Arquivo de emoções - Ana Paula Vieira

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    Perseverança, Paixão e Garra

    3 semanas atrás · ·0 Comentários

    Perseverança, Paixão e Garra

    Perseverança, paixão e garra é o esforço sustentado que nos orienta para os objectivos de longo prazo. Requer empenho e disciplina e é alimentado pela paixão..

    A perseverança diz respeito à nossa capacidade de perseguir um objectivo ou paixão ao longo do tempo, e de nos mantermos fiéis a ele quando nos defrontamos com contratempos ou obstáculos. A vida não traz um mapa nem livro de instruções. Mas o modo como lidamos com os obstáculos e desaires da vida é um prenúncio da nossa evolução ou estagnação.

    Para a Psicologia a perseverança é entendida como um impulso contínuo para atingir os nossos objectivos e melhorar as nossas capacidades e desempenho através de um esforço persistente.

    Perseverança, paixão e garra são capacidades aprendíveis

    De acordo com a investigadora Angela Duckworth, a perseverança é uma qualidade essencial para o sucesso na vida que, muitas vezes, supera a aptidão e o talento natural e é um predictor mais preciso da realização. No entanto, a maioria de nós acredita falsamente que o talento inato é o principal motor do sucesso.

    Perseverar implica esforço e prática. Mas também envolve a nossa capacidade de aprender com o fracasso e tentar novamente quando falhamos até sermos bem-sucedidos. O mais importante é aprendermos com o que correu mal. Eu tenho aplicado muito este princípio na minha vida e tenho colhido frutos maravilhosos.

    Não há fracassos mas oportunidades de aprendizagem

    As pessoas perseverantes, em vez de ficarem envergonhadas ou de se deixarem desencorajar pelo fracasso, vêem-no como uma oportunidade de aprendizagem. Embora fiquem frustradas com os contratempos, vêem-nos como oportunidades de melhoria e experimentam outras abordagens quando descobrem o que correu mal. Incorporam essas aprendizagens e adaptam o seu comportamento em conformidade para evitarem falhar novamente no futuro.

    Podemos, então, entender a perseverança como uma pulsão contínua para atingir os nossos objectivos e aperfeiçoar as nossas aptidões e desempenho através de um esforço persistente. Trata-se de uma forma de orientação intencional para os objectivos. Requer empenho e disciplina a longo prazo, e que é alimentada pela paixão.

    Ela está intimamente relacionada com uma série de outros conceitos, incluindo a resiliência, a motivação, o ímpeto, a determinação, a coragem, a paixão e a consciência.

    Perseverança inclui motivação e determinação

    Embora a perseverança seja distinta da motivação e determinação, inclui elementos de ambas. Como demonstrou a investigação de Angela Duckworth, o sucesso em algo requer persistência através de algum tipo de desconforto e uma capacidade para avançar quando confrontados com complicações.

    Assim, a perseverança está relacionada com a nossa capacidade de adiar as recompensas, auto-regulação e prática do auto-controlo. Tudo isto é necessário para honrarmos o nosso compromisso com um objectivo a longo prazo. Assim, perseverança significa que damos prioridade a recompensas futuras sustentáveis em vez de prazeres de curto prazo no presente.

    Todas as formas de aprendizagem requerem perseverança

    Todas as formas de aprendizagem e empoderamento cruciais requerem perseverança. Se não persistíssemos nos nossos esforços para andar, falar, aprender a ler e a escrever, aprender uma nova língua ou a tocar um instrumento; ou superar medos ou crenças que nos bloqueiam, teríamos permanecido estagnados.

    Não nos teríamos desenvolvido física, cognitiva e psico-socialmente. Não haveria progresso. A persistência – outra faceta da perseverança – também pode ser compreendida como um traço de personalidade ou de temperamento e, como tal, está relacionada com esforço, ambição e perfeccionismo.

    Kaizen traduz-se como “mudança para melhor”

    A minha forma preferida de integrar a perseverança na minha própria vida é através do conceito japonês de kaizen. O Kaizen traduz-se como “mudança para melhor” e refere-se à ideia de melhoria gradual e incremental a longo prazo. É uma filosofia de melhoria contínua, que se foca nos pequenos detalhes.

    É uma abordagem sustentada da mudança de hábitos, lenta e constante, cuja ênfase é colocada na melhoria persistente e não na renovação desenfreada. Por outras palavras, o kaizen encoraja-nos simplesmente a perseverar na tarefa de melhorarmos a nós próprios, por muito pequenas que sejam as melhorias.

    Perseverança mais paixão é igual a garra

    No seu livro Garra: O Poder da Paixão e da Perseverança (2016), Angela Duckworth argumenta que perseverança mais paixão é igual a garra. Duckworth demonstrou que a garra é uma qualidade essencial para o sucesso na vida. Embora o nosso talento natural seja importante, a perseverança é muito mais essencial do que a pura capacidade como predictor da nossa realização. A paixão é aqui entendida como um forte interesse consistente que fornece a motivação subjacente para alcançar objectivos a longo prazo.

    “O nosso potencial é uma coisa. O que fazemos com ele é outra coisa bem diferente”, escreve Duckworth (2016, p. 17). Ou seja, embora a aptidão, as competências e um grau básico de talento sejam importantes como factores determinantes do sucesso, não são tão significativos como o trabalho árduo e a tentativa, incessante, de melhorar o que fazemos.

    Em primeiro lugar, Duckworth acredita que a garra pode ser aprendida. Isto é, todos nós podemos praticar para ter mais garra e trabalhar na nossa capacidade de perseverança. Assim, podemos considerar a combinação de paixão e perseverança (que Duckworth descreve como garra) como uma tendência dispositiva. Ela acredita que as pessoas nascem com vários níveis de garra, mas que esta é uma característica que se desenvolve através da experiência. Em segundo lugar, diz ela, para que as pessoas desenvolvam a garra precisam de cultivar uma mentalidade de crescimento.

    Ter uma mentalidade de crescimento é insuficiente

    Ter uma mentalidade de crescimento implica compreender que assumir riscos apropriados por vezes leva ao fracasso. Porém, ter uma mentalidade de crescimento não é suficiente para desenvolver garra. A diferença, está em como uma pessoa com uma mentalidade de crescimento define e recupera desse fracasso.

    Não é suficiente ter uma mentalidade de crescimento. Precisamos também de uma dose saudável de garra e resiliência para atingir objectivos a curto e longo prazo.

    A garra é um esforço sustentado e consistente para um objectivo. Mesmo quando temos dificuldades, vacilamos, ou falhamos temporariamente. Porque a garra é uma paixão intensa por um determinado objectivo, as pessoas podem demonstrá-la numa área e noutras não.

    A garra é o motor a risiliência o combustível

    A resiliência é a nossa capacidade de recuperar depois de termos enfrentado dificuldades, tropeçado ou falhado. É sermos capazes de nos reerguermos, sacudir o pó, tirar um ou dois momentos para nos recompormos, e depois voltarmos ao trabalho de perseguir o nosso objectivo. Isto envolve optimismo.

    Algumas pessoas são mais resilientes do que outras. E, tal como a garra, é uma característica que qualquer pessoa pode desenvolver.

    Em conclusão, a garra é o motor que nos move em direcção ao nosso objectivo. A resiliência é o combustível que mantém o motor em movimento.

    Esse será o tema do nosso próximo episódio.

    A proposta de exercício deste episódio é:

    Espaço de Respiração de Três Minutos

    Este exercício Espaço de respiração de três minutos pode ser usado como um exercício eficaz para integrar a atenção plena na vida diária. Poderão ouví-lo e praticá-lo quantas vezes desejarem.

    Obrigada por me ouvirem e, por favor, avaliem o podcast nos comentários e partilhem com quem acreditem que possa beneficiar dele.

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    Tenham uma boa semana e até ao próximo episódio.

    Cuidem-se, e façam o favor de criar vidas harmoniosas e felizes.

    Vamos falar de Stress

    4 semanas atrás · ·0 Comentários

    Vamos falar de Stress

    Neste episódio do podcast vamos falar do impacto do stress na nossa vida. O stress é um dos grandes males da vida contemporânea e pode afectar-nos a vários níveis. Desde os pequenos desafios às grandes crises, o stress faz parte da vida de todos nós. Sejamos francos, manter a calma num mundo em constante e rápida mudança como o de hoje não é tarefa fácil. Embora nem sempre possamos controlar as circunstâncias da nossa vida, podemos controlar a forma como respondemos a elas.

    Há que referir que o stress pode ser esmagador

    Apesar de haver pessoas que têm uma grande capacidade de adaptação, gerir o stress não é uma tarefa fácil. Quando o stress se torna esmagador ou crónico, pode ter grande impacto no nosso bem-estar e na nossa vida. Por isso, é importante termos aliviadores de stress eficazes que possam acalmar a nossa mente e o nosso corpo.

    O stress é a resposta do nosso corpo a um evento ou a uma situação tensa na nossa vida. A médio e longo prazo, o stress provoca sérios danos tanto na mente quanto no corpo. Além de estar na origem de várias doenças físicas, o stress bloqueia-nos, impede-nos de pensar com clareza e pode afectar as nossas relações.

    Normalmente o stress é consequência de algo novo ou inesperado, e que, de alguma forma, foge ao nosso controlo. Há uma diversidade de componentes que influenciam o impacto do stress na nossa vida, desde a nossa predisposição genética e o ambiente em que vivemos até ao contexto social e económico.

    O stress pode conduzir a problemas de saúde sérios

    O stress até pode ser benéfico em determinadas ocasiões. No entanto, quando é constante, torna-se crónico e pode conduzir a problemas de saúde sérios. O corpo está desenhado de modo a lidar com pequenas quantidades de stress, sobretudo direccionadas para um único momento. No entanto, não estamos preparados para lidar com o stress a longo prazo, de forma continuada. Podemos ficar esgotados, física e mentalmente, sem capacidade de resposta. E todo o corpo pode sofrer com isso.

    Quando somos expostos a situações stressantes são activadas determinadas hormonas no nosso corpo que desencadeiam uma resposta de autodefesa denominada “luta ou fuga”. Durante essa resposta, os batimentos cardíacos aumentam, a respiração torna-se mais rápida, os músculos contraem e a pressão arterial aumenta. Deste modo, o organismo está pronto a agir e a impedir que nos magoemos.

    O stress pode afectar-nos a vários níveis

    O stress pode afectar-nos a vários níveis. E, uma vez que cada um de nós lida com o stress de forma diferente, os sintomas também variam.

    Quando alguém está exposto a longos períodos de stress o corpo começa a dar sinais de que não está a responder normalmente devido a uma “sobrecarga” do sistema imunitário.

    Entre os problemas relacionados com o stress incluem-se:

    – Depressão, ansiedade e distúrbios de personalidade

    – Doenças cardiovasculares, incluindo tensão arterial elevada, arritmia cardíaca, ataque cardíaco e acidente vascular cerebral

    – Problemas gastrointestinais, obesidade e distúrbios alimentares, etc.

    O stress prejudica a saúde e reduz a clareza mental

    Se estás a viver com níveis elevados de stress, estás a colocar todo o teu bem-estar em risco. O stress perturba o teu equilíbrio emocional e a tua saúde física. Reduz a tua capacidade de pensar com clareza, de funcionar eficazmente e de desfrutar a vida como mereces.

    Algumas das principais causas de stress observadas actualmente estão relacionadas com o burnout, a ansiedade e depressão laboral, particularmente devido à pressão de prazos apertados, responsabilidade excessiva e exigências desmesuradas tendo em conta os recursos disponíveis.

    Embora possa parecer que não há nada que possamos fazer em relação ao stress, no trabalho e em casa, há medidas que podemos tomar para aliviar a pressão e recuperar o controlo. As contas vão continuar a chegar, o dia nunca terá mais horas, as responsabilidades profissionais e familiares serão sempre exigentes, mas temos muito mais controlo do que pensamos.

    A gestão do stress está relacionada com liderança pessoal

    A base da gestão do stress está, na verdade, relacionada com a liderança pessoal, ou seja, o nosso estilo de vida, a gestão das emoções e dos pensamentos, e a forma como lidamos com os problemas. Não importa o quão stressante a vida possa parecer, há passos que podemos dar para aliviar a pressão e recuperar o controlo.

    Existem uma série de medidas que podemos adoptar de imediato para combater o excesso de pressão nas nossas vidas. Podemos adoptar um estilo de vida mais saudável, fazer pausas para respirar, praticar exercício físico, evitar consumo de substâncias prejudiciais à saúde, dormir o suficiente, etc. No entanto, por muito boa vontade que tenhamos, às vezes torna-se necessário tomar mais medidas para combater o stress crónico. Para percebermos as causas do stress há que estabelecer a ligação entre os sintomas físicos e emocionais para que possamos compreender a tensão que enfrentamos. Uma vez reconhecido que estamos sob stress é necessário inventariar as soluções possíveis.

    O primeiro passo é perceber que o problema não reside apenas em nós. Este é um tema de tal forma abrangente que abarca todas as esferas da vida em sociedade: família, comunidade, organizações, estado e sociedade civil.

    Quer estejas prestes a ser entrevistado para um novo emprego ou te sintas sobrecarregada pelo comportamento do teu filho, é importante que tenhas algumas ferramentas de redução do stress que possam diminuir o teu stress de forma rápida e eficaz.

    A gestão eficaz do stress ajuda a quebrar a sua influência na nossa vida

    A gestão eficaz do stress ajuda-nos a quebrar a influência que o stress tem na nossa vida, para que possamos ser mais produtivos, mais saudáveis e mais felizes. O objectivo final é termos uma vida equilibrada, com tempo para o trabalho, relacionamentos, relaxamento e diversão – e a resiliência para resistir à pressão e enfrentar os desafios corajosamente. Mas quando falamos da gestão do stress é importante reconhecer que ele não é uniforme. Por isso é importante experimentar e descobrir o que funciona melhor para cada pessoa e situação.

    Também é importante termos estratégias de alívio do stress a curto prazo que podemos utilizar em qualquer lugar.

    A verdade é que o que usamos em casa pode não ser uma opção quando estamos no trabalho ou em locais públicos (dançar na sala pode ser útil, mas dançar na mercearia pode não ser). Portanto é importante termos alguma diversidade de ferramentas de alívio do stress à nossa disposição. Assim, podemos escolher uma estratégia que funcione melhor de acordo com as circunstâncias do momento.

    As melhores estratégias de curto prazo são aquelas que:

    • Podem ser realizadas em qualquer lugar.
    • Não necessitam de muita prática para dominar
    • São gratuitas
    • Proporcionam alívio imediato

    Nota: E é precisamente isso que vou partilhar contigo, se decidires participar no desafio, ao longo de 30 dias.

    Começar por identificar as fontes de stress

    A gestão do stress começa com a identificação das fontes de stress na nossa vida. Isso não é tão simples quanto parece. Embora seja fácil identificar os principais factores de stress, tais como a mudança de emprego, uma perda significativa ou um divórcio, etc. identificar as fontes de stress crónico pode ser mais complicado. É muito fácil ignorarmos como os nossos próprios pensamentos, sentimentos e comportamentos contribuem para os nossos níveis de stress diários. Claro, talvez saibas que estás constantemente preocupada com os prazos no trabalho, mas talvez seja a tua procrastinação, em vez das exigências reais do trabalho, que te está a causar stress. (Se essa é a tua questão, fala comigo porque criei um programa excelente para eliminar a auto-sabotagem e, em breve irei abrir as pré-inscrições para a nova edição).

    Para identificares as tuas verdadeiras fontes de stress, observa atentamente os teus hábitos, atitudes e desculpas:

    • Exprimes o stress como temporário mesmo que não te lembres da última vez que respiraste? (“Eu tenho apenas um milhão de coisas a acontecer neste momento”)
    • Defines o stress como parte integrante da tua vida profissional ou familiar (“As coisas na minha vida estão sempre uma loucura”) ou como parte da tua personalidade (“Eu sou muito nervosa, mais nada”)?
    • Culpas outras pessoas ou eventos externos, ou vês o teu stress como algo completamente normal e não excepcional?

    Até que assumas a responsabilidade pelo papel que desempenhas na criação ou manutenção, do teu stress o seu nível permanecerá fora do teu controlo.

    Alguns factores de stress são previsíveis

    Embora o stress seja uma resposta automática do teu sistema nervoso, alguns factores de stress surgem em alturas previsíveis. Por exemplo, a nossa permanência no trânsito, uma reunião com o chefe ou reuniões familiares. Ao lidarmos com esses factores previsíveis de stress podemos mudar a situação ou mudar a nossa reacção.

    Não é saudável evitar uma situação stressante que precisa de ser resolvida, mas podes ficar surpreendida com o número de agentes perturbadores que podes eliminar da tua vida.

    Não tentes controlar o incontrolável. Muitas coisas na vida estão fora do nosso controlo, particularmente o comportamento de outras pessoas. Ao invés de te preocupares com elas, concentra-te nas coisas que podes controlar, como a maneira como escolhes responder aos problemas.

    Algumas fontes de stress são inevitáveis

    Algumas fontes de stress são inevitáveis. Não é possível evitar ou mudar factores de stress, como a morte de um ente querido, uma doença grave ou uma crise nacional. Nesses casos, a melhor maneira de lidar com o stress é aceitar as coisas como elas são. A aceitação pode ser difícil, mas, a longo prazo, é mais fácil do que lutar contra o que não se pode mudar.

    Procura o lado positivo. Ao enfrentares grandes desafios, procura olhar para eles como oportunidades de crescimento pessoal. Se as tuas próprias más escolhas contribuíram para uma situação stressante, reflete sobre elas e aprende com os teus erros.

    Partilha os teus sentimentos. Exteriorizar a tua dor pode ser muito catártico, mesmo que não haja nada que possas fazer para alterar a situação de stress. Fala com um amigo de confiança ou marca uma consulta com um terapeuta (comigo, por exemplo).

    Neste episódio o exercício prático que partilho no final chama-se:

    OBSERVAÇÃO CONSCIENTE

    Este exercício é simples que requer apenas uma janela com algum tipo de vista. Pode ser repetido todas as vezes que desejarem.

    Obrigada por me ouvirem. Por favor avaliem o podcast nos comentários e partilhem com quem acreditem que pode beneficiar dele.

    Tenham uma boa semana e, até ao próximo episódio.

    Cuidem-se, e façam o favor de criar vidas harmoniosas e felizes.

    Se gostaram de ouvir este podcast, também podem querer ler artigos no meu blog, ou obter outros recursos gratuitos ou, quem sabe, inscrever-se num dos meus programas.

     

    Maturidade Emocional

    1 mês atrás · ·2 comentários

    Maturidade Emocional

    A maturidade emocional caracteriza-se pela manifestação de competências para lidar com as adversidades da vida. Esta capacidade para alinhar pensamentos e emoções, consiste no exercício de habilidades de inteligência emocional como: autoconsciência, autocontrolo e automotivação.

    A maturidade emocional está relacionada com a resiliência.

    A maturidade emocional está directamente relacionada com a resiliência. É a aptidão para ganhar tolerância às frustrações e superar revezes inevitáveis a que todos estamos sujeitos. Ter capacidade para suportar as frustrações e absorver os golpes da vida não significa não sofrer com eles. Ter maturidade emocional, implica enfrentar as frustrações e adversidades, com responsabilidade, sem culpar terceiros pelo que aconteceu ou pelo que se sente.

    Ser emocionalmente maduro é ser capaz de enfrentar os desafios e libertar-se, tão depressa quanto possível, da tristeza ou do ressentimento que possam ter causado. As pessoas emocionalmente maduras também se irritam, simplesmente transformam a raiva em motivação para a mudança positiva.

    Maturidade emocional envlve ter consciência social

    A maturidade emocional envolve ter consciência social, empatia e competência para se relacionar com as pessoas em todos os ambientes. É ser capaz de evitar ou mediar conflitos, e ter apetência para criar relacionamentos positivos e saudáveis. A pessoa mais amadurecida procura evoluir também social e moralmente. Isso leva-a a agir com equidade, afabilidade, compreensão e gentileza.

    O crescimento emocional é um processo evolutivo e, por isso mesmo, interminável. Somos todos obras em construção. O nosso progresso só é possível através de autoconhecimento, autorregulação e consciência social. Agir com inteligência e maturidade emocional requer, tal como tantas outras competências, aprendizagem, apoio, prática e experiência.

    Maturidade é reconhecer e aceitar a nossa vulnerabilidade

    Finalmente, em prol da paz e harmonia interiores, é importante termos presente a nossa condição de seres humanos e, portanto, vulneráveis. Reconhecer e aceitar a nossa vulnerabilidade, é uma prova de maturidade e coragem. A maturidade emocional é a manifestação das competências de inteligência emocional. Saber se colocar perante as circunstâncias, sem se vitimizar, sem se culpar ou culpabilizar outros, é o primeiro passo para sair do modo de sobrevivência e ter uma vida mais plena, realizada e feliz.

    O que é ser emocionalmente inteligente?

    3 meses atrás · ·0 Comentários

    O que é ser emocionalmente inteligente?

    Ser emocionalmente inteligente é muito mais do que possuir um conjunto de abordagens e estratégias que servem para identificar e gerir melhor as nossas próprias emoções. Trata-se, acima de tudo, de um poder pessoal com o qual podemos adquirir de uma verdadeira consciência emocional a partir da qual podemos construir relacionamentos mais fortes e respeitosos, além de ser essencial para nos sentimos mais seguros, bem-sucedidos e felizes.

    Ser emocionalmente inteligente consiste na capacidade de percepção, atenção, expressão e regulação das emoções, e compreensão e regulação das emoções,  próprias e de outros.

    O que é inteligência emocional?

    Certamente a maioria de nós já ouviu falar ou leu sobre Inteligência Emocional ou até já fez algum curso relacionado com o tema. Ela está presente em muitos contextos da nossa vida pessoal e social diária. Esta inteligência revela-se nas interacções com os outros, em família, com amigos, na escola ou universidade, no trabalho, ou qualquer contexto de interacção social.

    As primeiras definições de inteligência referiam-se às capacidades cognitivas e intelectuais, deixando de lado as competências emocionais. O psicólogo e investigador Howard Gardner, num esforço de analisar e descrever melhor o que é a inteligência, desenvolveu, durante os anos da década de 1980, a Teoria das Inteligências Múltiplas. Numa fase inicial, Gardner (1983) identificou sete tipos de inteligência: musical, linguística, lógico-matemática, visuo-espacial, corporal-cinestésica, intrapessoal e interpessoal.  Isto levou a uma classificação da inteligência em diferentes tipos, como a lógico-matemática, linguística e emocional.

    O debate em torno das inteligências pessoais de Gardner, conduziu à definição básica de Inteligência Emocional (IE). O psicólogo Salovey expandiu as aptidões pessoais a 5 domínios: a capacidade de conhecer as próprias emoções; a capacidade de lidar com essas emoções e sentimentos; a automotivação; a capacidade de reconhecer emoções nos outros; e de lidar com as emoções dos outros. Para Salovey estas eram as habilidades necessárias para se ser emocionalmente inteligente.

    Uma definição de Inteligência Emocional

    Apesar das pesquisas terem sido desenvolvidas por diversos investigadores, usualmente este tema é, quase que instantaneamente, relacionado com o nome do psicólogo Daniel Goleman. Para ele, Inteligência Emocional significa a capacidade de se motivar, perseverar diante das frustrações, controlar impulsos e regular o humor, e também de ser capaz de sentir empatia e confiar nos outros.

    Daniel Goleman define a Inteligência Emocional como “a capacidade de reconhecer os nossos sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerirmos bem as emoções em nós e nas nossas relações.” (1)

    O termo Inteligência Emocional foi cunhado por Michael Beldoch em 1964, que o utilizou em artigos científicos, muito antes de Goleman publicar o seu famoso livro “Inteligência Emocional” em 1995. Estes artigos falavam da comunicação e da sensibilidade emocional, das suas implicações e da forma como determinam a nossa personalidade e os nossos relacionamentos. Desde então, o tema avançou de forma notável, dando lugar a diferentes abordagens e críticas.

    A inteligência emocional é muito mais do que um mero conjunto de abordagens e estratégias que servem para identificar e gerir melhor as próprias emoções. A implicação que esta perspectiva psicológica, social e motivacional teve no nosso dia a dia supera possíveis brechas que possam existir na teoria de Daniel Goleman.

    Componentes da Inteligência Emocional

    Goleman elencou cinco pilares que se referem à definição anterior, na qual foram identificados vários componentes.

    Autoconhecimento emocional

    Autoconhecimento emocional refere-se à capacidade de identificar, conhecer e expressar de maneira adequada e confiável os nossos próprios sentimentos e emoções, e também os seus efeitos. O primeiro passo é conhecermo-nos, analisar as nossas emoções e as acções que fazemos como resposta aos estímulos.

    Devemos estar conscientes de que a Inteligência Emocional é um processo gradual e que varia de pessoa para pessoa. É essencial conhecermos bem as próprias emoções e sentimentos, e as acções que originam. Só assim poderá ter respostas adequadas, para si e para os outros.

    Autocontrolo emocional

    Autocontrolo emocional é a capacidade de controlar os próprios impulsos e regular as emoções.

    Tenha em mente que todos nós temos momentos stressantes ou em que nos sentimos ansiosos por algum motivo. Aprender a lidar com as emoções e regulá-las, colocá-la-á na direcção certa conforme cada situação, fará toda a diferença entre o equilíbrio e a disfunção. Seja optimista, procure ver sempre o lado positivo das coisas e lembre-se que cada situação tem diversas saídas.

    Automotivação

    Automotivação é o que nos permite alcançar os nossos próprios objectivos, através da gestão adequada das emoções. Ao saber utilizar adequadamente as suas emoções terá mais facilidade em alcançar os seus objectivos, sem passar por cima de ninguém.

    É essencial aprender a responder aos seus estímulos, para depois decidir como quer agir para atingir as suas metas. Por outro lado, temos um processo inconsciente, onde experienciamos os gatilhos emocionais a que reagimos, expressando as emoções de forma instantânea. Isto muitas vezes gera arrependimentos e desvios das nossas metas.

    Consciência Social ou Empatia

    Empatia é definida como a capacidade de responder adequadamente às necessidades expressas pelos outros, bem como a capacidade de partilhar esses sentimentos.

    Aprender a se colocar no lugar do outro, de reconhecer as emoções dos outros e compreender os seus comportamentos, torna-nos mais sensíveis e abertos.

    Relações interpessoais

    Relações interpessoais neste caso, é a capacidade de nos relacionarmos eficientemente com os outros, fazendo com que se sintam bem e gerando emoções positivas.

    Saber se relacionar interpessoalmente é outro ponto chave para o sucesso. Ao perceber e gerir as emoções dos outros será capaz de manter boas relações. Isso irá criar um ambiente positivo à sua volta, melhorando não só a sua qualidade de vida, mas também contagiando aqueles que estão ao seu redor.

    Benefícios da Inteligência Emocional

    Agora que compreendeu quais são os 5 pilares da Inteligência Emocional, já deve ter extraído alguns benefícios de ter uma IE bem desenvolvida. Todos temos desafios diários, metas e prazos para cumprir, família e filhos com quem lidar, reuniões onde participar e decisões para tomar. Estamos a ser constantemente observados e avaliados e vivemos quase sempre sob pressão. Para lidarmos com as pressões diárias, a chave é aplicar os pilares da Inteligência Emocional, o que lhe trará vários resultados positivos.

    Principais benefícios

    Veja alguns dos principais benefícios que obterá ao desenvolver melhor a sua Inteligência Emocional:

    •  Diminuirá os seus níveis de ansiedade e de stress;
    •  Evitará discussões e melhorará os seus relacionamentos interpessoais;
    •  Terá mais empatia pelo outro e maior compreensão;
    •  Irá obter mais equilíbrio emocional;
    •  Ganhará maior clareza dos objectivos e acções;
    •  Irá melhorar a sua capacidade de tomar decisão;
    •  Melhorará a sua gestão de tempo e produtividade;
    •  Aumentará o nível de comprometimento com as suas metas;
    •  Terá mais senso de responsabilidade e uma melhor visão do futuro;
    •  Elevará a autoestima e autoconfiança.

    Conclusão

    Ser emocionalmente inteligente envolve a aquisição de uma verdadeira consciência emocional com a qual podemos construir relacionamentos mais fortes e respeitosos. A IE, além de nos permitir a auto-regulação emocional, é uma chave de poder com a qual nos sentimos mais seguros, bem-sucedidos e felizes.

    Uma vez que consigamos nos tornar mais conscientes das emoções, nossas e dos outros, e do papel que desempenham nas nossas acções, podemos usar essa conscientização e reflectir. Reflectir sobre o que aconteceu e sobre o que poderia ter tornado o resultado mais positivo é útil para prevenir dissabores futuros.

    Os investigadores concluíram que estas competências emocionais têm enorme influência nas habilidades adaptativas e cognitivas das pessoas. Por isso, lembre-se que ponderar antes de tomar decisões trar-lhe-á diversos benefícios e prevenirá o surgimento de conflitos ou de arrependimento pelos seus actos. E, quando estiver sob pressão, o mais importante é procurar manter a calma. Encontre uma distracção, faça uma actividade prazerosa e canalize a sua ansiedade de forma positiva.

    Se gostou do tema e/ou do artigo, por favor deixe o seu comentário ou envie um e-mail. Adoraria saber a sua opinião.

     

    Refeências Bibliográficas:

    Daniel Goleman, Trabalhar com Inteligência Emocional (Lisboa: Círculo de Leitores e Temas e Debates, 1998, 5ª edição, 2012.

    Feito com ♥ por Ana Paula Vieira
    Conteúdos da autoria de Ana Paula Vieira. Todos os direitos reservedos
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