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    Como podemos viver uma vida mais corajosa

    3 semanas atrás ··0 Comentários

    Como podemos viver uma vida mais corajosa

    A coragem é uma virtude universalmente admirada. Em todas as culturas, as pessoas corajosas são aquelas que, ao longo do tempo se tornam os heróis das gerações vindouras. Mas a verdade é que todos nós podemos escolher viver uma vida mais corajosa. Com todos os desafios que muitos de nós temos enfrentado recentemente, (e continuaremos a enfrentar no futuro próximo), a coragem é a virtude na ordem do dia.

    O que é coragem?

    A maioria dos filósofos e psicólogos concorda que a coragem envolve persistência face ao perigo ou a adversidade. Alguns dizem que coragem é sinónimo de destemor, enquanto outros sugerem que a presença ou a ausência de medo nada tem a ver com coragem.

    O psicólogo S. J. Rachman (2010) entrou neste debate com uma definição de coragem que tem em conta três componentes do medo:

    • o sentimento subjectivo de apreensão
    • a reacção fisiológica ao medo (por exemplo, aumento do ritmo cardíaco)
    • a resposta comportamental ao medo (por exemplo, um esforço para escapar à situação de medo).

    Já Mark Twain, observador atento do comportamento humano, referiu que: “Coragem é resiliência ao medo, domínio do medo, não ausência de medo.” Ou seja, quaisquer se sejam as circunstâncias que nos ponham à prova, com a coragem o medo deve ser superado.

    Diferentes tipos de coragem para diferentes tipos de medo

    O medo assume muitas formas: medo da perda do emprego, da pobreza, de perder amigos, de ser criticado, de perder estatuto, de fazer inimigos (ara citar apenas alguns medos humanos), e pode invocar a coragem moral. A coragem moral permite que a pessoa faça o que acredita ser correcto, apesar do medo das consequências.

    Da mesma forma que há muitas variações do medo, há muitas dimensões de coragem moral, desde a coragem social representada pela Madre Teresa de Calcutá e Gandhi até à coragem política (embora pouco frequentemente), representada por dirigentes eleitos como Barack Obama. As oportunidades para agir com coragem moral são inúmeras, e os medos que exigem coragem moral são tão diversos como as próprias pessoas.

    Como enfrentar o medo

    Então, se a coragem não é a ausência de medo, como é que as pessoas corajosas conseguem enfrentá-lo? As pessoas corajosas sentem medo, mas são capazes de gerir e superar o seu medo de modo a que ele não as impeça de agir. Com frequência, elas usam o medo para se certificarem de que não estão demasiado confiantes e que tomam as medidas adequadas. Elas treinam a sua resposta emocional ao medo, de modo a conseguirem geri-lo em vez de serem dominadas por ele.

    Para enfrentar o seu medo e colocar a coragem em acção faça a si mesma as seguintes perguntas:

    • Do que tenho realmente medo? Faz sentido ter medo disto?
    • Este medo é apropriado ou, racionalmente, devo ter menos ou mais medo?
    • Que mal pode esta coisa realmente fazer a mim ou a outros?
    • Quais são as coisas que podem acontecer como resultado das minhas acções e/ou inacções?
    • Qual a pior coisa que poderia acontecer em resultado das minhas acções e/ou inacções?
    • Quais são os riscos para mim e para os outros?

    A coragem dá-nos a força para avaliar uma resposta emocional (medo) e agir de forma correcta e racional (auto-regulação ou canalização emocional) realizando as acções que a emoção pede (como ensino no Programa Domine as Emoções).

    Os Benefícios da Coragem

    A coragem ajuda-nos a realizar coisas ‘extraordinárias’. Agir corajosamente geralmente faz-nos sentir bem, porque implica dominar as emoções em vez de sermos dominadas por elas.

    Em vez de encarar o medo como mau e tentar livrar-se dele quando surge, pode escolher aceitar o medo como parte do processo de mudança e praticar a coragem. Esta escolha pode ajudá-la a sentir-se mais resiliente emocionalmente à medida que faz mudanças na sua vida ou persegue os seus sonhos.

    Apesar da coragem ser frequentemente considerada um traço de carácter inato, na realidade ela é uma forma de ser que pode ser aprendida e praticada para lidar com as adversidades. O próprio facto de valorizarmos a coragem diz-nos que se trata de algo importante para o ser humano. A coragem, conforme ensino no meu Programa de Resiliência Emocional e Coragem é algo que se cultiva e exercita como um músculo, e que nos ajuda agir, a nos protegermos das ameaças, ou de quem age de uma forma errada.

    Como construir coragem

    Normalmente, pensamos nos hábitos como acções, como escovar os dentes ou fazer exercício físico. Contudo, os hábitos também consistem nas nossas respostas comportamentais a diferentes emoções. Para muitas pessoas, as respostas baseadas no medo são a resposta natural e habitual à adversidade. Isso deve-se ao facto dos nossos cérebros tenderem a procurar a forma mais rápida e eficiente de aliviar o stress quando o sentimos. Ou seja, confiamos em estratégias que nos proporcionaram alívio do stress a curto prazo no passado, como a procrastinação em resposta a sentimentos de dúvida sobre si mesmo, ou o perfeccionismo (o que acaba por levar à auto-sabotagem e ao esgotamento).

    Viver corajosamente implica, em primeiro lugar, olharmos para o nosso medo; em segundo lugar, reconhecermos as nossas dúvidas e hesitações, incluindo as vozes críticas interiores que são difíceis de encarar – e, por fim, olhamos para o que fazemos bem. Com base na investigação sobre a formação de hábitos e a redução do stress – e o meu próprio trabalho com clientes que enfrentam o medo – descobri quatro estratégias úteis para lidar com o medo e se aproximar da coragem.

    Estratégias para agir corajosamente:

    1. Aceder ao corpo – prestar atenção às sensações no corpo
    2. Ouvir sem se evolver – ouvir o criticismo interno sem tomar partido, como se fosse um observador
    3. Reformular histórias limitadoras – questionar a validade das histírias que conta a si mesma e ajustá-las à realidade
    4. Criar uma comunidade de apoio – procurar ajuda de um profissional ou o apoio de alguém em quem confia

    Conclusão

    Talvez este seja um momento de encruzilhada na jornada da sua vida ou apenas de uma pequena transição. Ao viver a vida com mais coragem, será mais provável que faça as mudanças que a levarão a uma maior realização. A realização provém mais de mudanças subtis e menos de fazermos grandes transformações que acabam por se revelar demasiado avassaladoras e ficam pelo caminho. Quer se trate de iniciar uma nova relação, um novo trabalho, ou de ajudar a tornar o mundo num lugar melhor, precisamos de coragem. Ao criarmos pequenos hábitos que nos aproximam, a pouco e pouco, de quem queremos realmente ser, sem darmos por isso, chegamos a onde sempre quisemos chegar…

    Viver corajosamente é um hábito como qualquer outro, só precisa de empenho, motivação, sentido e prática!

    Encontre o hábito corajoso que quer implementar, motive-se com cada passo que dá, empenhe-se, pratique regularmente e, acima de tudo, não desista!

    Inteligência Emocional – Competências essenciais

    2 anos atrás ··0 Comentários

    Inteligência Emocional – Competências essenciais

    As emoções determinam em grande medida a direcção da nossa vida, tanto no que concerne a forma como nos relacionamos connosco, como no que se refere às nossas relações interpessoais, familiares e de trabalho. Os investigadores descobriram que a inteligência emocional é mais importante do que a inteligência intelectual. As pessoas que possuem mais competências emocionais têm mais sucesso e sentem maior satisfação com a vida.

    Aprender a compreender, reconhecer e gerir asnossasemoçõesé o primeiro passo tanto para o nosso sucesso profissional e bem-estarpessoal, como para o daqueles que nos rodeiam.

    A expressão Inteligência Emocional remonta aos escritos de Charles Darwin que a utilizou para sublinhar a importância da expressão emocional para a sobrevivência e adaptação. O conceito de Inteligência Emocional, tem sido muito utilizado por investigadores para descrever a capacidade humana de reconhecer e avaliar os seus próprios sentimentos e os dos outros, assim como a capacidade de lidar com eles.

    Segundo Daniel Goleman inteligência emocional é a “…capacidade de identificar os nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerir bem as emoções dentro de nós e nos nossos relacionamentos.” (Goleman, 1998).

    A inteligência emocional é determinante para o sucesso ou insucesso dos indivíduos

    A inteligência emocional é a principal responsável pelo sucesso ou insucesso dos indivíduos, na medida em que está intrinsecamente ligada à sua capacidade de compreender e gerir as suas emoções. Expressar correctamente os sentimentos, interpretar e lidar com as emoções, a próprias e as daqueles que os rodeiam são características básicas das pessoas emocionalmente inteligentes.

    Todavia, saber expressar sentimentos e emoções não nos torna emocionalmente competentes ou ágeis. Ser emocionalmente competente significa ser capaz de identificar e perceber os seus próprios sentimentos e emoções, e compreender a linguagem emocional dos outros.

    Habilidades de Inteligência Emocional

    De acordo com Goleman, a inteligência emocional envolve cinco habilidades:

    • Autoconhecimento emocional – diz respeito à autoconsciência de si e dos seus pensamentos, e à capacidade de reconhecer as próprias emoções, atitudes e sentimentos quando ocorrem.
    • Autogestão emocional – que se refere à capacidade de saber lidar com os próprios sentimentos, no sentido de os reconhecer, conter, e adequá-los a cada situação vivida;
    • Automotivação – está relacionada com a autorregulação e a paixão que se tem pelo que se faz. É a capacidade de direccionar as emoções para o cumprimento de objectivos, que possibilita desempenhos excepcionais e a realização pessoal;
    • Consciência Social – a capacidade de reconhecer que o outro também possui emoções, pensamentos, desejos e expectativas. Ter empatia de sentimentos, ou seja, saber identificar e compreender os desejos e sentimentos de outros, e agir adequadamente de forma a canalizá-los para o interesse comum;
    • Relações interpessoais – a arte de estar presente de corpo e alma demonstrando interesse e boa vontade para encontrar soluções, numa atitude sincera e construtiva. É ter capacidade de diálogo, saber utilizar competências sociais para interagir com outros indivíduos, reconhecer as suas motivações e identificar os seus sentimentos. A gestão eficaz de relações interpessoais é uma competência de liderança essencial na coordenação de grupos e na prevenção ou gestão de conflitos.

    As competências de Inteligência Emocional são essências para preservar a nossa saúde mental e o nosso equilíbrio emocional. A inteligência emocional determina o nosso bem-estar bem como o desenvolvimento e preservação de relacionamentos harmoniosos e saudáveis, tanto pessoais como profissionais.

    Feito com ♥ por Ana Paula Vieira
    Conteúdos da autoria de Ana Paula Vieira. Todos os direitos reservedos
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