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Novo Ano, Nova Década, Nova Vida!?

1 mês atrás · · 0 Comentários

Novo Ano, Nova Década, Nova Vida!?

Poderá um novo ano, uma nova década, ser mesmo visto como o começo de uma nova vida? O início de um novo ano e de uma nova década, pode ser encarado como uma época de renascimento que nos convida à reflexão. Para muitos de nós, a chegada de um novo ano representa um momento de balanço da vida, ou uma oportunidade para recomeçar e focar no que queremos alcançar.

Um novo ano é uma oportunidade para fazer uma mudança de rumo

É uma oportunidade para sairmos de caminhos sem saída que já não nos servem e fazer uma mudança de rumo. Uma porta que se abre para uma nova vida, libertando-nos do antigo, e alinhando-nos com novas possibilidades, porventura, ilimitadas.

Pessoalmente, eu não faço resoluções de Ano Novo, mas nutro a Vida Nova há já alguns anos. A cada novo ano renovo a intenção de trabalhar continuamente no meu bem-estar: físico, mental emocional e espiritual. Tenho sempre o desejo de ir o mais fundo que possa no meu processo de cura e auto-conhecimento, para melhor ajudar, não só a mim mesma, mas as pessoas que eu amo, os meus clientes e o mundo como um todo. E, acedito que não estou só nesta cruzada.

Aproveitar o poder desta energia é uma questão de fé

Aproveitar o poder da energia transformadora de um novo recomeço é uma questão de fé. Confiar verdadeiramente que as resoluções de ano novo possam vencer os padrões do passado. Se acreditarmos que somos capazes de mudar as nossas vidas, torna-se mais fácil reconhecermos que somos humanos e, capazes de desculpar os nossos erros. O nosso compromisso e empenho, que de outra forma poderiam vacilar, são sustentados pela esperança.

O início de um novo ano é tradicionalmente uma época favorável para encarar decisões difíceis como deixar de fumar, perder peso ou concretizar aspirações mais materialistas. Todavia, a transição de um ano para o outro também pode ser uma ocasião propícia para procurar impulsionar o desenvolvimento emocional, espiritual e intelectual porque já não nos sentimos tão sobrecarregados pelo arrependimento e frustração.

Pequenas mudanças de atitude podem transformar o mundo

Em geral, ao fim de algumas semanas, a maioria das resoluções de Ano Novo, ficam pelo caminho. Se formos honestos o suficiente, reconhecemos que isto já aconteceu connosco ou ainda acontece. Porquê? Porque colocamos demasiado no nosso prato. O que eu aprendi ao longo dos anos é que, com pequenas mudanças de atitude, mudança de hábitos, podemos transformar o mundo, o nosso e o das pessoas à nossa volta.

Há pequenos passos que, quando dados de forma consistente, transformam a nossa vida, sem nos darmos conta. Aprender a calar o crítico interior; a interromper a auto-sabotagem e os pensamentos ruminantes; reconhecer o que o nosso lado sombra – o que reprimimos – tem para nos ensinar, são alguns desses passos mágicos. Se estivermos realmente comprometidos com o nosso equilíbrio emocional tornarmo-nos quem queremos ser.

Qualquer que seja a sua realidade, está ao seu alcance trilhar um caminho mais consciente e fundamentado

Qualquer que seja a sua realidade, está ao seu alcance desenvolver formas que lhe permitam trilhar um caminho mais consciente e fundamentado. Ver o início do ano como uma época de renascimento permite-nos focar no que queremos realizar nas próximas semanas, meses e anos. Porque somos pessoas renovadas – ou seja, uma folha em branco – podemos experimentar novas experiências, novas abordagens mais criativas. Se sentir necessidade de se reconectar com a sua espiritualidade, considere fazer ioga, meditação ou outra actividade que desafie tanto o seu eu físico quanto mental (eu acrescentei o Yoga às minhas práticas).

Aprenda a redefinir e reinventar a sua “história”

Aprenda a redefinir e reinventar a sua “história” e a se reconectar com o seu propósito. Acabe com a auto-sabotagem, recrie o seu mundo interior e ultrapasse os bloqueios subconscientes para o sucesso. Habitue-se a dissolver a energia emocional negativa armazenada no seu corpo. Desafie-se a abordar certos tópicos e conecte-se mais profundamente com o seu eu interior, aceda a informações que aguarda internamente e alcance progressos significativos no seu desenvolvimento pessoal.

Nas antigas tradições chinesas e celtas, o período que marcava a transição do ano velho para o ano novo era visto como uma contenda entre o caos e a ordem, na qual a ordem acabava sempre por prevalecer. A sua crença de que também é capaz de eliminar o caos da sua vida e incorporar mais plenamente os seus sonhos, desejos e objectivos,  dar-lhe-á a determinação e a força necessárias para mudar a sua vida para melhor.

Algo novo que promova o equilíbrio e bem-estar emocional

A promessa contida num ano novo de uma vida nova. Preencha a sua mente com saber estimulante, conhecimento impactante e habilidades úteis. Eliminar a desordem da sua casa ou do local de trabalho pode melhorar o fluxo de energia na sua vida, e dar-lhe o impulso que precisa para se manter fiel às suas resoluções. Começar um diário pode ser outra forma maravilhosa de tansformar alguns eventos da sua vida em desenvolvimento pessoal. Faça algo novo e estimulante que promova o seu equilíbrio e bem-estar emocionalO seu bem-estar e saúde beneficia a todos; as suas oscilações de humor não beneficiam ninguém, particularmente as pessoas que ama.

Comprometa-se com a sua harmonia interior, o mundo agradece.

P.S. Se gorstou do artigo, deixe o seu comentário. Adoro saber que impacto o que ecrevo tem em quem lê. Partilhe com os seus amigos, se isso lhe parecer adequado.

Dia da Mãe – o sentido emocional e espiritual desta efeméride

10 meses atrás · · 0 Comentários

Dia da Mãe – o sentido emocional e espiritual desta efeméride

A minha mãe dizia que o dia da mãe é todos os dias. Eu não podia estar mais de acordo. A palavra “Mãe” é demasiado pequena para a grandeza do seu significado. Assim, quero prestar homenagem, não só à minha mãe, mas a todas as mães, pela sua capacidade de entrega, abnegação e amor incondicional. Mesmo agora, passados cerca de 14 anos sobre a sua morte, é primeiramente para a minha mãe que vão os meus pensamentos, nas horas de aflição ou de alegira. O tempo não apaga as marcas endeléveis que o seu amor e bondade deixaram no meu coração e na minha alma.

Talvez, a maioria das pessoas deva as suas forças de carácter aos bons exemplos que lhe foram dados pelas suas mães.

A minha mãe foi o maior exemplo de bondade, honestidade, compaixão e generosidade que tive, ao longo da minha vida. Quem a conheceu e privou com ela, recorda-a pela sua bondade, pelo seu coração generoso, a sua sabedoria e a sua capacidade de compreenção. Eu tenho um profundo orgulho em ser sua filha. Talvez, tal como eu, a maioria das pessoas deva as suas forças de carácter aos bons exemplos que lhe foram dados pelas suas mães. Eu sei que foi a minha mãe quem plantou as boas sementes no meu coração, que me ensinou a nutri-las e cuidar delas para que germinassem, crescessem, florescessem e dessem fruto.

A mãe é quem cuida, quem apazigua os corações contritos

Provavelmente, a maioria das pessoas pensa o mesmo que eu das suas mães. Talvez porque, em geral, é a mãe quem cuida, quem alimenta, quem acolhe na dor, quem apazigua os corações contritos, quem dá carinho e afecto, quem estimula, quem está sempre lá quando precisamos… E, não raras vezes, não lhes damos o verdadeiro valor ou lhes agradecemos o tanto que fizeram e continuam a fazer por nós.

A minha mãe foi sempre a minha melhor amiga, a minha confidente e conselheira. Esteve sempre presente, sem me julgar, quando tive as crises existências na adolescência; ou quando tive a primeira crise de fé na juventude, e comecei a questionar o sentido da crença num Deus omnipotente e omnisciente que permitia a injustiça, a violência, a pobreza, a fome, o sofrimento… Quando tudo me parecia absurdo face à realidade… Ela agia sempre com sabedoria e compreensão, dizendo que há coisas que só o tempo ensina e que, um dia, a vida iria mostrar-me que, entre o preto e o branco, há uma infinidade de tons.

A imaturidade e a inexperiência, de mãos dadas com uma sociedade de consumo, em que se dá primazia ao ter em detrimento do ser, ofucavam a minha visão. Vivemos numa correria alucinante, sem tempo para o recolhimento, para apreciarmos verdadeiramente as coisas simples da vida e as pessoas que amamos. Perdemo-nos pelas ruelas dos afazeres, das conquistas profissionais, dos acontecimentos sociais e, não raras vezes, somos meros espectadores da nossa vida.

A vida é o maior e mais sábio de todos os mestres

Mas, como dizia a minha mãe, a vida é o maior e mais sábio de todos os mestres. Quando tinha 35 anos a vida deu-me o primeiro abanão forte. Nessa altura, a minha mãe disse-me: “Um dia, ainda vais dar graças a Deus por isto ter acontecido.” Fiquei furiosa, pois não conseguia perceber como é que o caos em que me encontrava podia ser uma coisa boa? Alguns anos mais tarde, dei a mão à palmatória e pude dizer-lhe que ela tinha toda a razão. Infelizmente, a maioria das realizações, cheagram demasiado tarde.

O eco da sua sabedoria deu-me alento para me reerguer.

Quando tudo, aparentemente, se estava a alinhar conforme os meus sonhos e desejos, a vida feliz que eu conquistara desmoronou-se num ápice. Fiquei sem chão, sem guia, sem norte. Nessa altura, precisei mais do que nunca do apoio da minha mãe, mas já não podia correr para o seu colo. Senti-me perdida, a naufragar… Foi graças à memória das suas palavras, dos seus ensinamentos, que consegui começar a serenar a mente e o coração. O eco da sua sabedoria deu-me alento para me reerguer. A vida pedia-me recolhimento, reflexão, paragem… pedia-me para olhar para dentro. E, em boa hora eu acedi.

Actualmente, sempre que algo me traz a validação dos seus ensinametos, agradeço-lhe a sua imensa sabedoria. Aos poucos, tenho vindo a abordar a vida de forma diferente. Finalmente, percebi que a minha mãe continua sempre presente, dentro de mim. Aprendi a me permitir o recolhimento e o mergulho interior para ganhar clareza do caminho a percorrer.

A verdadeira sabedoria não se encontra nos livros

Compreendi que, quando ela dizia que “a verdadeira sabedoria não se encontra nos livros”, queria dizer que a verdadeira sabedoria adquire-se com as vivências e experiências. Aquilo que nos enriquece são as pessoas que cruzam o nosso caminho. As jóias mais preciosas são os diamantes brutos que existem em cada pessoa.

Como disse Einstein, Deus não joga aos dados, mas nós tendemos a esquecer que a vida é efémera. Por isso, lanço um repto a quem ainda tem a possibilidade de manifestar o seu amor e apreço à sua mãe. Faça-o hoje, amanhã pode ser tarde de mais!

Síndrome do ninho vazio ou o vazio incontornável…

11 meses atrás · · 2 comentários

Síndrome do ninho vazio ou o vazio incontornável…

O momento em que os filhos saem de casa para construir os seus próprios projectos de vida, é uma fase complicada, principalmente para os pais que dedicaram toda a sua vida aos filhos. Embora muitos pais também sejam afectados com a partida dos filhos, geralmente são as mulheres quem tem mais dificuldade em lidar com esse ritual de passagem. Quando os filhos se vão embora, elas sentem um enorme vazio e, a sensação de que eles abandonaram o ninho e não voltam mais, pode ser esmagadora. A esse sentimento de perda dá-se o nome de síndrome do ninho vazio.

Um sentimento de solidão,  vazio e tristeza por vezes devastador

É um sentimento de solidão, de vazio, de tristeza, ou até de irritação e depressão que muitos pais sentem com a saída dos seus filhos de casa. Esse sofrimento, por vezes devastador, pode ganhar proporções desajustadas, prejudiciais à vida, quando não se consegue lidar com essa perda. A saudade pode tornar-se em angústia e causar crises de ansiedade, podendo mesmo levar a estados depressivos e sintomas psicossomáticos.

O sentimento de pesar é quase incontornável e inevitável, principalmente em pais que valorizam muito mais os seus papéis como mãe e pai do que como mulher, homem ou profissional. Embora racionalmente os pais compreendam que esse é o ciclo normal e natural da vida, emocionalmente a situação é mais difícil de gerir. De repente, numa casa habitualmente cheia de vida, de vozes e sons, o silêncio ecoa num vazio que se instala no âmago do ser.

Como lidar com o sentimento de perda e ajustar a dinâmica familiar à nova realidade

Muito se tem escrito e falado sobre como lidar com esse sentimento de perda; de como se preparar com antecedência para essa fase da vida familiar; de como ajustar a dinâmica familiar à nova realidade; de como se reinventar como pessoas ou como casal

E quando a partida é repentina e definitiva? E quando a vida desses filhos é ceifada cedo de mais? Como podem os pais lidar com o vazio do ninho, do coração, da alma

Eu conheço muito bem esse sentimento de vazio, conheço-o intimamente! Tenho convivido com ele todos os dias da minha vida, nos últimos 13 anos. E tenho feito o melhor que posso para me ajustar à nova realidade.

Os filhos representam o futuro, a continuidade, a descendência, o legado, os sonhos e expectativas… Quando as nossas idealizações, projectos, desejos, fantasias e esperanças se desmoronam como um castelo de cartas… Quando um infindável rol de expectativas se desvanece ante nós como uma névoa… Como podemos lidar com a ausência definitiva dos nossos filhos e com os impossíveis?

A perda de um filho é inominável, indescritível e insuportável

A perda de um filho é inominável, indescritível e insuportável. Os filhos que perdem os pais são órfãos, aqueles que perdem os conjuges tornam-se viúvos, mas quando os pais perdem os filhos não há uma designação para essa nova condição… tornam-se inadjectiváveis!

Numa sociedade de consumo como a nossa, competitiva e centrada no Ter, há pouco espaço para o Ser e o Sentir. Quem perde um filho sente-se marginalizado e  estigmatizado pela sociedade. Algumas pessoas evitam falar com os pais enlutados porque não sabem como lidar com a situação, outras receiam passar pelo mesmo,  e outras estão de tal forma centradas em si mesmas que são incapazes de sentir empatia.

Com a morte de um filho os pais iniciam uma jornada árdua e solitária para preservar e manter viva a sua memória. O medo de que sejam esquecidos, somado ao vazio da ausência e à aniquilação do futuro, provocam uma dor insustentável, indizível, insuperável. Para os pais, mas especialmente para as mães, perder um filho é como perder parte da própria vida. Eu senti como se me tivessem amputado uma parte do coração.

A perda de um filho interrompe a lógica cronológica

A perda de um filho interrompe a lógica cronológica com que nos habituámos, que os pais morrem primeiro do que os filhos, nunca o contrário. Contudo, a morte de um filho não rompe o vínculo que se criara. Independente de como ou quando os pais aprendam a viver sem esse filho, essa perda é como uma ferida aberta, que não cicatriza. É uma ferida invisível aos olhos, mas visível aos corações mais atentos. Com o tempo essa ferida poderá sangrar menos, mas será sempre sensível e dolorosa…

Por vezes estamos bem, naquele espaço de tranquilidade que aprendemos a construir, e de repente uma palavra, um gesto, uma imagem, desencadeia um turbilhão de emoções… Aprender a viver com esta nova realidade, implicou dar um novo rumo à minha vida. Dei continuidade ao vínculo que criei com o meu filho integrando-o na minha vida como uma parte importante e significativa da minha história. Ressignifiquei a minha perda dando um sentido à minha vivência. O que me move é o apoio a outras mães, outras mulheres que se debatem com a árdua tarefa de lidar com a ausência dos seus filhos, ou de encontrar um lugar de serenidade e plenitude para as suas vidas.

Como evitar o vazio

O vazio pesa, a ausência pesa, o silêncio pesa, os lugares vazios na mesa pesam… por isso é importante encontrar estratégias de autopreservação para lidar com tudo isso. Não vou negar que ainda me custa muito admitir que o meu filho não voltará. A verdade é que, quando ele morreu a minha filha tinha 13 anos e percebi que teria de me preparar para essa inevitabilidade. Por isso, deixo-vos as minhas sugestões.

  • Mudar a forma como encaramos os filhos – eles não são nossos, vêm até nós para os criarmos, educarmos e prepararmos, o melhor possível, para a vida;
  • Reforçar os laços com o companheiro – se ainda for o pai dos seus filhos, ele poderá estar a passar pelo mesmo, se não for pode ser uma oportunidade de ouro para voltar a namorar (se não tem um companheiro, busque uma amizade fidedigna);
  • Liste tudo o que tem vindo a adiar – Faça uma lista das coisas que tem vindo a adiar e comece a dedicar-se à sua concretização, uma coisa de cada vez;
  • Procure actividades de lazer – Envolva-se em actividades que lhe dê prazer. Se tem um companheiro, procure actividades prazerosas que possam fazer em conjunto;
  • Dedique-se a uma causa – Dedicar-se a uma causa é algo que nos traz realização pessoal, seja voluntariado, activismo, o que lhe fizer sentido;
  • Procure ajuda – Se sente que não consegue ultrapassar essa fase sozinha, procure a ajuda de uma amiga que já tenha vivenciado o mesmo, de um Coach, de um Terapeuta ou de um Psicólogo. Não precisa de atravessar o deserto sozinha.

E, lembre-se, a felicidade vem de dentro de cada uma de nós. Não são os outros que nos fazem felizes, somos nós mesmas que construímos a nossa felicidade!

Agilidade emocional – o caminho da serenidade

12 meses atrás · · 0 Comentários

Agilidade emocional – o caminho da serenidade

A forma como elaboramos as nossas construções internas (os nossos pensamentos, sentimentos e narrativas), segundo a Dr.ª Susan David, é determinante para a qualidade da nossa vida. No seu livro “Agilidade Emocional” Susan David, uma renomada psicóloga especialista em emoções, felicidade e realização, refere que mais de vinte anos de pesquisa demonstraram que as pessoas emocionalmente ágeis, não são imunes ao stress e aos desaires. O que as diferencia é a sua capacidade de desenvolver espírito crítico sobre os seus sentimentos em relação às situações, e de usar esse conhecimento para se adaptar, alinhar os seus valores e acções, e fazer mudanças que as estimulam a prosseguir. Por outras palavras, a agilidade emocional é o caminho para a serenidade.

A imagem que criamos de nós mesmos, guia as nossas acções

O modo como percebemos o nosso eu interior é um factor predecessor dos sucessos ou insucessos em que incorremos e da maneira como vivemos. A imagem que criamos de nós mesmos, guia as nossas acções, carreiras, relacionamentos, saúde e felicidade. Se criarmos uma auto-imagem negativa estaremos a enfraquecer o nosso potencial e a comprometer o nosso sucesso. Todavia, possuímos estruturas evolutivas que nos permitem fazer as adaptações necessárias à transformação a fim de alcançarmos o sucesso e a felicidade que almejamos.

A agilidade emocional permite-nos identificar e penetrar crenças do passado que nos impedem de efectuar mudanças e perseveramos na persecução dos nossos objectivos. Ao abrimos a porta da transformação desenvolvemos espírito crítico para discernir o que já não nos serve, coragem e flexibilidade para nos adaptarmos à nova realidade e manifestar o melhor que há em nós.

Uma semente só pode crescer a partir de um solo fértil, limpo de ervas daninhas, que receba água e luz solar. Da mesma forma, podemos eliminar crenças que interiorizámos no passado e que não nos servem, e permitir que novas experiências e pensamentos nos modelem.

Ao longo da vida, somos confrontados com mudanças constantes.

Ao longo das nossas vidas, somos confrontados com mudanças constantes, às quais temos de nos adaptar. Os nossos rostos e os nossos corpos vão mudando à medida que crescemos e envelhecemos, as nossas situações financeiras vão mudando à medida que passamos de estudantes para adultos ‘responsáveis’, alguns constituem família e têm filhos e aprendem a colocar outra vida humana à frente da sua. Para abraçarmos essas mudanças, as valorizarmos e desfrutamos delas ao máximo, precisamos de ser capazes de nos adaptar.

É essencial que sejamos capazes de derrubar velhas crenças e padrões de pensamento antigos, e desenvolver uma mentalidade que nos inspire crescimento e adaptabilidade. As experiências pelas quais passamos ao longo das nossas vidas são muito diversas e seria absurdo esperar que as mesmas regras ou acções fossem aplicáveis a toda a multiplicidade de circunstâncias. Assim, é essencial que sejamos emocionalmente flexíveis para podermos abraçar positivamente as mudanças e experimentar emoções positivas em relação a essas mudanças. Precisamos de ser capazes de mudar a nossa mentalidade para nos adaptarmos a novas situações.

A mudança causa desconforto emocional

A mudança é algo que causa desconforto emocional e, embora algumas pessoas referiram que a receiam devido às suas implicações ambientais e existenciais, o mais provável é temerem não gostar da nova pessoa em que se podem tornar. Todavia, ao longo da vida somos confrontados com eventos significativos e inevitáveis, como a morte e as perdas, fazendo com que tenhamos de enfrentar essas mudanças. Nesses momentos, embora possamos, por vezes, resistir por algum tempo, somos forçados a mudar e a enfrentar essas inevitabilidades. Estamos em constante evolução, portanto, é essencial usarmos a nossa agilidade emocional para facilitarmos a transição saudável de um estado para outro.

A Agilidade emocional é a capacidade de estar em contacto, de forma saudável, com os nossos pensamentos, emoções e experiências, incluindo as inquietações e preocupações. Se formos capazes de fazer isto, podemos então agir em concordância com a forma como queremos viver e estar no mundo. O ponto fulcral é aprendermos com todas as nossas emoções, incluindo as mais incómodas e desafiantes.

A agilidade emocional não é uma capacidade inata

A agilidade emocional não é uma qualidade ou capacidade inata, mas pode ser desenvolvida e fortalecida através da prática. O caminho para a agilidade emocional começa com a atenção ao que está a acontecer dentro de si mesmo. O ponto de partida é a observação dos próprios pensamentos, sentimentos e emoções, como se se tratasse de outra pessoa, sem julgar ou criticar o que está a ser observando. Só assim podemos avaliar correctamente as nossas emoções e, sem lutar com elas, compreendê-las e identificá-las, ou seja, classifica-las com precisão. Em vez de dizer “estou stressado”, se procurarmos compreender o que sentimos verdadeiramente podemos perceber que afinal o que sentimos é frustração ou tristeza.

Ao identificarmos as nossas emoções de forma mais precisa e adequada, especialmente as emoções incómodas, podemos fazer escolhas intencionais e congruentes com o que estamos realmente  a sentir. E, assim, aprender a trilhar o caminho da serenidade!

Feito com ♥ por Krystel Leal e Ana Paula Vieira
Conteúdos da autoria de Ana Paula Vieira. Todos os direitos reservedos
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