Arquivo de stress - Ana Paula Vieira

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O que é ser emocionalmente inteligente?

2 semanas atrás · ·0 Comentários

O que é ser emocionalmente inteligente?

Ser emocionalmente inteligente é muito mais do que possuir um conjunto de abordagens e estratégias que servem para identificar e gerir melhor as nossas próprias emoções. Trata-se, acima de tudo, de um poder pessoal com o qual podemos adquirir de uma verdadeira consciência emocional a partir da qual podemos construir relacionamentos mais fortes e respeitosos, além de ser essencial para nos sentimos mais seguros, bem-sucedidos e felizes.

Ser emocionalmente inteligente consiste na capacidade de percepção, atenção, expressão e regulação das emoções, e compreensão e regulação das emoções,  próprias e de outros.

O que é inteligência emocional?

Certamente a maioria de nós já ouviu falar ou leu sobre Inteligência Emocional ou até já fez algum curso relacionado com o tema. Ela está presente em muitos contextos da nossa vida pessoal e social diária. Esta inteligência revela-se nas interacções com os outros, em família, com amigos, na escola ou universidade, no trabalho, ou qualquer contexto de interacção social.

As primeiras definições de inteligência referiam-se às capacidades cognitivas e intelectuais, deixando de lado as competências emocionais. O psicólogo e investigador Howard Gardner, num esforço de analisar e descrever melhor o que é a inteligência, desenvolveu, durante os anos da década de 1980, a Teoria das Inteligências Múltiplas. Numa fase inicial, Gardner (1983) identificou sete tipos de inteligência: musical, linguística, lógico-matemática, visuo-espacial, corporal-cinestésica, intrapessoal e interpessoal.  Isto levou a uma classificação da inteligência em diferentes tipos, como a lógico-matemática, linguística e emocional.

O debate em torno das inteligências pessoais de Gardner, conduziu à definição básica de Inteligência Emocional (IE). O psicólogo Salovey expandiu as aptidões pessoais a 5 domínios: a capacidade de conhecer as próprias emoções; a capacidade de lidar com essas emoções e sentimentos; a automotivação; a capacidade de reconhecer emoções nos outros; e de lidar com as emoções dos outros. Para Salovey estas eram as habilidades necessárias para se ser emocionalmente inteligente.

Uma definição de Inteligência Emocional

Apesar das pesquisas terem sido desenvolvidas por diversos investigadores, usualmente este tema é, quase que instantaneamente, relacionado com o nome do psicólogo Daniel Goleman. Para ele, Inteligência Emocional significa a capacidade de se motivar, perseverar diante das frustrações, controlar impulsos e regular o humor, e também de ser capaz de sentir empatia e confiar nos outros.

Daniel Goleman define a Inteligência Emocional como “a capacidade de reconhecer os nossos sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerirmos bem as emoções em nós e nas nossas relações.” (1)

O termo Inteligência Emocional foi cunhado por Michael Beldoch em 1964, que o utilizou em artigos científicos, muito antes de Goleman publicar o seu famoso livro “Inteligência Emocional” em 1995. Estes artigos falavam da comunicação e da sensibilidade emocional, das suas implicações e da forma como determinam a nossa personalidade e os nossos relacionamentos. Desde então, o tema avançou de forma notável, dando lugar a diferentes abordagens e críticas.

A inteligência emocional é muito mais do que um mero conjunto de abordagens e estratégias que servem para identificar e gerir melhor as próprias emoções. A implicação que esta perspectiva psicológica, social e motivacional teve no nosso dia a dia supera possíveis brechas que possam existir na teoria de Daniel Goleman.

Componentes da Inteligência Emocional

Goleman elencou cinco pilares que se referem à definição anterior, na qual foram identificados vários componentes.

Autoconhecimento emocional

Autoconhecimento emocional refere-se à capacidade de identificar, conhecer e expressar de maneira adequada e confiável os nossos próprios sentimentos e emoções, e também os seus efeitos. O primeiro passo é conhecermo-nos, analisar as nossas emoções e as acções que fazemos como resposta aos estímulos.

Devemos estar conscientes de que a Inteligência Emocional é um processo gradual e que varia de pessoa para pessoa. É essencial conhecermos bem as próprias emoções e sentimentos, e as acções que originam. Só assim poderá ter respostas adequadas, para si e para os outros.

Autocontrolo emocional

Autocontrolo emocional é a capacidade de controlar os próprios impulsos e regular as emoções.

Tenha em mente que todos nós temos momentos stressantes ou em que nos sentimos ansiosos por algum motivo. Aprender a lidar com as emoções e regulá-las, colocá-la-á na direcção certa conforme cada situação, fará toda a diferença entre o equilíbrio e a disfunção. Seja optimista, procure ver sempre o lado positivo das coisas e lembre-se que cada situação tem diversas saídas.

Automotivação

Automotivação é o que nos permite alcançar os nossos próprios objectivos, através da gestão adequada das emoções. Ao saber utilizar adequadamente as suas emoções terá mais facilidade em alcançar os seus objectivos, sem passar por cima de ninguém.

É essencial aprender a responder aos seus estímulos, para depois decidir como quer agir para atingir as suas metas. Por outro lado, temos um processo inconsciente, onde experienciamos os gatilhos emocionais a que reagimos, expressando as emoções de forma instantânea. Isto muitas vezes gera arrependimentos e desvios das nossas metas.

Consciência Social ou Empatia

Empatia é definida como a capacidade de responder adequadamente às necessidades expressas pelos outros, bem como a capacidade de partilhar esses sentimentos.

Aprender a se colocar no lugar do outro, de reconhecer as emoções dos outros e compreender os seus comportamentos, torna-nos mais sensíveis e abertos.

Relações interpessoais

Relações interpessoais neste caso, é a capacidade de nos relacionarmos eficientemente com os outros, fazendo com que se sintam bem e gerando emoções positivas.

Saber se relacionar interpessoalmente é outro ponto chave para o sucesso. Ao perceber e gerir as emoções dos outros será capaz de manter boas relações. Isso irá criar um ambiente positivo à sua volta, melhorando não só a sua qualidade de vida, mas também contagiando aqueles que estão ao seu redor.

Benefícios da Inteligência Emocional

Agora que compreendeu quais são os 5 pilares da Inteligência Emocional, já deve ter extraído alguns benefícios de ter uma IE bem desenvolvida. Todos temos desafios diários, metas e prazos para cumprir, família e filhos com quem lidar, reuniões onde participar e decisões para tomar. Estamos a ser constantemente observados e avaliados e vivemos quase sempre sob pressão. Para lidarmos com as pressões diárias, a chave é aplicar os pilares da Inteligência Emocional, o que lhe trará vários resultados positivos.

Principais benefícios

Veja alguns dos principais benefícios que obterá ao desenvolver melhor a sua Inteligência Emocional:

  •  Diminuirá os seus níveis de ansiedade e de stress;
  •  Evitará discussões e melhorará os seus relacionamentos interpessoais;
  •  Terá mais empatia pelo outro e maior compreensão;
  •  Irá obter mais equilíbrio emocional;
  •  Ganhará maior clareza dos objectivos e acções;
  •  Irá melhorar a sua capacidade de tomar decisão;
  •  Melhorará a sua gestão de tempo e produtividade;
  •  Aumentará o nível de comprometimento com as suas metas;
  •  Terá mais senso de responsabilidade e uma melhor visão do futuro;
  •  Elevará a autoestima e autoconfiança.

Conclusão

Ser emocionalmente inteligente envolve a aquisição de uma verdadeira consciência emocional com a qual podemos construir relacionamentos mais fortes e respeitosos. A IE, além de nos permitir a auto-regulação emocional, é uma chave de poder com a qual nos sentimos mais seguros, bem-sucedidos e felizes.

Uma vez que consigamos nos tornar mais conscientes das emoções, nossas e dos outros, e do papel que desempenham nas nossas acções, podemos usar essa conscientização e reflectir. Reflectir sobre o que aconteceu e sobre o que poderia ter tornado o resultado mais positivo é útil para prevenir dissabores futuros.

Os investigadores concluíram que estas competências emocionais têm enorme influência nas habilidades adaptativas e cognitivas das pessoas. Por isso, lembre-se que ponderar antes de tomar decisões trar-lhe-á diversos benefícios e prevenirá o surgimento de conflitos ou de arrependimento pelos seus actos. E, quando estiver sob pressão, o mais importante é procurar manter a calma. Encontre uma distracção, faça uma actividade prazerosa e canalize a sua ansiedade de forma positiva.

Se gostou do tema e/ou do artigo, por favor deixe o seu comentário ou envie um e-mail. Adoraria saber a sua opinião.

 

Refeências Bibliográficas:

Daniel Goleman, Trabalhar com Inteligência Emocional (Lisboa: Círculo de Leitores e Temas e Debates, 1998, 5ª edição, 2012.

Viver em expansão ou em contenção?

2 anos atrás · ·4 comentários

Viver em expansão ou em contenção?

Actualmente, muitos falam sobre evolução espiritual e orgulham-se em se afirmarem como seres humanos evoluídos espiritualmente. Outros perguntam-se o que significa “evolução espiritual”. Na verdade, eu própria costumava colocava-me frequentemente essa questão (e às vezes ainda coloco). Arrisco-me a partilhar convosco algumas das minhas ideias após muita reflexão e introspecção: Evolução espiritual significa calar a mente de modo a não sentirmos, pensarmos e agirmos negativamente e, em vez disso, sentirmos, pensarmos e agirmos com fé, amor e compaixão. Isso permite-nos viver em expansão em vez de contenção.

As duas emoções primordiais são o amor e o medo e uma opõe-se à outra.

A Negatividade é essencialmente medo e, normalmente, o pessimismo funciona como um programa de computador do subconsciente, de cuja presença (e do seu poder sobre nós) não temos realmente consciência.

A Negatividade actua em nós sob a forma da auto-sabotagem e é a razão pela qual poucas pessoas vivem os seus sonhos. Ela manifesta-se como a máscara da prudência dizendo-nos para protegermos o nosso coração e as nossas ambições, porque se nos abrirmos ao amor, ou procurarmos alcançar os nossos sonhos, iremos fracassar, e esse fracasso será devastador.

O ladrão de sonhos não se limita a sabotar as nossas ambições inatas.

Portanto, jogamos pelo seguro e, para a maioria de nós, isso significa focar-se apenas na acumulação material e na individualidade, no ter em vez do ser, o que realmente significa abdicar do amor e desperdiçar a vida com objectivos menores.

Este ladrão de sonhos não se limita a sabotar as nossas ambições inatas. Também afecta o grau em que estamos dispostos a amar, que é o maior e pior risco de todos. Quanto mais forte for a racionalidade na sua vida, mais retém o seu coração e mais os seus relacionamentos são definidos pela autoprotecção e pelo medo. Compreensivelmente, a autoprotecção tende a deixar-nos isolados, com medo e com raiva, porque ela quase garante que não cumpriremos os nossos desejos mais profundos, nem experienciaremos o tipo de amor pelo qual ansiamos.

O antídoto para os medos autocriados

A confiança baseia-se na crença (na verdade, na convicção crescente) de que somos divinamente amados, guiados e protegidos – a Fonte ou Universo – e que somos constantemente auxiliados nos nossos esforços para alcançar a felicidade, satisfação e amor. é termos o sentimento de que somos capazes de nos adaptar às mudanças nas circunstâncias, e sim, teremos que aprender novas formas de fazer as coisas no processo de criar e perseguir os nossos sonhos, mas que seremos bem-sucedidos, porque somos apoiados pelo Universo – Deus.

A fé diz-nos que qualquer que seja o desafio que enfrentemos, existe sempre uma solução, e que algures se abrirá uma porta, por trás da qual estará a resposta. A nossa função é manter as portas abertas. O preço da fé é simples: devemos entregar-nos de coração, e esforçar-nos com sinceridade, em tudo o que fazemos, acreditando sempre que no final triunfaremos.

O optimismo nasce do alinhamento com os desejas da alma

O optimismo baseia-se no conhecimento de que os nossos objectivos, ambições e sonhos são inerentemente bons e que, em última análise, podem ser alinhados com um bem maior, desde que os persigamos de coração aberto.

A nossa alma deseja que compreendamos que podemos querer conquistar algo para nós mesmos – alcançar o sucesso profissional, por exemplo – mas, à medida que evoluirmos, cresceremos naturalmente em direcção a uma ambição ainda maior, que é colocar o nosso sucesso ao serviço dos outros. Ou seja, o sucesso pessoal só tem sentido se servir um bem maior. A fé é como uma árvore que plantamos. Começamos por nos preocuparmos com nós mesmos, mas à medida que crescemos, os seus ramos abrem-se cada vez mais, desejando que o sonho da paz pessoal leve à paz mundial.

O sucesso que não serve um bem maior, é mera satisfação do Ego.

Fundamentalmente, quem vive em função dos desejos egóicos, acredita que o Universo é hostil e que, portanto, deve se proteger com a falsa segurança do dinheiro, da fama e do poder. Infelizmente, isso leva inevitavelmente à ganância e ao egoísmo, porque a riqueza, por maior que seja, não nos pode fazer sentir seguros o suficiente ou felizes nos nossos corações. E, por maiores que sejam as riquezas acumuladas, acabam por ter pouco significado quando, no final da vida, se acorda para a realidade triste, solitária e sombria.

Inversamente, quem tem fé, acredita que o Universo – a Fonte do amor incondicional – é o provedor  supremo de todas as nossas necessidades, tanto temporais quanto espirituais. Na prática, acredita-se que ninguém obtém sucesso a menos que viva ou actue de acordo com os desejos do seu coração, isto é, com fé. Quanto maior a fé, maior o sucesso e, em última análise, maior a realização, plenitude e reunião com o amor.

O pessimismo desencadeia a liberação de hormonas do stress

É importante perceber que as duas vertentes têm efeitos drasticamente diferentes no nosso corpo físico e saúde em geral. O pessimismo activa o sistema nervoso simpático, que desencadeia a liberação de hormonas do stress e ondas de oxidação que levam ao  envelhecimento rápido e a doenças. A esperança activa o sistema nervoso parassimpático e o nervo vago, que juntos produzem cascatas eletromagnéticas, hormonais e bioquímicas que criam sensações de bem-estar, optimismo, segurança e cura.

Em última análise, o Negativismo leva à infelicidade, à amargura e à doença, em parte porque aqueles que insistem na negatividade agem de maneira a satisfazem as expectativas do pessimismo. O que significa que o Egocentrismo leva ao trágico caminho da solidão. A fé leva, em última análise, à Fonte do amor incondicional e à reconciliação entre individualidade e Unidade.

Fluxo ou contenção?

Acredito que todos nós bebemos da mesma Fonte e partilhamos o mesmo Espírito, que existe uma unidade que está além da individualidade, ego e mente.

É possível que a Alma seja uma manifestação individual do Espírito e, se for esse  o caso a nossa alma vive num oceano ilimitado de amor incondicional e alegria, poder e possibilidades que é a natureza da Fonte. Se tudo isto for remotamente verdade, então a alma é uma espécie de rio que liga a nossa vida individual ao amor incondicional e poder ilimitado da Fonte.

Metaforicamente falando, se pensarmos na nossa individualidade como um lago, na Fonte como um oceano infinito,  e que a nossa alma é como um rio mágico, repleto das mesmas qualidades da Fonte Oceânica – amor infinito, alegria, sabedoria, energia e vida – que estabelece a ligação entre o lago e o oceano, a maioria de nós tem uma comporta entre o lago e o rio, que limita o fluxo a um fio de água.

De vez em quando, especialmente quando precisamos desesperadamente de ajuda, conseguimos abrir um pouco a represa, o que permite que a alma penetre no lago da nossa individualidade. Nesses momentos, bebemos do rio da alma e, de repente, conhecemos pessoas importantes que contribuem com algo essencial para as nossas vidas, ou vivenciamos eventos sincrónicos que mudam as nossas vidas para sempre.

O problema é a barragem – o nosso Ego.

O Ego quer que acreditemos que não existe fonte nem alma e que, se existe, não tem qualquer relevância para as nossas vidas. A represa da nossa mente Egóica consegue convencer-nos porque ela é limitadora e implacável e, para muitos de nós, intelectualmente convincente.

Acredito que a Fonte está sempre presente, a fluir através da nossa alma, e a oferece-nos tudo o que precisamos para sermos felizes e realizados. Só depende de nós, das nossas escolhas, manter o fluxo constante ou fechar a represa.

Massagem Facial e Craniana

5 anos atrás · ·0 Comentários

Massagem Facial e Craniana

A Reflexologia Facial é utilizada com vista à desaceleração do processo de envelhecimento da pele e para conseguir uma pele com aparência mais jovem e mais saudável. As nossas emoções fazem com que acabemos por mudar as expressões faciais, e isso faz com que esses pontos sofram tensões.

O fundamento da reflexologia facial é estimular as terminações nervosas, desencadeando reações físico-químicas em células nervosas e neurónios que fazem a condução elétrica até ao cérebro.

A reflexologia facial, é muito utilizada para alívio do stress, enxaquecas, congestão nasal e activa os pontos necessários para combater a depressão e a ansiedade e, assim, eliminar o ar cansado.

A Massagem Craniana baseia-se na medicina tradicional chinesa, e consiste no estímulo de pontos específicos da face, crânio e pescoço. Quando se aperta um ponto, o sangue ali presente fica ao redor do mesmo, e quando é solto acaba fazendo com que o sangue flua normalmente. Através de movimentos com os dedos no couro cabeludo que proporcionam relaxamento e bem-estar, alívio do stress, redução da ansiedade, eliminação de insónias e melhoria da qualidade do sono, bem como eliminação de dores de cabeça. Ajuda a desbloquear tensão e dores no pescoço, ombros e rosto. A sensação de maxilares rígidos e contraídos desaparece, bem como a sensação de dormência dos membros quando provocada pela compressão dos nervos cervicais.

Para além de tratar, o objectivo é prevenir doenças e avaliar o estado de saúde global, por exemplo, identificando nódulos cujas diferentes configurações podem, ser associadas a diferentes tipos de desequilíbrios.

Feito com ♥ por Ana Paula Vieira
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