Arquivo de Crescimento - Ana Paula Vieira

    Li e Aceito a Política de Privacidade.

    Marcação

    Entre em contacto directo comigo para marcar uma sessão presencial (em Alfragide, Lisboa) ou online. A data indicada no formulário é apenas uma data da sua preferência, não a definitiva. Irei entrar em contacto para agendamento, tendo em conta a preferência que indiciou.

    Telefone:
    918 762 620

    Envie um email:
    contacto@anapaulavieira.pt

    Perseverança, Paixão e Garra

    3 semanas atrás · ·0 Comentários

    Perseverança, Paixão e Garra

    Perseverança, paixão e garra é o esforço sustentado que nos orienta para os objectivos de longo prazo. Requer empenho e disciplina e é alimentado pela paixão..

    A perseverança diz respeito à nossa capacidade de perseguir um objectivo ou paixão ao longo do tempo, e de nos mantermos fiéis a ele quando nos defrontamos com contratempos ou obstáculos. A vida não traz um mapa nem livro de instruções. Mas o modo como lidamos com os obstáculos e desaires da vida é um prenúncio da nossa evolução ou estagnação.

    Para a Psicologia a perseverança é entendida como um impulso contínuo para atingir os nossos objectivos e melhorar as nossas capacidades e desempenho através de um esforço persistente.

    Perseverança, paixão e garra são capacidades aprendíveis

    De acordo com a investigadora Angela Duckworth, a perseverança é uma qualidade essencial para o sucesso na vida que, muitas vezes, supera a aptidão e o talento natural e é um predictor mais preciso da realização. No entanto, a maioria de nós acredita falsamente que o talento inato é o principal motor do sucesso.

    Perseverar implica esforço e prática. Mas também envolve a nossa capacidade de aprender com o fracasso e tentar novamente quando falhamos até sermos bem-sucedidos. O mais importante é aprendermos com o que correu mal. Eu tenho aplicado muito este princípio na minha vida e tenho colhido frutos maravilhosos.

    Não há fracassos mas oportunidades de aprendizagem

    As pessoas perseverantes, em vez de ficarem envergonhadas ou de se deixarem desencorajar pelo fracasso, vêem-no como uma oportunidade de aprendizagem. Embora fiquem frustradas com os contratempos, vêem-nos como oportunidades de melhoria e experimentam outras abordagens quando descobrem o que correu mal. Incorporam essas aprendizagens e adaptam o seu comportamento em conformidade para evitarem falhar novamente no futuro.

    Podemos, então, entender a perseverança como uma pulsão contínua para atingir os nossos objectivos e aperfeiçoar as nossas aptidões e desempenho através de um esforço persistente. Trata-se de uma forma de orientação intencional para os objectivos. Requer empenho e disciplina a longo prazo, e que é alimentada pela paixão.

    Ela está intimamente relacionada com uma série de outros conceitos, incluindo a resiliência, a motivação, o ímpeto, a determinação, a coragem, a paixão e a consciência.

    Perseverança inclui motivação e determinação

    Embora a perseverança seja distinta da motivação e determinação, inclui elementos de ambas. Como demonstrou a investigação de Angela Duckworth, o sucesso em algo requer persistência através de algum tipo de desconforto e uma capacidade para avançar quando confrontados com complicações.

    Assim, a perseverança está relacionada com a nossa capacidade de adiar as recompensas, auto-regulação e prática do auto-controlo. Tudo isto é necessário para honrarmos o nosso compromisso com um objectivo a longo prazo. Assim, perseverança significa que damos prioridade a recompensas futuras sustentáveis em vez de prazeres de curto prazo no presente.

    Todas as formas de aprendizagem requerem perseverança

    Todas as formas de aprendizagem e empoderamento cruciais requerem perseverança. Se não persistíssemos nos nossos esforços para andar, falar, aprender a ler e a escrever, aprender uma nova língua ou a tocar um instrumento; ou superar medos ou crenças que nos bloqueiam, teríamos permanecido estagnados.

    Não nos teríamos desenvolvido física, cognitiva e psico-socialmente. Não haveria progresso. A persistência – outra faceta da perseverança – também pode ser compreendida como um traço de personalidade ou de temperamento e, como tal, está relacionada com esforço, ambição e perfeccionismo.

    Kaizen traduz-se como “mudança para melhor”

    A minha forma preferida de integrar a perseverança na minha própria vida é através do conceito japonês de kaizen. O Kaizen traduz-se como “mudança para melhor” e refere-se à ideia de melhoria gradual e incremental a longo prazo. É uma filosofia de melhoria contínua, que se foca nos pequenos detalhes.

    É uma abordagem sustentada da mudança de hábitos, lenta e constante, cuja ênfase é colocada na melhoria persistente e não na renovação desenfreada. Por outras palavras, o kaizen encoraja-nos simplesmente a perseverar na tarefa de melhorarmos a nós próprios, por muito pequenas que sejam as melhorias.

    Perseverança mais paixão é igual a garra

    No seu livro Garra: O Poder da Paixão e da Perseverança (2016), Angela Duckworth argumenta que perseverança mais paixão é igual a garra. Duckworth demonstrou que a garra é uma qualidade essencial para o sucesso na vida. Embora o nosso talento natural seja importante, a perseverança é muito mais essencial do que a pura capacidade como predictor da nossa realização. A paixão é aqui entendida como um forte interesse consistente que fornece a motivação subjacente para alcançar objectivos a longo prazo.

    “O nosso potencial é uma coisa. O que fazemos com ele é outra coisa bem diferente”, escreve Duckworth (2016, p. 17). Ou seja, embora a aptidão, as competências e um grau básico de talento sejam importantes como factores determinantes do sucesso, não são tão significativos como o trabalho árduo e a tentativa, incessante, de melhorar o que fazemos.

    Em primeiro lugar, Duckworth acredita que a garra pode ser aprendida. Isto é, todos nós podemos praticar para ter mais garra e trabalhar na nossa capacidade de perseverança. Assim, podemos considerar a combinação de paixão e perseverança (que Duckworth descreve como garra) como uma tendência dispositiva. Ela acredita que as pessoas nascem com vários níveis de garra, mas que esta é uma característica que se desenvolve através da experiência. Em segundo lugar, diz ela, para que as pessoas desenvolvam a garra precisam de cultivar uma mentalidade de crescimento.

    Ter uma mentalidade de crescimento é insuficiente

    Ter uma mentalidade de crescimento implica compreender que assumir riscos apropriados por vezes leva ao fracasso. Porém, ter uma mentalidade de crescimento não é suficiente para desenvolver garra. A diferença, está em como uma pessoa com uma mentalidade de crescimento define e recupera desse fracasso.

    Não é suficiente ter uma mentalidade de crescimento. Precisamos também de uma dose saudável de garra e resiliência para atingir objectivos a curto e longo prazo.

    A garra é um esforço sustentado e consistente para um objectivo. Mesmo quando temos dificuldades, vacilamos, ou falhamos temporariamente. Porque a garra é uma paixão intensa por um determinado objectivo, as pessoas podem demonstrá-la numa área e noutras não.

    A garra é o motor a risiliência o combustível

    A resiliência é a nossa capacidade de recuperar depois de termos enfrentado dificuldades, tropeçado ou falhado. É sermos capazes de nos reerguermos, sacudir o pó, tirar um ou dois momentos para nos recompormos, e depois voltarmos ao trabalho de perseguir o nosso objectivo. Isto envolve optimismo.

    Algumas pessoas são mais resilientes do que outras. E, tal como a garra, é uma característica que qualquer pessoa pode desenvolver.

    Em conclusão, a garra é o motor que nos move em direcção ao nosso objectivo. A resiliência é o combustível que mantém o motor em movimento.

    Esse será o tema do nosso próximo episódio.

    A proposta de exercício deste episódio é:

    Espaço de Respiração de Três Minutos

    Este exercício Espaço de respiração de três minutos pode ser usado como um exercício eficaz para integrar a atenção plena na vida diária. Poderão ouví-lo e praticá-lo quantas vezes desejarem.

    Obrigada por me ouvirem e, por favor, avaliem o podcast nos comentários e partilhem com quem acreditem que possa beneficiar dele.

    Juntem-se à minha tribo e sigam-me no Facebook ou no Instagram.

    Tenham uma boa semana e até ao próximo episódio.

    Cuidem-se, e façam o favor de criar vidas harmoniosas e felizes.

    Autoconhecimento Emocional

    1 mês atrás · ·0 Comentários

    Autoconhecimento Emocional

    O autoconhecimento emocional diz respeito à autoconsciência de si e dos seus pensamentos, e à capacidade de reconhecer as próprias emoções, atitudes e sentimentos quando estes ocorrem. Sem autoconhecimento, não temos domínio sobre nós mesmos, temos dificuldade em ter empatia e em estabelecer conexão com os outros.

    O filósofo chinês Lao Tsé já dizia há milhares de anos: “Aquele que conhece os outros é avisado, o homem que se conhece a si próprio é sábio”. Para ter autodomínio é fundamental ter capacidade para identificar o que sente, reconhecer as suas forças e limitações e confiar nas suas capacidades e no seu valor próprio. O autodomínio é o que na linguagem popular se designa por maturidade e o cristianismo eleva ao lugar de virtude fundamental, a temperança.

    Por tudo o que tenho aprendido e investigado sobre emoções, estou convicta que o ponto de partida para o verdadeiro autoconhecimento é o nosso universo emocional. A questão é que a maioria de nós apenas tem um vago conhecimento desse seu universo. Consequentemente, o conhecimento de si mesmo fica-se apenas pelo limiar do que poderia e deveria ser.

    O Autoconhecimento começa no interior

    A autoconsciência consiste em estar atento às nossas identidades e experiências vividas e como elas se relacionam com as de outras pessoas à nossa volta. Sei que à maioria de nós, eu incluída, ainda nos falta trilhar um longo caminho até conseguirmos conhecer as nossas emoções com precisão. Mas precisamos de continuar a fazer esse investimento em nós mesmos, para nosso bem e de todos à nossa volta.

    Sei que não é fácil, mas existem algumas opções simples para começar.

    1. Reconexão: A reconexão deve ser sempre o ponto de partida porque aumenta a nossa atenção. Refugie-se por algum tempo, longe de distrações físicas, sonoras, digitais, etc. e preste atenção ao seu mundo interior. O que está a sentir, o que diz a si mesma? Anote o que observa. Passe algum tempo consigo mesma todos os dias – escreva, medite e conecte-se consigo mesma – no início da manhã ou meia hora antes de dormir.
    2. Prática de Meditação Mindfulness: A atenção plena é a chave para a autoconsciência. A prática da atenção plena, consite em focar a atenção em algo específico – pode ser a respiração ou os pensamentos, mas também pode ser qualquer informação que venha através dos cinco sentidos. Através da meditação observacional, criamos um espaço entre o agente das acções, o pensador dos pensamentos e o sentimento dos sentimentos.
    3. Prática da escuta empática: Ouvir não é o mesmo que escutar. Escutar é estar presente e prestar atenção às emoções e à linguagem verbal e não verbal das outras pessoas. É mostrar empatia e compreensão sem avaliar ou julgar constantemente. Quando se tornar uma boa ouvinte, também ouvirá melhor a sua própria voz interior e tornar-se-á a melhor amiga de si mesma.
    4. Manter um diário: Escrever ajuda-nos, não só a processar os nossos pensamentos, mas também faz-nos sentir conectados e em paz connosco mesmos. Há evidência ciêntifica abundante de que escrever as coisas pelas quais somos gratos, ou até coisas com as quais nos debatemos, ajuda a aumentar a felicidade e a satisfação. Também pode usar o diário para registar o seu estado interno. Experimente – dedique a isso uma hora no fim de semana. Poderá se surpreender com o que  escreve!

    10 Perguntas às quais precisa de responder se deseja conhecer-se melhor emocionalmente

    E por fim, um pouco de auto-coaching para explorar um pouco mais o seu mundo interno.

    1. Quem sou eu em essência?
    2. Quais são os meus sentimentos, emoções, medos e motivações?
    3. Do que gosto e não gosto?
    4. Com quem me identifico?
    5. Qual a frase que melhor me define?
    6. Quais os meus maiores receios?
    7. Quais são os meus maiores sonhos?
    8. O que me faz sentir-se pleno e realizada/o?
    9. Quais os meus pontos fortes e pontos de melhoria?
    10. Do que me posso orgulhar?

    O processo de autoconhecimento é fundamental para que não permaneçamos em piloto automático. A partir do momento em que comece a reflectir sobre os seus valores e crenças poderá descobrir o que a/o levou a agir de determinada maneira, sendo, assim, possível modificar padrões de comportamento.

    Em conclusão, ser autoconsciente é crucial, sobre todos os aspectos, para se estar ciente dos pensamentos e emoções que se está a sentir em cada momento, para agir em vez de reagir. A autoconsciência promove a resiliência!

    Se gostou do artigo, deixe o seu comentário abaixo. Adoraria saber de que forma este artigo contribuiu para se conhecer melhor.

    Se sentir que esta informação pode ser útil para alguém que conheça, por favor partilhe. O conhecimento só é útil quando utilizado.

     

    Maturidade Emocional

    1 mês atrás · ·2 comentários

    Maturidade Emocional

    A maturidade emocional caracteriza-se pela manifestação de competências para lidar com as adversidades da vida. Esta capacidade para alinhar pensamentos e emoções, consiste no exercício de habilidades de inteligência emocional como: autoconsciência, autocontrolo e automotivação.

    A maturidade emocional está relacionada com a resiliência.

    A maturidade emocional está directamente relacionada com a resiliência. É a aptidão para ganhar tolerância às frustrações e superar revezes inevitáveis a que todos estamos sujeitos. Ter capacidade para suportar as frustrações e absorver os golpes da vida não significa não sofrer com eles. Ter maturidade emocional, implica enfrentar as frustrações e adversidades, com responsabilidade, sem culpar terceiros pelo que aconteceu ou pelo que se sente.

    Ser emocionalmente maduro é ser capaz de enfrentar os desafios e libertar-se, tão depressa quanto possível, da tristeza ou do ressentimento que possam ter causado. As pessoas emocionalmente maduras também se irritam, simplesmente transformam a raiva em motivação para a mudança positiva.

    Maturidade emocional envlve ter consciência social

    A maturidade emocional envolve ter consciência social, empatia e competência para se relacionar com as pessoas em todos os ambientes. É ser capaz de evitar ou mediar conflitos, e ter apetência para criar relacionamentos positivos e saudáveis. A pessoa mais amadurecida procura evoluir também social e moralmente. Isso leva-a a agir com equidade, afabilidade, compreensão e gentileza.

    O crescimento emocional é um processo evolutivo e, por isso mesmo, interminável. Somos todos obras em construção. O nosso progresso só é possível através de autoconhecimento, autorregulação e consciência social. Agir com inteligência e maturidade emocional requer, tal como tantas outras competências, aprendizagem, apoio, prática e experiência.

    Maturidade é reconhecer e aceitar a nossa vulnerabilidade

    Finalmente, em prol da paz e harmonia interiores, é importante termos presente a nossa condição de seres humanos e, portanto, vulneráveis. Reconhecer e aceitar a nossa vulnerabilidade, é uma prova de maturidade e coragem. A maturidade emocional é a manifestação das competências de inteligência emocional. Saber se colocar perante as circunstâncias, sem se vitimizar, sem se culpar ou culpabilizar outros, é o primeiro passo para sair do modo de sobrevivência e ter uma vida mais plena, realizada e feliz.

    Não podemos baixar os braços!

    8 meses atrás · ·0 Comentários

    Não podemos baixar os braços!

    Vivemos momentos conturbados à escala mundial e, dependendo da situação pessoal de cada um, podemos ter desafios menores ou maiores para enfrentar. Todavia, não podemos baixar os braços!

    DESISTIR não é opção!

    Não quero desvalorizar o que se está a passar, tanto em Portugal como no resto do mundo, quero apenas relembrar que, DESISTIR não é opção!

    Podemos estar de pés e mãos atadas relativamente a alguns acontecimentos, mas a forma como lidamos com isso importa!

    Não são as nossas circunstâncias e os acontecimentos que nos definem, mas a maneira como lidamos com eles. Mesmo no meio do caos podemos encontrar formas de mantermos alguma normalidade, e saírmos mais forte e mais sábios por causa disso.

    Fazer ajustamentos para lidar com as adversidades

    Estou encerrada em casa desde o dia 14 de Março, por opção própria e por respeito às recomendações dos órgãos competentes, mas também por uma questão de auto-preservação. Apesar de habitualmente já trabalhar 90% do tempo em casa, confesso que não está a ser nada fácil. Mas reconheço que em situações especiais, precisamos de fazer os ajustamentos necessários para lidar com as adversidades.

    Estamos a ser colocados à prova, em várias vertentes das nossas vidas. Acredito que se avizinham muitas mais mudanças e que, para muita gente, elas serão radicais. Resta saber que atitude escolhemos ter face a ela. De flexibilidade ou de rigidez?

    Se virmos bem, a mudança é uma constante na nossa vida. No entanto, tipicamente somos avessos à mudança.

    Eu costumava dizer: “só as árvores não mudam”. Mas, na verdade, actualmente já se transplantam árvores centenárias sem danificar as suas raízes.

    Dá trabalho? Dá.

    Demora tempo? Depende… do tipo de solo, da zona envolvente, da profundidade das raízes, enfim…  uma série de factores. Mas se houver vontade, a mudança acontece e, geralmente é para melhor.

    Pessoas, organizações e empresas flexibilizam-se

    Face ao caos, pessoas, organizações e empresas  flexibilizam-se para encontrar soluções que sejam benéficas para todos. Derrubam crenças, culturas organizacionais e padrões de operacionalidade rígidos para se manterem em funcionamento. Isso enche-me o coração de esperança.

    O meu coração expande-se porque vejo resiliência. Vejo mentalidades de crescimento. Vejo pessoas que não cruzam os braços. Que agem apesar do medo, ou até, por causa do medo.

    Há momentos que pode parecer ser mais fácil desistir

    Há muitos momentos na nossa vida, quando surgem obstáculos no nosso caminho, que nos pode parecer ser mais fácil baixar os braços e desistir do que mobilizar recursos para continuarmos a lutar. Todavia DESISTIR não é uma opção.

    Existem dificuldades  na vida de toda a gente e devem ser encaradas como oportunidades de aprendizagem. O que leva alguém a alcançar o sucesso é a procura activa de soluções estratégicas para enfrentar e superar as adversidades. O desenvolvimento de uma atitude de resiliência permite-nos ultrapassar obstáculos de forma positiva e percepcionar as dificuldades como possíveis de superar.

    A resiliência procura alterar padrões de comportamento

    É frequente confundir-se resiliência com resistência, mas elas são coisas muito distintas. A resiliência quando exercida em situações adversas procura alterar os nossos padrões de comportamento e isso gera mudanças. Se essas mudanças não forem percebidas como eficazes, acabam por prejudicar a acção da resiliência, e não perduram ao longo do tempo. São as chamadas mudanças momentâneas, muito distintas das duradouras. A resitência é o poder de encaixe, a capacidade de reprimir o que se está a sentir, ou fazer de conta que nada aconteceu. É uma espécie de estado de negação.

    Ser resiliente é acima de tudo ter consciência do que nos acontece, e ter agilidade emocional para enfrentar e integrar esse acontecimento na nossa história de vida e perseverar. É mais do que pensamento positivo, é uma atitude de optimismo face aos desaires da vida. A capacidade de escolher olhar para o que ainda é possível fazer versus o sentimento de conformismo ou de derrota.  Todavia, poucas pessoas são verdadeiramente resilientes.

    Há pessoas rendidas à derrota antes de entrarem na arena

    Enquanto vejo pessoas e organizações resilientes, que procuram as oportunidades de crescimento, face às adversidades. Também vejo muitas mais pessoas rendidas à derrota, ainda antes de entrarem na arena.

    É tão comum ouvir-se coisas como: “ah já não tenho idade para isso. Ou não posso me queixar, há quem esteja muito pior do que eu. Ou então, as coisas são como são. Não há nada a fazer.”

    Isto parte-me o coração!

    Fico destroçada quando vejo as pessoas DESISTIREM!

    Porquê? Porque estas são respostas maladaptativas ao medo.

    Desistem dos seus sonhos, desistem dos seus objectivos, desistem de si mesmas, desistem de ser felizes…

    Depois sentem-se vazias, desconectadas interiormente e exteriormente, porque não se sentem amadas nem compreendidas…

    E isso deixa-me mesmo triste!

    Porque não compreendo porque razão alguém desiste de ser FELIZ!

    Feito com ♥ por Ana Paula Vieira
    Conteúdos da autoria de Ana Paula Vieira. Todos os direitos reservedos
    error: Content is protected !!