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    Mães coragem

    4 dias atrás · · 0 Comentários

    Mães coragem

    Ser mãe, só por si, já é um acto de coragem. Mais do que uma decisão, uma escolha ou um papel, para muitas mulheres, a maternidade muda completamente a sua trajectória de vida ou o conceito que tinham de si mesmas. Para muitas mulheres é a concretização de um sonho. Já para outras esse sonho nunca se torna ralidade ou esse papel foi-lhes arrancado. São as mães coragem!

    Ser mãe é mais do que o acto de dar à luz

    A maternidade vai além do acto de dar à luz ou do desempenho do papel decorrente desse facto. É a personificação suprema do amor incondicional, da entrega, do cuidado e nutrição e, para muitas mães, de total abnegação.

    Quando nasce um bebé saudável e “perfeitinho” é a verdadeira realização de um sonho, por vezes, há muitos ansiado. Mas quando esse milagre da vida traz consigo desafios maiores… Em primeiro lugar, se a chegada de um bebé vem acompanhada de medo e angústia, a coragem é convidada a marcar presença. Em segundo lugar, a vida da mãe pode mudar num ápice, por vezes de forma radical, a partir desse momento.

    Por outro lado quando a vida desse filho ou filha se esvai como areia por entre os dedos… Ou se a mãe não chega a segurar o seu bebé nos braços, o seu papel como mãe pode ser ignorado ou negligenciado. Do mesmo modo, se a gravidez não vai além das primeiras semanas, o papel da mulher enquanto mãe geralmente não é reconhecido. E por fim, se a mulher simplesmente não consegue engravidar, o sonho de ser mãe pode permanecer apenas o desgosto de não o ser.

    Quando o papel de mãe não é reconhecido ou é negado

    Muitas mulheres não são mães porque simplesmente não conseguiram gerar vida ou adoptar. Algumas não chegaram a poder segurar os seus bebés nos braços… Há mulheres perderam os seus filhos horas, dias, semanas mais tarde. Outras perderam os seus filhos ainda crianças, quando eram jovens ou já na adultez. Estes acontecimentos não tornam estas mulheres menos mães.

    O que torna uma mulher em mãe é muito mais do que o parto físico ou a parentalidade através da adopção. A maternidade tem a ver com amor incondicional, com dedicação, com cuidado e nutrição. Muitas mulheres que nunca foram mães fisicamente, não obstante, têm a capacidade e o dom de nutrir, amar e cuidar dos outros.

    Outras mães que perderam os seus filhos ou nunca chegaram a ouvi-los chamar-lhes “mãe” ou deixaram de ouvir essa palavra tão doce ser-lhes dirigida e vêem o seu papel de mãe negado pela socieade.

    Para mães sem filhos o dia das mães também pode ser cruel

    Para as mães coragem que perderam os seus filhos, ou mães que têm filhos com uma condição especial que não conseguem expressar-lhe o seu amor ou apreço, ou a quem nem foi reconhecido o papel de mães, o dia das mães pode ser duro.

    Se alguém perde os pais é órfão. Quando alguém perde o companheiro é viúvo ou viúva. Mas quando se perde um filho não há adjectivo que qualifique essa condição. E, para muitas mães que perderam os seus filhos no ventre resta-lhes apenas a solidão e a coragem. Por estas e outras razões, para muitas mães que perderam os seus filhos, o “Dia da Mãe” pode ser doloroso ou até mesmo cruel.

    Se for como eu, desejaria ter o seu filho ou filha consigo em muitos dias, mas esse desejo ganha intensidade no Dia da Mãe. Desejaria celebrar o facto de o ter carregado no ventre, dado à luz, educado e alimentado. Talvez preferisse apreciar quem ele ou ela se teria tornado, e não recordar quem ele ou ela foi. Gostaria de vê-lo(a) vivo(a) e inteiro(a) e poder sentir o seu odor único. Como eu percebo isso. Não interessa as prendas, os cartões com mensagens bonitas, as flores ou os chocolates. O presente que gostaria de recebe era vê-lo(a) entrar pela porta adentro, lançar os braços à minha volta, e dizer como só ele sabria dizer: “Olá, mãe”.

    Um filho não substitui outro

    Mesmo que tenham outros filhos, pelos quais se sentem extraordináriamente gratas, isso não preenche o vazio e também receiam pelas suas vidas. Acima de tudo temem sobreviver-lhes. Eu compreendo isso muito bem. Mães coragem, não estão a enlouquecer estão a aprender a viver sem o vosso filho ou filha. Estão a ser simplesmente mães protectoras que desejam o melhor para os seus filhos.

    Se perdeu o seu filho, sei que o seu coração provavelmente ainda sangra e os seus braços vazios latejam. Tenho plena consciência de que não há maior dor no mundo do que a de perder um filho. Compreendo por que razão pode querer evitar as celebrações do Dia da Mãe, e em vez disso preferir fazer um qualquer ritual em memória do seu filho ou filha… Ou até querer ir ao cemitério para ver o seu nome escrito numa lápide, porque já ninguém o pronuncia, não é verdade? Também pode preferir sentar-se a folhear algum album de fotografias, percorrer as linhas do seu doce rosto com o dedo ou cada letra do seu nome. Diga o seu nome com coragem e ousadia hoje, mãe. Grite-o aos quatro ventos se isso lhe traz conforto.

    Crie a sua própria celebração

    Se tem outros filhos e se estiver com eles, se puder, abrace-os com um abraço mais apertado, enquanto faz uma prece ou intenção de que se mantenham seguros e saudáveis.

    E sabe que mais? Não há problema nenhum em querer evitar celebrações públicas no Dia da Mãe. Se quer evitar conversas incómodas ou assistir a cenários dolorosos faça o que lhe traz conforto. Chore um pouco mais, saia do seu ambiente normal, esconda-se em casa, ou mostre-se tão publicamente quanto quiser. Hoje é o seu Dia da Mãe. Faça o que precisa para apaziguar o seu coração.

    Somos mães coragem e vamos ficar bem. Já sobrevivemos ao inimaginável e conseguimos arrastar-nos para fora da cama mais uma vez hoje. Somos espectaculares. Nunca se esqueça disso. E lembre-se que será sempre sua mãe e ele ou ela será sempre o seu filho ou filha. O seu papel de mãe continua a existir, mas diferente.

    Uma vez que o seu precioso filho ou filha não está aqui para lhe dizer, permita-me, por favor que o faça: Feliz Dia das Mães! É uma mulher maravilhosa, corajosa e amada!

    Que todas as mães coragem tenham um dia sereno, com mais amor do que dor!

    Tags: , , , , , Categorias: Desenvolvimento Pessoal, Gestão emocional, Luto e Perdas

    Ana Paula Vieira

    Ana Paula Vieira

    Coach, Conselheira de Luto e Hipnoterapêuta, e ajudo pessoas que desejam alcançar equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, a gerir as suas emoções com eficácia para que tenham uma vida mais plena, gratificante, alinhada com os seus valores, intencional e feliz. A felicidade constrói-se de dentro para fora. Vem aprender a ser feliz!

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