Arquivo de espiritualidade - Ana Paula Vieira

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Novo Ano, Nova Década, Nova Vida!?

6 meses atrás · ·0 Comentários

Novo Ano, Nova Década, Nova Vida!?

Poderá um novo ano, uma nova década, ser mesmo visto como o começo de uma nova vida? O início de um novo ano e de uma nova década, pode ser encarado como uma época de renascimento que nos convida à reflexão. Para muitos de nós, a chegada de um novo ano representa um momento de balanço da vida, ou uma oportunidade para recomeçar e focar no que queremos alcançar.

Um novo ano é uma oportunidade para fazer uma mudança de rumo

É uma oportunidade para sairmos de caminhos sem saída que já não nos servem e fazer uma mudança de rumo. Uma porta que se abre para uma nova vida, libertando-nos do antigo, e alinhando-nos com novas possibilidades, porventura, ilimitadas.

Pessoalmente, eu não faço resoluções de Ano Novo, mas nutro a Vida Nova há já alguns anos. A cada novo ano renovo a intenção de trabalhar continuamente no meu bem-estar: físico, mental emocional e espiritual. Tenho sempre o desejo de ir o mais fundo que possa no meu processo de cura e auto-conhecimento, para melhor ajudar, não só a mim mesma, mas as pessoas que eu amo, os meus clientes e o mundo como um todo. E, acedito que não estou só nesta cruzada.

Aproveitar o poder desta energia é uma questão de fé

Aproveitar o poder da energia transformadora de um novo recomeço é uma questão de fé. Confiar verdadeiramente que as resoluções de ano novo possam vencer os padrões do passado. Se acreditarmos que somos capazes de mudar as nossas vidas, torna-se mais fácil reconhecermos que somos humanos e, capazes de desculpar os nossos erros. O nosso compromisso e empenho, que de outra forma poderiam vacilar, são sustentados pela esperança.

O início de um novo ano é tradicionalmente uma época favorável para encarar decisões difíceis como deixar de fumar, perder peso ou concretizar aspirações mais materialistas. Todavia, a transição de um ano para o outro também pode ser uma ocasião propícia para procurar impulsionar o desenvolvimento emocional, espiritual e intelectual porque já não nos sentimos tão sobrecarregados pelo arrependimento e frustração.

Pequenas mudanças de atitude podem transformar o mundo

Em geral, ao fim de algumas semanas, a maioria das resoluções de Ano Novo, ficam pelo caminho. Se formos honestos o suficiente, reconhecemos que isto já aconteceu connosco ou ainda acontece. Porquê? Porque colocamos demasiado no nosso prato. O que eu aprendi ao longo dos anos é que, com pequenas mudanças de atitude, mudança de hábitos, podemos transformar o mundo, o nosso e o das pessoas à nossa volta.

Há pequenos passos que, quando dados de forma consistente, transformam a nossa vida, sem nos darmos conta. Aprender a calar o crítico interior; a interromper a auto-sabotagem e os pensamentos ruminantes; reconhecer o que o nosso lado sombra – o que reprimimos – tem para nos ensinar, são alguns desses passos mágicos. Se estivermos realmente comprometidos com o nosso equilíbrio emocional tornarmo-nos quem queremos ser.

Qualquer que seja a sua realidade, está ao seu alcance trilhar um caminho mais consciente e fundamentado

Qualquer que seja a sua realidade, está ao seu alcance desenvolver formas que lhe permitam trilhar um caminho mais consciente e fundamentado. Ver o início do ano como uma época de renascimento permite-nos focar no que queremos realizar nas próximas semanas, meses e anos. Porque somos pessoas renovadas – ou seja, uma folha em branco – podemos experimentar novas experiências, novas abordagens mais criativas. Se sentir necessidade de se reconectar com a sua espiritualidade, considere fazer ioga, meditação ou outra actividade que desafie tanto o seu eu físico quanto mental (eu acrescentei o Yoga às minhas práticas).

Aprenda a redefinir e reinventar a sua “história”

Aprenda a redefinir e reinventar a sua “história” e a se reconectar com o seu propósito. Acabe com a auto-sabotagem, recrie o seu mundo interior e ultrapasse os bloqueios subconscientes para o sucesso. Habitue-se a dissolver a energia emocional negativa armazenada no seu corpo. Desafie-se a abordar certos tópicos e conecte-se mais profundamente com o seu eu interior, aceda a informações que aguarda internamente e alcance progressos significativos no seu desenvolvimento pessoal.

Nas antigas tradições chinesas e celtas, o período que marcava a transição do ano velho para o ano novo era visto como uma contenda entre o caos e a ordem, na qual a ordem acabava sempre por prevalecer. A sua crença de que também é capaz de eliminar o caos da sua vida e incorporar mais plenamente os seus sonhos, desejos e objectivos,  dar-lhe-á a determinação e a força necessárias para mudar a sua vida para melhor.

Algo novo que promova o equilíbrio e bem-estar emocional

A promessa contida num ano novo de uma vida nova. Preencha a sua mente com saber estimulante, conhecimento impactante e habilidades úteis. Eliminar a desordem da sua casa ou do local de trabalho pode melhorar o fluxo de energia na sua vida, e dar-lhe o impulso que precisa para se manter fiel às suas resoluções. Começar um diário pode ser outra forma maravilhosa de tansformar alguns eventos da sua vida em desenvolvimento pessoal. Faça algo novo e estimulante que promova o seu equilíbrio e bem-estar emocionalO seu bem-estar e saúde beneficia a todos; as suas oscilações de humor não beneficiam ninguém, particularmente as pessoas que ama.

Comprometa-se com a sua harmonia interior, o mundo agradece.

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Equinócio de Outono – que influência tem na nossa vida?

10 meses atrás · ·0 Comentários

Equinócio de Outono – que influência tem na nossa vida?

O Equinócio é o fenómeno em que o dia e a noite têm aproximadamente a mesma duração, 12 horas. Equinócio deriva do latim “æquinoctium, composto pelas palavras aequus e nox, que significam “igual” e “noite”. Este termo é utilizado para assinalar a transição entre estações, o início do Outono e da Primavera. Os dias de equinócio são tipicamente considerados dias de ajuste, de equilíbrio entre o dia (que tem uma energia Yang, masculina, activa) e a noite (que tem uma energia Yin, feminina, receptiva).

O Equinócio de Outono tem um profundo simbolismo

O Equinócio de Outono tem um profundo simbolismo de libertação do que já não serve, de desprendimento e de criação de espaço para o novo. Os frutos amadurecidos ao longo do Verão são colhidos, as folhas das árvores caiem, deixando-as despidas para acolher o Inverno. É uma estação de colheitas e de celebração, de mudança e de renovação. À semelhança da natureza, também nós somos convidados ao recolhimento, à reflexão, ao desapego e à libertação do que já não nos serve para criar espaço para o novo.

É um tempo de celebração e de reconhecimento

É um tempo de celebração do que se realizou e alcançou, e também de fazer balanços e reflectir sobre o que conseguimos e para onde queremos seguir. É um período de reconhecimento do que se tem aprendido e colhido ao longo do ano e de como se irá usar essa aprendizagem no futuro.

O Outono é o encerramento de um ciclo e a abertura de outro. É uma estação que propicia o senso de equilíbrio e convida a um olhar atento e cuidadoso sobre a nossa vida. É uma época em que podemos observar a dualidade entre as nossas necessidades pessoais e os compromissos com o mundo que nos rodeia.

É um tempo de autoavaliação, celebração e partilha

É um momento de autoavaliação e de balanço; de celebração e de partilha; de preparação para os rigores do Inverno, de autocuidado e reforço do sistema imunitário; de expansão da criatividade, de planeamento e de estruturação para o futuro. Neste período é-nos dada a oportunidade de encontrar o ponto de equilíbrio das nossas vidas, de conciliar as nossas necessidades internas com as exigências do mundo exterior.

À medida que as noites se alongam, podemos reservar tempo para meditar e reflectir sobre o que desejamos, identificar forças e vulnerabilidades, e nutrir novas sementes que florescerão na próxima primavera. É um período em que somos convidados a focar no essencial e a dispensar o acessório, a largar o supérfluo e a cultivar o autêntico. O Outono recorda-nos a importância de sermos genuínos, de nos libertarmos das máscaras, de levarmos luz às nossas sombras e de integrarmos todas as nossas partes.

O Outono traz-nos uma nova oportunidade de cura e libertação

O Outono traz-nos uma nova oportunidade de cura das feridas emocionais, de libertação de mágoas e ressentimentos, de reencontro com nós mesmos e de resgate de quem verdadeiramente somos. Convida-nos ao mergulho interior, a tomar consciência de padrões de comportamento e pensamento nocivos, a eliminar hábitos prejudiciais e a libertar emoções tóxicas.

É também neste período que somos lembrados da importância da harmonia e do equilíbrio emocional para as nossas vidas. Somos instados a cultivar a paz interior e a fortalecer a nossa estrutura emocional para permitir que um novo “Eu” renasça, mais forte, mais livre, mais realizado, mais pleno e mais feliz.

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Ser mãe é um privilégio e uma dádiva!

1 ano atrás · ·4 comentários

Ser mãe é um privilégio e uma dádiva!

A maternidade foi o papel mais importante que desempenhei em toda a minha vida!

Faz hoje 31 anos que fui mãe pela primeira vez. Continuam vivos dentro de mim os pormenores daquele momento mágico. Doloroso, mas mágico.

É indescritível o turbilhão de emoções que experiênciei quando dei à luz aquele ser, perfeito e indefeso. Chegou ao mundo manifestando o seu desagrado. Chorou no primeiro instante e só acalmou quando o colocaram sobre o meu peito, como se me tivesse reconhecido… como se tivesse chegado a casa!

A partir daquele momento a minha vida mudou para sempre

A minha vida, como a conhecera e vivera até ali, mudou para sempre. Eu mudei para sempre! Deixei de ser eu, passei a ser a mãe. Fascinada e ao mesmo tempo aterrorizada com a possibilidade de não saber cuidar daquele ser tão frágil, o meu coração parecia que ia explodir. O meu amor já não cabia em mim, expandia-se para além de mim e o meu filho era a extensão viva do meu amor.

O amor de mãe é indescritível

Não há palavras para descrever o amor de mãe. É um amor como não há outro amor igual. A mãe é uma fonte inesgotável de amor que se multiplica por quantos filhos tenha. Ser mãe é colocar a vida de outro ser à frente da sua, sem hesitar. É altruísmo puro, é entrega total, sem reservas.

A maternidade, a ligação entre mãe e filho, nasce muito antes do parto, é uma relação que se vai construindo ao longo da gravidez. Quer tenhamos disso consciência ou não. O parto é o culminar da experiência fascinante da gestação e, esse fascínio perdura. Entre a alegria da maternidade, o fascínio por aquele ser, tão pequenino e tão indefeso, surge também o medo de errar.

Foram muitas as dúvidas e receios, mas o desejo cuidar, proteger e suprir todas as necessidades do meu bebé venceram qualquer obstáculo. O meu foco, o centro das minhas atenções era apenas e só aquele pequeno ser.

Ser mãe foi um privilégio

Para mim, foi um enorme privilégio e uma bênção, ser mãe dos meus filhos. Poder dedicar-me totalmente a eles, afagá-los, dar-lhes colo, aconchegá-los, abraçá-los, alimentá-los e protegê-los. Foi o papel mais desafiante e extraordinário que desempenhei em toda a minha vida.

Estar atenta às necessidades de outro ser, cuidar, interpretar os seus sinais e a sua linguagem, ajudá-lo a crescer, desvendar os seus mistérios, é sem dúvida algo único. A qualidade da relação entre mãe e filho contribui positivamente para o desenvolvimento emocional e afectivo da criança. Por isso, congratulo-me por ter contribuído para a formação de seres afectuosos, compassivos, generosos e únicos. O elo que se estabeleceu entre nós é indestrutível.

Com o meu filho aprendi as lições mais profundas, significativas e transformadoras

Por isso, hoje celebro o nascimento do meu primogénito e também a minha transformação. Porque este filho, em particular, veio até mim para me ensinar as lições mais profundas, significativas e transformadoras. Foi com este filho que eu aprendi o significado da paciência, do amor incondicional, do altruísmo e da benevolência. Foi também com este filho que aprendi a impor limites e a dizer não. Foi este filho que me ensinou a ser mãe, e com ele aprendi que o amor de mãe é infinito e imutável.

Uma mãe, nunca deixa de o ser, mesmo depois dos filhos deixarem o lar, os filhos continuam a habitar o seu coração e os seus pensamentos. Ser mãe é para sempre! O amor de mãe é para sempre!

Ser Mulher é mais do que uma questão de género…

1 ano atrás · ·2 comentários

Ser Mulher é mais do que uma questão de género…

Reza a lenda que existiram 13 mulheres, as chamadas “13 Matriarcas”, espiritualmente muito elevadas, dotadas de uma sabedoria divina, que se reuniam formando círculos sagrados para propagar o conhecimento e resgatar a poderosa energia feminina entre as demais mulheres. Cada matriarca abrigava no seu coração o poder do conhecimento e da sabedoria, e no seu ventre a capacidade de gerar sonhos. Diz ainda a lenda que toda a sabedoria alcançada ficou registada num campo sagrado, acessível a todas aquelas que o buscassem com a intenção pura de se encontrar.

Ser mulher é muito mais do que uma questão de género

Lendas à parte, sabemos que, desde tempos remotos, a natureza da mulher foi associada aos ciclos de vida na Terra e às fases da Lua. Não é, portanto, de estranhar que haja actualmente, em diversos pontos do planeta, vários movimentos relacionados com o sagrado feminino que procuram recuperar os círculos de mulheres. Estes movimentos têm uma única finalidade: resgatar a força interior que a mulher tem e expandi-la, permitindo-lhe aceder à sua sabedoria intrínseca, desenvolver os seus dons e habilidades, aprofundar o autoconhecimento, e trabalhar em conjunto para promover a autocura e o equilíbrio dos seus pensamentos, emoções e sentimentos.

A verdadeira razão de ser da nossa existência, é expressarmos quem realmente somos

Acredito que a verdadeira razão de ser da nossa existência é aprofundar o nosso crescimento interior e estabelecer uma relação harmoniosa entre a nossa natureza e o nosso ambiente. Expressarmos quem realmente somos, só é possível se aprendermos a olhar para dentro de nós mesmas, entrarmos em contacto com os nossos desafios, acolhermos a nossa natureza, ouvirmos o nosso próprio corpo e olharmos para as nossas dores. Ao nos voltarmos para dentro descobrimos o caminho da sabedoria e da aprendizagem, do enfrentamento dos medos e das dificuldades, do perdão e do diálogo compassivo com nós mesmas e com quem nos rodeia.

A busca pela igualdade fez-nos afastar da nossa essência

Ao longo do último século, após muitas lutas pela igualdade de direitos e oportunidades, as mulheres tornaram-se mais activas e passaram a desempenhar novos papeis na sociedade. Passámos a acreditar que para sermos bem-sucedidas, e sermos respeitadas e tratadas como os homens teríamos de agir como eles. A busca pela igualdade fez-nos afastar da nossa essência, da nossa verdadeira identidade. Em boa verdade, conseguimos conquistar espaço na educação e no mercado de trabalho, mas na prática, muitas mulheres continuam a lutar por respeito, reconhecimento e equiparação salarial.

Enquanto Terapeuta e profissional de Desenvolvimento Pessoal, mas também enquanto mulher, é com muito pesar que ainda ouço algumas mulheres referirem que, para serem independentes precisam de pensar, agir e funcionar como os homens, ou que ser mulher é viver à sombra do homem, atendendo aos seus desejos e suprindo as suas necessidades. Qualquer uma destas atitudes leva muitas mulheres a criarem um vazio relacional nas suas vidas sem que sequer se apercebam disso. Algumas só se dão conta quando confrontadas com a solidão ou quando passam por mudanças significativas nas suas vidas. É nessa altura que começam a procurar a sua identidade, à procura do que, em essência, é ser mulher.

Exercer a nossa individualidade não implica prescindirmos do outro

Creio que se impõe uma grande reflexão acerca do que é ser mulher, da nossa identidade. Precisamos de clarificar qual o nosso verdadeiro papel e de aprender uma nova forma de lidar com o masculino, numa relação de respeito mútuo e reciprocidade. Exercer a nossa própria individualidade não implica prescindirmos do outro nem tão pouco estabelecer uma relação de competitividade com o nosso parceiro.  Se fizermos isso estaremos a abdicar do que um relacionamento nos pode proporcionar de belo, criativo e prazeroso.  

Ser mulher não significa ser melhor ou pior do que o homem, somos apenas diferentes. Ambos temos potenciais idênticos, idêntica força interior, inteligência e criatividade, o mesmo valor e os mesmos direitos, mas somos seres de naturezas distintas. Podemos ser gentis e atenciosas e também determinadas, podemos ser fortes e simultaneamente ternas e doces, podemos ser românticas e igualmente competentes.

O mais importante é estarmos mais em contacto com a nossa essência, o nosso universo interior e agir de acordo com os nossos verdadeiros sonhos e desejos, sem nos preocuparmos com expectativas externas, evitando os estereótipos e pressuposições preconceituosas, pois somos todos seres únicos e temos formas de nos expressarmos e de agir singulares!

Feito com ♥ por Ana Paula Vieira
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