Arquivo de compaixão - Página 2 de 3 - Ana Paula Vieira

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Vitimização e Manipulação – São coisas distintas ou subsistem juntas?

9 meses atrás · ·2 comentários

Vitimização e Manipulação – São coisas distintas ou subsistem juntas?

Todos nós, provavelmente, em algum momento da nossa vida, já nos sentimos vítimas. Face a circunstâncias difíceis das nossas vidas em que tivemos de enfrentar experiências dolorosas ou traumáticas, certamente nos sentimos vulneráveis e frágeis, desejosos de cuidado e protecção.

Neste tipo de situações em que existe uma condição objectiva de vitimização, a vítima requer atenção, cuidado, apoio e carinho.  Todavia esta é uma condição passageira, muito diferente daquela em que a pessoa passa a ostentar a condição de vítima como algo definitivo. A isto se chama cultura da Vitimização e da Manipulação emocional.

Comecemos pela Vitimização!

A vitimização ocorre quando o acontecimento traumático se converte em identidade própria da pessoa que o experienciou.  Ao descobrirem que, sendo vítimas, beneficiam do cuidado e atenção permanente dos outros, as pessoas com tendência para a vitimização, entram num ciclo vicioso de chamada de atenção. A vitimização, só por si, não é uma patologia classificada no DSM-5, embora indicie a possibilidade do desenvolvimento de um transtorno paranóico de personalidade.

As pessoas com propensão à vitimização acreditam que tudo que lhes acontece é culpa dos outros ou das circunstâncias. O seu locus de controlo é externo, ou seja, a pessoa não assume a responsabilidade pelas suas próprias acções. Pelo contrário, transfere-a para factores externos, alheios a si própria.

A vitimização é uma estratégia benéfica para quem assume a condição de vítima

A vitimização é, em muitas situações, uma estratégia extremamente benéfica para a pessoa que assume a condição de vítima, porque lhe permite obter privilégios que de outra forma não conseguiria alcançar. A pessoa acaba por contar, de uma forma ou de outra, com a compaixão e a compreensão das outras pessoas, independentemente do que faça.

Com efeito, quem coloque em causa os comportamentos e as acções das supostas vítimas, arrisca-se a ser apontado como desumano ou insensível. Este aspecto abre espaço para uma espécie de permissividade e imunidade, dando total cobertura a tudo o que a vítima diz ou faz, sem questionar. Todavia, a vitimização calculada, seja ela consciente ou inconsciente, encobre uma espécie de chantagem emocional.

A manipulação é uma estratégia da pessoa propensa à vitimização

A manipulação é uma estratégia desenvolvida pela pessoa com propensão para a vitimização, no sentido de ver satisfeitas as suas necessidades de atenção. O manipulador emocional usa a sua condição de vítima para impor os seus desejos e caprichos. O manipulador age de forma a que o outro se sinta culpado e faça tudo o que ele deseja. Esse é o grande problema da manipulação. Por ser um comportamento velado, as pessoas que são manipuladas nem sempre se apercebem do que está realmente a acontecer e acabam por ser iludidas permitindo que os manipuladores façam o que querem.

O manipulador usa a chantagem como forma de comunicação

O manipulador usa a chantagem emocional como forma de comunicação. Quando as outras pessoas não fazem o que ele desejacoloca-as no papel de carrascos, reclamando para si mesmos o papel de vítima. Essa atitude provoca sentimentos de culpa nos outros que tudo farão para corrigir o dano causado, mesmo que tenham de abdicar de si mesmos.

A pessoa manipuladora com tendência à vitimização é capaz de fazer grandes sacrifícios pelos outros, sem que ninguém lhe peça nada, colocando-se assim no papel de vítima da vida. Quando alguém apresenta este tipo de comportamento, estamos perante uma pessoa com baixa auto-estima que só se sente válida quando se sacrifica em prol dos outros.

Nestes casos, trata-se de alguém que não fechou o ciclo de uma experiência traumática ou que perdeu o gosto pela vida. Estas pessoas precisam de apoio urgente. Necessitam de alguém que as compreenda, que seja emocionalmente competente, que lhes mostre compaixão e as ajude a lidar com o seu trauma e a desenvolver maturidade emocional, para mudarem de atitude.

Em conclusão: a cultura da vitimização e da manipulação leva-nos a renunciar aos nossos próprios desejos e necessidades em prol dos outros. Este tipo de comportamento é comum em pessoas emocionalmente imaturas ou com baixo QE. Assim, é importante que estejamos conscientes destes padrões de comportamento, não só para nos protegermos, mas também para ajudarmos a promover a mudança na pessoa que assume o papel de vítima e/ou manipuladora.

Como curar as feridas emocionais

10 meses atrás · ·0 Comentários

Como curar as feridas emocionais

As experiências dolorosas que vivenciamos ao longo das nossas vidas cravam-se na nossa mente e no nosso subconsciente como feridas emocionais. Podem ser muito variadas e podemos chamá-las por muitos nomes: traição, humilhação, desconfiança, abandono, injustiça, rejeição, fracasso, perda…

É importante termos consciência das nossas feridas emocionais e evitar encobri-las ou reprimi-las, devido ao impacto nocivo que têm no nosso bem-estar emocional e até mesmo a nossa saúde física. Quanto mais tempo demorarmos a reconhecê-las para cuidar delas e curá-las, piores ficarão e pior nos sentiremos. Quando nos sentimos feridos, estamos constantemente a viver situações que agravam a nossa dor, obrigando-nos a usar múltiplas máscaras por medo de reviver a dor.

Os 5 estágios para a cura das feridas emocionais

Por essa razão que partilho aqui os 5 estágios que precisa de passar para curar as suas feridas emocionais:

1- Aceitar a ferida como parte de si mesmo. 

A ferida existe! Quer se queira ou não, quer se compreenda ou não, ela existe e pede a nossa atenção. O primeiro passo é reconhecê-la. Segundo Lise Bourbeau, aceitar uma ferida é olhar para ela, observá-la cuidadosamente e saber que ter situações que precisam de ser resolvidas é normal e faz parte da experiência humana.

Não somos melhores nem piores porque algo ou alguém nos magoou. É perfeitamente normal e natural construirmos uma armadura protectora à nossa volta. É um acto heróico, um acto de auto-preservação, de amor-próprio muito meritório, mas também é algo que não nos serve necessariamente a longo prazo.

Por outras palavras, a armadura protege-nos de ambientes prejudiciais, mas uma vez que uma ferida se abre e a podemos ver, urge observá-la, cuidar dela, tratá-la para que sare. Aceitar a ferida é duplamente benéfico porque, além de criar a oportunidade de cura, põe termo ao desejo de nos mudarmos a nós mesmos.

2- Perceber que o que receia dos outros ou lhes censura é o que lhes faz ou faz a si mesmo.

Talvez às vezes não perceba que coloca as suas expectativas sobre os outros, na esperança de que viver de acordo com os seus padrões e de concretizar as suas aspirações. A verdade é que este comportamento acaba por levar muita tensão aos seus relacionamentos, e causa enorme desconforto quando os outros não respondem da maneira que esperava.

A resolução e a vontade de superar as nossas feridas é o primeiro passo para desenvolvermos paciência, compaixão e compreensão de nós mesmos. Estas são qualidades que irão ajudá-la a obter mais autoconhecimento e lhe permitirão ajudar outras pessoas a desenvolvê-las, o que nutrirá o seu bem-estar.

3- Dê a si mesma permissão para ficar com raiva das pessoas que aprofundaram essa ferida.

Quanto mais dolorosas e mais profundas são as suas feridas, mais normal e humano é culpar e ficar com raiva de quem a magoou. Permita-se sentir raiva delas e perdoe-se a si mesmo.

Quando se sente com raiva dos outros pela dor que eles lhe causaram, é como se estivesse constantemente a coçar as suas feridas que fazem comichão. Sentir culpa dificulta o perdão, enquanto livrar-se da culpa e do ressentimento é a única maneira de curar as suas feridas.

Quando perdoa reconhece que, provavelmente, as pessoas que magoam os outros carregam muita dor dentro delas. Magoamos os outros com as máscaras que usamos para proteger as nossas feridas, então quando perdoamos e tiramos essas máscaras, damos o primeiro passo importante para sermos pessoas mais autónomas, confiantes e menos ressentidas.

4- Nenhuma transformação é possível sem primeiro se aceitar a ferida.

Uma ferida tem sempre algo a nos ensinar, embora aceitar a ferida provavelmente tenha um custo elevado, porque o ego cria uma barreira de protecção bastante eficaz para esconder os problemas.

A verdade é que, normalmente, o ego pretende uma de duas coisas: aproximar-nos do prazer ou afastar-nos da dor. Assim, o ego deseja seguir o caminho mais fácil, convicto de que esse é o verdadeiro caminho para a cura, mas na realidade isso complica mais a sua vida. Na verdade, o que simplifica a sua vida é a agilidade emocional, ou seja, são as mudanças nos seus pensamentos, reflexões e acções, embora isso pareça demasiado difícil devido ao esforço que requer.

Tentar esconder as feridas que mais lhe fazem sofrer porque tem medo de olhá-las nos olhos e de revivê-las é um erro. Isso faz com que coloque as máscaras e agrave as consequências dos problemas que já tem. Alem disso, deixa de ser quem é, verdadeiramente.

5- Conceda-se tempo para perceber há quanto tempo está agarrada às suas feridas.

Idealmente, deveria tirar as suas máscaras o mais rápido possível, sem se julgar nem criticar. Amar-se a si próprio é conceder-se o direito de fazer aos outros o que lhes censura. Descubra que máscaras usa, perdoe-se e assuma a responsabilidade pelas suas consequências, sejam elas quais forem. Isso irá permitir-lhe e manter-se no caminho da cura.

Quando o coração se torna o guia deixa de haver hesitação ou vontade de fugir. Aproveitamos cada experiência para aprendermos a amar mais, e regressar à nossa humanidade compassiva. Isso permite-nos alcançar maturidade emocional e uma paz interior que nos faz sentir bem sem nos escondermos.

Saberá que está no caminho da cura quando for capaz de se aceitar verdadeiramente, sem se julgar nem se criticar, ciente das máscaras que usa, há quanto tempo e por que razão. Então quanto mais aceitar a sua humanidade, mais encara tudo como lições de vida e, mais tolerante e compassiva se torna, consigo e com os outros.

 

Dia da Mãe – o sentido emocional e espiritual desta efeméride

1 ano atrás · ·0 Comentários

Dia da Mãe – o sentido emocional e espiritual desta efeméride

A minha mãe dizia que o dia da mãe é todos os dias. Eu não podia estar mais de acordo. A palavra “Mãe” é demasiado pequena para a grandeza do seu significado. Assim, quero prestar homenagem, não só à minha mãe, mas a todas as mães, pela sua capacidade de entrega, abnegação e amor incondicional. Mesmo agora, passados cerca de 14 anos sobre a sua morte, é primeiramente para a minha mãe que vão os meus pensamentos, nas horas de aflição ou de alegira. O tempo não apaga as marcas endeléveis que o seu amor e bondade deixaram no meu coração e na minha alma.

Talvez, a maioria das pessoas deva as suas forças de carácter aos bons exemplos que lhe foram dados pelas suas mães.

A minha mãe foi o maior exemplo de bondade, honestidade, compaixão e generosidade que tive, ao longo da minha vida. Quem a conheceu e privou com ela, recorda-a pela sua bondade, pelo seu coração generoso, a sua sabedoria e a sua capacidade de compreenção. Eu tenho um profundo orgulho em ser sua filha. Talvez, tal como eu, a maioria das pessoas deva as suas forças de carácter aos bons exemplos que lhe foram dados pelas suas mães. Eu sei que foi a minha mãe quem plantou as boas sementes no meu coração, que me ensinou a nutri-las e cuidar delas para que germinassem, crescessem, florescessem e dessem fruto.

A mãe é quem cuida, quem apazigua os corações contritos

Provavelmente, a maioria das pessoas pensa o mesmo que eu das suas mães. Talvez porque, em geral, é a mãe quem cuida, quem alimenta, quem acolhe na dor, quem apazigua os corações contritos, quem dá carinho e afecto, quem estimula, quem está sempre lá quando precisamos… E, não raras vezes, não lhes damos o verdadeiro valor ou lhes agradecemos o tanto que fizeram e continuam a fazer por nós.

A minha mãe foi sempre a minha melhor amiga, a minha confidente e conselheira. Esteve sempre presente, sem me julgar, quando tive as crises existências na adolescência; ou quando tive a primeira crise de fé na juventude, e comecei a questionar o sentido da crença num Deus omnipotente e omnisciente que permitia a injustiça, a violência, a pobreza, a fome, o sofrimento… Quando tudo me parecia absurdo face à realidade… Ela agia sempre com sabedoria e compreensão, dizendo que há coisas que só o tempo ensina e que, um dia, a vida iria mostrar-me que, entre o preto e o branco, há uma infinidade de tons.

A imaturidade e a inexperiência, de mãos dadas com uma sociedade de consumo, em que se dá primazia ao ter em detrimento do ser, ofucavam a minha visão. Vivemos numa correria alucinante, sem tempo para o recolhimento, para apreciarmos verdadeiramente as coisas simples da vida e as pessoas que amamos. Perdemo-nos pelas ruelas dos afazeres, das conquistas profissionais, dos acontecimentos sociais e, não raras vezes, somos meros espectadores da nossa vida.

A vida é o maior e mais sábio de todos os mestres

Mas, como dizia a minha mãe, a vida é o maior e mais sábio de todos os mestres. Quando tinha 35 anos a vida deu-me o primeiro abanão forte. Nessa altura, a minha mãe disse-me: “Um dia, ainda vais dar graças a Deus por isto ter acontecido.” Fiquei furiosa, pois não conseguia perceber como é que o caos em que me encontrava podia ser uma coisa boa? Alguns anos mais tarde, dei a mão à palmatória e pude dizer-lhe que ela tinha toda a razão. Infelizmente, a maioria das realizações, cheagram demasiado tarde.

O eco da sua sabedoria deu-me alento para me reerguer.

Quando tudo, aparentemente, se estava a alinhar conforme os meus sonhos e desejos, a vida feliz que eu conquistara desmoronou-se num ápice. Fiquei sem chão, sem guia, sem norte. Nessa altura, precisei mais do que nunca do apoio da minha mãe, mas já não podia correr para o seu colo. Senti-me perdida, a naufragar… Foi graças à memória das suas palavras, dos seus ensinamentos, que consegui começar a serenar a mente e o coração. O eco da sua sabedoria deu-me alento para me reerguer. A vida pedia-me recolhimento, reflexão, paragem… pedia-me para olhar para dentro. E, em boa hora eu acedi.

Actualmente, sempre que algo me traz a validação dos seus ensinametos, agradeço-lhe a sua imensa sabedoria. Aos poucos, tenho vindo a abordar a vida de forma diferente. Finalmente, percebi que a minha mãe continua sempre presente, dentro de mim. Aprendi a me permitir o recolhimento e o mergulho interior para ganhar clareza do caminho a percorrer.

A verdadeira sabedoria não se encontra nos livros

Compreendi que, quando ela dizia que “a verdadeira sabedoria não se encontra nos livros”, queria dizer que a verdadeira sabedoria adquire-se com as vivências e experiências. Aquilo que nos enriquece são as pessoas que cruzam o nosso caminho. As jóias mais preciosas são os diamantes brutos que existem em cada pessoa.

Como disse Einstein, Deus não joga aos dados, mas nós tendemos a esquecer que a vida é efémera. Por isso, lanço um repto a quem ainda tem a possibilidade de manifestar o seu amor e apreço à sua mãe. Faça-o hoje, amanhã pode ser tarde de mais!

Que é feito do espírito de Natal?

2 anos atrás · ·2 comentários

Que é feito do espírito de Natal?

Por onde anda o Espírito do Natal?

Quando era criança, o Natal era um período mágico, de harmonia, solidariedade e compaixão. Sim, também colocávamos o sapatinho na lareira e, no dia de Natal de manhã, íamos a correr ver o que o Menino Jesus nos tinha trazido. Mas havia algo muito mais transcendente.

Actualmente, emersos no consumismo, sinto que o verdadeiro espírito de Natal se perdeu. É certo que continuam a haver campanhas de solidariedade em prol dos mais carenciados. Os apelos à boa vontade e à generosidade proliferam nos mais diversos sectores da sociedade. Mas não é a mesma coisa!

No Natal da minha infância, esqueciam-se desavenças, as famílias reuniam-se e partilhavam a alegria e as emoções que a celebração do nascimento de Jesus reacendia em todos os corações. Inspirados pela figura de Jesus, a personificação do amor incondicional, da generosidade e da bondade, vivia-se o verdadeiro sentido do Natal, com humildade e fraternidade.

As crianças aprendiam que Natal significava Paz e amor entre os homens de boa vontade. O ritual de Acção de Graças, durante o almoço de Natal, era uma solenidade que até as crianças tinham de reverenciar. Numa prece improvisada, expressava-se gratidão por todas as nossas bênçãos, pedia-se Paz na Terra e nos corações da humanidade, protecção para os indefesos, abundância para os famintos e saúde para os enfermos.

Enviávamos e recebíamos cartões de Boas Festas, repletos de mensagens de amor e esperança. Agora, na era da Globalização e das Tecnologias de Informação, enviam-se SMS ou colocam-se Posts nas redes sociais, porque é mais fácil. Com as correrias das compras e a lufa-lufa da vida, não há tempo a perder e, assim, ninguém se sente excluído!

Então, e as crianças?

Quem lhes explica o verdadeiro sentido do Natal e o significado dessa Paz nos corações humanos? Como podem experimentar a serenidade e tranquilidade interiores decorrentes das vivências natalícias. Quem lhes vai ensinar o que é bondade, compaixão e empatia pelo que o outro vive. Quem lhes vai falar do amor e da generosidade, que influenciam de modo muito especial o sentido da vida e a ética pessoal, determinantes do desenvolvimento individual.

Até quando vamos continuar a matar o Natal?

Se continuarmos obcecados com o Ter ignorando o Ser, o que acontecerá à magia do Natal? O que será das crianças no futuro se continuarmos a sonegar-lhes o que nutre verdadeiramente o espírito e molda o carácter? Se não plantarmos as sementes dos valores como o amor, a compaixão, a fraternidade e a solidariedade, nas crianças de hoje, como poderão elas ser adultos compassivos e bondosos no futuro? Como poderão viver o Natal como uma época de solidariedade, fraternidade, alegria, amor, proximidade e convívio com a família e os amigos?

Actualmente as crianças  sofrem muito com a ausência dos pais, os quais nem se dão conta disso, pois estão tão focados nas suas carreiras e nos seus afazeres. Os horários demasiado sobrecarregados   não lhes permitem dedicar tempo de qualidade aos seus rebentos, para os escutarem, para os conhecerem, para lhes ensinarem as coisas que nunca irão aprender na escola, como os valores e virtudes que lhes moldarão as forças de carácter.

O meu desejo mais profundo neste Natal é que, à semelhança de antigamente, estejamos mais em família, sejamos mais amor, mais compaixão e mais solidariedade. Que nos demos de presente, sem reservas e sem egoísmo. Sejamos mais coração e menos ego, o mundo precisa de nós.

Feito com ♥ por Ana Paula Vieira
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