Bem-Estar Subjectivo – Página 2 – Ana Paula Vieira

Li e Aceito a Política de Privacidade.

Marcação

Entre em contacto directo comigo para marcar uma sessão presencial (em Alfragide, Lisboa) ou online. A data indicada no formulário é apenas uma data da sua preferência, não a definitiva. Irei entrar em contacto para agendamento, tendo em conta a preferência que indiciou.

Telefone:
918 762 620

Envie um email:
contacto@anapaulavieira.pt

Porque falham as resoluções de Ano Novo?

2 anos atrás · ·0 Comentários

Porque falham as resoluções de Ano Novo?

Já alguma vez se predispôs a analisar  porque falham verdadeiramente as resoluções de ano novo?

Todos os anos mais de 50% das pessoas faz Resoluções de Ano Novo. Todavia, apenas 8% cumpre as suas resoluções. Porquê?

São várias as razões, como por exemplo:

  • Demasiados objectivos;
  • Objectivos muito vagos ou expressos na negativa (o que não quer em vez daquilo que deseja);
  • Objectivos difíceis de alcançar ou irrealistas;
  • Usar a culpa como motivador.

Como definir resoluções de ano novo

Então, qual a chave para definir resoluções de ano novo de sucesso?

Para estabelecer Resoluções atingíveis é necessário ter em consideração alguns factores importantes:

1) Tenha uma visão do que realmente deseja.

2) Estabelecer apenas entre 3 a 5 resoluções. Não coloque demasiado no seu prato!

3) Defina objectivos SMART-E:

eSpecíficos – Ser muito específico relativamente ao que realmente deseja.
Mensuráveis – como saberá que chegou lá? Qual a unidade de medida?
Atingíveis – São realistas e exequíveis? É possível lá chegar?
Relevantes – É importante para si alcançá-los? É uma escolha sua?
Temporizáveis – Limitados no tempo – Em quanto tempo? (Definir um prazo realista)
Ecológicos – São positivos para si e para os seus entes queridos?

4) Criar um plano de acção o mais detalhado possível.

5) Encontrar uma claque, alguém que o apoie, o motive e apele à sua responsabilidade.

6) Ser compassivo e benevolente com os deslizes, ninguém é perfeito.

Metas vs Resoluções

Defina metas em vez de resoluções. Quando define uma meta pode partir do ponto aonde pretende chegar e criar um plano com pequenas acções necessárias para lá chegar. Pergunte-se: “O que é realmente necessário acontecer na minha vida para que este ano seja verdadeiramente o melhor ano de sempre?” A resposta honesta e sincera a esta questão vai coloca-lo na rota do que realmente deseja.

Apele à sua intuição e à sensatez e crie um plano de acção com pequenos passos desafiantes, mas ao mesmo tempo entusiasmantes.

Aproveite o impulso do Ano Novo para iniciar mudanças de hábitos.

Avalie os benefícios de substituir maus hábitos por melhores hábitos. Tanto o estímulo como a recompensa devem ser óbvios.

Apoie-se em alguém em quem confie que o manterá empenhado e motivado. Alguém que o chame à responsabilidade se deslizar. E, quando deslizar, desfrute do deslize. Lembre-se que nada nem ninguém é perfeito e, o caminho que vai percorrer também não será.

É normal surgirem obstáculos, desafios, imprevistos e, quando isso acontecer, foque-se no que já alcançou.

Como dizia a minha mãe, “se cair, levante-se, sacuda a poeira e meta-se ao caminho, pois o caminho faz-se caminhando!”

Até Breve!

Que é feito do espírito de Natal?

2 anos atrás · ·2 comentários

Que é feito do espírito de Natal?

Por onde anda o Espírito do Natal?

Quando era criança, o Natal era um período mágico, de harmonia, solidariedade e compaixão. Sim, também colocávamos o sapatinho na lareira e, no dia de Natal de manhã, íamos a correr ver o que o Menino Jesus nos tinha trazido. Mas havia algo muito mais transcendente.

Actualmente, emersos no consumismo, sinto que o verdadeiro espírito de Natal se perdeu. É certo que continuam a haver campanhas de solidariedade em prol dos mais carenciados. Os apelos à boa vontade e à generosidade proliferam nos mais diversos sectores da sociedade. Mas não é a mesma coisa!

No Natal da minha infância, esqueciam-se desavenças, as famílias reuniam-se e partilhavam a alegria e as emoções que a celebração do nascimento de Jesus reacendia em todos os corações. Inspirados pela figura de Jesus, a personificação do amor incondicional, da generosidade e da bondade, vivia-se o verdadeiro sentido do Natal, com humildade e fraternidade.

As crianças aprendiam que Natal significava Paz e amor entre os homens de boa vontade. O ritual de Acção de Graças, durante o almoço de Natal, era uma solenidade que até as crianças tinham de reverenciar. Numa prece improvisada, expressava-se gratidão por todas as nossas bênçãos, pedia-se Paz na Terra e nos corações da humanidade, protecção para os indefesos, abundância para os famintos e saúde para os enfermos.

Enviávamos e recebíamos cartões de Boas Festas, repletos de mensagens de amor e esperança. Agora, na era da Globalização e das Tecnologias de Informação, enviam-se SMS ou colocam-se Posts nas redes sociais, porque é mais fácil. Com as correrias das compras e a lufa-lufa da vida, não há tempo a perder e, assim, ninguém se sente excluído!

Então, e as crianças?

Quem lhes explica o verdadeiro sentido do Natal e o significado dessa Paz nos corações humanos? Como podem experimentar a serenidade e tranquilidade interiores decorrentes das vivências natalícias. Quem lhes vai ensinar o que é bondade, compaixão e empatia pelo que o outro vive. Quem lhes vai falar do amor e da generosidade, que influenciam de modo muito especial o sentido da vida e a ética pessoal, determinantes do desenvolvimento individual.

Até quando vamos continuar a matar o Natal?

Se continuarmos obcecados com o Ter ignorando o Ser, o que acontecerá à magia do Natal? O que será das crianças no futuro se continuarmos a sonegar-lhes o que nutre verdadeiramente o espírito e molda o carácter? Se não plantarmos as sementes dos valores como o amor, a compaixão, a fraternidade e a solidariedade, nas crianças de hoje, como poderão elas ser adultos compassivos e bondosos no futuro? Como poderão viver o Natal como uma época de solidariedade, fraternidade, alegria, amor, proximidade e convívio com a família e os amigos?

Actualmente as crianças  sofrem muito com a ausência dos pais, os quais nem se dão conta disso, pois estão tão focados nas suas carreiras e nos seus afazeres. Os horários demasiado sobrecarregados   não lhes permitem dedicar tempo de qualidade aos seus rebentos, para os escutarem, para os conhecerem, para lhes ensinarem as coisas que nunca irão aprender na escola, como os valores e virtudes que lhes moldarão as forças de carácter.

O meu desejo mais profundo neste Natal é que, à semelhança de antigamente, estejamos mais em família, sejamos mais amor, mais compaixão e mais solidariedade. Que nos demos de presente, sem reservas e sem egoísmo. Sejamos mais coração e menos ego, o mundo precisa de nós.

Hábitos, o que são e como podemos modificá-los?

2 anos atrás · ·0 Comentários

Hábitos, o que são e como podemos modificá-los?

Uma breve consulta à palavra hábito, no Dicionário de Língua Portuguesa da Porto Editora (6.ª Edição), oferece-nos várias definições. Hábito (substantivo masculino) deriva do latim habĭtu veste; trajo; disposição de espírito -, 1. roupagem de um membro de comunidade religiosa; 2. tendência adquirida, estável, que facilita a prática de certos actos; modalidade motriz da memória que se manifesta na forma de actividades facilitadas pela sua repetição; uso; costume; tradição; rotina; automatismo; etc.

Hábitos são rotinas de fuga à dor e procura do prazer

Os hábitos são, essencialmente, padrões de comportamento que acabam se tornando uma parte do que somos.  Os hábitos são rotinas que surgem como resposta a um estímulo, desencadeadas por um processo de repetição de acções que geram recompensas. Uma dada circunstância – estímulo -, desencadeia uma acção – comportamento – e, se houver recompensa por essa acção, ela tende a ser repetida. Se formos intencionais nas nossas acções e recompensas, acabamos por desenvolver bons hábitos. Se não, isso pode levar-nos à auto-sabotagem, sentimentos de fracasso e impotência. Por outro lado, os bons hábitos potenciam a boa saúde, a felicidade e a realização dos sonhos.

Se pudéssemos associar o prazer às coisas que são benéficas para nós e a dor às coisas que nos são prejudiciais, provavelmente seria mais fácil realizar acções que nos levassem aonde queremos ir ou nos tornassem quem queremos ser.

Todavia, é difícil associar o que gostamos de fazer ao que necessitamos fazer para o nosso próprio bem. Porquê? Segundo Merriam-Webster, os hábitos são tendências interiorizadas de acordo com um comportamento usual. Os hábitos fixam-se nos gânglios basais, a parte mais primitiva do nosso cérebro enquanto a nossa disciplina e força de vontade se fixam no córtex frontal, a área mais avançada do nosso cérebro e, na maioria das vezes é que estas duas “áreas” raramente comunicam uma com a outra. É como ter um Ferrari (disciplina) e, embora sejamos excelentes condutores (força de vontade), andamos a pé (hábitos).

Na hora de mudar os hábitos são poucos os que o conseguem

Todos temos uma ideia de como desejamos ser, de como gostaríamos que a nossa vida fosse, da impressão que desejamos causar aos outros, do impacto que desejamos ter, como pessoas, como pais e como lideres, mas na hora de mudarmos os nossos hábitos, por mais consciência que tenhamos dessa necessidade de mudança, a verdade é que apenas uma pequena percentagem ousa mudar.

Isto acontece por duas razões. Primeiro, temos hábitos que criamos intencionalmente com um propósito específico. Segundo, fazemos muitas coisas de forma inconsciente, não sabendo exactamente por que as fazemos, apesar de sabermos que não são benéficas para nós. Estes dois processos acontecem simultaneamente: os hábitos são uma combinação das nossas intenções e dos nossos comportamentos passados (Jeremy Dean, Making Habits, Breaking Habits).

A boa notícia é que podemos treinar-nos para criar novos hábitos que nos sejam mais benéficos, a má notícia é que dá trabalho.

Uma das primeiras e mais populares obras literárias que aborda o tema da mudança de hábitos é Psycho-Cybernetics (1960) de Maxwell Maltz, um cirurgião plástico que, pela observação dos seus pacientes e dos seus próprios hábitos, determinou que as pessoas demoravam pelo menos 21 dias a se ajustarem às novidades.

Desde então, embora vários cientistas sublinhem que Maltz referiu  “pelo menos 21 dias” e não 21 dias, muitos gurus da auto-ajuda adoptaram a ideia de que levamos 21 dias para implementar um novo hábito. Outra crença que se popularizou na cultura de auto-ajuda foi que os hábitos levam de 28 a 30 dias para se formarem e edificarem como tal.

Criar novos hábitos pode demorar até 254 dias

Enquanto as regras dos 21 ou dos 28 dias apelam directamente ao nosso desejo de mudar rapidamente, um estudo realizado por Phillippa Lally, investigadora de psicologia da saúde na University College London, publicado em 2009 no European Journal of Social Psychology, refere que uma pessoa demora entre dois a oito meses para formar um hábito e fazer algo automaticamente. Os investigadores da University College London examinaram os novos hábitos de 96 pessoas num espaço de 12 semanas e concluíram que os tempos de adaptação de cada pessoa variaram de 18 a 254 dias. Assim, o tempo necessário poderá ser inferior ou superior, dependendo de factores como a insistência, a perseverança, as habilidades das variáveis psicológicas da personalidade, o interesse e as circunstâncias.

Embora o tempo médio de adaptação seja de 66 dias, tanto Lally como Maltz concordam que é possível formar um novo hábito. Além do tempo de adaptação, formar novos hábitos também requer planeamento, reflexão, força de vontade, disciplina e consistência. A prática leva à excelência e, quanto mais uma pessoa repete um comportamento, mais cedo ele se torna instintivo ou automático.

Como criar novos hábitos que nos ajudarão a mudar para melhor…

Etapa #1 (dias 1-10):  Olhe para dentro

Na primeira etapa, que se desenrola nos primeiros 10 dias, procure identificar e compreender as causas do hábito que precisa ser mudado, porque, apesar de geralmente serem bastante evidentes quais os maus hábitos que causam mais problemas nas nossas vidas, identificar a origem (estímulo), pode não ser assim tão óbvio, especialmente se o hábito se tornou tão arraigado que o fazemos inconscientemente.

Apenas a introspecção e reflexão profundas, um olhar atento para o seu interior, para explorar a origem do hábito que quer mudar, poderá identificar o estímulo.

Etapa #2 (dias 11-40): Comprometa-se com os outros

Uma forma de estimular a mudança é contar com uma rede de apoio, para o incentivar e cobrar resultados. Nesta etapa, informe as pessoas do seu convívio sobre o hábito que está a tentar mudar e peça aos mais próximos que policiem o seu comportamento e chamem a sua atenção se perceberem que voltou ao hábito antigo. Além de estar se comprometendo com o processo, recebe “feedback” e apoio para evitar que volte ao velho hábito.  Seja claro acerca do que espera realmente deles para não haver pressão.

Etapa #3 (dias 41-66): Atenção aos seus gatilhos

A verdade é que é fácil cair em tentação e esquecer por que decidiu fazer a mudança. Preste atenção aos gatilhos. Nesta altura do processo já sabe quais os sinais ou situações que estimulam o velho hábito. É preciso mudar a rotina. Sendo assim, na terceira etapa de mudança de hábito, precisa encontrar algo em que se apoiar, alguma coisa que o motive a continuar no processo. Ao antecipar os sinais indicadores dos gatilhos dos seus velhos hábitos, vé capaz de descobrir como e quando activar de forma eficaz o seu novo hábito.

Nós somos o que repetidamente fazemos. Excelência, então, não é um acto, mas um hábito “ – Aristóteles

Etapa #4 (dia 67): Recompense-se

Comemore a sua vitória. Escolha uma recompensa, isso irá ajudá-lo a associar prazer à recompensa do novo comportamento. Encontre algo em que se apoiar, alguma coisa que o motive a honrar o seu processo e a manter o novo hábito. Aproveite esta oportunidade para reflectir e seleccionar o próximo hábito que pretende mudar.

Se deseja mudanças duradouras, sucesso a longo prazo, preste atenção aos seus hábitos. Concentre-se num hábito de cada vez e siga estas etapas, e estabeleça o cronograma em que devem decorrer.

A mudança acontece gradualmente, através de pequenas acções repetidas, uma e outra vez. Ao longo do tempo essas pequenas mudanças irão substituir os hábitos antigos e, finalmente, determinar o tipo de vida quer viver.

Mudar é desafiante. Em qualquer contexto exige compromisso, estratégia, empenho e persistência, mas é possível. Basta compreender como funcionam os hábitos e comprometer-se com o processo de mudança, intencional e consistentemente.

Racionalidade ou Autenticidade

2 anos atrás · ·0 Comentários

Racionalidade ou Autenticidade

Acredito que a maioria de nós, fala principalmente com a razão, ou seja, falamos sem muita conexão com o que realmente sentimos, e até pensamos que essa é a forma mais adequada de comunicar. Na interacção com os outros, ou até no nosso diálogo interno, optamos pela racionalidade em prejuizo da autenticidade. Achamos que isso é um acto inocente e essencialmente inevitável. Contudo, tenho percebido motivações mais profundas neste hábito aparentemente inócuo.

A forma como comunicamos visa a interacção segura

A maior parte daquilo que dizemos, é um esforço para criar segurança com a pessoa com quem estamos a comunicar. Somos tão intuitivos que, rapidamente conseguimos perceber o que a outra pessoa quer ouvir e, então, alimentamo-a de uma forma ou de outra. Por outras palavras, a maioria das coisas que dizemos tem como objectivo ajudar-nos a interagir em segurança – ou seja, sem corrermos o risco de ofender outras pessoas, sofrer qualquer humilhação significativa ou criar conflitos.

Isso, na verdade, é um mecanismo de autoprotecção, que nos informa que toda a interacção representa uma ameaça ao nosso bem-estar, á nossa identidade, ao nosso ego. Portanto, as principais prioridades são segurança e protecção nos relacionamentos.

Mas, vamos imaginar que haja uma maneira de estarmos em contacto com o nosso fluxo interior, com a nossa alma, que nos permita fazer uma pausa antes de falar, e ouvirmos os impulsos que emanam do rio que flui dentro de nós. Com efeito podemos falar a partir desse rio e, no processo, dissolver a racionalidade, o ego, o nosso ladrão de sonhos.

A alma deseja interagir com o nosso mundo

Para fazermos isso, precisamos entender que a alma deseja interagir continuamente com o nosso mundo. Racionalidade, ego, mente, ladrão de sonhos – nada disso pode existir na presença do Espírito ou da alma. É como se a Luz fosse subitamente acesa e, instantaneamente lançasse as sombras no vazio.

No momento em que nos preparamos para falar, temos poder de escolha – ou falamos a partir da racionalidade, o que na verdade significa assumir um personagem, falar a partir do ego, do ladrão de sonhos, do lugar do medo. Ou fazemos uma pausa, esvaziamos a mente e abrimo-nos. Ou seja, sem racionalizar e sem reagir, esperamos apenas o momento de abertura e permitimos que a alma nos informe o que dizer.

Isto não é tão difícil quanto possamos imaginar, principalmente porque a alma quer guiar-nos em cada palavra e acção. Ao pausar e esperar pelo impulso crescente da alma – que é uma sensação de plenitude repentina na nossa mente e um conhecimento interior de que as palavras certas estão sempre disponíveis – permitimos que algo mais profundo dentro de nós se expresse através de nós. E, como tudo, com a prática torna-se rapidamente um hábito.

Frequentemente, quando falamos apenas com a razão, traímo-nos, porque somos obrigados a falar e a agir a partir da urgência do medo e de uma necessidade desesperada de segurança. Esses sentimentos podem ser inconscientes. Mas pensemos em quantas vezes dissemos sim a algo que gostaríamos de ter dito não, ou dissemos não a algo que gostaríamos de ter abraçado. O ego, esse ladrão faminto e impulsivo, furta-nos o tempo de espera por uma resposta que emergiria de um lugar mais profundo dentro de nós. Esse recurso mais profundo é a nossa alma, que nunca iria trair-nos, ou conduzir-nos a situações em que as nossas necessidades não fossem atendidas.

Todos nós somos abençoados com uma voz interior, que nos ama e apoia.

Todos temos uma voz interior, que nos ama e apoia, quando o permitimos. Esse fluxo de amor dentro de nós é a voz do Sim. E sem que a maioria de nós o saiba, essa é a voz da nossa alma. Inicialmente ela parece-nos a nossa própria voz, encorajando-nos a avançar e a continuar a acreditar. É uma voz positiva, em oposição à voz faminta do ego, do ladrão de sonhos  que nos desencoraja, mesmo quando as coisas estão a correr bem. “Sim”, diz o ladrão faminto, “desta vez tiveste sorte, mas para a próxima as coisas podem correr muito mal.”

A voz do Sim diz: “Presta atenção: Esta situação foi resolvida, tal como todos os desafios são resolvidos – permitindo-te co-criar a tua vida. Tens dentro de ti o potencial para realizar os teus sonhos mais preciosos, ter felicidade e alegria, florescer e te tornes a pessoa que desejas ser.”

A voz do sim oferece-nos amor e apoio incondicionais

A voz do Sim oferece-nos garantias constantes do seu amor, ternura e apoio incondicionais. “Não tenhas medo, estamos contigo”, diz a voz de Sim. “Estás a ir muito bem. Estamos tão orgulhosos de tudo o que te tornaste. Todos os desafios que enfrentas, têm solução. Basta seguires o caminho que colocamos diante de ti e serás levado às respostas que procuras. Estás seguro e nós apoiamos-te com amor.”

Ninguém tem culpa der ter a voz do Não na mente. Todos nós fomos ensinados por pais, avós, professores, mentores, colegas de trabalho e amigos a interpretar todos os eventos das nossas vidas através dos programas do Não. Esse treino, bem intencionado, foi tão completo e profundo que dificilmente conseguimos ver os seus efeitos nas nossas vidas. Nós só nos tornamos conscientes dos seus efeitos nefastos e, por vezes, devastadores quando ficamos saturados dos nossos medos e da nossa raiva, e de todos os resultados negativos que eles criam. Nessa altura, começamos a abrir-nos a outros programas e a outra voz – ao programa e à voz do Sim, que é  a voz  e o caminho do amor.

Quanto mais praticamos e ouvimos a voz do Sim, mais poderosa ela se torna nas nossas vidas.

O momento ideal para praticar a voz do Sim é à noite, quando já estamos deitados na cama, imediatamente antes de adormecer. Nessa altura, a sentinela do Ego relaxa, em grande medida porque se sente segura. Sempre que se sente em segurança, o ladrão de sonhos baixa a guarda e a sua voz cala-se. Então, nesse momento, deixe-se ficar quieto e tranquilo.

Perceba se consegue sentir uma energia crescente dentro do seu plexo solar a fluir para o seu coração. Delicadamente, dê voz a essa sensação e permita-se sentir as palavras de amor e apoio a fluir à sua mente. O rio corre através de nós e para a vida. Flui com amor, poder e criatividade. As suas águas cantam e tilintam em brados de alegria e êxtase. Observe a torrente dessas águas cristalinas e purificadoras a limpar tudo o que quer libertar. Sinta-se preencher com esse amor infinito e incondicional, sacie-se na Fonte.

Feito com ♥ por Ana Paula Vieira
Conteúdos da autoria de Ana Paula Vieira. Todos os direitos reservedos
error: Content is protected !!