Arquivo de medos - Ana Paula Vieira

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O que vai emergir da pandemia

1 mês atrás · · 0 Comentários

O que vai emergir da pandemia

Um simples virus foi quanto bastou para interromper uma normalidade viciada. Uma paragem forçada que veio expor as fragilidades de pessoas, famílias, organizações e das sociedades actuais, em geral. A inaptidão para lidar com o inesperado tornou-se visível em alguns países! Também se tornou claro que há uma dificuldade generalizada para lidar com o stress, a ansiedade e a solidão e que não existem redes de apoio suficientes para acudir a essas situações. E, uma vez mais, algumas redes de trabalho voluntário foram chamadas a dar 500%, porque os meios para lidar com estas questões são claramente insuficientes. Então, o que vai emergir da pandemia?

O isolamento social, tão necessário para nossa autopreservação, para protecção dos nossos entes queridos, e por respeito a quem está na linha da frente, para que nada nos falte (conforme referi no último artigo, “Não podemos baixar os braços“), nem sempre é encarado da forma mais positiva.

Quando uma crise se instala podemos entrar rapidamente em colapso

Quando uma crise se instala, se não houver estruturas sólidas ou planos de contingência, podemos rapidamente entrar em colapso. Mas podemos sentir-nos novamente gratos pelo voluntarismo de muitas pessoas que, apesar das suas dificuldades pessoais (porventura, financeiras porque a nossa economia é sustentada por prestadores de serviços e, portanto, sem um salário fixo), foram as primeiras a reagir positivamente e a disponibilizar, gratuitamente, todo o tipo de serviços e apoios nas redes sociais. Desde sessões terapêuticas, meditação, exercício físico, actividades lúdicas para as crianças, formação específica nas mais variadas àreas de conhecimento, etc., têm sido inscansáveis.

Certamente já todos viram as inúmeras mensagens que circulam nas redes sociais e nos meios de comunicação sobre como é fantástico ver o mundo solidário contra a Covid-19. Mas, o que vai surgir quando terminar o isolamento social? Se por um lado, isto nos dá esperança de que seja possível fazer mudanças profundas e nos inspira e motiva porque nos sentimos unidos num propósito, numa missão e numa visão, por outro há uma certa realidade escondida na qual, em geral, não pensamos. Esquecemos que há outras realidades que não estão a ser mostradas nas redes sociais porque estamos em modo de confinamento. Refiro-me aos sem-abrigo, às vítimas de violência doméstica, à fome escondida, que deixaram de estar visíveis graças à pandemia.

Por momentos acreditei que a interdependência humana seria reconhecida e honrada. Como dizia Einstein, “Nenhum dos problemas do mundo é tecnicamente difícil de resolver; eles têm origem no desacordo humano”.

O que está realmente a motivar os “decisores” políticos e económicos é uma história diferente

No entanto, quando olhamos para o que está realmente a motivar os “decisores” políticos e económicos nos dias de hoje, emerge uma história diferente.

Em vez de serem impulsionados por um desejo de bem comum, a partir de um lugar de motivação interna, de doação natural, de coração aberto, estamos a ver o ressurgimento acelerado de tendências pré-existentes, políticas, económicas e sociais… Basta olharmos para a polémica que se gerou em torno da celebração do 25 de Abril, ou prestarmos atenção às notícias acerca do aproveitamente que algumas organizações estão execer em vários quadrantes da economia. Mais uma vez, as futilidades se sobrepõem ao essencial.

Afinal, o que está a emergir da consciência colectiva? Queremos continuar a perpetuar sistemas de dominação e controlo, que obscurecem e tornam redutoras as questões mais profundas da vida humana, que precisamos de analisar e transformar?

O que vai emergir quando for possível voltar à normalidade?

Quando for possível voltar às nossas rotinas teremos tido a oportunidade para nos perguntarmos se queremos mesmo voltar a essa normalidade. O que vai emergir desta situação? A minha esperança mais profunda é que, durante este tempo, tenhamos visto o que queremos mesmo levar para o futuro. Será que os estilos de vida que tínhamos são dignos de continuidade, ou teremos aprendido algo muito mais significativo com esta experiência? Os nossos valores mantêm-se inalterados ou sentimos necessidade de fazer uma reordenação na sua escala? O que ganhámos? E o que perdemos? Teremos percebido aquilo em que vale a pena continuar a investir tempo, recursos e energia? Que legado queremos deixar às gerações vindouras? Que tipo de pessoas, de organizações, de sociedade, de país queremos ser?

O sentido da vida não pode continuar a ser adiado. Esta pode ter sido uma das derradeiras oportunidades que nos foi dada, enquante espécie, para construirmos novas sociedades, mais holísticas para que possamos retomar o caminho de reencontro com o essencial, com o humanismo perdido nas teias do consumismo.

Temos um manancial de oportunidades de contribuir para uma nova normalidade

Agora, mais do que nunca, precisamos de nos examinarmos a nós próprios, de nos questionarmos se queremos continuar a mover-nos pelo medo ou em piloto automático. Queremos continuar a manter padrões de comportamento de ataque ou fuga, ou pelo contrário, estamos dispostos a entrar em contacto com a nossa natureza compassiva e generosa e a trabalhar com ponderação para criarmos sistemas de vida conectados e humanizadores, que sirvam verdadeiramente a vida de todos os seres que habitam no nosso planeta?  Como sempre, temos um manancial de oportunidades para contribuir para uma nova normalidade através do nosso próximo passo, da nossa próxima acção, da nossa próxima escolha, da nossa atitude, da nossa relação com os nossos medos e da nossa relação com os outros e com o mundo.

Creio que não podemos continuar a viver as nossas vidas, e a nos relacionarmos, connosco ou com os outros, a partir de uma posição de vítima ou de agressor/opressor.

Precisamos de desenvolver o hábito de nos relacionarmos connosco próprios e com os outros a partir da vulnerabilidade, da empatia, da compaixão, da humanidade partilhada e da interdependência. Acredito que o caminho para vivermos vidas mais plenas e gratificantes, para sermos realmente felizes será por aí.

Gostaria muito de saber qual é a sua opinião.

O que ressoou consigo?

Que questões adicionais lhe surgiram?

Ou se vê isto de forma diferente?

Que mais poderia acrescentar à discussão?

Viver em expansão ou em contenção?

2 anos atrás · · 4 comentários

Viver em expansão ou em contenção?

Actualmente, muitos falam sobre evolução espiritual e orgulham-se em se afirmarem como seres humanos evoluídos espiritualmente. Outros perguntam-se o que significa “evolução espiritual”. Na verdade, eu própria costumava colocava-me frequentemente essa questão (e às vezes ainda coloco). Arrisco-me a partilhar convosco algumas das minhas ideias após muita reflexão e introspecção: Evolução espiritual significa calar a mente de modo a não sentirmos, pensarmos e agirmos negativamente e, em vez disso, sentirmos, pensarmos e agirmos com fé, amor e compaixão. Isso permite-nos viver em expansão em vez de contenção.

As duas emoções primordiais são o amor e o medo e uma opõe-se à outra.

A Negatividade é essencialmente medo e, normalmente, o pessimismo funciona como um programa de computador do subconsciente, de cuja presença (e do seu poder sobre nós) não temos realmente consciência.

A Negatividade actua em nós sob a forma da auto-sabotagem e é a razão pela qual poucas pessoas vivem os seus sonhos. Ela manifesta-se como a máscara da prudência dizendo-nos para protegermos o nosso coração e as nossas ambições, porque se nos abrirmos ao amor, ou procurarmos alcançar os nossos sonhos, iremos fracassar, e esse fracasso será devastador.

O ladrão de sonhos não se limita a sabotar as nossas ambições inatas.

Portanto, jogamos pelo seguro e, para a maioria de nós, isso significa focar-se apenas na acumulação material e na individualidade, no ter em vez do ser, o que realmente significa abdicar do amor e desperdiçar a vida com objectivos menores.

Este ladrão de sonhos não se limita a sabotar as nossas ambições inatas. Também afecta o grau em que estamos dispostos a amar, que é o maior e pior risco de todos. Quanto mais forte for a racionalidade na sua vida, mais retém o seu coração e mais os seus relacionamentos são definidos pela autoprotecção e pelo medo. Compreensivelmente, a autoprotecção tende a deixar-nos isolados, com medo e com raiva, porque ela quase garante que não cumpriremos os nossos desejos mais profundos, nem experienciaremos o tipo de amor pelo qual ansiamos.

O antídoto para os medos autocriados

A confiança baseia-se na crença (na verdade, na convicção crescente) de que somos divinamente amados, guiados e protegidos – a Fonte ou Universo – e que somos constantemente auxiliados nos nossos esforços para alcançar a felicidade, satisfação e amor. é termos o sentimento de que somos capazes de nos adaptar às mudanças nas circunstâncias, e sim, teremos que aprender novas formas de fazer as coisas no processo de criar e perseguir os nossos sonhos, mas que seremos bem-sucedidos, porque somos apoiados pelo Universo – Deus.

A fé diz-nos que qualquer que seja o desafio que enfrentemos, existe sempre uma solução, e que algures se abrirá uma porta, por trás da qual estará a resposta. A nossa função é manter as portas abertas. O preço da fé é simples: devemos entregar-nos de coração, e esforçar-nos com sinceridade, em tudo o que fazemos, acreditando sempre que no final triunfaremos.

O optimismo nasce do alinhamento com os desejas da alma

O optimismo baseia-se no conhecimento de que os nossos objectivos, ambições e sonhos são inerentemente bons e que, em última análise, podem ser alinhados com um bem maior, desde que os persigamos de coração aberto.

A nossa alma deseja que compreendamos que podemos querer conquistar algo para nós mesmos – alcançar o sucesso profissional, por exemplo – mas, à medida que evoluirmos, cresceremos naturalmente em direcção a uma ambição ainda maior, que é colocar o nosso sucesso ao serviço dos outros. Ou seja, o sucesso pessoal só tem sentido se servir um bem maior. A fé é como uma árvore que plantamos. Começamos por nos preocuparmos com nós mesmos, mas à medida que crescemos, os seus ramos abrem-se cada vez mais, desejando que o sonho da paz pessoal leve à paz mundial.

O sucesso que não serve um bem maior, é mera satisfação do Ego.

Fundamentalmente, quem vive em função dos desejos egóicos, acredita que o Universo é hostil e que, portanto, deve se proteger com a falsa segurança do dinheiro, da fama e do poder. Infelizmente, isso leva inevitavelmente à ganância e ao egoísmo, porque a riqueza, por maior que seja, não nos pode fazer sentir seguros o suficiente ou felizes nos nossos corações. E, por maiores que sejam as riquezas acumuladas, acabam por ter pouco significado quando, no final da vida, se acorda para a realidade triste, solitária e sombria.

Inversamente, quem tem fé, acredita que o Universo – a Fonte do amor incondicional – é o provedor  supremo de todas as nossas necessidades, tanto temporais quanto espirituais. Na prática, acredita-se que ninguém obtém sucesso a menos que viva ou actue de acordo com os desejos do seu coração, isto é, com fé. Quanto maior a fé, maior o sucesso e, em última análise, maior a realização, plenitude e reunião com o amor.

O pessimismo desencadeia a liberação de hormonas do stress

É importante perceber que as duas vertentes têm efeitos drasticamente diferentes no nosso corpo físico e saúde em geral. O pessimismo activa o sistema nervoso simpático, que desencadeia a liberação de hormonas do stress e ondas de oxidação que levam ao  envelhecimento rápido e a doenças. A esperança activa o sistema nervoso parassimpático e o nervo vago, que juntos produzem cascatas eletromagnéticas, hormonais e bioquímicas que criam sensações de bem-estar, optimismo, segurança e cura.

Em última análise, o Negativismo leva à infelicidade, à amargura e à doença, em parte porque aqueles que insistem na negatividade agem de maneira a satisfazem as expectativas do pessimismo. O que significa que o Egocentrismo leva ao trágico caminho da solidão. A fé leva, em última análise, à Fonte do amor incondicional e à reconciliação entre individualidade e Unidade.

Fluxo ou contenção?

Acredito que todos nós bebemos da mesma Fonte e partilhamos o mesmo Espírito, que existe uma unidade que está além da individualidade, ego e mente.

É possível que a Alma seja uma manifestação individual do Espírito e, se for esse  o caso a nossa alma vive num oceano ilimitado de amor incondicional e alegria, poder e possibilidades que é a natureza da Fonte. Se tudo isto for remotamente verdade, então a alma é uma espécie de rio que liga a nossa vida individual ao amor incondicional e poder ilimitado da Fonte.

Metaforicamente falando, se pensarmos na nossa individualidade como um lago, na Fonte como um oceano infinito,  e que a nossa alma é como um rio mágico, repleto das mesmas qualidades da Fonte Oceânica – amor infinito, alegria, sabedoria, energia e vida – que estabelece a ligação entre o lago e o oceano, a maioria de nós tem uma comporta entre o lago e o rio, que limita o fluxo a um fio de água.

De vez em quando, especialmente quando precisamos desesperadamente de ajuda, conseguimos abrir um pouco a represa, o que permite que a alma penetre no lago da nossa individualidade. Nesses momentos, bebemos do rio da alma e, de repente, conhecemos pessoas importantes que contribuem com algo essencial para as nossas vidas, ou vivenciamos eventos sincrónicos que mudam as nossas vidas para sempre.

O problema é a barragem – o nosso Ego.

O Ego quer que acreditemos que não existe fonte nem alma e que, se existe, não tem qualquer relevância para as nossas vidas. A represa da nossa mente Egóica consegue convencer-nos porque ela é limitadora e implacável e, para muitos de nós, intelectualmente convincente.

Acredito que a Fonte está sempre presente, a fluir através da nossa alma, e a oferece-nos tudo o que precisamos para sermos felizes e realizados. Só depende de nós, das nossas escolhas, manter o fluxo constante ou fechar a represa.

O Dom das emoções negativas

2 anos atrás · · 2 comentários

O Dom das emoções negativas

Desde há alguns anos a esta parte, a palavra de ordem é POSITIVO. Ouvimos a toda a hora que é preciso “ser positivo”, “pensar positivo” ou “sorrir mais”, (eu própria já tenho um pouco esse hábito), como se isso fosse assim tão fácil ou até como se fosse errado sentir emoções negativas.

Segundo o psicólogo Todd Kashdan é justamente a busca desenfreada pela felicidade que pode estar a tornar-nos psicologicamente mais frágeis.

No seu livro, “The Upside of Your Dark Side: Why Being Your Whole Self — Not Just Your ‘Good’ Self — Drives Success And Fulfillment”, em co-autoria com Robert Biswas-Diener, Kashdan defende o valor das emoções negativas.

Kashdan considera que a procura desenfreada da felicidade anda de mãos dadas com uma forte tendência pela busca do bem-estar, evitando qualquer tipo de desconforto, e isso, argumenta, está a enfraquecer-nos psicologicamente.

Porquê? Porque as emoções negativas são um recurso psicológico natural muito importante. Pois é, a negatividade pode ajudá-lo a construir uma versão mais resiliente e eficaz de si mesmo e, consequentemente, uma vida mais feliz e satisfatória.

Eu não estou a defender que ser negativo é melhor do que ser positivo, mas há momentos em que é necessário sentirmos as emoções negativas e, permitirmo-nos alguma negatividade pode ajudar-nos a alcançar melhores resultados na vida, no trabalho, nos relacionamentos, etc.

O segredo é praticar a “agilidade emocional” que nos permita reconhecer as emoções apropriadas (positivas ou negativas) para qualquer situação em que nos encontremos, e desenvolver a habilidade de restabelecer o equilíbrio entre emoções positivas e negativas.

É claro que as emoções positivas geram uma sensação mais prazerosa, mas isso não significa que devemos estar sempre em estados mentais positivos, pois a vida é pautada por desafios e perdas inevitáveis, e a dor precisa ser reconhecida, aceite e sentida para ser devidamente elaborada.

Eis alguns bons motivos pelos quais devemos permitir-nos a negatividade:

  1. As emoções negativas são naturais

Como seres humanos, sentirmo-nos tristes, zangados, ansiosos, stressados e com medo é uma consequência natural dos acontecimentos do dia-a-dia, e isso é perfeitamente aceitável.

Quando reprimimos as emoções negativas, estamos a negar-nos um estado emocional muito natural. Estamos a dizer a nós próprios que não podemos sentir-nos tristes, ansiosos, stressados ou ​​com medo quando tudo em nós nos pede desesperadamente para libertarmos essas emoções, reconhecermos e expressarmos esses sentimentos.

Se nos forçamos sempre a sorrir quando tudo o que mais queremos fazer é chorar, estamos a maltratar-nos psicologicamente, e isso, a longo prazo, terá um impacto devastador no nosso bem-estar psicológico.

     2. A ansiedade é impulsionadora

Em situações de perigo a ansiedade fala mais alto que a positividade e ajuda-nos a encontrar soluções para os problemas. Em situações de crise, as pessoas ansiosas encontram soluções rapidamente e, quando inseridas num grupo (amigos, família, colegas de trabalho), partilham os problemas e as soluções. Os grupos são mais bem-sucedidos quando incluem vários tipos de personalidade, nomeadamente uma sentinela ansiosa.

  1. O medo deixa-nos mais alerta

As emoções negativas existem por um motivo. Elas protegem-nos, tornam-nos conscientes dos perigos e informam-nos que há algo errado no nosso ambiente ou em nós.

O medo, por exemplo, ajuda-nos a reagir ao perigo, torna-nos mais conscientes das potenciais ameaças à nossa volta.

Com efeito, é bom ser despreocupado, mas, as emoções positivas podem tornar-nos mais indiferentes, demasiado relaxados ou excessivamente confiantes e, se isso implica menos atenção aos riscos, menos consciência dos perigos, o que também representa uma ameaça e tem impacto negativo tanto em nós como naqueles que nos rodeiam.

  1. O desconforto é um motivador

Ninguém muda porque se sente bem. As emoções são métricas psicológicas do nosso bem-estar e dizem-nos quando estamos mais ou menos felizes. Nós só mudamos quando sentimos que há algo errado na nossa vida que nos deixa infelizes e não suportamos mais.

As emoções negativas são geradoras de mudanças positivas porque nos levam a agir quando estamos insatisfeitos com algo ou com o rumo das nossas vidas. Assim, é importante ouvi-las logo que começamos a senti-las, regular a sua intensidade e começar a agir de maneira mais saudável em relação às mudanças que desejamos implementar nas nossas vidas.

  1. O sentimento de culpa torna-nos pessoas melhores.

O sentimento de culpa fortalece o nossa carácter e fibra moral, motiva-nos a ser cidadãos socialmente mais sensíveis e conscientes do que seríamos de outro modo. A pesquisa demonstrou que, os adultos que tendem a sentir culpa são menos susceptíveis a conduzir embriagados, consumir drogas ilícitas, roubar ou agredir outra pessoa. Se o carácter se reflete no que fazemos quando ninguém está a ver, então a culpa é uma das emoções morais básicas que estão na base de sustentação da construção do carácter.

  1. Duvidar de si mesmo fortalece seu desempenho.

Algo que muitos não compreendem é o facto de que a dúvida, em doses moderadas, exerce uma função salutar. A dúvida é um estado psicológico que nos leva a fazer uma autoavaliação das nossas habilidades e nos impulsiona a melhorar em áreas onde podemos ser insuficientes.

A dúvida pode ser benéfica, porque, quando nos sentimos inseguros quanto ao desempenho, esses sentimentos incentivam a colaboração com os outros, fomentam a reflexão pessoal, motivam o desenvolvimento pessoal e preparam a pessoa para aceitar mudanças.

Em conclusão, as emoções negativas, quando adequadas às circunstâncias, são úteis e devem ser encaradas como tal.

Volto a sublinhar, não estou a desvalorizar o optimismo, antes pelo contrário. Contudo, é importante reconhecermos que somos seres humanos e que, como tal, sentimos emoções positivas e negativas, e isso é perfeitamente natural. A chave para uma vida plena é saber quando e como usar as nossas emoções adequadamente, a fim de construirmos versões mais autênticas e argutas de nós mesmos e vivermos vidas mais plenas e satisfatórias.

Feito com ♥ por Ana Paula Vieira
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