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    O papel da negação no processo de luto

    1 mês atrás ··0 Comentários

    O papel da negação no processo de luto

    A negação tem má reputação, mas ela desempenha um papel crucial no processo de luto ou em situações dolorosas. Precisamos dela para prevenir que sejamos derrubados pelos golpes baixos da realidade das nossas vidas e para entorpecer a dor da verificação das nossas perdas. Qual bálsamo anestésico, numa situação de luto, a negação segura as nossas mãos, fica cara a cara connosco e faz-nos voltar as costas à nossa dor dizendo: “Não olhes para lá, olha para mim”.

    A negação tem um papel protector, quando a realidade é demasiado avassaladora para ser assimilada pelo coração. A mente recebe informação organiza-a em factos e registos sonoros, faz listas de prós e contras, e guarda nos arquivos próprios. Para muitos, a experiência da perda não se limita apenas ao desaparecimento físico de uma pessoa próxima. O luto também é vivido na perda de um emprego, de uma relação, de uma vida que fora planeada.

    As cenas das nossas vidas são esboçadas como se fossem desenhos de ligar por números para assinalar imagens decifráveis. Mas alguns factos são demasiado avassaladores para serem retidos, demasiado terríveis para serem apreendidos, demasiado desoladores para serem aceites.

    O coração não acredita em tudo o que a mente lhe diz

    A mente sabe porque estava lá, ouviu as palavras que foram ditas, mas o coração recusa-se a acreditar. Ela até pode saber porque testemunhou o que aconteceu, mas o coração, pelo menos no início, não acredita em tudo o que a mente lhe diz. A mente tenta fazer chegar a informação, mas o coração bloqueia-a e diz à mente: “Pára, isso não pode ser!” Nestas situações, a negação pode ser o mediador.

    A nossa mente vê, assimila e até pode saber que a situação é má, que o nosso ente querido está a morrer, que pode não haver opções razoáveis, mas a negação sabe que são demasiadas coisas para o coração suportar tudo ao mesmo tempo. O luto, apesar de ser um processo natural da existência humana, é demasiado duro para aceitar e excessivamente doloroso de assimilar. É uma crise que desorganiza a vida e provoca grande desequilíbrio nas rotinas diárias. Assim, a negação passa a mensagem da mente para o coração em pequenas doses. Gentilmente, a realidade da situação vai sendo revelada devagar, pouco a pouco, tornando-se cada vez mais clara para o coração. E mesmo que a negação abrande a transmissão da mensagem e modere a sua descarga, mesmo assim pode parecer devastador para o coração.

    Eventualmente, a mente e o coração encontram-se e sentam-se juntos a chorar

    Com o tempo, ela desloca-se. Ainda a segurar as nossas mãos, move-se um pouco para que tenhamos vislumbres dos destroços das nossas vidas, dos nossos sonhos desfeitos. Uma fracção de cada vez que, mesmo assim, parece demasiado, dói muito. A negação continua a sair da nossa linha de visão por períodos cada vez mais longos à medida que absorvemos cada vez mais os factos que as nossas mentes têm de mostrar aos nossos corações. Eventualmente, a negação mantém-se de mãos dadas ao nosso lado enquanto olhamos para o que perdemos. E, a dado momento apercebemo-nos que a nossa mão está vazia e que a negação desapareceu. A nossa mente e o nosso coração estão sentados juntos a chorar.

    A mente e o coração compõem uma história

    A vida não pára depois de uma perda ou de um acontecimento catastrófico. E nós também não paramos de crescer e de nos desenvolver enquanto pessoas. Juntos, a mente e o coração compõem uma história e procuram obter o maior sentido possível do que, inicialmente, parece inconcebível. A história é um misto de factos e crenças. Por vezes as nossas histórias têm tantas versões quantas as que são recontadas, porque as emoções são indissociáveis das narrativas e o trilho da mente para o coração é estreito.

    Se houvesse uma ligação directa da mente ao coração talvez a vida fosse mais simples. Talvez a vida fizesse mais sentido, mas por qualquer razão que desconheço, simplesmente não é assim. Após a perda percorremos um longo caminho com muitas curvas, contracurvas e obstáculos, até chegarmos àquele pequeno reduto chamado aceitação. Chegamos lá de braço dado com a mente e o coração. Aí, a negação mantém-se à distância (se a vemos de todo), à medida que damos o primeiro passo hesitante na sua direcção.

    Aceitação da perda

    Por vezes ficamos com um pé dentro e outro fora. Mesmo quando tentamos sentar-nos com a dor, no início, podemos não conseguir. E pode demorar algum tempo até percebermos que é correcto sentarmo-nos com ela. Com o coração pesado e a mente agoniada, acabamos por nos ajustar. A vida não é estática, e como tal, irão acontecer sempre situações que fogem ao nosso controle.

    As perdas são uma circunstância da vida e, com o passar do tempo, elas vão-se somando. Se tivermos a sorte de viver muito tempo, faremos esta jornada várias vezes. Esse caminho virá a se tornar conhecido e, embora possamos tornar-nos viajantes mais experientes e mais sábios, nunca será uma jornada sem dor. Felizmente, a mente, o coração e a negação impedir-nos-ão de caminhar sempre sozinhos.

    A aceitação é um meio de alcançar a paz de espirito suficiente para perspectivar um caminho. Por isso, foque-se no amor, o caminho faz-se caminhando.

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    Como podemos viver uma vida mais corajosa

    3 meses atrás ··0 Comentários

    Como podemos viver uma vida mais corajosa

    A coragem é uma virtude universalmente admirada. Em todas as culturas, as pessoas corajosas são aquelas que, ao longo do tempo se tornam os heróis das gerações vindouras. Mas a verdade é que todos nós podemos escolher viver uma vida mais corajosa. Com todos os desafios que muitos de nós temos enfrentado recentemente, (e continuaremos a enfrentar no futuro próximo), a coragem é a virtude na ordem do dia.

    O que é coragem?

    A maioria dos filósofos e psicólogos concorda que a coragem envolve persistência face ao perigo ou a adversidade. Alguns dizem que coragem é sinónimo de destemor, enquanto outros sugerem que a presença ou a ausência de medo nada tem a ver com coragem.

    O psicólogo S. J. Rachman (2010) entrou neste debate com uma definição de coragem que tem em conta três componentes do medo:

    • o sentimento subjectivo de apreensão
    • a reacção fisiológica ao medo (por exemplo, aumento do ritmo cardíaco)
    • a resposta comportamental ao medo (por exemplo, um esforço para escapar à situação de medo).

    Já Mark Twain, observador atento do comportamento humano, referiu que: “Coragem é resiliência ao medo, domínio do medo, não ausência de medo.” Ou seja, quaisquer se sejam as circunstâncias que nos ponham à prova, com a coragem o medo deve ser superado.

    Diferentes tipos de coragem para diferentes tipos de medo

    O medo assume muitas formas: medo da perda do emprego, da pobreza, de perder amigos, de ser criticado, de perder estatuto, de fazer inimigos (ara citar apenas alguns medos humanos), e pode invocar a coragem moral. A coragem moral permite que a pessoa faça o que acredita ser correcto, apesar do medo das consequências.

    Da mesma forma que há muitas variações do medo, há muitas dimensões de coragem moral, desde a coragem social representada pela Madre Teresa de Calcutá e Gandhi até à coragem política (embora pouco frequentemente), representada por dirigentes eleitos como Barack Obama. As oportunidades para agir com coragem moral são inúmeras, e os medos que exigem coragem moral são tão diversos como as próprias pessoas.

    Como enfrentar o medo

    Então, se a coragem não é a ausência de medo, como é que as pessoas corajosas conseguem enfrentá-lo? As pessoas corajosas sentem medo, mas são capazes de gerir e superar o seu medo de modo a que ele não as impeça de agir. Com frequência, elas usam o medo para se certificarem de que não estão demasiado confiantes e que tomam as medidas adequadas. Elas treinam a sua resposta emocional ao medo, de modo a conseguirem geri-lo em vez de serem dominadas por ele.

    Para enfrentar o seu medo e colocar a coragem em acção faça a si mesma as seguintes perguntas:

    • Do que tenho realmente medo? Faz sentido ter medo disto?
    • Este medo é apropriado ou, racionalmente, devo ter menos ou mais medo?
    • Que mal pode esta coisa realmente fazer a mim ou a outros?
    • Quais são as coisas que podem acontecer como resultado das minhas acções e/ou inacções?
    • Qual a pior coisa que poderia acontecer em resultado das minhas acções e/ou inacções?
    • Quais são os riscos para mim e para os outros?

    A coragem dá-nos a força para avaliar uma resposta emocional (medo) e agir de forma correcta e racional (auto-regulação ou canalização emocional) realizando as acções que a emoção pede (como ensino no Programa Domine as Emoções).

    Os Benefícios da Coragem

    A coragem ajuda-nos a realizar coisas ‘extraordinárias’. Agir corajosamente geralmente faz-nos sentir bem, porque implica dominar as emoções em vez de sermos dominadas por elas.

    Em vez de encarar o medo como mau e tentar livrar-se dele quando surge, pode escolher aceitar o medo como parte do processo de mudança e praticar a coragem. Esta escolha pode ajudá-la a sentir-se mais resiliente emocionalmente à medida que faz mudanças na sua vida ou persegue os seus sonhos.

    Apesar da coragem ser frequentemente considerada um traço de carácter inato, na realidade ela é uma forma de ser que pode ser aprendida e praticada para lidar com as adversidades. O próprio facto de valorizarmos a coragem diz-nos que se trata de algo importante para o ser humano. A coragem, conforme ensino no meu Programa de Resiliência Emocional e Coragem é algo que se cultiva e exercita como um músculo, e que nos ajuda agir, a nos protegermos das ameaças, ou de quem age de uma forma errada.

    Como construir coragem

    Normalmente, pensamos nos hábitos como acções, como escovar os dentes ou fazer exercício físico. Contudo, os hábitos também consistem nas nossas respostas comportamentais a diferentes emoções. Para muitas pessoas, as respostas baseadas no medo são a resposta natural e habitual à adversidade. Isso deve-se ao facto dos nossos cérebros tenderem a procurar a forma mais rápida e eficiente de aliviar o stress quando o sentimos. Ou seja, confiamos em estratégias que nos proporcionaram alívio do stress a curto prazo no passado, como a procrastinação em resposta a sentimentos de dúvida sobre si mesmo, ou o perfeccionismo (o que acaba por levar à auto-sabotagem e ao esgotamento).

    Viver corajosamente implica, em primeiro lugar, olharmos para o nosso medo; em segundo lugar, reconhecermos as nossas dúvidas e hesitações, incluindo as vozes críticas interiores que são difíceis de encarar – e, por fim, olhamos para o que fazemos bem. Com base na investigação sobre a formação de hábitos e a redução do stress – e o meu próprio trabalho com clientes que enfrentam o medo – descobri quatro estratégias úteis para lidar com o medo e se aproximar da coragem.

    Estratégias para agir corajosamente:

    1. Aceder ao corpo – prestar atenção às sensações no corpo
    2. Ouvir sem se evolver – ouvir o criticismo interno sem tomar partido, como se fosse um observador
    3. Reformular histórias limitadoras – questionar a validade das histírias que conta a si mesma e ajustá-las à realidade
    4. Criar uma comunidade de apoio – procurar ajuda de um profissional ou o apoio de alguém em quem confia

    Conclusão

    Talvez este seja um momento de encruzilhada na jornada da sua vida ou apenas de uma pequena transição. Ao viver a vida com mais coragem, será mais provável que faça as mudanças que a levarão a uma maior realização. A realização provém mais de mudanças subtis e menos de fazermos grandes transformações que acabam por se revelar demasiado avassaladoras e ficam pelo caminho. Quer se trate de iniciar uma nova relação, um novo trabalho, ou de ajudar a tornar o mundo num lugar melhor, precisamos de coragem. Ao criarmos pequenos hábitos que nos aproximam, a pouco e pouco, de quem queremos realmente ser, sem darmos por isso, chegamos a onde sempre quisemos chegar…

    Viver corajosamente é um hábito como qualquer outro, só precisa de empenho, motivação, sentido e prática!

    Encontre o hábito corajoso que quer implementar, motive-se com cada passo que dá, empenhe-se, pratique regularmente e, acima de tudo, não desista!

    3 meses atrás ··0 Comentários

    Reflexões 2020 Renovação e Preparação para Acolher 2021

    O que extraímos de 2020 e como nos podemos renovar, regenerar e preparar para receber 2021?

    Esta época do ano, para mim pessoalmente, é uma altura em que procuro intencionalmente executar os meus rituais de reflexão que me permitem colocar as coisas em perspectiva e fazer um balanço do ano ao mesmo tempo que processo e me liberto do já não me serve e abro espaço para o Ano Novo. Neste período de transição de um ano para o outro, gosto de me reunir comigo mesma num lugar onde possa estar em “Silêncio e Solidão” para fazer a minha reavaliação anual, ressignificar experiências e me preparar para o caminho que quero trilhar.

    Este ano – mais do que qualquer outra coisa – mostrou-nos mais claramente todas as coisas que habitualmente tomamos como garantidas.

    Quer seja encontrarmo-nos com amigos para dois dedos de conversa, receber clientes na clínica, ou ir jantar fora, a verdade é que agora passámos a encarar estas coisas como os luxos que realmente sempre foram.

    A situação é má e ainda não acabou, mas ao longo da história, enfrentámos dificuldades, adaptámo-nos, e construímos um mundo melhor. Por isso vejo o final do ano de 2020 como um convite à reflexão.

    Um convite para pensarmos nas coisas que são realmente importantes para nós.

    E nas razões pelas quais elas são importantes para nós.

    Como nos estamos a preparar para receber 2021?

    Vamos poder continuar a praticar a gratidão pelas “pequenas coisas” quando a vida recuperar alguma normalidade?

    Seremos capazes de enfrentar e lidar com os desafios indesejados e inesperados que possam surgir e tornarmo-nos ainda mais resilientes?

    Será que nos conseguimos regenerar e reerguer-nos?

    Neste episódio do podcast dou algumas sugestões dos rituais que uso e que podem ser úteis para si também. Ouça, ponha em prática e depois deixe o seu comentário aqui.

    Feliz 2021!

    Luto durante as festividades: Os Pais, Amigos e Educadores Podem Ajudar as Crianças e Jovens a Enfrentar o Luto

    4 meses atrás ··0 Comentários

    Luto durante as festividades: Os Pais, Amigos e Educadores Podem Ajudar as Crianças e Jovens a Enfrentar o Luto

    Por todo o lado, as festividades do mês de Dezembro costumam ser um momento especial para as famílias, escolas, organizações e comunidades. Em primeiro lugar, para onde quer que olhemos, vemos sinais de celebração. Nas lojas, ouvimos música familiar numa tentativa de reacender o espírito do Natal. Nas ruas, as pessoas desejam boas festas umas às outras e conversam sobre reunir-se com a família alargada e amigos íntimos. O Luto pode ser algo difícil de enfrentar durante as festividades e, os pais, familiares, amigos e educadores podem ajudar as crianças e jovens a fazê-lo.

    Além disso, durante esta época, a maioria de nós também pensa em pessoas de quem sentimos falta, incluindo entes queridos que morreram. Estas memórias podem ser especialmente intensas para crianças e adolescentes que perderam um ente querido.

    Podem vivenciar períodos de profunda tristeza, uma renovação da sua dor, ou ter reacções repentinas e inesperadas de raiva, desespero ou medo.

    Estas respostas podem acontecer no primeiro ou segundo ano após uma morte, ou muitos anos mais tarde. Este tipo de reacções são perfeitamente normais. O apoio e a compreensão que se oferece a todos aqueles que perderam um ente querido, especialmente às crianças e jovens em luto, durante as festividades podem ser especialmente úteis.

     

    OS DESENCADEADORES DE SOFRIMENTO PODEM SER FORTES

    Os desencadeadores do sofrimento são lembretes súbitos da pessoa que morreu que causam respostas emocionais poderosas. Estes podem incluir odores ou sons, ouvir uma canção, participar numa tradição familiar, ou mesmo imaginar uma oportunidade perdida, como um jantar de Natal com a pessoa amada.

    As nossas festividades são preenchidas com este tipo de lembretes, de modo que os estímulos de pesar podem ser frequentes e bastante fortes durante esta época.

     

    AS EMOÇÕES PODEM SER PODEROSAS

    As crianças enlutadas podem sentir-se particularmente vulneráveis quando têm reacções de pesar a eventos festivos. Podem isolar-se dos seus pares ou das celebrações, num esforço para evitar desencadeadores. Podem sentir-se frustradas ou desiludidas por não conseguirem gerir estas reacções. É comum as crianças sentirem: “Já devia ter ultrapassado isto e ser capaz de me manter no controlo agora”.

     

    OBJECTIVOS PARA OS PAIS E EDUCADORES

    Ao abordar as crianças e jovens em luto, os pais e educadores têm uma oportunidade de promover vários objectivos importantes, incluindo:

    1. Diminuir a sensação de isolamento das crianças e jovens em luto. É comum as crianças em luto sentirem que os outros não compreendem a sua experiência.
    2. Oferecer às crianças e jovens em luto uma oportunidade de falar. As crianças e jovens em luto estarão a pensar no seu ente querido. Estarão a reflectir sobre memórias, experiências e sentimentos.
    3. Encorajar as crianças e jovens em luto a falar com os outros. Na maioria dos casos, é útil que as crianças e jovens em luto falem honestamente com os seus pares e família sobre os seus pensamentos, sentimentos e memórias.

    ATITUDES A TOMAR

    – Fazer perguntas abertas. Ouvir mais do que falar. Por exemplo, pergunte: “Como te estão a correr as férias? Pergunto-me que pensamentos tens tido ultimamente sobre o teu avô/pai”.

    – Aceitar expressões de emoção. As crianças podem exprimir tristeza, dor, frustração, raiva ou outras emoções poderosas.

    Evite minimizar os seus sentimentos ou tentar dar uma volta “positiva” às suas expressões. Por exemplo, dizer: “É importante que te concentres nos bons momentos que tiveste com o teu avô/pai”, é susceptível de levar a criança a pensar que não deseja ouvir uma criança a falar de coisas dolorosas.

    – Abordar as crianças e jovens em luto em eventos escolares. A ausência de um ente querido pode ser especialmente notória durante a festa escolar ou outras actividades relacionadas com as festividades. Faça questão de abordar o assunto de alguma forma. Diga a um/a estudante que está feliz por vê-la na festa.

    – Introduzir actividades de uma forma que reconheça as ausências e ofereça alternativas. Por exemplo, se as crianças estiverem a fazer cartões para membros da sua família, convide-os, se quiserem, a incluir também cartões para alguém que já não vive, ou que está longe da família.

    Acima de tudo, deixe claro à criança que ela pode contar consigo para a ouvir, para a apoiar ou para lhe oferecer o seu colo ou ombro se ela quiser chorar.

    CONCLUSÃO

    Em conclusão, as crianças e jovens (tal comoo qualquer pessoa emlutada) experienciam o luto de forma diferente ao longo do tempo. O que é verdade este ano para as festividades pode não ser o mesmo no próximo ano. É por isso que uma das coisas mais importantes que um membro da família pode fazer é colocar questões e depois ouvir, com presença e paciência.

    Desevo-vos umas Felizes Festas, com muita saúde, paz e amor.

     

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    Feito com ♥ por Ana Paula Vieira
    Conteúdos da autoria de Ana Paula Vieira. Todos os direitos reservedos
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