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    Como viver uma vida mais corajosa

    9 meses atrás · · 0 Comentários

    Como viver uma vida mais corajosa

    A coragem é uma virtude universalmente admirada. Em todas as culturas, as pessoas corajosas são aquelas que, ao longo do tempo se tornam os heróis das gerações vindouras. Mas a verdade é que todos nós podemos escolher viver uma vida mais corajosa. Com todos os desafios que muitos de nós temos enfrentado recentemente, (e continuaremos a enfrentar no futuro próximo), a coragem é a virtude na ordem do dia.

    O que é coragem?

    A maioria dos filósofos e psicólogos concorda que a coragem envolve persistência face ao perigo ou a adversidade. Alguns dizem que coragem é sinónimo de destemor, enquanto outros sugerem que a presença ou a ausência de medo nada tem a ver com coragem.

    O psicólogo S. J. Rachman (2010) entrou neste debate com uma definição de coragem que tem em conta três componentes do medo:

    • o sentimento subjectivo de apreensão
    • a reacção fisiológica ao medo (por exemplo, aumento do ritmo cardíaco)
    • a resposta comportamental ao medo (por exemplo, um esforço para escapar à situação de medo).

    Já Mark Twain, observador atento do comportamento humano, referiu que: “Coragem é resiliência ao medo, domínio do medo, não ausência de medo.” Ou seja, quaisquer se sejam as circunstâncias que nos ponham à prova, com a coragem o medo deve ser superado.

    Diferentes tipos de coragem para diferentes tipos de medo

    O medo assume muitas formas: medo da perda do emprego, da pobreza, de perder amigos, de ser criticado, de perder estatuto, de fazer inimigos (ara citar apenas alguns medos humanos), e pode invocar a coragem moral. A coragem moral permite que a pessoa faça o que acredita ser correcto, apesar do medo das consequências.

    Da mesma forma que há muitas variações do medo, há muitas dimensões de coragem moral, desde a coragem social representada pela Madre Teresa de Calcutá e Gandhi até à coragem política (embora pouco frequentemente), representada por dirigentes eleitos como Barack Obama. As oportunidades para agir com coragem moral são inúmeras, e os medos que exigem coragem moral são tão diversos como as próprias pessoas.

    Como enfrentar o medo

    Então, se a coragem não é a ausência de medo, como é que as pessoas corajosas conseguem enfrentá-lo? As pessoas corajosas sentem medo, mas são capazes de gerir e superar o seu medo de modo a que ele não as impeça de agir. Com frequência, elas usam o medo para se certificarem de que não estão demasiado confiantes e que tomam as medidas adequadas. Elas treinam a sua resposta emocional ao medo, de modo a conseguirem geri-lo em vez de serem dominadas por ele.

    Para enfrentar o seu medo e colocar a coragem em acção faça a si mesma as seguintes perguntas:

    • Do que tenho realmente medo? Faz sentido ter medo disto?
    • Este medo é apropriado ou, racionalmente, devo ter menos ou mais medo?
    • Que mal pode esta coisa realmente fazer a mim ou a outros?
    • Quais são as coisas que podem acontecer como resultado das minhas acções e/ou inacções?
    • Qual a pior coisa que poderia acontecer em resultado das minhas acções e/ou inacções?
    • Quais são os riscos para mim e para os outros?

    A coragem dá-nos a força para avaliar uma resposta emocional (medo) e agir de forma correcta e racional (auto-regulação ou canalização emocional) realizando as acções que a emoção pede (como ensino no Programa Domine as Emoções).

    Os Benefícios da Coragem

    A coragem ajuda-nos a realizar coisas ‘extraordinárias’. Agir corajosamente geralmente faz-nos sentir bem, porque implica dominar as emoções em vez de sermos dominadas por elas.

    Em vez de encarar o medo como mau e tentar livrar-se dele quando surge, pode escolher aceitar o medo como parte do processo de mudança e praticar a coragem. Esta escolha pode ajudá-la a sentir-se mais resiliente emocionalmente à medida que faz mudanças na sua vida ou persegue os seus sonhos.

    Apesar da coragem ser frequentemente considerada um traço de carácter inato, na realidade ela é uma forma de ser que pode ser aprendida e praticada para lidar com as adversidades. O próprio facto de valorizarmos a coragem diz-nos que se trata de algo importante para o ser humano. A coragem, conforme ensino no meu Programa de Resiliência Emocional e Coragem é algo que se cultiva e exercita como um músculo, e que nos ajuda agir, a nos protegermos das ameaças, ou de quem age de uma forma errada.

    Como construir coragem

    Normalmente, pensamos nos hábitos como acções, como escovar os dentes ou fazer exercício físico. Contudo, os hábitos também consistem nas nossas respostas comportamentais a diferentes emoções. Para muitas pessoas, as respostas baseadas no medo são a resposta natural e habitual à adversidade. Isso deve-se ao facto dos nossos cérebros tenderem a procurar a forma mais rápida e eficiente de aliviar o stress quando o sentimos. Ou seja, confiamos em estratégias que nos proporcionaram alívio do stress a curto prazo no passado, como a procrastinação em resposta a sentimentos de dúvida sobre si mesmo, ou o perfeccionismo (o que acaba por levar à auto-sabotagem e ao esgotamento).

    Viver corajosamente implica, em primeiro lugar, olharmos para o nosso medo; em segundo lugar, reconhecermos as nossas dúvidas e hesitações, incluindo as vozes críticas interiores que são difíceis de encarar – e, por fim, olhamos para o que fazemos bem. Com base na investigação sobre a formação de hábitos e a redução do stress – e o meu próprio trabalho com clientes que enfrentam o medo – descobri quatro estratégias úteis para lidar com o medo e se aproximar da coragem.

    Estratégias para agir corajosamente:

    1. Aceder ao corpo – prestar atenção às sensações no corpo
    2. Ouvir sem se evolver – ouvir o criticismo interno sem tomar partido, como se fosse um observador
    3. Reformular histórias limitadoras – questionar a validade das histírias que conta a si mesma e ajustá-las à realidade
    4. Criar uma comunidade de apoio – procurar ajuda de um profissional ou o apoio de alguém em quem confia

    Conclusão

    Talvez este seja um momento de encruzilhada na jornada da sua vida ou apenas de uma pequena transição. Ao viver a vida com mais coragem, será mais provável que faça as mudanças que a levarão a uma maior realização. A realização provém mais de mudanças subtis e menos de fazermos grandes transformações que acabam por se revelar demasiado avassaladoras e ficam pelo caminho. Quer se trate de iniciar uma nova relação, um novo trabalho, ou de ajudar a tornar o mundo num lugar melhor, precisamos de coragem. Ao criarmos pequenos hábitos que nos aproximam, a pouco e pouco, de quem queremos realmente ser, sem darmos por isso, chegamos a onde sempre quisemos chegar…

    Viver corajosamente é um hábito como qualquer outro, só precisa de empenho, motivação, sentido e prática!

    Encontre o hábito corajoso que quer implementar, motive-se com cada passo que dá, empenhe-se, pratique regularmente e, acima de tudo, não desista!

    Viver em expansão ou em contenção?

    3 anos atrás · · 4 comentários

    Viver em expansão ou em contenção?

    Actualmente, muitos falam sobre evolução espiritual e orgulham-se em se afirmarem como seres humanos evoluídos espiritualmente. Outros perguntam-se o que significa “evolução espiritual”. Na verdade, eu própria costumava colocava-me frequentemente essa questão (e às vezes ainda coloco). Arrisco-me a partilhar convosco algumas das minhas ideias após muita reflexão e introspecção: Evolução espiritual significa calar a mente de modo a não sentirmos, pensarmos e agirmos negativamente e, em vez disso, sentirmos, pensarmos e agirmos com fé, amor e compaixão. Isso permite-nos viver em expansão em vez de contenção.

    As duas emoções primordiais são o amor e o medo e uma opõe-se à outra.

    A Negatividade é essencialmente medo e, normalmente, o pessimismo funciona como um programa de computador do subconsciente, de cuja presença (e do seu poder sobre nós) não temos realmente consciência.

    A Negatividade actua em nós sob a forma da auto-sabotagem e é a razão pela qual poucas pessoas vivem os seus sonhos. Ela manifesta-se como a máscara da prudência dizendo-nos para protegermos o nosso coração e as nossas ambições, porque se nos abrirmos ao amor, ou procurarmos alcançar os nossos sonhos, iremos fracassar, e esse fracasso será devastador.

    O ladrão de sonhos não se limita a sabotar as nossas ambições inatas.

    Portanto, jogamos pelo seguro e, para a maioria de nós, isso significa focar-se apenas na acumulação material e na individualidade, no ter em vez do ser, o que realmente significa abdicar do amor e desperdiçar a vida com objectivos menores.

    Este ladrão de sonhos não se limita a sabotar as nossas ambições inatas. Também afecta o grau em que estamos dispostos a amar, que é o maior e pior risco de todos. Quanto mais forte for a racionalidade na sua vida, mais retém o seu coração e mais os seus relacionamentos são definidos pela autoprotecção e pelo medo. Compreensivelmente, a autoprotecção tende a deixar-nos isolados, com medo e com raiva, porque ela quase garante que não cumpriremos os nossos desejos mais profundos, nem experienciaremos o tipo de amor pelo qual ansiamos.

    O antídoto para os medos autocriados

    A confiança baseia-se na crença (na verdade, na convicção crescente) de que somos divinamente amados, guiados e protegidos – a Fonte ou Universo – e que somos constantemente auxiliados nos nossos esforços para alcançar a felicidade, satisfação e amor. é termos o sentimento de que somos capazes de nos adaptar às mudanças nas circunstâncias, e sim, teremos que aprender novas formas de fazer as coisas no processo de criar e perseguir os nossos sonhos, mas que seremos bem-sucedidos, porque somos apoiados pelo Universo – Deus.

    A fé diz-nos que qualquer que seja o desafio que enfrentemos, existe sempre uma solução, e que algures se abrirá uma porta, por trás da qual estará a resposta. A nossa função é manter as portas abertas. O preço da fé é simples: devemos entregar-nos de coração, e esforçar-nos com sinceridade, em tudo o que fazemos, acreditando sempre que no final triunfaremos.

    O optimismo nasce do alinhamento com os desejas da alma

    O optimismo baseia-se no conhecimento de que os nossos objectivos, ambições e sonhos são inerentemente bons e que, em última análise, podem ser alinhados com um bem maior, desde que os persigamos de coração aberto.

    A nossa alma deseja que compreendamos que podemos querer conquistar algo para nós mesmos – alcançar o sucesso profissional, por exemplo – mas, à medida que evoluirmos, cresceremos naturalmente em direcção a uma ambição ainda maior, que é colocar o nosso sucesso ao serviço dos outros. Ou seja, o sucesso pessoal só tem sentido se servir um bem maior. A fé é como uma árvore que plantamos. Começamos por nos preocuparmos com nós mesmos, mas à medida que crescemos, os seus ramos abrem-se cada vez mais, desejando que o sonho da paz pessoal leve à paz mundial.

    O sucesso que não serve um bem maior, é mera satisfação do Ego.

    Fundamentalmente, quem vive em função dos desejos egóicos, acredita que o Universo é hostil e que, portanto, deve se proteger com a falsa segurança do dinheiro, da fama e do poder. Infelizmente, isso leva inevitavelmente à ganância e ao egoísmo, porque a riqueza, por maior que seja, não nos pode fazer sentir seguros o suficiente ou felizes nos nossos corações. E, por maiores que sejam as riquezas acumuladas, acabam por ter pouco significado quando, no final da vida, se acorda para a realidade triste, solitária e sombria.

    Inversamente, quem tem fé, acredita que o Universo – a Fonte do amor incondicional – é o provedor supremo de todas as nossas necessidades, tanto temporais quanto espirituais. Na prática, acredita-se que ninguém obtém sucesso a menos que viva ou actue de acordo com os desejos do seu coração, isto é, com fé. Quanto maior a fé, maior o sucesso e, em última análise, maior a realização, plenitude e reunião com o amor.

    O pessimismo desencadeia a liberação de hormonas do stress

    É importante perceber que as duas vertentes têm efeitos drasticamente diferentes no nosso corpo físico e saúde em geral. O pessimismo activa o sistema nervoso simpático, que desencadeia a liberação de hormonas do stress e ondas de oxidação que levam ao envelhecimento rápido e a doenças. A esperança activa o sistema nervoso parassimpático e o nervo vago, que juntos produzem cascatas eletromagnéticas, hormonais e bioquímicas que criam sensações de bem-estar, optimismo, segurança e cura.

    Em última análise, o Negativismo leva à infelicidade, à amargura e à doença, em parte porque aqueles que insistem na negatividade agem de maneira a satisfazem as expectativas do pessimismo. O que significa que o Egocentrismo leva ao trágico caminho da solidão. A fé leva, em última análise, à Fonte do amor incondicional e à reconciliação entre individualidade e Unidade.

    Fluxo ou contenção?

    Acredito que todos nós bebemos da mesma Fonte e partilhamos o mesmo Espírito, que existe uma unidade que está além da individualidade, ego e mente.

    É possível que a Alma seja uma manifestação individual do Espírito e, se for esse o caso a nossa alma vive num oceano ilimitado de amor incondicional e alegria, poder e possibilidades que é a natureza da Fonte. Se tudo isto for remotamente verdade, então a alma é uma espécie de rio que liga a nossa vida individual ao amor incondicional e poder ilimitado da Fonte.

    Metaforicamente falando, se pensarmos na nossa individualidade como um lago, na Fonte como um oceano infinito, e que a nossa alma é como um rio mágico, repleto das mesmas qualidades da Fonte Oceânica – amor infinito, alegria, sabedoria, energia e vida – que estabelece a ligação entre o lago e o oceano, a maioria de nós tem uma comporta entre o lago e o rio, que limita o fluxo a um fio de água.

    De vez em quando, especialmente quando precisamos desesperadamente de ajuda, conseguimos abrir um pouco a represa, o que permite que a alma penetre no lago da nossa individualidade. Nesses momentos, bebemos do rio da alma e, de repente, conhecemos pessoas importantes que contribuem com algo essencial para as nossas vidas, ou vivenciamos eventos sincrónicos que mudam as nossas vidas para sempre.

    O problema é a barragem – o nosso Ego.

    O Ego quer que acreditemos que não existe fonte nem alma e que, se existe, não tem qualquer relevância para as nossas vidas. A represa da nossa mente Egóica consegue convencer-nos porque ela é limitadora e implacável e, para muitos de nós, intelectualmente convincente.

    Acredito que a Fonte está sempre presente, a fluir através da nossa alma, e a oferece-nos tudo o que precisamos para sermos felizes e realizados. Só depende de nós, das nossas escolhas, manter o fluxo constante ou fechar a represa.

    Feito com ♥ por Ana Paula Vieira
    Conteúdos da autoria de Ana Paula Vieira. Todos os direitos reservedos
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