
Já sentiu um peso no peito, uma fadiga extrema que por mais que durma não desaparece, mas não consegue explicar porquê? Talvez esteja a lidar com um dos lutos mais difícieis de navegar – os lutos invisíveis.
Aquelas dores que a sociedade finge que não existem, mas que a ciência afirma serem das mais desafiantes de processar.
Talvez tenha perdido uma relação significativa, um sonho, uma gravidez, a saúde, mas as pessoas à sua volta parecem ignorar o que está a viver.
A sociedade preparou-nos para lidar com a morte física, mas deixou-nos desamparadas perante os “lutos invisíveis”. Divórcios, infertilidade, perda de identidade ou o luto ambíguo de quem cuida de alguém com demência são dores que muitas vezes carregamos em silêncio, por medo do julgamento ou da incompreensão.
Nos lutos socialmente reconhecidos, normalmente existem rituais, validação, espaço para a expressão emocional. Mas, tal como referi no artigo “Lutos Invisíveis: A dor que ninguém vê“, tudo isso é negado ao enlutado, que carrega a sua dor em silêncio.
Este silêncio tem um preço: exaustão emocional, insónia e uma sensação constante de isolamento. O Dr. Kenneth Doka chama-lhe “Luto Desautorizado”, e é um dos maiores obstáculos ao bem-estar emocional das mulheres na maturidade.
Neste episódio eu não só valido a sua dor, mas também explico o que acontece no seu corpo. Além disso, dou-lhe algumas ferramentas que ajudam a transformar essa dor.
No meu mais recente artigo, desmonto o mito da “falsa resiliência” e mostro como o movimento pendular entre a dor e a reconstrução é a chave para uma vida com novo sentido.
Porque por vezes, nestes processos, sobreviver já é muito. Mas viver novamente… também pode ser possível.








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