6 meses atrás · Ana Paula Vieira · 2 comentários
Maturidade Emocional
A maturidade emocional caracteriza-se pela manifestação de competência para lidar com as adversidades da vida. Esta competência para alinhar pensamentos e emoções, é o resultado do exercício de habilidades de inteligência emocional como: autoconsciência, autocontrolo, automotivação.
A maturidade emocional está relacionada com a resiliência.
A maturidade emocional está directamente relacionada com a resiliência. É a habilidade de desenvolver tolerância às frustrações e revezes inevitáveis a que todos nós estamos sujeitos. Tolerar bem as frustrações e desenvolver capacidade de absorver os golpes e dores da vida não significa não sofrer com eles. Ter maturidade emocional, implica enfrentar as frustrações e adversidades, com responsabilidade, sem culpar terceiros pelo que ocorreu ou pelo que sente.
Ser emocionalmente maduro implica ser capaz de enfrentar os desafios e livrar-se, tão depressa quanto possível, da tristeza ou do ressentimento que esses eventos possam ter causado. As pessoas emocionalmente maduras também se irritam, simplesmente transformam a raiva em motivação para a mudança positiva.
Maturidade emocional implica consciência social
A maturidade emocional implica consciência social, empatia e competência para se relacionar com as pessoas em todos os ambientes. É adquirir habilidade para evitar ou mediar conflitos, e apetência para desenvolver relacionamentos positivos e saudáveis. Assim, a pessoa mais amadurecida procura evoluir também social e moralmente, o que a leva a agir com equidade, afabilidade, compreensão e gentileza.
O crescimento emocional é um processo evolutivo e, por isso mesmo, interminável. Somos todos obras em construção e, o nosso progresso só é possível através de autoconhecimento, autorregulação e consciência social. Agir com inteligência e maturidade emocional requer, tal como tantas outras competências, aprendizagem, apoio, prática e experiência.
Maturidade é reconhecer e aceitar a nossa vulnerabilidade
Finalmente, em prol da paz e harmonia interiores, é importante termos presente a nossa condição de seres humanos e, portanto, vulneráveis. Reconhecer e aceitar a nossa vulnerabilidade, é uma prova de maturidade e coragem. Saber se colocar perante as circunstâncias, sem se vitimizar, sem se culpar ou culpabilizar outros, é o primeiro passo para sair do modo de sobrevivência e começar a ter uma vida mais plena, mais realizada e mais feliz.