ímpeto, a determinação, a coragem, a paixão e a consciência.

    Perseverança inclui motivação e determinação

    Embora a perseverança seja distinta da motivação e determinação, inclui elementos de ambas. Como demonstrou a investigação de Angela Duckworth, o sucesso em algo requer persistência através de algum tipo de desconforto e uma capacidade para avançar quando confrontados com complicações.

    Assim, a perseverança está relacionada com a nossa capacidade de adiar as recompensas, auto-regulação e prática do auto-controlo. Tudo isto é necessário para honrarmos o nosso compromisso com um objectivo a longo prazo. Assim, perseverança significa que damos prioridade a recompensas futuras sustentáveis em vez de prazeres de curto prazo no presente.

    Todas as formas de aprendizagem requerem perseverança

    Todas as formas de aprendizagem e empoderamento cruciais requerem perseverança. Se não persistíssemos nos nossos esforços para andar, falar, aprender a ler e a escrever, aprender uma nova língua ou a tocar um instrumento; ou superar medos ou crenças que nos bloqueiam, teríamos permanecido estagnados.

    Não nos teríamos desenvolvido física, cognitiva e psico-socialmente. Não haveria progresso. A persistência – outra faceta da perseverança – também pode ser compreendida como um traço de personalidade ou de temperamento e, como tal, está relacionada com esforço, ambição e perfeccionismo.

    Kaizen traduz-se como “mudança para melhor”

    A minha forma preferida de integrar a perseverança na minha própria vida é através do conceito japonês de kaizen. O Kaizen traduz-se como “mudança para melhor” e refere-se à ideia de melhoria gradual e incremental a longo prazo. É uma filosofia de melhoria contínua, que se foca nos pequenos detalhes.

    É uma abordagem sustentada da mudança de hábitos, lenta e constante, cuja ênfase é colocada na melhoria persistente e não na renovação desenfreada. Por outras palavras, o kaizen encoraja-nos simplesmente a perseverar na tarefa de melhorarmos a nós próprios, por muito pequenas que sejam as melhorias.

    Perseverança mais paixão é igual a garra

    No seu livro Garra: O Poder da Paixão e da Perseverança (2016), Angela Duckworth argumenta que perseverança mais paixão é igual a garra. Duckworth demonstrou que a garra é uma qualidade essencial para o sucesso na vida. Embora o nosso talento natural seja importante, a perseverança é muito mais essencial do que a pura capacidade como predictor da nossa realização. A paixão é aqui entendida como um forte interesse consistente que fornece a motivação subjacente para alcançar objectivos a longo prazo.

    “O nosso potencial é uma coisa. O que fazemos com ele é outra coisa bem diferente”, escreve Duckworth (2016, p. 17). Ou seja, embora a aptidão, as competências e um grau básico de talento sejam importantes como factores determinantes do sucesso, não são tão significativos como o trabalho árduo e a tentativa, incessante, de melhorar o que fazemos.

    Em primeiro lugar, Duckworth acredita que a garra pode ser aprendida. Isto é, todos nós podemos praticar para ter mais garra e trabalhar na nossa capacidade de perseverança. Assim, podemos considerar a combinação de paixão e perseverança (que Duckworth descreve como garra) como uma tendência dispositiva. Ela acredita que as pessoas nascem com vários níveis de garra, mas que esta é uma característica que se desenvolve através da experiência. Em segundo lugar, diz ela, para que as pessoas desenvolvam a garra precisam de cultivar uma mentalidade de crescimento.

    Ter uma mentalidade de crescimento é insuficiente

    Ter uma mentalidade de crescimento implica compreender que assumir riscos apropriados por vezes leva ao fracasso. Porém, ter uma mentalidade de crescimento não é suficiente para desenvolver garra. A diferença, está em como uma pessoa com uma mentalidade de crescimento define e recupera desse fracasso.

    Não é suficiente ter uma mentalidade de crescimento. Precisamos também de uma dose saudável de garra e resiliência para atingir objectivos a curto e longo prazo.

    A garra é um esforço sustentado e consistente para um objectivo. Mesmo quando temos dificuldades, vacilamos, ou falhamos temporariamente. Porque a garra é uma paixão intensa por um determinado objectivo, as pessoas podem demonstrá-la numa área e noutras não.

    A garra é o motor a risiliência o combustível

    A resiliência é a nossa capacidade de recuperar depois de termos enfrentado dificuldades, tropeçado ou falhado. É sermos capazes de nos reerguermos, sacudir o pó, tirar um ou dois momentos para nos recompormos, e depois voltarmos ao trabalho de perseguir o nosso objectivo. Isto envolve optimismo.

    Algumas pessoas são mais resilientes do que outras. E, tal como a garra, é uma característica que qualquer pessoa pode desenvolver.

    Em conclusão, a garra é o motor que nos move em direcção ao nosso objectivo. A resiliência é o combustível que mantém o motor em movimento.

    Esse será o tema do nosso próximo episódio.

    A proposta de exercício deste episódio é:

    Espaço de Respiração de Três Minutos

    Este exercício Espaço de respiração de três minutos pode ser usado como um exercício eficaz para integrar a atenção plena na vida diária. Poderão ouví-lo e praticá-lo quantas vezes desejarem.

    Obrigada por me ouvirem e, por favor, avaliem o podcast nos comentários e partilhem com quem acreditem que possa beneficiar dele.

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    Tenham uma boa semana e até ao próximo episódio.

    Cuidem-se, e façam o favor de criar vidas harmoniosas e felizes.

    Vamos falar de Stress

    4 semanas atrás · ·0 Comentários

    Vamos falar de Stress

    Neste episódio do podcast vamos falar do impacto do stress na nossa vida. O stress é um dos grandes males da vida contemporânea e pode afectar-nos a vários níveis. Desde os pequenos desafios às grandes crises, o stress faz parte da vida de todos nós. Sejamos francos, manter a calma num mundo em constante e rápida mudança como o de hoje não é tarefa fácil. Embora nem sempre possamos controlar as circunstâncias da nossa vida, podemos controlar a forma como respondemos a elas.

    Há que referir que o stress pode ser esmagador

    Apesar de haver pessoas que têm uma grande capacidade de adaptação, gerir o stress não é uma tarefa fácil. Quando o stress se torna esmagador ou crónico, pode ter grande impacto no nosso bem-estar e na nossa vida. Por isso, é importante termos aliviadores de stress eficazes que possam acalmar a nossa mente e o nosso corpo.

    O stress é a resposta do nosso corpo a um evento ou a uma situação tensa na nossa vida. A médio e longo prazo, o stress provoca sérios danos tanto na mente quanto no corpo. Além de estar na origem de várias doenças físicas, o stress bloqueia-nos, impede-nos de pensar com clareza e pode afectar as nossas relações.

    Normalmente o stress é consequência de algo novo ou inesperado, e que, de alguma forma, foge ao nosso controlo. Há uma diversidade de componentes que influenciam o impacto do stress na nossa vida, desde a nossa predisposição genética e o ambiente em que vivemos até ao contexto social e económico.

    O stress pode conduzir a problemas de saúde sérios

    O stress até pode ser benéfico em determinadas ocasiões. No entanto, quando é constante, torna-se crónico e pode conduzir a problemas de saúde sérios. O corpo está desenhado de modo a lidar com pequenas quantidades de stress, sobretudo direccionadas para um único momento. No entanto, não estamos preparados para lidar com o stress a longo prazo, de forma continuada. Podemos ficar esgotados, física e mentalmente, sem capacidade de resposta. E todo o corpo pode sofrer com isso.

    Quando somos expostos a situações stressantes são activadas determinadas hormonas no nosso corpo que desencadeiam uma resposta de autodefesa denominada “luta ou fuga”. Durante essa resposta, os batimentos cardíacos aumentam, a respiração torna-se mais rápida, os músculos contraem e a pressão arterial aumenta. Deste modo, o organismo está pronto a agir e a impedir que nos magoemos.

    O stress pode afectar-nos a vários níveis

    O stress pode afectar-nos a vários níveis. E, uma vez que cada um de nós lida com o stress de forma diferente, os sintomas também variam.

    Quando alguém está exposto a longos períodos de stress o corpo começa a dar sinais de que não está a responder normalmente devido a uma “sobrecarga” do sistema imunitário.

    Entre os problemas relacionados com o stress incluem-se:

    – Depressão, ansiedade e distúrbios de personalidade

    – Doenças cardiovasculares, incluindo tensão arterial elevada, arritmia cardíaca, ataque cardíaco e acidente vascular cerebral

    – Problemas gastrointestinais, obesidade e distúrbios alimentares, etc.

    O stress prejudica a saúde e reduz a clareza mental

    Se estás a viver com níveis elevados de stress, estás a colocar todo o teu bem-estar em risco. O stress perturba o teu equilíbrio emocional e a tua saúde física. Reduz a tua capacidade de pensar com clareza, de funcionar eficazmente e de desfrutar a vida como mereces.

    Algumas das principais causas de stress observadas actualmente estão relacionadas com o burnout, a ansiedade e depressão laboral, particularmente devido à pressão de prazos apertados, responsabilidade excessiva e exigências desmesuradas tendo em conta os recursos disponíveis.

    Embora possa parecer que não há nada que possamos fazer em relação ao stress, no trabalho e em casa, há medidas que podemos tomar para aliviar a pressão e recuperar o controlo. As contas vão continuar a chegar, o dia nunca terá mais horas, as responsabilidades profissionais e familiares serão sempre exigentes, mas temos muito mais controlo do que pensamos.

    A gestão do stress está relacionada com liderança pessoal

    A base da gestão do stress está, na verdade, relacionada com a liderança pessoal, ou seja, o nosso estilo de vida, a gestão das emoções e dos pensamentos, e a forma como lidamos com os problemas. Não importa o quão stressante a vida possa parecer, há passos que podemos dar para aliviar a pressão e recuperar o controlo.

    Existem uma série de medidas que podemos adoptar de imediato para combater o excesso de pressão nas nossas vidas. Podemos adoptar um estilo de vida mais saudável, fazer pausas para respirar, praticar exercício físico, evitar consumo de substâncias prejudiciais à saúde, dormir o suficiente, etc. No entanto, por muito boa vontade que tenhamos, às vezes torna-se necessário tomar mais medidas para combater o stress crónico. Para percebermos as causas do stress há que estabelecer a ligação entre os sintomas físicos e emocionais para que possamos compreender a tensão que enfrentamos. Uma vez reconhecido que estamos sob stress é necessário inventariar as soluções possíveis.

    O primeiro passo é perceber que o problema não reside apenas em nós. Este é um tema de tal forma abrangente que abarca todas as esferas da vida em sociedade: família, comunidade, organizações, estado e sociedade civil.

    Quer estejas prestes a ser entrevistado para um novo emprego ou te sintas sobrecarregada pelo comportamento do teu filho, é importante que tenhas algumas ferramentas de redução do stress que possam diminuir o teu stress de forma rápida e eficaz.

    A gestão eficaz do stress ajuda a quebrar a sua influência na nossa vida

    A gestão eficaz do stress ajuda-nos a quebrar a influência que o stress tem na nossa vida, para que possamos ser mais produtivos, mais saudáveis e mais felizes. O objectivo final é termos uma vida equilibrada, com tempo para o trabalho, relacionamentos, relaxamento e diversão – e a resiliência para resistir à pressão e enfrentar os desafios corajosamente. Mas quando falamos da gestão do stress é importante reconhecer que ele não é uniforme. Por isso é importante experimentar e descobrir o que funciona melhor para cada pessoa e situação.

    Também é importante termos estratégias de alívio do stress a curto prazo que podemos utilizar em qualquer lugar.

    A verdade é que o que usamos em casa pode não ser uma opção quando estamos no trabalho ou em locais públicos (dançar na sala pode ser útil, mas dançar na mercearia pode não ser). Portanto é importante termos alguma diversidade de ferramentas de alívio do stress à nossa disposição. Assim, podemos escolher uma estratégia que funcione melhor de acordo com as circunstâncias do momento.

    As melhores estratégias de curto prazo são aquelas que:

    • Podem ser realizadas em qualquer lugar.
    • Não necessitam de muita prática para dominar
    • São gratuitas
    • Proporcionam alívio imediato

    Nota: E é precisamente isso que vou partilhar contigo, se decidires participar no desafio, ao longo de 30 dias.

    Começar por identificar as fontes de stress

    A gestão do stress começa com a identificação das fontes de stress na nossa vida. Isso não é tão simples quanto parece. Embora seja fácil identificar os principais factores de stress, tais como a mudança de emprego, uma perda significativa ou um divórcio, etc. identificar as fontes de stress crónico pode ser mais complicado. É muito fácil ignorarmos como os nossos próprios pensamentos, sentimentos e comportamentos contribuem para os nossos níveis de stress diários. Claro, talvez saibas que estás constantemente preocupada com os prazos no trabalho, mas talvez seja a tua procrastinação, em vez das exigências reais do trabalho, que te está a causar stress. (Se essa é a tua questão, fala comigo porque criei um programa excelente para eliminar a auto-sabotagem e, em breve irei abrir as pré-inscrições para a nova edição).

    Para identificares as tuas verdadeiras fontes de stress, observa atentamente os teus hábitos, atitudes e desculpas:

    • Exprimes o stress como temporário mesmo que não te lembres da última vez que respiraste? (“Eu tenho apenas um milhão de coisas a acontecer neste momento”)
    • Defines o stress como parte integrante da tua vida profissional ou familiar (“As coisas na minha vida estão sempre uma loucura”) ou como parte da tua personalidade (“Eu sou muito nervosa, mais nada”)?
    • Culpas outras pessoas ou eventos externos, ou vês o teu stress como algo completamente normal e não excepcional?

    Até que assumas a responsabilidade pelo papel que desempenhas na criação ou manutenção, do teu stress o seu nível permanecerá fora do teu controlo.

    Alguns factores de stress são previsíveis

    Embora o stress seja uma resposta automática do teu sistema nervoso, alguns factores de stress surgem em alturas previsíveis. Por exemplo, a nossa permanência no trânsito, uma reunião com o chefe ou reuniões familiares. Ao lidarmos com esses factores previsíveis de stress podemos mudar a situação ou mudar a nossa reacção.

    Não é saudável evitar uma situação stressante que precisa de ser resolvida, mas podes ficar surpreendida com o número de agentes perturbadores que podes eliminar da tua vida.

    Não tentes controlar o incontrolável. Muitas coisas na vida estão fora do nosso controlo, particularmente o comportamento de outras pessoas. Ao invés de te preocupares com elas, concentra-te nas coisas que podes controlar, como a maneira como escolhes responder aos problemas.

    Algumas fontes de stress são inevitáveis

    Algumas fontes de stress são inevitáveis. Não é possível evitar ou mudar factores de stress, como a morte de um ente querido, uma doença grave ou uma crise nacional. Nesses casos, a melhor maneira de lidar com o stress é aceitar as coisas como elas são. A aceitação pode ser difícil, mas, a longo prazo, é mais fácil do que lutar contra o que não se pode mudar.

    Procura o lado positivo. Ao enfrentares grandes desafios, procura olhar para eles como oportunidades de crescimento pessoal. Se as tuas próprias más escolhas contribuíram para uma situação stressante, reflete sobre elas e aprende com os teus erros.

    Partilha os teus sentimentos. Exteriorizar a tua dor pode ser muito catártico, mesmo que não haja nada que possas fazer para alterar a situação de stress. Fala com um amigo de confiança ou marca uma consulta com um terapeuta (comigo, por exemplo).

    Neste episódio o exercício prático que partilho no final chama-se:

    OBSERVAÇÃO CONSCIENTE

    Este exercício é simples que requer apenas uma janela com algum tipo de vista. Pode ser repetido todas as vezes que desejarem.

    Obrigada por me ouvirem. Por favor avaliem o podcast nos comentários e partilhem com quem acreditem que pode beneficiar dele.

    Tenham uma boa semana e, até ao próximo episódio.

    Cuidem-se, e façam o favor de criar vidas harmoniosas e felizes.

    Se gostaram de ouvir este podcast, também podem querer ler artigos no meu blog, ou obter outros recursos gratuitos ou, quem sabe, inscrever-se num dos meus programas.

     

    Maturidade Emocional

    1 mês atrás · ·2 comentários

    Maturidade Emocional

    A maturidade emocional caracteriza-se pela manifestação de competências para lidar com as adversidades da vida. Esta capacidade para alinhar pensamentos e emoções, consiste no exercício de habilidades de inteligência emocional como: autoconsciência, autocontrolo e automotivação.

    A maturidade emocional está relacionada com a resiliência.

    A maturidade emocional está directamente relacionada com a resiliência. É a aptidão para ganhar tolerância às frustrações e superar revezes inevitáveis a que todos estamos sujeitos. Ter capacidade para suportar as frustrações e absorver os golpes da vida não significa não sofrer com eles. Ter maturidade emocional, implica enfrentar as frustrações e adversidades, com responsabilidade, sem culpar terceiros pelo que aconteceu ou pelo que se sente.

    Ser emocionalmente maduro é ser capaz de enfrentar os desafios e libertar-se, tão depressa quanto possível, da tristeza ou do ressentimento que possam ter causado. As pessoas emocionalmente maduras também se irritam, simplesmente transformam a raiva em motivação para a mudança positiva.

    Maturidade emocional envlve ter consciência social

    A maturidade emocional envolve ter consciência social, empatia e competência para se relacionar com as pessoas em todos os ambientes. É ser capaz de evitar ou mediar conflitos, e ter apetência para criar relacionamentos positivos e saudáveis. A pessoa mais amadurecida procura evoluir também social e moralmente. Isso leva-a a agir com equidade, afabilidade, compreensão e gentileza.

    O crescimento emocional é um processo evolutivo e, por isso mesmo, interminável. Somos todos obras em construção. O nosso progresso só é possível através de autoconhecimento, autorregulação e consciência social. Agir com inteligência e maturidade emocional requer, tal como tantas outras competências, aprendizagem, apoio, prática e experiência.

    Maturidade é reconhecer e aceitar a nossa vulnerabilidade

    Finalmente, em prol da paz e harmonia interiores, é importante termos presente a nossa condição de seres humanos e, portanto, vulneráveis. Reconhecer e aceitar a nossa vulnerabilidade, é uma prova de maturidade e coragem. A maturidade emocional é a manifestação das competências de inteligência emocional. Saber se colocar perante as circunstâncias, sem se vitimizar, sem se culpar ou culpabilizar outros, é o primeiro passo para sair do modo de sobrevivência e ter uma vida mais plena, realizada e feliz.

    Feito com ♥ por Ana Paula Vieira
    Conteúdos da autoria de Ana Paula Vieira. Todos os direitos reservedos
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