Arquivo de agilidade emocional - Ana Paula Vieira

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Novo Ano, Nova Década, Nova Vida!?

7 meses atrás · ·0 Comentários

Novo Ano, Nova Década, Nova Vida!?

Poderá um novo ano, uma nova década, ser mesmo visto como o começo de uma nova vida? O início de um novo ano e de uma nova década, pode ser encarado como uma época de renascimento que nos convida à reflexão. Para muitos de nós, a chegada de um novo ano representa um momento de balanço da vida, ou uma oportunidade para recomeçar e focar no que queremos alcançar.

Um novo ano é uma oportunidade para fazer uma mudança de rumo

É uma oportunidade para sairmos de caminhos sem saída que já não nos servem e fazer uma mudança de rumo. Uma porta que se abre para uma nova vida, libertando-nos do antigo, e alinhando-nos com novas possibilidades, porventura, ilimitadas.

Pessoalmente, eu não faço resoluções de Ano Novo, mas nutro a Vida Nova há já alguns anos. A cada novo ano renovo a intenção de trabalhar continuamente no meu bem-estar: físico, mental emocional e espiritual. Tenho sempre o desejo de ir o mais fundo que possa no meu processo de cura e auto-conhecimento, para melhor ajudar, não só a mim mesma, mas as pessoas que eu amo, os meus clientes e o mundo como um todo. E, acedito que não estou só nesta cruzada.

Aproveitar o poder desta energia é uma questão de fé

Aproveitar o poder da energia transformadora de um novo recomeço é uma questão de fé. Confiar verdadeiramente que as resoluções de ano novo possam vencer os padrões do passado. Se acreditarmos que somos capazes de mudar as nossas vidas, torna-se mais fácil reconhecermos que somos humanos e, capazes de desculpar os nossos erros. O nosso compromisso e empenho, que de outra forma poderiam vacilar, são sustentados pela esperança.

O início de um novo ano é tradicionalmente uma época favorável para encarar decisões difíceis como deixar de fumar, perder peso ou concretizar aspirações mais materialistas. Todavia, a transição de um ano para o outro também pode ser uma ocasião propícia para procurar impulsionar o desenvolvimento emocional, espiritual e intelectual porque já não nos sentimos tão sobrecarregados pelo arrependimento e frustração.

Pequenas mudanças de atitude podem transformar o mundo

Em geral, ao fim de algumas semanas, a maioria das resoluções de Ano Novo, ficam pelo caminho. Se formos honestos o suficiente, reconhecemos que isto já aconteceu connosco ou ainda acontece. Porquê? Porque colocamos demasiado no nosso prato. O que eu aprendi ao longo dos anos é que, com pequenas mudanças de atitude, mudança de hábitos, podemos transformar o mundo, o nosso e o das pessoas à nossa volta.

Há pequenos passos que, quando dados de forma consistente, transformam a nossa vida, sem nos darmos conta. Aprender a calar o crítico interior; a interromper a auto-sabotagem e os pensamentos ruminantes; reconhecer o que o nosso lado sombra – o que reprimimos – tem para nos ensinar, são alguns desses passos mágicos. Se estivermos realmente comprometidos com o nosso equilíbrio emocional tornarmo-nos quem queremos ser.

Qualquer que seja a sua realidade, está ao seu alcance trilhar um caminho mais consciente e fundamentado

Qualquer que seja a sua realidade, está ao seu alcance desenvolver formas que lhe permitam trilhar um caminho mais consciente e fundamentado. Ver o início do ano como uma época de renascimento permite-nos focar no que queremos realizar nas próximas semanas, meses e anos. Porque somos pessoas renovadas – ou seja, uma folha em branco – podemos experimentar novas experiências, novas abordagens mais criativas. Se sentir necessidade de se reconectar com a sua espiritualidade, considere fazer ioga, meditação ou outra actividade que desafie tanto o seu eu físico quanto mental (eu acrescentei o Yoga às minhas práticas).

Aprenda a redefinir e reinventar a sua “história”

Aprenda a redefinir e reinventar a sua “história” e a se reconectar com o seu propósito. Acabe com a auto-sabotagem, recrie o seu mundo interior e ultrapasse os bloqueios subconscientes para o sucesso. Habitue-se a dissolver a energia emocional negativa armazenada no seu corpo. Desafie-se a abordar certos tópicos e conecte-se mais profundamente com o seu eu interior, aceda a informações que aguarda internamente e alcance progressos significativos no seu desenvolvimento pessoal.

Nas antigas tradições chinesas e celtas, o período que marcava a transição do ano velho para o ano novo era visto como uma contenda entre o caos e a ordem, na qual a ordem acabava sempre por prevalecer. A sua crença de que também é capaz de eliminar o caos da sua vida e incorporar mais plenamente os seus sonhos, desejos e objectivos,  dar-lhe-á a determinação e a força necessárias para mudar a sua vida para melhor.

Algo novo que promova o equilíbrio e bem-estar emocional

A promessa contida num ano novo de uma vida nova. Preencha a sua mente com saber estimulante, conhecimento impactante e habilidades úteis. Eliminar a desordem da sua casa ou do local de trabalho pode melhorar o fluxo de energia na sua vida, e dar-lhe o impulso que precisa para se manter fiel às suas resoluções. Começar um diário pode ser outra forma maravilhosa de tansformar alguns eventos da sua vida em desenvolvimento pessoal. Faça algo novo e estimulante que promova o seu equilíbrio e bem-estar emocionalO seu bem-estar e saúde beneficia a todos; as suas oscilações de humor não beneficiam ninguém, particularmente as pessoas que ama.

Comprometa-se com a sua harmonia interior, o mundo agradece.

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Vitimização e Manipulação – São coisas distintas ou subsistem juntas?

10 meses atrás · ·2 comentários

Vitimização e Manipulação – São coisas distintas ou subsistem juntas?

Todos nós, provavelmente, em algum momento da nossa vida, já nos sentimos vítimas. Face a circunstâncias difíceis das nossas vidas em que tivemos de enfrentar experiências dolorosas ou traumáticas, certamente nos sentimos vulneráveis e frágeis, desejosos de cuidado e protecção.

Neste tipo de situações em que existe uma condição objectiva de vitimização, a vítima requer atenção, cuidado, apoio e carinho.  Todavia esta é uma condição passageira, muito diferente daquela em que a pessoa passa a ostentar a condição de vítima como algo definitivo. A isto se chama cultura da Vitimização e da Manipulação emocional.

Comecemos pela Vitimização!

A vitimização ocorre quando o acontecimento traumático se converte em identidade própria da pessoa que o experienciou.  Ao descobrirem que, sendo vítimas, beneficiam do cuidado e atenção permanente dos outros, as pessoas com tendência para a vitimização, entram num ciclo vicioso de chamada de atenção. A vitimização, só por si, não é uma patologia classificada no DSM-5, embora indicie a possibilidade do desenvolvimento de um transtorno paranóico de personalidade.

As pessoas com propensão à vitimização acreditam que tudo que lhes acontece é culpa dos outros ou das circunstâncias. O seu locus de controlo é externo, ou seja, a pessoa não assume a responsabilidade pelas suas próprias acções. Pelo contrário, transfere-a para factores externos, alheios a si própria.

A vitimização é uma estratégia benéfica para quem assume a condição de vítima

A vitimização é, em muitas situações, uma estratégia extremamente benéfica para a pessoa que assume a condição de vítima, porque lhe permite obter privilégios que de outra forma não conseguiria alcançar. A pessoa acaba por contar, de uma forma ou de outra, com a compaixão e a compreensão das outras pessoas, independentemente do que faça.

Com efeito, quem coloque em causa os comportamentos e as acções das supostas vítimas, arrisca-se a ser apontado como desumano ou insensível. Este aspecto abre espaço para uma espécie de permissividade e imunidade, dando total cobertura a tudo o que a vítima diz ou faz, sem questionar. Todavia, a vitimização calculada, seja ela consciente ou inconsciente, encobre uma espécie de chantagem emocional.

A manipulação é uma estratégia da pessoa propensa à vitimização

A manipulação é uma estratégia desenvolvida pela pessoa com propensão para a vitimização, no sentido de ver satisfeitas as suas necessidades de atenção. O manipulador emocional usa a sua condição de vítima para impor os seus desejos e caprichos. O manipulador age de forma a que o outro se sinta culpado e faça tudo o que ele deseja. Esse é o grande problema da manipulação. Por ser um comportamento velado, as pessoas que são manipuladas nem sempre se apercebem do que está realmente a acontecer e acabam por ser iludidas permitindo que os manipuladores façam o que querem.

O manipulador usa a chantagem como forma de comunicação

O manipulador usa a chantagem emocional como forma de comunicação. Quando as outras pessoas não fazem o que ele desejacoloca-as no papel de carrascos, reclamando para si mesmos o papel de vítima. Essa atitude provoca sentimentos de culpa nos outros que tudo farão para corrigir o dano causado, mesmo que tenham de abdicar de si mesmos.

A pessoa manipuladora com tendência à vitimização é capaz de fazer grandes sacrifícios pelos outros, sem que ninguém lhe peça nada, colocando-se assim no papel de vítima da vida. Quando alguém apresenta este tipo de comportamento, estamos perante uma pessoa com baixa auto-estima que só se sente válida quando se sacrifica em prol dos outros.

Nestes casos, trata-se de alguém que não fechou o ciclo de uma experiência traumática ou que perdeu o gosto pela vida. Estas pessoas precisam de apoio urgente. Necessitam de alguém que as compreenda, que seja emocionalmente competente, que lhes mostre compaixão e as ajude a lidar com o seu trauma e a desenvolver maturidade emocional, para mudarem de atitude.

Em conclusão: a cultura da vitimização e da manipulação leva-nos a renunciar aos nossos próprios desejos e necessidades em prol dos outros. Este tipo de comportamento é comum em pessoas emocionalmente imaturas ou com baixo QE. Assim, é importante que estejamos conscientes destes padrões de comportamento, não só para nos protegermos, mas também para ajudarmos a promover a mudança na pessoa que assume o papel de vítima e/ou manipuladora.

Como curar as feridas emocionais

11 meses atrás · ·0 Comentários

Como curar as feridas emocionais

As experiências dolorosas que vivenciamos ao longo das nossas vidas cravam-se na nossa mente e no nosso subconsciente como feridas emocionais. Podem ser muito variadas e podemos chamá-las por muitos nomes: traição, humilhação, desconfiança, abandono, injustiça, rejeição, fracasso, perda…

É importante termos consciência das nossas feridas emocionais e evitar encobri-las ou reprimi-las, devido ao impacto nocivo que têm no nosso bem-estar emocional e até mesmo a nossa saúde física. Quanto mais tempo demorarmos a reconhecê-las para cuidar delas e curá-las, piores ficarão e pior nos sentiremos. Quando nos sentimos feridos, estamos constantemente a viver situações que agravam a nossa dor, obrigando-nos a usar múltiplas máscaras por medo de reviver a dor.

Os 5 estágios para a cura das feridas emocionais

Por essa razão que partilho aqui os 5 estágios que precisa de passar para curar as suas feridas emocionais:

1- Aceitar a ferida como parte de si mesmo. 

A ferida existe! Quer se queira ou não, quer se compreenda ou não, ela existe e pede a nossa atenção. O primeiro passo é reconhecê-la. Segundo Lise Bourbeau, aceitar uma ferida é olhar para ela, observá-la cuidadosamente e saber que ter situações que precisam de ser resolvidas é normal e faz parte da experiência humana.

Não somos melhores nem piores porque algo ou alguém nos magoou. É perfeitamente normal e natural construirmos uma armadura protectora à nossa volta. É um acto heróico, um acto de auto-preservação, de amor-próprio muito meritório, mas também é algo que não nos serve necessariamente a longo prazo.

Por outras palavras, a armadura protege-nos de ambientes prejudiciais, mas uma vez que uma ferida se abre e a podemos ver, urge observá-la, cuidar dela, tratá-la para que sare. Aceitar a ferida é duplamente benéfico porque, além de criar a oportunidade de cura, põe termo ao desejo de nos mudarmos a nós mesmos.

2- Perceber que o que receia dos outros ou lhes censura é o que lhes faz ou faz a si mesmo.

Talvez às vezes não perceba que coloca as suas expectativas sobre os outros, na esperança de que viver de acordo com os seus padrões e de concretizar as suas aspirações. A verdade é que este comportamento acaba por levar muita tensão aos seus relacionamentos, e causa enorme desconforto quando os outros não respondem da maneira que esperava.

A resolução e a vontade de superar as nossas feridas é o primeiro passo para desenvolvermos paciência, compaixão e compreensão de nós mesmos. Estas são qualidades que irão ajudá-la a obter mais autoconhecimento e lhe permitirão ajudar outras pessoas a desenvolvê-las, o que nutrirá o seu bem-estar.

3- Dê a si mesma permissão para ficar com raiva das pessoas que aprofundaram essa ferida.

Quanto mais dolorosas e mais profundas são as suas feridas, mais normal e humano é culpar e ficar com raiva de quem a magoou. Permita-se sentir raiva delas e perdoe-se a si mesmo.

Quando se sente com raiva dos outros pela dor que eles lhe causaram, é como se estivesse constantemente a coçar as suas feridas que fazem comichão. Sentir culpa dificulta o perdão, enquanto livrar-se da culpa e do ressentimento é a única maneira de curar as suas feridas.

Quando perdoa reconhece que, provavelmente, as pessoas que magoam os outros carregam muita dor dentro delas. Magoamos os outros com as máscaras que usamos para proteger as nossas feridas, então quando perdoamos e tiramos essas máscaras, damos o primeiro passo importante para sermos pessoas mais autónomas, confiantes e menos ressentidas.

4- Nenhuma transformação é possível sem primeiro se aceitar a ferida.

Uma ferida tem sempre algo a nos ensinar, embora aceitar a ferida provavelmente tenha um custo elevado, porque o ego cria uma barreira de protecção bastante eficaz para esconder os problemas.

A verdade é que, normalmente, o ego pretende uma de duas coisas: aproximar-nos do prazer ou afastar-nos da dor. Assim, o ego deseja seguir o caminho mais fácil, convicto de que esse é o verdadeiro caminho para a cura, mas na realidade isso complica mais a sua vida. Na verdade, o que simplifica a sua vida é a agilidade emocional, ou seja, são as mudanças nos seus pensamentos, reflexões e acções, embora isso pareça demasiado difícil devido ao esforço que requer.

Tentar esconder as feridas que mais lhe fazem sofrer porque tem medo de olhá-las nos olhos e de revivê-las é um erro. Isso faz com que coloque as máscaras e agrave as consequências dos problemas que já tem. Alem disso, deixa de ser quem é, verdadeiramente.

5- Conceda-se tempo para perceber há quanto tempo está agarrada às suas feridas.

Idealmente, deveria tirar as suas máscaras o mais rápido possível, sem se julgar nem criticar. Amar-se a si próprio é conceder-se o direito de fazer aos outros o que lhes censura. Descubra que máscaras usa, perdoe-se e assuma a responsabilidade pelas suas consequências, sejam elas quais forem. Isso irá permitir-lhe e manter-se no caminho da cura.

Quando o coração se torna o guia deixa de haver hesitação ou vontade de fugir. Aproveitamos cada experiência para aprendermos a amar mais, e regressar à nossa humanidade compassiva. Isso permite-nos alcançar maturidade emocional e uma paz interior que nos faz sentir bem sem nos escondermos.

Saberá que está no caminho da cura quando for capaz de se aceitar verdadeiramente, sem se julgar nem se criticar, ciente das máscaras que usa, há quanto tempo e por que razão. Então quanto mais aceitar a sua humanidade, mais encara tudo como lições de vida e, mais tolerante e compassiva se torna, consigo e com os outros.

 

Agilidade emocional – o caminho da serenidade

1 ano atrás · ·0 Comentários

Agilidade emocional – o caminho da serenidade

A forma como elaboramos as nossas construções internas (os nossos pensamentos, sentimentos e narrativas), segundo a Dr.ª Susan David, é determinante para a qualidade da nossa vida. No seu livro “Agilidade Emocional” Susan David, uma renomada psicóloga especialista em emoções, felicidade e realização, refere que mais de vinte anos de pesquisa demonstraram que as pessoas emocionalmente ágeis, não são imunes ao stress e aos desaires. O que as diferencia é a sua capacidade de desenvolver espírito crítico sobre os seus sentimentos em relação às situações, e de usar esse conhecimento para se adaptar, alinhar os seus valores e acções, e fazer mudanças que as estimulam a prosseguir. Por outras palavras, a agilidade emocional é o caminho para a serenidade.

A imagem que criamos de nós mesmos, guia as nossas acções

O modo como percebemos o nosso eu interior é um factor predecessor dos sucessos ou insucessos em que incorremos e da maneira como vivemos. A imagem que criamos de nós mesmos, guia as nossas acções, carreiras, relacionamentos, saúde e felicidade. Se criarmos uma auto-imagem negativa estaremos a enfraquecer o nosso potencial e a comprometer o nosso sucesso. Todavia, possuímos estruturas evolutivas que nos permitem fazer as adaptações necessárias à transformação a fim de alcançarmos o sucesso e a felicidade que almejamos.

A agilidade emocional permite-nos identificar e penetrar crenças do passado que nos impedem de efectuar mudanças e perseveramos na persecução dos nossos objectivos. Ao abrimos a porta da transformação desenvolvemos espírito crítico para discernir o que já não nos serve, coragem e flexibilidade para nos adaptarmos à nova realidade e manifestar o melhor que há em nós.

Uma semente só pode crescer a partir de um solo fértil, limpo de ervas daninhas, que receba água e luz solar. Da mesma forma, podemos eliminar crenças que interiorizámos no passado e que não nos servem, e permitir que novas experiências e pensamentos nos modelem.

Ao longo da vida, somos confrontados com mudanças constantes.

Ao longo das nossas vidas, somos confrontados com mudanças constantes, às quais temos de nos adaptar. Os nossos rostos e os nossos corpos vão mudando à medida que crescemos e envelhecemos, as nossas situações financeiras vão mudando à medida que passamos de estudantes para adultos ‘responsáveis’, alguns constituem família e têm filhos e aprendem a colocar outra vida humana à frente da sua. Para abraçarmos essas mudanças, as valorizarmos e desfrutamos delas ao máximo, precisamos de ser capazes de nos adaptar.

É essencial que sejamos capazes de derrubar velhas crenças e padrões de pensamento antigos, e desenvolver uma mentalidade que nos inspire crescimento e adaptabilidade. As experiências pelas quais passamos ao longo das nossas vidas são muito diversas e seria absurdo esperar que as mesmas regras ou acções fossem aplicáveis a toda a multiplicidade de circunstâncias. Assim, é essencial que sejamos emocionalmente flexíveis para podermos abraçar positivamente as mudanças e experimentar emoções positivas em relação a essas mudanças. Precisamos de ser capazes de mudar a nossa mentalidade para nos adaptarmos a novas situações.

A mudança causa desconforto emocional

A mudança é algo que causa desconforto emocional e, embora algumas pessoas referiram que a receiam devido às suas implicações ambientais e existenciais, o mais provável é temerem não gostar da nova pessoa em que se podem tornar. Todavia, ao longo da vida somos confrontados com eventos significativos e inevitáveis, como a morte e as perdas, fazendo com que tenhamos de enfrentar essas mudanças. Nesses momentos, embora possamos, por vezes, resistir por algum tempo, somos forçados a mudar e a enfrentar essas inevitabilidades. Estamos em constante evolução, portanto, é essencial usarmos a nossa agilidade emocional para facilitarmos a transição saudável de um estado para outro.

A Agilidade emocional é a capacidade de estar em contacto, de forma saudável, com os nossos pensamentos, emoções e experiências, incluindo as inquietações e preocupações. Se formos capazes de fazer isto, podemos então agir em concordância com a forma como queremos viver e estar no mundo. O ponto fulcral é aprendermos com todas as nossas emoções, incluindo as mais incómodas e desafiantes.

A agilidade emocional não é uma capacidade inata

A agilidade emocional não é uma qualidade ou capacidade inata, mas pode ser desenvolvida e fortalecida através da prática. O caminho para a agilidade emocional começa com a atenção ao que está a acontecer dentro de si mesmo. O ponto de partida é a observação dos próprios pensamentos, sentimentos e emoções, como se se tratasse de outra pessoa, sem julgar ou criticar o que está a ser observando. Só assim podemos avaliar correctamente as nossas emoções e, sem lutar com elas, compreendê-las e identificá-las, ou seja, classifica-las com precisão. Em vez de dizer “estou stressado”, se procurarmos compreender o que sentimos verdadeiramente podemos perceber que afinal o que sentimos é frustração ou tristeza.

Ao identificarmos as nossas emoções de forma mais precisa e adequada, especialmente as emoções incómodas, podemos fazer escolhas intencionais e congruentes com o que estamos realmente  a sentir. E, assim, aprender a trilhar o caminho da serenidade!

Feito com ♥ por Ana Paula Vieira
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