Arquivo de harmonia - Ana Paula Vieira

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Emoções no ambiente de trabalho

1 mês atrás · ·0 Comentários

Emoções no ambiente de trabalho

Os profissionais de gestão de recursos humanos e de outras áreas de estudo do mundo do trabalho chamam às competências emocionais “soft skills”. Esta é uma competência reconhecidamente essencial em todas as situações da vida, e especialmente, no ambiente de trabalho. Mas saber gerir as emoções no ambiente de trabalho, as próprias e as dos outros, muitas vezes é tudo menos suave.

Passamos mais tempo no trabalho do que com a família.

A maioria de nós passamos mais tempo no trabalho (pelo menos era esse o cenário antes da pandemia), do que com a nossa família. Se somarmos as horas de trabalho e o tempo passado nos trajectos, e adicionarmos o tempo despendido em formação profissional para progredir na carreira, facilmente concluiremos que passamos mais tempo no trabalho do que em qualquer outro lugar. No entanto, para a maioria das pessoas, o local de trabalho não proporciona um ambiente agradável, saudável ou emocionalmente bem gerido. Muitos de nós temos tido empregos onde a atmosfera emocional foi tão mal gerida que afectou todos os aspectos possíveis do nosso trabalho e, não raras vezes, com impacto na nossa própria vida.

Sabemos que as emoções são aspectos vitais da nossa capacidade de pensar, compreender o mundo, sentir e agir adequadamente. As competências emocionais são as aptidões mais importantes que podemos possuir. No entanto, a maioria de nós não foi explicitamente ensinado acerca dos estados emocionais em contexto de trabalho; supostamente, deveríamos simplesmente absorvê-los por osmose cultural. E, apesar de muitos de nós termos sido ensinados a reprimir ou a suprimir as emoções e não a sermos emocionalmente ágeis. Estranhamente, apesar de não aprendermos sobre as emoções no ambiente de trabalho, temos espectativas em relação ao estado emocional das pessoas em contextos profissionais.

Expectativas de trabalho emocional

Tipicamente temos expectativas implícitas em relação às pessoas em funções de atendimento ou de venda ao público. Assumimos que devem ser empáticas para com o cliente e mostrar que se preocupam connosco, mesmo que ganhem o salário mínimo e que nós sejamos ricos; mesmo que estejam bem vestidos e que nós tenhamos acabado de sair da praia, com o cabelo ainda molhado. A nossa posição como cliente – ou mesmo como potencial cliente – independentemente da nossa aparência ou do nosso comportamento, confere-nos o direito a receber gratuitamente empatia e respeito.

É um facto que, fruto das mudanças que se operaram nas nossas vidas devido à situação pandémica, os estados emocionais de muitas pessoas assemelham-se mais a montanhas russas. No entanto, repare nas situações carregadas de tensão emocional das pessoas que a servem, e das pessoas a quem serve. Provavelmente há regras emocionais muito específicas para o seu trabalho (mesmo que não sejam expressas), para os proprietários e funcionários das empresas que visita (especialmente restaurantes e lojas), mesmo que nunca tenha posto os olhos em cima de ninguém nesse estabelecimento antes.

As nossas expectativas em relação às emoções dos profissionais e à empatia profissional estão tão enraizadas que sabemos o que esperar. Sabemos como cada pessoa numa determinada área de negócio se deve comportar para connosco, como nos devemos comportar para com elas, e como os outros clientes se devem comportar em relação a todos nós. Todos temos um papel muito específico a desempenhar, e um desempenho emocional e empático particular imprescindível.

Verifique por si mesmo

No seu próprio trabalho, seguramente que tem expectativas muito específicas em termos de desempenhos emocionais e empatia para si próprio, para os seus colegas de trabalho, ou para os seus colaboradores e clientes, e para os gestores ou patrões. No entanto, embora saibamos como todos se devem comportar, este conhecimento não é claro. As nossas emoções e estados emocionais fazem parte do que damos (e do que se espera de nós) no local de trabalho. Mas os séculos de deseducação emocional ainda nos assombram, e continuam a ser cometidos imensos erros neste âmbito.

Muitos dos problemas observáveis nos locais de trabalho giram em torno das emoções relacionadas com o trabalho que ou não está a ser feito (o empregado problemático), ou está a ser realizado, mas não é valorizado (o empregado sobrecarregado ou o empregado que está a trabalhar em excesso). O local de trabalho pode tornar-se realmente miserável quando há problemas na esfera da gestão das emoções.

Exigências de trabalho emocional no local de trabalho

Em muitos casos, as regras relativas às questões emocionais exigem que nos comportemos de forma inautêntica uns com os outros e em relação a nós próprios. Isto não quer dizer que as emoções relacionadas com o trabalho não sejam autênticas ou sejam tóxicas: Em termos empáticos, todos nós nos esforçamos por nos ajudarmos uns aos outros a funcionar (e a nos tornarmos mais competentes) no mundo social, e por vezes isso significa mostrar emoções que não estamos propriamente a sentir ou esconder as que sentimos.

No entanto, o trabalho emocional é trabalho, e se não temos consciência de quanto trabalho emocional fazemos (ou quanto se espera que os outros façam por nós) então o burnout ou o esgotamento empático é uma possibilidade muito real para todos. Este trabalho emocional quotidiano é o que faz com que as relações fluam sem problemas; é o que nos ajuda a nos relacionarmos e a nos apoiarmos uns aos outros, e é o que nos ajuda a amadurecer como seres emocionais, sociais e empáticos. As emoções ajudam-nos em tudo aquilo que fazemos e cada emoção traz-nos uma forma única de inteligência, competência e engenho.

Valorização do trabalho emocional

Ao observar empaticamente o seu mundo social, faça um inventário do trabalho emocional que desenvolve e pergunte-se a si própria/o: O meu trabalho emocional está a ser reconhecido por alguém? Está a ser apreciado? É sequer referenciado? Poderá tornar-se mais intencional e consciente? E será que resulta bem com toda a gente?

O trabalho emocional é um aspecto intrínseco das aptidões de empatia e relacionamento, mas tende a ser completamente inconsciente e, como tal, tende a permanecer no mundo oculto de subtilezas, subjectividades, gestos e expectativas não expressas. Todavia, existem formas de tirar o trabalho emocional das sombras.

A natureza oculta do trabalho emocional

O trabalho emocional no local de trabalho é determinante para a produtividade e eficiência. Empaticamente falando, já vi e já experienciei situações de emoções mal geridas, de emoções injustas em acção e empatia imposta, inautêntica, com impacto profundo na qualidade do ambiente de trabalho. Agora percebo que a empatia imposta é um factor importante e integrante da não rentabilidade e ineficiência no local de trabalho, mas simplesmente não sabia como lhe fazer referência de forma correcta.

Durante décadas interroguei-me muitas vezes sobre a atmosfera emocionalmente conservadora (quando não tóxica) no local de trabalho, mas as referências em termos de literatura ou pesquisa relativas à natureza do trabalho emocional eram escassas. Ao nível do ensino académico, quer em Gestão de Recursos Humanos ou Gestão das Organizações quase não despendem tempo com trabalho emocional e exigências de empatia forçada, pois o foco principal é a organização administrativa e a forma de lidar com empregados problemáticos. Portanto muito pouca compreensão dos cambiantes das emoções no trabalho e de como um local de trabalho sem apoio pode criar uma atmosfera emocional improdutiva que depois criará empregados problemáticos!

Há também muito pouca consciência da razão pela qual as pessoas se esgotam: a maioria das respostas e prevenção do “burnout” que me ensinaram incidiam em como tornar os empregos mais variados e interessantes, mas quase não havia consciência do potencial de “burnout” em trabalhos sem apoio emocional, pouco justos ou de empatia forçada.

O que dizem os peritos

A questão da gestão dos estados emocionais no local de trabalho sempre foi algo que me suscitou interesse. Na minha formação profissional extracurricular em gestão de equipas ou gestão de conflitos também não encontrei qualquer menção relativa ao trabalho emocional ou ao seu efeito de contágio na disposição moral no local de trabalho. Até mesmo a Inteligência Emocional que é referênciada há várias décadas como crítica para o bom desempenho profissional, continua a não ser muito valorizada em termos de formação. Infelizmente, temos especialistas e processos no local de trabalho para quase todos os outros problemas que existem no local de trabalho, excepto para a problemática do trabalho emocional.

Os profissionais de Recursos Humanos cujo trabalho é humanizar o local de trabalho não foram formados ou treinados de forma fiável para compreender o trabalho emocional. Os profissionais de Organização de Processos cuja função é planear e organizar o trabalho e/ou equipas, não têm qualquer formação de base sobre o trabalho emocional, que é a habilidade empática central que torna o local de trabalho funcional (ou, mais comummente, disfuncional). Os Orientadores de Carreira, cujo trabalho é ajudar-nos a encontrar trabalho, normalmente não têm qualquer formação directa ou compreensão do trabalho emocional. E, em resultado disso, acaba por haver muitos locais de trabalho onde o ambiente emocional e empático não é gerido de forma eficaz.

As emoções são aspectos vitais da nossa capacidade de pensar, decidir, comportar e agir, e cada uma delas traz-nos dons e habilidades específicas e, se não compreendermos que as emoções vêm para nos ajudar, podemos culpar as emoções pelos problemas. Os gestores podem aprender a identificar as cargas emocionais dos seus colaboradores e, com base nessa informação, começar a criar locais de trabalho emocionalmente bem geridos que não esgotem as pessoas desnecessariamente.

Criar um local de trabalho emocionalmente produtivo

A chave para criar um local de trabalho emocionalmente consciente e produtivo que respeite as necessidades sociais e emocionais de todos é empenhar-se para que as cargas emocionais sejam reconhecidas, apreciadas e geridas adequadamente. Com estes objectivos em mente, eis algumas abordagens para o ajudar a criar um ambiente emocionalmente bem regulado no local de trabalho que funcione para todos.

  1. Tenha consciência das cargas emocionais relacionadas com o trabalho que os seus colegas levam para casa. Em muitos (ou na maioria?) dos locais de trabalho, as pessoas devem gerir as suas próprias emoções, acalmar as emoções dos outros e oferecer empatia gratuita ao longo do dia. Isto é óptimo quando o ambiente é bom, mas se as pessoas estiverem a ser drenadas emocionalmente o trabalho emocional pode ser fatigante.
  2. Apoie o direito das pessoas de se sentirem confortáveis no trabalho. A maioria dos modelos de local de trabalho baseiam-se na poupança de custos ou em tendências actuais de organização no local de trabalho – mas raramente se focam na realidade que as pessoas vivem no trabalho. Se as pessoas trabalham 35 a 40 horas por semana, passam mais tempo no trabalho do que em casa ou com as suas famílias, por isso devem estar física e emocionalmente confortáveis no seu ambiente de trabalho.
  3. Esteja atento às exigências emocionais no seu local de trabalho. Identifique qualquer trabalho emocional não apoiado e reconheça-o abertamente. Que emoções são exigidas na interacção com clientes, fornecedores e colegas de trabalho? É necessária empatia para com os clientes, a qual não é reconhecida? Existe algum apoio para as pessoas que estão sobrecarregadas ou a caminho de um esgotamento? E que tipo de regras emocionais existem, e para quem?
  4. Identifique e reconheça qualquer situação de desigualdade emocional. Há excepções às regras emocionais em diferentes níveis da organização? É permitido a uma pessoa ou grupo expressar (por exemplo) raiva, depressão ou ansiedade, enquanto os outros devem demonstrar apenas satisfação e complacência? A empatia está disponível para todos ou é dirigida unicamente aos clientes e fornecedores? Na medida do possível, reconheça abertamente qualquer exigência de empatia ou trabalho emocional desigual ou diferenciado.
  5. Promova conversas abertas sobre o impacto do trabalho nas emoções. O esgotamento ocorre quando as pessoas não estão autorizadas a identificar ou a falar sobre as suas emoções no trabalho ou sobre as exigências de empatia na profissão. Pode ajudar a conceber um local de trabalho mais saudável, mais funcional e mais bem regulado do ponto de vista emocional se puder simplesmente falar aberta e honestamente sobre as emoções e a empatia no trabalho.

A verdade é que geralmente passamos mais tempo no local de trabalho do que com a nossa família e amigos. E todos nós merecemos viver bem, ser bem tratados e ver o nosso trabalho emocional valorizado como o trabalho essencial que é. Enquanto líder ou gestor, pode ganhar consciência do trabalho emocional que faz e do trabalho emocional e de empatia que exige aos outros e, ao fazê-lo, pode desenvolver um ambiente mais solidário, emocionalmente bem regulado e verdadeiramente funcional para todos!

Novo Ano, Nova Década, Nova Vida!?

8 meses atrás · ·0 Comentários

Novo Ano, Nova Década, Nova Vida!?

Poderá um novo ano, uma nova década, ser mesmo visto como o começo de uma nova vida? O início de um novo ano e de uma nova década, pode ser encarado como uma época de renascimento que nos convida à reflexão. Para muitos de nós, a chegada de um novo ano representa um momento de balanço da vida, ou uma oportunidade para recomeçar e focar no que queremos alcançar.

Um novo ano é uma oportunidade para fazer uma mudança de rumo

É uma oportunidade para sairmos de caminhos sem saída que já não nos servem e fazer uma mudança de rumo. Uma porta que se abre para uma nova vida, libertando-nos do antigo, e alinhando-nos com novas possibilidades, porventura, ilimitadas.

Pessoalmente, eu não faço resoluções de Ano Novo, mas nutro a Vida Nova há já alguns anos. A cada novo ano renovo a intenção de trabalhar continuamente no meu bem-estar: físico, mental emocional e espiritual. Tenho sempre o desejo de ir o mais fundo que possa no meu processo de cura e auto-conhecimento, para melhor ajudar, não só a mim mesma, mas as pessoas que eu amo, os meus clientes e o mundo como um todo. E, acedito que não estou só nesta cruzada.

Aproveitar o poder desta energia é uma questão de fé

Aproveitar o poder da energia transformadora de um novo recomeço é uma questão de fé. Confiar verdadeiramente que as resoluções de ano novo possam vencer os padrões do passado. Se acreditarmos que somos capazes de mudar as nossas vidas, torna-se mais fácil reconhecermos que somos humanos e, capazes de desculpar os nossos erros. O nosso compromisso e empenho, que de outra forma poderiam vacilar, são sustentados pela esperança.

O início de um novo ano é tradicionalmente uma época favorável para encarar decisões difíceis como deixar de fumar, perder peso ou concretizar aspirações mais materialistas. Todavia, a transição de um ano para o outro também pode ser uma ocasião propícia para procurar impulsionar o desenvolvimento emocional, espiritual e intelectual porque já não nos sentimos tão sobrecarregados pelo arrependimento e frustração.

Pequenas mudanças de atitude podem transformar o mundo

Em geral, ao fim de algumas semanas, a maioria das resoluções de Ano Novo, ficam pelo caminho. Se formos honestos o suficiente, reconhecemos que isto já aconteceu connosco ou ainda acontece. Porquê? Porque colocamos demasiado no nosso prato. O que eu aprendi ao longo dos anos é que, com pequenas mudanças de atitude, mudança de hábitos, podemos transformar o mundo, o nosso e o das pessoas à nossa volta.

Há pequenos passos que, quando dados de forma consistente, transformam a nossa vida, sem nos darmos conta. Aprender a calar o crítico interior; a interromper a auto-sabotagem e os pensamentos ruminantes; reconhecer o que o nosso lado sombra – o que reprimimos – tem para nos ensinar, são alguns desses passos mágicos. Se estivermos realmente comprometidos com o nosso equilíbrio emocional tornarmo-nos quem queremos ser.

Qualquer que seja a sua realidade, está ao seu alcance trilhar um caminho mais consciente e fundamentado

Qualquer que seja a sua realidade, está ao seu alcance desenvolver formas que lhe permitam trilhar um caminho mais consciente e fundamentado. Ver o início do ano como uma época de renascimento permite-nos focar no que queremos realizar nas próximas semanas, meses e anos. Porque somos pessoas renovadas – ou seja, uma folha em branco – podemos experimentar novas experiências, novas abordagens mais criativas. Se sentir necessidade de se reconectar com a sua espiritualidade, considere fazer ioga, meditação ou outra actividade que desafie tanto o seu eu físico quanto mental (eu acrescentei o Yoga às minhas práticas).

Aprenda a redefinir e reinventar a sua “história”

Aprenda a redefinir e reinventar a sua “história” e a se reconectar com o seu propósito. Acabe com a auto-sabotagem, recrie o seu mundo interior e ultrapasse os bloqueios subconscientes para o sucesso. Habitue-se a dissolver a energia emocional negativa armazenada no seu corpo. Desafie-se a abordar certos tópicos e conecte-se mais profundamente com o seu eu interior, aceda a informações que aguarda internamente e alcance progressos significativos no seu desenvolvimento pessoal.

Nas antigas tradições chinesas e celtas, o período que marcava a transição do ano velho para o ano novo era visto como uma contenda entre o caos e a ordem, na qual a ordem acabava sempre por prevalecer. A sua crença de que também é capaz de eliminar o caos da sua vida e incorporar mais plenamente os seus sonhos, desejos e objectivos,  dar-lhe-á a determinação e a força necessárias para mudar a sua vida para melhor.

Algo novo que promova o equilíbrio e bem-estar emocional

A promessa contida num ano novo de uma vida nova. Preencha a sua mente com saber estimulante, conhecimento impactante e habilidades úteis. Eliminar a desordem da sua casa ou do local de trabalho pode melhorar o fluxo de energia na sua vida, e dar-lhe o impulso que precisa para se manter fiel às suas resoluções. Começar um diário pode ser outra forma maravilhosa de tansformar alguns eventos da sua vida em desenvolvimento pessoal. Faça algo novo e estimulante que promova o seu equilíbrio e bem-estar emocionalO seu bem-estar e saúde beneficia a todos; as suas oscilações de humor não beneficiam ninguém, particularmente as pessoas que ama.

Comprometa-se com a sua harmonia interior, o mundo agradece.

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Equinócio de Outono – que influência tem na nossa vida?

12 meses atrás · ·0 Comentários

Equinócio de Outono – que influência tem na nossa vida?

O Equinócio é o fenómeno em que o dia e a noite têm aproximadamente a mesma duração, 12 horas. Equinócio deriva do latim “æquinoctium, composto pelas palavras aequus e nox, que significam “igual” e “noite”. Este termo é utilizado para assinalar a transição entre estações, o início do Outono e da Primavera. Os dias de equinócio são tipicamente considerados dias de ajuste, de equilíbrio entre o dia (que tem uma energia Yang, masculina, activa) e a noite (que tem uma energia Yin, feminina, receptiva).

O Equinócio de Outono tem um profundo simbolismo

O Equinócio de Outono tem um profundo simbolismo de libertação do que já não serve, de desprendimento e de criação de espaço para o novo. Os frutos amadurecidos ao longo do Verão são colhidos, as folhas das árvores caiem, deixando-as despidas para acolher o Inverno. É uma estação de colheitas e de celebração, de mudança e de renovação. À semelhança da natureza, também nós somos convidados ao recolhimento, à reflexão, ao desapego e à libertação do que já não nos serve para criar espaço para o novo.

É um tempo de celebração e de reconhecimento

É um tempo de celebração do que se realizou e alcançou, e também de fazer balanços e reflectir sobre o que conseguimos e para onde queremos seguir. É um período de reconhecimento do que se tem aprendido e colhido ao longo do ano e de como se irá usar essa aprendizagem no futuro.

O Outono é o encerramento de um ciclo e a abertura de outro. É uma estação que propicia o senso de equilíbrio e convida a um olhar atento e cuidadoso sobre a nossa vida. É uma época em que podemos observar a dualidade entre as nossas necessidades pessoais e os compromissos com o mundo que nos rodeia.

É um tempo de autoavaliação, celebração e partilha

É um momento de autoavaliação e de balanço; de celebração e de partilha; de preparação para os rigores do Inverno, de autocuidado e reforço do sistema imunitário; de expansão da criatividade, de planeamento e de estruturação para o futuro. Neste período é-nos dada a oportunidade de encontrar o ponto de equilíbrio das nossas vidas, de conciliar as nossas necessidades internas com as exigências do mundo exterior.

À medida que as noites se alongam, podemos reservar tempo para meditar e reflectir sobre o que desejamos, identificar forças e vulnerabilidades, e nutrir novas sementes que florescerão na próxima primavera. É um período em que somos convidados a focar no essencial e a dispensar o acessório, a largar o supérfluo e a cultivar o autêntico. O Outono recorda-nos a importância de sermos genuínos, de nos libertarmos das máscaras, de levarmos luz às nossas sombras e de integrarmos todas as nossas partes.

O Outono traz-nos uma nova oportunidade de cura e libertação

O Outono traz-nos uma nova oportunidade de cura das feridas emocionais, de libertação de mágoas e ressentimentos, de reencontro com nós mesmos e de resgate de quem verdadeiramente somos. Convida-nos ao mergulho interior, a tomar consciência de padrões de comportamento e pensamento nocivos, a eliminar hábitos prejudiciais e a libertar emoções tóxicas.

É também neste período que somos lembrados da importância da harmonia e do equilíbrio emocional para as nossas vidas. Somos instados a cultivar a paz interior e a fortalecer a nossa estrutura emocional para permitir que um novo “Eu” renasça, mais forte, mais livre, mais realizado, mais pleno e mais feliz.

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Ser Mulher é mais do que uma questão de género…

2 anos atrás · ·2 comentários

Ser Mulher é mais do que uma questão de género…

Reza a lenda que existiram 13 mulheres, as chamadas “13 Matriarcas”, espiritualmente muito elevadas, dotadas de uma sabedoria divina, que se reuniam formando círculos sagrados para propagar o conhecimento e resgatar a poderosa energia feminina entre as demais mulheres. Cada matriarca abrigava no seu coração o poder do conhecimento e da sabedoria, e no seu ventre a capacidade de gerar sonhos. Diz ainda a lenda que toda a sabedoria alcançada ficou registada num campo sagrado, acessível a todas aquelas que o buscassem com a intenção pura de se encontrar.

Ser mulher é muito mais do que uma questão de género

Lendas à parte, sabemos que, desde tempos remotos, a natureza da mulher foi associada aos ciclos de vida na Terra e às fases da Lua. Não é, portanto, de estranhar que haja actualmente, em diversos pontos do planeta, vários movimentos relacionados com o sagrado feminino que procuram recuperar os círculos de mulheres. Estes movimentos têm uma única finalidade: resgatar a força interior que a mulher tem e expandi-la, permitindo-lhe aceder à sua sabedoria intrínseca, desenvolver os seus dons e habilidades, aprofundar o autoconhecimento, e trabalhar em conjunto para promover a autocura e o equilíbrio dos seus pensamentos, emoções e sentimentos.

A verdadeira razão de ser da nossa existência, é expressarmos quem realmente somos

Acredito que a verdadeira razão de ser da nossa existência é aprofundar o nosso crescimento interior e estabelecer uma relação harmoniosa entre a nossa natureza e o nosso ambiente. Expressarmos quem realmente somos, só é possível se aprendermos a olhar para dentro de nós mesmas, entrarmos em contacto com os nossos desafios, acolhermos a nossa natureza, ouvirmos o nosso próprio corpo e olharmos para as nossas dores. Ao nos voltarmos para dentro descobrimos o caminho da sabedoria e da aprendizagem, do enfrentamento dos medos e das dificuldades, do perdão e do diálogo compassivo com nós mesmas e com quem nos rodeia.

A busca pela igualdade fez-nos afastar da nossa essência

Ao longo do último século, após muitas lutas pela igualdade de direitos e oportunidades, as mulheres tornaram-se mais activas e passaram a desempenhar novos papeis na sociedade. Passámos a acreditar que para sermos bem-sucedidas, e sermos respeitadas e tratadas como os homens teríamos de agir como eles. A busca pela igualdade fez-nos afastar da nossa essência, da nossa verdadeira identidade. Em boa verdade, conseguimos conquistar espaço na educação e no mercado de trabalho, mas na prática, muitas mulheres continuam a lutar por respeito, reconhecimento e equiparação salarial.

Enquanto Terapeuta e profissional de Desenvolvimento Pessoal, mas também enquanto mulher, é com muito pesar que ainda ouço algumas mulheres referirem que, para serem independentes precisam de pensar, agir e funcionar como os homens, ou que ser mulher é viver à sombra do homem, atendendo aos seus desejos e suprindo as suas necessidades. Qualquer uma destas atitudes leva muitas mulheres a criarem um vazio relacional nas suas vidas sem que sequer se apercebam disso. Algumas só se dão conta quando confrontadas com a solidão ou quando passam por mudanças significativas nas suas vidas. É nessa altura que começam a procurar a sua identidade, à procura do que, em essência, é ser mulher.

Exercer a nossa individualidade não implica prescindirmos do outro

Creio que se impõe uma grande reflexão acerca do que é ser mulher, da nossa identidade. Precisamos de clarificar qual o nosso verdadeiro papel e de aprender uma nova forma de lidar com o masculino, numa relação de respeito mútuo e reciprocidade. Exercer a nossa própria individualidade não implica prescindirmos do outro nem tão pouco estabelecer uma relação de competitividade com o nosso parceiro.  Se fizermos isso estaremos a abdicar do que um relacionamento nos pode proporcionar de belo, criativo e prazeroso.  

Ser mulher não significa ser melhor ou pior do que o homem, somos apenas diferentes. Ambos temos potenciais idênticos, idêntica força interior, inteligência e criatividade, o mesmo valor e os mesmos direitos, mas somos seres de naturezas distintas. Podemos ser gentis e atenciosas e também determinadas, podemos ser fortes e simultaneamente ternas e doces, podemos ser românticas e igualmente competentes.

O mais importante é estarmos mais em contacto com a nossa essência, o nosso universo interior e agir de acordo com os nossos verdadeiros sonhos e desejos, sem nos preocuparmos com expectativas externas, evitando os estereótipos e pressuposições preconceituosas, pois somos todos seres únicos e temos formas de nos expressarmos e de agir singulares!

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