Arquivo de Crescimento - Ana Paula Vieira

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Não podemos baixar os braços!

4 meses atrás · ·0 Comentários

Não podemos baixar os braços!

Vivemos momentos conturbados à escala mundial e, dependendo da situação pessoal de cada um, podemos ter desafios menores ou maiores para enfrentar. Todavia, não podemos baixar os braços!

DESISTIR não é opção!

Não quero desvalorizar o que se está a passar, tanto em Portugal como no resto do mundo, quero apenas relembrar que, DESISTIR não é opção!

Podemos estar de pés e mãos atadas relativamente a alguns acontecimentos, mas a forma como lidamos com isso importa!

Não são as nossas circunstâncias e os acontecimentos que nos definem, mas a maneira como lidamos com eles. Mesmo no meio do caos podemos encontrar formas de mantermos alguma normalidade, e saírmos mais forte e mais sábios por causa disso.

Fazer ajustamentos para lidar com as adversidades

Estou encerrada em casa desde o dia 14 de Março, por opção própria e por respeito às recomendações dos órgãos competentes, mas também por uma questão de auto-preservação. Apesar de habitualmente já trabalhar 90% do tempo em casa, confesso que não está a ser nada fácil. Mas reconheço que em situações especiais, precisamos de fazer os ajustamentos necessários para lidar com as adversidades.

Estamos a ser colocados à prova, em várias vertentes das nossas vidas. Acredito que se avizinham muitas mais mudanças e que, para muita gente, elas serão radicais. Resta saber que atitude escolhemos ter face a ela. De flexibilidade ou de rigidez?

Se virmos bem, a mudança é uma constante na nossa vida. No entanto, tipicamente somos avessos à mudança.

Eu costumava dizer: “só as árvores não mudam”. Mas, na verdade, actualmente já se transplantam árvores centenárias sem danificar as suas raízes.

Dá trabalho? Dá.

Demora tempo? Depende… do tipo de solo, da zona envolvente, da profundidade das raízes, enfim…  uma série de factores. Mas se houver vontade, a mudança acontece e, geralmente é para melhor.

Pessoas, organizações e empresas flexibilizam-se

Face ao caos, pessoas, organizações e empresas  flexibilizam-se para encontrar soluções que sejam benéficas para todos. Derrubam crenças, culturas organizacionais e padrões de operacionalidade rígidos para se manterem em funcionamento. Isso enche-me o coração de esperança.

O meu coração expande-se porque vejo resiliência. Vejo mentalidades de crescimento. Vejo pessoas que não cruzam os braços. Que agem apesar do medo, ou até, por causa do medo.

Há momentos que pode parecer ser mais fácil desistir

Há muitos momentos na nossa vida, quando surgem obstáculos no nosso caminho, que nos pode parecer ser mais fácil baixar os braços e desistir do que mobilizar recursos para continuarmos a lutar. Todavia DESISTIR não é uma opção.

Existem dificuldades  na vida de toda a gente e devem ser encaradas como oportunidades de aprendizagem. O que leva alguém a alcançar o sucesso é a procura activa de soluções estratégicas para enfrentar e superar as adversidades. O desenvolvimento de uma atitude de resiliência permite-nos ultrapassar obstáculos de forma positiva e percepcionar as dificuldades como possíveis de superar.

A resiliência procura alterar padrões de comportamento

É frequente confundir-se resiliência com resistência, mas elas são coisas muito distintas. A resiliência quando exercida em situações adversas procura alterar os nossos padrões de comportamento e isso gera mudanças. Se essas mudanças não forem percebidas como eficazes, acabam por prejudicar a acção da resiliência, e não perduram ao longo do tempo. São as chamadas mudanças momentâneas, muito distintas das duradouras. A resitência é o poder de encaixe, a capacidade de reprimir o que se está a sentir, ou fazer de conta que nada aconteceu. É uma espécie de estado de negação.

Ser resiliente é acima de tudo ter consciência do que nos acontece, e ter agilidade emocional para enfrentar e integrar esse acontecimento na nossa história de vida e perseverar. É mais do que pensamento positivo, é uma atitude de optimismo face aos desaires da vida. A capacidade de escolher olhar para o que ainda é possível fazer versus o sentimento de conformismo ou de derrota.  Todavia, poucas pessoas são verdadeiramente resilientes.

Há pessoas rendidas à derrota antes de entrarem na arena

Enquanto vejo pessoas e organizações resilientes, que procuram as oportunidades de crescimento, face às adversidades. Também vejo muitas mais pessoas rendidas à derrota, ainda antes de entrarem na arena.

É tão comum ouvir-se coisas como: “ah já não tenho idade para isso. Ou não posso me queixar, há quem esteja muito pior do que eu. Ou então, as coisas são como são. Não há nada a fazer.”

Isto parte-me o coração!

Fico destroçada quando vejo as pessoas DESISTIREM!

Porquê? Porque estas são respostas maladaptativas ao medo.

Desistem dos seus sonhos, desistem dos seus objectivos, desistem de si mesmas, desistem de ser felizes…

Depois sentem-se vazias, desconectadas interiormente e exteriormente, porque não se sentem amadas nem compreendidas…

E isso deixa-me mesmo triste!

Porque não compreendo porque razão alguém desiste de ser FELIZ!

Agilidade emocional – o caminho da serenidade

1 ano atrás · ·0 Comentários

Agilidade emocional – o caminho da serenidade

A forma como elaboramos as nossas construções internas (os nossos pensamentos, sentimentos e narrativas), segundo a Dr.ª Susan David, é determinante para a qualidade da nossa vida. No seu livro “Agilidade Emocional” Susan David, uma renomada psicóloga especialista em emoções, felicidade e realização, refere que mais de vinte anos de pesquisa demonstraram que as pessoas emocionalmente ágeis, não são imunes ao stress e aos desaires. O que as diferencia é a sua capacidade de desenvolver espírito crítico sobre os seus sentimentos em relação às situações, e de usar esse conhecimento para se adaptar, alinhar os seus valores e acções, e fazer mudanças que as estimulam a prosseguir. Por outras palavras, a agilidade emocional é o caminho para a serenidade.

A imagem que criamos de nós mesmos, guia as nossas acções

O modo como percebemos o nosso eu interior é um factor predecessor dos sucessos ou insucessos em que incorremos e da maneira como vivemos. A imagem que criamos de nós mesmos, guia as nossas acções, carreiras, relacionamentos, saúde e felicidade. Se criarmos uma auto-imagem negativa estaremos a enfraquecer o nosso potencial e a comprometer o nosso sucesso. Todavia, possuímos estruturas evolutivas que nos permitem fazer as adaptações necessárias à transformação a fim de alcançarmos o sucesso e a felicidade que almejamos.

A agilidade emocional permite-nos identificar e penetrar crenças do passado que nos impedem de efectuar mudanças e perseveramos na persecução dos nossos objectivos. Ao abrimos a porta da transformação desenvolvemos espírito crítico para discernir o que já não nos serve, coragem e flexibilidade para nos adaptarmos à nova realidade e manifestar o melhor que há em nós.

Uma semente só pode crescer a partir de um solo fértil, limpo de ervas daninhas, que receba água e luz solar. Da mesma forma, podemos eliminar crenças que interiorizámos no passado e que não nos servem, e permitir que novas experiências e pensamentos nos modelem.

Ao longo da vida, somos confrontados com mudanças constantes.

Ao longo das nossas vidas, somos confrontados com mudanças constantes, às quais temos de nos adaptar. Os nossos rostos e os nossos corpos vão mudando à medida que crescemos e envelhecemos, as nossas situações financeiras vão mudando à medida que passamos de estudantes para adultos ‘responsáveis’, alguns constituem família e têm filhos e aprendem a colocar outra vida humana à frente da sua. Para abraçarmos essas mudanças, as valorizarmos e desfrutamos delas ao máximo, precisamos de ser capazes de nos adaptar.

É essencial que sejamos capazes de derrubar velhas crenças e padrões de pensamento antigos, e desenvolver uma mentalidade que nos inspire crescimento e adaptabilidade. As experiências pelas quais passamos ao longo das nossas vidas são muito diversas e seria absurdo esperar que as mesmas regras ou acções fossem aplicáveis a toda a multiplicidade de circunstâncias. Assim, é essencial que sejamos emocionalmente flexíveis para podermos abraçar positivamente as mudanças e experimentar emoções positivas em relação a essas mudanças. Precisamos de ser capazes de mudar a nossa mentalidade para nos adaptarmos a novas situações.

A mudança causa desconforto emocional

A mudança é algo que causa desconforto emocional e, embora algumas pessoas referiram que a receiam devido às suas implicações ambientais e existenciais, o mais provável é temerem não gostar da nova pessoa em que se podem tornar. Todavia, ao longo da vida somos confrontados com eventos significativos e inevitáveis, como a morte e as perdas, fazendo com que tenhamos de enfrentar essas mudanças. Nesses momentos, embora possamos, por vezes, resistir por algum tempo, somos forçados a mudar e a enfrentar essas inevitabilidades. Estamos em constante evolução, portanto, é essencial usarmos a nossa agilidade emocional para facilitarmos a transição saudável de um estado para outro.

A Agilidade emocional é a capacidade de estar em contacto, de forma saudável, com os nossos pensamentos, emoções e experiências, incluindo as inquietações e preocupações. Se formos capazes de fazer isto, podemos então agir em concordância com a forma como queremos viver e estar no mundo. O ponto fulcral é aprendermos com todas as nossas emoções, incluindo as mais incómodas e desafiantes.

A agilidade emocional não é uma capacidade inata

A agilidade emocional não é uma qualidade ou capacidade inata, mas pode ser desenvolvida e fortalecida através da prática. O caminho para a agilidade emocional começa com a atenção ao que está a acontecer dentro de si mesmo. O ponto de partida é a observação dos próprios pensamentos, sentimentos e emoções, como se se tratasse de outra pessoa, sem julgar ou criticar o que está a ser observando. Só assim podemos avaliar correctamente as nossas emoções e, sem lutar com elas, compreendê-las e identificá-las, ou seja, classifica-las com precisão. Em vez de dizer “estou stressado”, se procurarmos compreender o que sentimos verdadeiramente podemos perceber que afinal o que sentimos é frustração ou tristeza.

Ao identificarmos as nossas emoções de forma mais precisa e adequada, especialmente as emoções incómodas, podemos fazer escolhas intencionais e congruentes com o que estamos realmente  a sentir. E, assim, aprender a trilhar o caminho da serenidade!

Maturidade Emocional

1 ano atrás · ·2 comentários

Maturidade Emocional

A maturidade emocional caracteriza-se pela manifestação de competência para lidar com as adversidades da vida. Esta competência para alinhar pensamentos e emoções, é o resultado do exercício de habilidades de inteligência emocional como: autoconsciência, autocontrolo, automotivação.

A maturidade emocional está relacionada com a resiliência.

A maturidade emocional está directamente relacionada com a resiliência. É a habilidade de desenvolver tolerância às frustrações e revezes inevitáveis a que todos nós estamos sujeitos. Tolerar bem as frustrações e desenvolver capacidade de absorver os golpes e dores da vida não significa não sofrer com eles. Ter maturidade emocional, implica enfrentar as frustrações e adversidades, com responsabilidade, sem culpar terceiros pelo que ocorreu ou pelo que sente.

Ser emocionalmente maduro implica ser capaz de enfrentar os desafios e livrar-se, tão depressa quanto possível, da tristeza ou do ressentimento que esses eventos possam ter causado. As pessoas emocionalmente maduras também se irritam, simplesmente transformam a raiva em motivação para a mudança positiva.

Maturidade emocional implica consciência social

A maturidade emocional implica consciência social, empatia e competência para se relacionar com as pessoas em todos os ambientes. É adquirir habilidade para evitar ou mediar conflitos, e apetência para desenvolver relacionamentos positivos e saudáveis. Assim, a pessoa mais amadurecida procura evoluir também social e moralmente, o que a leva a agir com equidade, afabilidade, compreensão e gentileza.

O crescimento emocional é um processo evolutivo e, por isso mesmo, interminável. Somos todos obras em construção e, o nosso progresso só é possível através de autoconhecimento, autorregulação e consciência social. Agir com inteligência e maturidade emocional requer, tal como tantas outras competências, aprendizagem, apoio, prática e experiência.

Maturidade é reconhecer e aceitar a nossa vulnerabilidade

Finalmente, em prol da paz e harmonia interiores, é importante termos presente a nossa condição de seres humanos e, portanto, vulneráveis. Reconhecer e aceitar a nossa vulnerabilidade, é uma prova de maturidade e coragem. A maturidade emocional é a manifestação das competências de inteligência emocional. Saber se colocar perante as circunstâncias, sem se vitimizar, sem se culpar ou culpabilizar outros, é o primeiro passo para sair do modo de sobrevivência e começar a ter uma vida mais plena, mais realizada e mais feliz.

Feito com ♥ por Ana Paula Vieira
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