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    A importância dos actos aleatórios de bondade

    3 semanas atrás · · 0 Comentários

    A importância dos actos aleatórios de bondade

    Neste episódio falo da importância dos actos aleatórios de bondade quer para quem os pratica quer para quem os recebe e dos seus benefícios.

    Este artigo tem como objectivo complementar o que foi abordado no Podcast. Assim, abordo conceitos retirados de diferentes pesquisas científicas para fundamentar a importâcia dos actos aleatórios de bondade e os seus benefícios.

    Porque é importante ser bondoso?

    A investigação científica sobre o tema da bondade é cada vez mais abundante. Os actos aleatórios de bondade têm se revelado determinantes na melhoria do bem-estar e da saúde. Por outras palavras, a ciência tem demonstrado que ser bondoso compensa.

    A bondade parece ser um atributo inerente a qualquer ser humano. Porém, como a maioria das coisas vitais, ela é ao mesmo tempo muito simples e muito complexa. As suas múltiplas camadas podem ser exploradas extensivamente.

    A um nível básico a bondade manifesta-se através da consideração pelos outros. E todos os seres humanos apreciam a bondade, incluindo bebés e crianças. Mas a um nível mais profundo, ela revela-se benéfica para a saúde e o aumento da longevidade.

    As nossas motivações mais básicas, além da luta pela sobrevivência, são o bem-estar e a felicidade. Portanto, todos nós, seres humanos, queremos que ser tratados com bondade e gentileza. E isto está directamente relacionado não só com a nossa conscientização, mas também com a auto-consciência.

    O que diz a Ciência sobre a bondade

    Segundo o antropólogo Oliver Curry, director de investigação do Kindlab, na Universidade de Oxford, “A bondade é muito mais antiga do que a religião.” Curry refere ainda que a bondade é universal e, “a razão básica pela qual as pessoas são amáveis é porque somos animais sociais”.

    Tem surgido muita investigação sobre a importância, a longo prazo, do toque afectivo para as crianças, bem como o seu impacto nos adultos. A partir destes dados podemos perceber que a bondade não é um mero conceito. Ela é também uma realidade biológica no nosso corpo.

    Quando estudei psicologia positiva fiquei um pouco surpreendida ao descobrir que a bondade era objecto de estudo científico. Os resultados de várias pesquisas científicas referiam a importância dos actos aleatórios de bondade no aumento do bem-estar emocional. Ou seja, a bondade é importante para o aumento da felicidade, tanto do dador como do receptor. Todavia, o que me surpreendeu mais não foram os dados da pesquisa, mas o facto disso ter surpreendido os pesquisadores.

    Desde criança, eu observei essa alegria nos meus pais. No início eu não compreendia porquê. Agora percebo!

    A bondade activa diferentes partes do cérebro

    O nosso sistema nervoso está ligado de tal forma que o toque afectivo, como o toque amoroso de alguém ou a bondade, activa diferentes partes do cérebro. O toque afectuoso de alguém que percepcionamos como gentil ou amável pode fazer-nos sentir seguros, relaxados e calmos. Isso provoca a activação do nosso sistema nervoso parassimpático o que leva à libertação de serotonina e oxitocina.

    Por outro lado, se o toque vem de alguém com quem não simpatizamos, pode ser interpretado pelo nosso cérebro como uma ameaça. Em consequência, provoca uma resposta fisiológica e química completamente diferente (e menos saudável) no nosso corpo – a “resposta de fuga ou luta”. Esta activação do sistema nervoso simpático pode causar-nos stress. Isso leva à libertação de hormonas como a adrenalina e o cortisol, elevando, assim, o ritmo cardíaco e a pressão sanguínea.

    Os actos aleatórios de bondade são muito poderosos

    A pesquisa ciêntífica confirma-o abundantemente. “Fazer bondade torna-nos mais felizes e ser mais feliz faz-nos praticar actos de bondade”, disse Richard Layard, professor emérito de economia na London School of Economics e autor do livro “Can We Be Happier?”

    Sonja Lyubomirsky, professora de psicologia na Universidade de Riverside na Califórnia, testou esse conceito em várias experiências ao longo de 20 anos. Ela constatou, reiteradamente, que as pessoas se sentem ainda melhor quando são bondosas para com os outros do que quando são bondosas para consigo próprias.

    “Os actos de bondade são muito poderosos”, disse Lyubomirsky.

    Numa experiência que efectuou, Lyubomirsky pediu aos participantes para praticarem três actos de bondade adicionais por semana. Ao primeiro grupo pediu que realizassem três actos de bondade para com outras pessoas. E, aos participantes de outro grupo, pediu que os realizassem para consigo mesmos. Poderiam ser pequenos gestos, como abrir uma porta para alguém, ou algo com mais impacto. Os dados demonstraram que as pessoas que foram bondosas para com os outros sentiam-se mais felizes e mais ligadas ao mundo do que as que tinham sido gentis para consigo mesmas.

    As sociedades mais bondosas são também as mais felizes

    Anat Bardi, psicóloga da Universidade de Londres que estuda sistemas de valores, realizou um estudo cujos dados revelaram que a bondade é o valor mais prezado acima de qualquer outro. Os investigadores agruparam os valores em dez categorias e perguntaram às pessoas qual o mais importante. A benevolência ou bondade, destacou-se, ultrapassando a segurança, o hedonismo, ter uma vida excitante, a criatividade, a ambição, a obediência ou a justiça.

    Bardi realizou este estudo em dezenas de outros países e obteve sempre o mesmo resultado. As pessoas tendem a valorizar mais a bondade. A bondade também ficou em 1º lugar nos países escandinavos, os mais felizes nos rankings mundiais anuais. Então, não é surpreendente que as sociedades mais bondosas sejam também as mais felizes.

    O “World Happiness Report“, um projecto desenvolvido pelas Nações Unidas, também revelou que não é a riqueza das sociedades que as torna mais felizes. A felicidade e a satisfação com a vida são mais fomentadas por factores como a confiança e o apoio social, manifestações de bondade explicitas, do que por factores económicos.

    O “World Happiness Report” de 2019 sugeria que, mais do que a riqueza, é a generosidade (ser bondoso distribuindo riqueza) que está positivamente correlacionada com a felicidade nas sociedades. Isto coincide com outros dados científicos que mostram que tendemos a sentir-nos mais recompensados quando agimos com bondade e beneficiamos os outros.

    Bondade, empatia e compaixão andam de mãos dadas

    A bondade é naturalmente influenciada pela empatia e pela compaixão. Dado que a bondade é vital para nós, tanto a nível biológico como social, devemos investir em formas de a cultivar.

    No entanto, cultivá-la apenas por nós próprios pode ser insuficiente se queremos transformar o mundo num lugar mais pacífico. Assim, é essencial ensinarmos também as crianças a desenvolver estas competências e as tendências que as sustentam.

    Isso inclui introduzir práticas de auto-cuidado e bondade tanto em casa como nas escolas para que as crianças beneficiem deste conhecimento. Só assim poderão iniciar práticas de bondade e auto-cuidado desde a mais tenra idade.

    Ensinar a bondade às crinaças pelo exemplo

    Eu referi atrás que aprendi sobre bondade, sobretudo, com a minha mãe. Ela era a personificação da generosidade e vibrava sempre que praticava o bem ou o testemunhava em alguém. Acima de tudo, ela salientava a importância de o fazer, especialmente para quem o praticava. Esse conceito ficou entranhado em mim, pelo exemplo.

    A verdade é que as crianças aprendem por modelagem, ou seja, reproduzem o que vêem os adultos fazerem. O lema “faz o que eu digo e não o que eu faço” não funciona. Logo, é preciso que tanto progenitores como educadores pratiquem o auto-cuidado e a bondade para que as crianças interiorizem, efectivamente, esses conceitos.

    E, quero aqui sublinhar dois aspectos importantes. Em primeiro lugar, o auto-cuidado é uma necessidade, não um luxo. Não se pode matar a sede a alguém com um copo vazio.

    Em segundo lugar, da mesma forma que precisamos de praticar a auto-compaixão, o mesmo se aplica a actos de bondade para connosco. A bondade para consigo mesmo é tão importante quanto para com os outros. Geralmente, somos muito céleres a nos criticarmos e depreciarmos e menos deligentes a nos valorizamos.

    Este é outro conceito importante a ensinar às crianças desde cedo. Todavia requer mudanças de comportamento nos adultos se quiserm que as crianças venham a ser adultos emocionamente equilibrados e felizes.

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    Mães coragem

    1 mês atrás · · 0 Comentários

    Mães coragem

    Ser mãe, só por si, já é um acto de coragem. Mais do que uma decisão, uma escolha ou um papel, para muitas mulheres, a maternidade muda completamente a sua trajectória de vida ou o conceito que tinham de si mesmas. Para muitas mulheres é a concretização de um sonho. Já para outras esse sonho nunca se torna ralidade ou esse papel foi-lhes arrancado. São as mães coragem!

    Ser mãe é mais do que o acto de dar à luz

    A maternidade vai além do acto de dar à luz ou do desempenho do papel decorrente desse facto. É a personificação suprema do amor incondicional, da entrega, do cuidado e nutrição e, para muitas mães, de total abnegação.

    Quando nasce um bebé saudável e “perfeitinho” é a verdadeira realização de um sonho, por vezes, há muitos ansiado. Mas quando esse milagre da vida traz consigo desafios maiores… Em primeiro lugar, se a chegada de um bebé vem acompanhada de medo e angústia, a coragem é convidada a marcar presença. Em segundo lugar, a vida da mãe pode mudar num ápice, por vezes de forma radical, a partir desse momento.

    Por outro lado quando a vida desse filho ou filha se esvai como areia por entre os dedos… Ou se a mãe não chega a segurar o seu bebé nos braços, o seu papel como mãe pode ser ignorado ou negligenciado. Do mesmo modo, se a gravidez não vai além das primeiras semanas, o papel da mulher enquanto mãe geralmente não é reconhecido. E por fim, se a mulher simplesmente não consegue engravidar, o sonho de ser mãe pode permanecer apenas o desgosto de não o ser.

    Quando o papel de mãe não é reconhecido ou é negado

    Muitas mulheres não são mães porque simplesmente não conseguiram gerar vida ou adoptar. Algumas não chegaram a poder segurar os seus bebés nos braços… Há mulheres perderam os seus filhos horas, dias, semanas mais tarde. Outras perderam os seus filhos ainda crianças, quando eram jovens ou já na adultez. Estes acontecimentos não tornam estas mulheres menos mães.

    O que torna uma mulher em mãe é muito mais do que o parto físico ou a parentalidade através da adopção. A maternidade tem a ver com amor incondicional, com dedicação, com cuidado e nutrição. Muitas mulheres que nunca foram mães fisicamente, não obstante, têm a capacidade e o dom de nutrir, amar e cuidar dos outros.

    Outras mães que perderam os seus filhos ou nunca chegaram a ouvi-los chamar-lhes “mãe” ou deixaram de ouvir essa palavra tão doce ser-lhes dirigida e vêem o seu papel de mãe negado pela socieade.

    Para mães sem filhos o dia das mães também pode ser cruel

    Para as mães coragem que perderam os seus filhos, ou mães que têm filhos com uma condição especial que não conseguem expressar-lhe o seu amor ou apreço, ou a quem nem foi reconhecido o papel de mães, o dia das mães pode ser duro.

    Se alguém perde os pais é órfão. Quando alguém perde o companheiro é viúvo ou viúva. Mas quando se perde um filho não há adjectivo que qualifique essa condição. E, para muitas mães que perderam os seus filhos no ventre resta-lhes apenas a solidão e a coragem. Por estas e outras razões, para muitas mães que perderam os seus filhos, o “Dia da Mãe” pode ser doloroso ou até mesmo cruel.

    Se for como eu, desejaria ter o seu filho ou filha consigo em muitos dias, mas esse desejo ganha intensidade no Dia da Mãe. Desejaria celebrar o facto de o ter carregado no ventre, dado à luz, educado e alimentado. Talvez preferisse apreciar quem ele ou ela se teria tornado, e não recordar quem ele ou ela foi. Gostaria de vê-lo(a) vivo(a) e inteiro(a) e poder sentir o seu odor único. Como eu percebo isso. Não interessa as prendas, os cartões com mensagens bonitas, as flores ou os chocolates. O presente que gostaria de recebe era vê-lo(a) entrar pela porta adentro, lançar os braços à minha volta, e dizer como só ele sabria dizer: “Olá, mãe”.

    Um filho não substitui outro

    Mesmo que tenham outros filhos, pelos quais se sentem extraordináriamente gratas, isso não preenche o vazio e também receiam pelas suas vidas. Acima de tudo temem sobreviver-lhes. Eu compreendo isso muito bem. Mães coragem, não estão a enlouquecer estão a aprender a viver sem o vosso filho ou filha. Estão a ser simplesmente mães protectoras que desejam o melhor para os seus filhos.

    Se perdeu o seu filho, sei que o seu coração provavelmente ainda sangra e os seus braços vazios latejam. Tenho plena consciência de que não há maior dor no mundo do que a de perder um filho. Compreendo por que razão pode querer evitar as celebrações do Dia da Mãe, e em vez disso preferir fazer um qualquer ritual em memória do seu filho ou filha… Ou até querer ir ao cemitério para ver o seu nome escrito numa lápide, porque já ninguém o pronuncia, não é verdade? Também pode preferir sentar-se a folhear algum album de fotografias, percorrer as linhas do seu doce rosto com o dedo ou cada letra do seu nome. Diga o seu nome com coragem e ousadia hoje, mãe. Grite-o aos quatro ventos se isso lhe traz conforto.

    Crie a sua própria celebração

    Se tem outros filhos e se estiver com eles, se puder, abrace-os com um abraço mais apertado, enquanto faz uma prece ou intenção de que se mantenham seguros e saudáveis.

    E sabe que mais? Não há problema nenhum em querer evitar celebrações públicas no Dia da Mãe. Se quer evitar conversas incómodas ou assistir a cenários dolorosos faça o que lhe traz conforto. Chore um pouco mais, saia do seu ambiente normal, esconda-se em casa, ou mostre-se tão publicamente quanto quiser. Hoje é o seu Dia da Mãe. Faça o que precisa para apaziguar o seu coração.

    Somos mães coragem e vamos ficar bem. Já sobrevivemos ao inimaginável e conseguimos arrastar-nos para fora da cama mais uma vez hoje. Somos espectaculares. Nunca se esqueça disso. E lembre-se que será sempre sua mãe e ele ou ela será sempre o seu filho ou filha. O seu papel de mãe continua a existir, mas diferente.

    Uma vez que o seu precioso filho ou filha não está aqui para lhe dizer, permita-me, por favor que o faça: Feliz Dia das Mães! É uma mulher maravilhosa, corajosa e amada!

    Que todas as mães coragem tenham um dia sereno, com mais amor do que dor!

    O que é autoconhecimento Emocional

    2 meses atrás · · 0 Comentários

    O que é autoconhecimento Emocional

    O autoconhecimento emocional diz respeito à autoconsciência de si e dos seus pensamentos. À capacidade de reconhecer as suas próprias emoções, atitudes e sentimentos quando estes ocorrem.

    O autodomínio é uma virtude fundamental

    Sem autoconhecimento, não temos domínio sobre nós mesmos. Temos dificuldade em sentir empatia e em estabelecer conexão com os outros.

    O filósofo chinês Lao Tsé já dizia há milhares de anos: “Aquele que conhece os outros é avisado, o homem que se conhece a si próprio é sábio”. Para ter autodomínio é fundamental ter capacidade para identificar o que sente, reconhecer as suas forças e limitações e confiar nas suas capacidades e no seu valor próprio. O autodomínio é o que na linguagem popular se designa por maturidade e o cristianismo eleva ao lugar de virtude fundamental, a temperança.

    Por tudo o que tenho aprendido e investigado sobre emoções, estou convencida de que o ponto de partida para o verdadeiro autoconhecimento é o nosso universo emocional. A questão é que a maioria de nós apenas tem um vago conhecimento desse seu universo. Consequentemente, o conhecimento de si mesmo fica-se apenas pelo limiar do que poderia e deveria ser.

    O Autoconhecimento começa no interior

    A autoconsciência consiste em estar atento às nossas identidades. Às experiências vividas e como elas se relacionam com as de outras pessoas à nossa volta. Sei que à maioria de nós, incluído eu, ainda nos falta trilhar um longo caminho até conseguirmos conhecer as nossas emoções com precisão. Mas precisamos de fazer esse investimento em nós mesmos, para nosso bem e de todos à nossa volta.

    Sei que não é fácil, mas existem algumas opções simples para começar.

    Como praticar activamente o autoconhecimento

    Neste tópico vou abordar algumas dicas para promover intencionalmente o autoconhecimento emocional.

    1. Em primeiro lugar a Reconexão. A reconexão deve ser sempre o ponto de partida porque aumenta a nossa atenção. Refugie-se por algum tempo, longe de distrações físicas, sonoras, digitais, etc. e preste atenção ao seu mundo interior. O que está a sentir, o que diz a si mesma? Anote o que observa.
    2. Em segundo lugar, a Prática de Meditação Mindfulness. A atenção plena é a chave para a autoconsciência. A prática da atenção plena, consite em focar a atenção em algo específico – pode ser a respiração, os pensamentos através dos cinco sentidos.
    3. Em terceiro lugar a Prática da escuta empática. Ouvir não é o mesmo que escutar. Escutar é estar presente e prestar atenção às emoções e à linguagem verbal e não verbal das outras pessoas. Acima de tudo, quando se tornar uma boa ouvinte, também ouvirá melhor a sua própria voz interior e tornar-se-á a melhor amiga de si mesma.
    4. E, por último, Manter um diário. Escrever ajuda-nos, não só a processar os nossos pensamentos, mas também faz-nos sentir conectados e em paz connosco mesmos. Há evidência ciêntifica abundante de que escrever as coisas pelas quais somos gratos, ou até coisas com as quais nos debatemos, ajuda a aumentar a felicidade e a satisfação.

    Experimente – dedique uma hora no fim de semana a praticar estas dicas. Poderá se surpreender com o que descobre!

    10 questões às quais precisa de responder se deseja conhecer-se melhor emocionalmente

    E por fim, um pouco de auto-coaching para explorar um pouco mais o seu mundo interno. Passe algum tempo consigo mesma todos os dias – escreva, medite e conecte-se consigo mesma – no início da manhã ou meia hora antes de dormir.

    1. Quem sou eu em essência?
    2. Quais são os meus sentimentos, emoções, medos e motivações?
    3. Do que gosto e não gosto?
    4. Com quem me identifico?
    5. Qual a frase que melhor me define?
    6. Quais os meus maiores receios?
    7. Quais são os meus maiores sonhos?
    8. O que me faz sentir-se pleno e realizada/o?
    9. Quais os meus pontos fortes e pontos de melhoria?
    10. Do que me posso orgulhar?

    O processo de autoconhecimento é fundamental para que não permaneçamos em piloto automático. Primeiro, a partir do momento em que se comece a reflectir sobre os nossos valores e crenças poder-se-á descobrir o que nos levou a agir de determinada maneira. Sengundo, a partir dessas descobertas, é possível modificar-se padrões de comportamento.

    Em conclusão, ser autoconsciente é crucial, sobre todos os aspectos, para se estar ciente dos pensamentos e emoções que se está a sentir em cada momento, para agir em vez de reagir. A autoconsciência promove a resiliência!

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    A importância da esperança face à perda significativa

    3 meses atrás · · 0 Comentários

    A importância da esperança face à perda significativa

    A esperança face à perda significativa é de extrema importância. É ela que nos encoraja a avançar na jornada de luto e a descobrir uma centelha divina de renovação. O desejo de reentrar na vida com sentido e propósito.

    Face à perda somos confrontados com as nossas limitações

    Quando experienciamos uma perda significativa – quer se trate de uma perda por morte de alguém amado, um divórcio, a perda de um emprego, ou a perda de saúde – somos confrontados com as nossas limitações. Somos lembrados do pouco controlo que temos realmente sobre alguns aspectos da nossa vida e do nosso modo de viver.

    O confronto com a perda, qualquer que seja o tipo, pode ser uma oportunidade para reavaliarmos as nossas vidas. Pode ser uma forma de nos abrirmos à mudança.

    A solidão e o vazio estão frequentemente presentes

    A perda é uma parte integrante da vida. Todavia, quando ela nos bate à porta, nunca estamos realmente preparados.

    Com frequência, a solidão e o vazio estão presentes, mesmo quando estamos rodeados de familiares e amigos. Acima de tudo, à medida que cada um vai retomando a sua vida, quem está a processar um luto, sente-se cada vez mais só, mais isolado.

    Perante a solidão e o vazio, a esperança pode se revelar o alento verdadeiramente importante para enfrentar a dor da perda.

    A perda muda-nos

    Quando as vidas das pessoas que tocaram as nossas vidas se silenciam, sentimo-nos como se, de alguma forma, as nossas próprias vidas também se tivessem perdido. Com efeito, a perda muda-nos.

    Porém, à medida que vamos trilhando o caminho sinuoso do luto começamos a perceber que, apesar de mudados, podemos criar uma vida com significado. Porventura com mais significado do que antes.

    Descubra mais sobre a improtância da esperança face à perda significativa neste episódio do podcast

    O papel da negação no processo de luto

    4 meses atrás · · 0 Comentários

    O papel da negação no processo de luto

    A negação tem má reputação, mas ela desempenha um papel crucial no processo de luto ou em situações dolorosas. Precisamos dela para prevenir que sejamos derrubados pelos golpes baixos da realidade das nossas vidas e para entorpecer a dor da verificação das nossas perdas. Qual bálsamo anestésico, numa situação de luto, a negação segura as nossas mãos, fica cara a cara connosco e faz-nos voltar as costas à nossa dor dizendo: “Não olhes para lá, olha para mim”.

    A negação tem um papel protector, quando a realidade é demasiado avassaladora para ser assimilada pelo coração. A mente recebe informação organiza-a em factos e registos sonoros, faz listas de prós e contras, e guarda nos arquivos próprios. Para muitos, a experiência da perda não se limita apenas ao desaparecimento físico de uma pessoa próxima. O luto também é vivido na perda de um emprego, de uma relação, de uma vida que fora planeada.

    As cenas das nossas vidas são esboçadas como se fossem desenhos de ligar por números para assinalar imagens decifráveis. Mas alguns factos são demasiado avassaladores para serem retidos, demasiado terríveis para serem apreendidos, demasiado desoladores para serem aceites.

    O coração não acredita em tudo o que a mente lhe diz

    A mente sabe porque estava lá, ouviu as palavras que foram ditas, mas o coração recusa-se a acreditar. Ela até pode saber porque testemunhou o que aconteceu, mas o coração, pelo menos no início, não acredita em tudo o que a mente lhe diz. A mente tenta fazer chegar a informação, mas o coração bloqueia-a e diz à mente: “Pára, isso não pode ser!” Nestas situações, a negação pode ser o mediador.

    A nossa mente vê, assimila e até pode saber que a situação é má, que o nosso ente querido está a morrer, que pode não haver opções razoáveis, mas a negação sabe que são demasiadas coisas para o coração suportar tudo ao mesmo tempo. O luto, apesar de ser um processo natural da existência humana, é demasiado duro para aceitar e excessivamente doloroso de assimilar. É uma crise que desorganiza a vida e provoca grande desequilíbrio nas rotinas diárias. Assim, a negação passa a mensagem da mente para o coração em pequenas doses. Gentilmente, a realidade da situação vai sendo revelada devagar, pouco a pouco, tornando-se cada vez mais clara para o coração. E mesmo que a negação abrande a transmissão da mensagem e modere a sua descarga, mesmo assim pode parecer devastador para o coração.

    Eventualmente, a mente e o coração encontram-se e sentam-se juntos a chorar

    Com o tempo, ela desloca-se. Ainda a segurar as nossas mãos, move-se um pouco para que tenhamos vislumbres dos destroços das nossas vidas, dos nossos sonhos desfeitos. Uma fracção de cada vez que, mesmo assim, parece demasiado, dói muito. A negação continua a sair da nossa linha de visão por períodos cada vez mais longos à medida que absorvemos cada vez mais os factos que as nossas mentes têm de mostrar aos nossos corações. Eventualmente, a negação mantém-se de mãos dadas ao nosso lado enquanto olhamos para o que perdemos. E, a dado momento apercebemo-nos que a nossa mão está vazia e que a negação desapareceu. A nossa mente e o nosso coração estão sentados juntos a chorar.

    A mente e o coração compõem uma história

    A vida não pára depois de uma perda ou de um acontecimento catastrófico. E nós também não paramos de crescer e de nos desenvolver enquanto pessoas. Juntos, a mente e o coração compõem uma história e procuram obter o maior sentido possível do que, inicialmente, parece inconcebível. A história é um misto de factos e crenças. Por vezes as nossas histórias têm tantas versões quantas as que são recontadas, porque as emoções são indissociáveis das narrativas e o trilho da mente para o coração é estreito.

    Se houvesse uma ligação directa da mente ao coração talvez a vida fosse mais simples. Talvez a vida fizesse mais sentido, mas por qualquer razão que desconheço, simplesmente não é assim. Após a perda percorremos um longo caminho com muitas curvas, contracurvas e obstáculos, até chegarmos àquele pequeno reduto chamado aceitação. Chegamos lá de braço dado com a mente e o coração. Aí, a negação mantém-se à distância (se a vemos de todo), à medida que damos o primeiro passo hesitante na sua direcção.

    Aceitação da perda

    Por vezes ficamos com um pé dentro e outro fora. Mesmo quando tentamos sentar-nos com a dor, no início, podemos não conseguir. E pode demorar algum tempo até percebermos que é correcto sentarmo-nos com ela. Com o coração pesado e a mente agoniada, acabamos por nos ajustar. A vida não é estática, e como tal, irão acontecer sempre situações que fogem ao nosso controle.

    As perdas são uma circunstância da vida e, com o passar do tempo, elas vão-se somando. Se tivermos a sorte de viver muito tempo, faremos esta jornada várias vezes. Esse caminho virá a se tornar conhecido e, embora possamos tornar-nos viajantes mais experientes e mais sábios, nunca será uma jornada sem dor. Felizmente, a mente, o coração e a negação impedir-nos-ão de caminhar sempre sozinhos.

    A aceitação é um meio de alcançar a paz de espirito suficiente para perspectivar um caminho. Por isso, foque-se no amor, o caminho faz-se caminhando.

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    Feito com ♥ por Ana Paula Vieira
    Conteúdos da autoria de Ana Paula Vieira. Todos os direitos reservedos
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