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Que é feito do espírito de Natal?

8 meses atrás · · 2 comentários

Que é feito do espírito de Natal?

Por onde anda o Espírito do Natal?

Quando era criança, o Natal era um período mágico, de harmonia, solidariedade e compaixão. Sim, também colocávamos o sapatinho na lareira e, no dia de Natal de manhã, íamos a correr ver o que o Menino Jesus nos tinha trazido. Mas havia algo muito mais transcendente.

Actualmente, emersos no consumismo, sinto que o verdadeiro espírito de Natal se perdeu. É certo que continuam a haver campanhas de solidariedade em prol dos mais carenciados. Os apelos à boa vontade e à generosidade proliferam nos mais diversos sectores da sociedade. Mas não é a mesma coisa!

No Natal da minha infância, esqueciam-se desavenças, as famílias reuniam-se e partilhavam a alegria e as emoções que a celebração do nascimento de Jesus reacendia em todos os corações. Inspirados pela figura de Jesus, a personificação do amor incondicional, da generosidade e da bondade, vivia-se o verdadeiro sentido do Natal, com humildade e fraternidade.

As crianças aprendiam que Natal significava Paz e amor entre os homens de boa vontade. O ritual de Acção de Graças, durante o almoço de Natal, era uma solenidade que até as crianças tinham de reverenciar. Numa prece improvisada, expressava-se gratidão por todas as nossas bênçãos, pedia-se Paz na Terra e nos corações da humanidade, protecção para os indefesos, abundância para os famintos e saúde para os enfermos.

Enviávamos e recebíamos cartões de Boas Festas, repletos de mensagens de amor e esperança. Agora, na era da Globalização e das Tecnologias de Informação, enviam-se SMS ou colocam-se Posts nas redes sociais, porque é mais fácil. Com as correrias das compras e a lufa-lufa da vida, não há tempo a perder e, assim, ninguém se sente excluído!

Então, e as crianças?

Quem lhes explica o verdadeiro sentido do Natal e o significado dessa Paz nos corações humanos? Como podem experimentar a serenidade e tranquilidade interiores decorrentes das vivências natalícias. Quem lhes vai ensinar o que é bondade, compaixão e empatia pelo que o outro vive. Quem lhes vai falar do amor e da generosidade, que influenciam de modo muito especial o sentido da vida e a ética pessoal, determinantes do desenvolvimento individual.

Até quando vamos continuar a matar o Natal?

Se continuarmos obcecados com o Ter ignorando o Ser, o que acontecerá à magia do Natal? O que será das crianças no futuro se continuarmos a sonegar-lhes o que nutre verdadeiramente o espírito e molda o carácter? Se não plantarmos as sementes dos valores como o amor, a compaixão, a fraternidade e a solidariedade, nas crianças de hoje, como poderão elas ser adultos compassivos e bondosos no futuro? Como poderão viver o Natal como uma época de solidariedade, fraternidade, alegria, amor, proximidade e convívio com a família e os amigos?

Actualmente as crianças  sofrem muito com a ausência dos pais, os quais nem se dão conta disso, pois estão tão focados nas suas carreiras e nos seus afazeres. Os horários demasiado sobrecarregados   não lhes permitem dedicar tempo de qualidade aos seus rebentos, para os escutarem, para os conhecerem, para lhes ensinarem as coisas que nunca irão aprender na escola, como os valores e virtudes que lhes moldarão as forças de carácter.

O meu desejo mais profundo neste Natal é que, à semelhança de antigamente, estejamos mais em família, sejamos mais amor, mais compaixão e mais solidariedade. Que nos demos de presente, sem reservas e sem egoísmo. Sejamos mais coração e menos ego, o mundo precisa de nós.

O Processo do Luto

1 ano atrás · · 0 Comentários

O Processo do Luto


O luto é uma reacção a uma perda significativa. É um processo natural e o meio de recuperação emocional à dor da perda.

Tipos de perda

Esta reacção ocorre quando experienciamos um sofrimento profundo causado por certos tipos de perdas, tais como:

  • A morte de um ente querido ou alguém muito significativo;
  • O fim de um relacionamento;
  • O sofrimento de alguém que nos é próximo e que está a experienciar uma doença crónica ou terminal;
  • A perda de factores importantes na vida como a segurança económica ou um emprego de que gostávamos;
  • A morte de um animal de estimação;
  • Uma mudança negativa no que diz respeito à saúde ou funcionamento físico e psíquico.

Quando se está a passar por um luto é normal sentir-se:

  • Como se  estivesse a ficar “louco”;
  • Incapaz de se concentrar/esquecimento frequente;
  • Zangado e/ou reactivo às coisas;
  • Com a percepção de ficar mais sensível aos acontecimentos;
  • Alterações de humor;
  • Como se estivesses “anestesiado”;
  • Depressivo;
  • Ambivalente;
  • Incompreendido e frustrado;
  • Ansioso, nervoso e com medo;
  • Falta de energia;
  • Como se quisesse “fugir para bem longe”;
  • Culpa e remorso por coisas que não disse ou não fez.

É igualmente possível que tenha algumas “alucinações” – pode  começar a achar que as outras pessoas se parecerem com a pessoa que perdeu, porque quer muito tê-la presente.

Estes sentimentos protegem-nos temporariamente da realidade da perda. Servem de “absorventes do choque psicológico” até que esteja pronto para tolerar o que não quer aceitar.

Fases do processo de Luto

São 5 as fases do processo de Luto:

  1. Choque da perda;
  2. Negação da perda;
  3. Tristeza profunda;
  4. Aceitação da perda;
  5. Superação/conformação

Estas fases não são experienciadas de igual modo por todas as pessoas e também variam consoante o tipo de perda. A duração de cada uma delas é igualmente variável, podendo mesmo “navegar” entre duas delas.

Se achar que isto lhe aconteceu ou está a acontecer, é sempre possível mobilizar recursos no exterior, como procurar ajuda dos amigos, familiares ou de técnicos especializados como os psicólogos especializados em luto, conselheiros ou terapeutas de luto, e grupos de ajuda.

Dicas úteis para a elaboração do processo de luto

Eis algumas práticas que podem ser úteis na elaboração de um processo de luto:

  • Falar com família e amigos;
  • Fazer exercício;
  • Procurar ajuda psicoterapêutica;
  • Participar em grupos de apoio, religiosos ou não;
  • Ler livros sobre o assunto;
  • Manter a esperança;
  • Participar em actividades sociais;
  • Ter uma alimentação cuidada;
  • Descansar e relaxar;
  • Ouvir música.

Esta lista poderá ajudá-lo(a) a ter uma ideia mais clara de como “gerir” o que está a sentir. No entanto, cada um de nós tem o seu estilo próprio e único de lidar com a dor, por isso poderá ser útil fazer a sua própria lista, mais adaptada às suas necessidades. Falar com amigos que tenham passado por um luto há pouco tempo, também poderá ajudar a encontrar novos caminhos para lidar com o seu luto. Apesar de, no limite, ter de ser cada pessoa a perceber e sentir o que melhor se adequa a si e ao seu luto.

Como lidar com sentimentos de perda

Um dos caminhos para perceber melhor o seu estilo próprio de lidar com situações de grande sofrimento e perda, pode passar por recordar como lidou com outras situações dolorosas no passado. Tentar reflectir sobre o que sentiu como mais útil e adequado para lidar com essas situações. No entanto é importante ter em atenção que, por exemplo, falar com amigos ou escrever o que está a sentir, podem ser estratégias muito úteis e libertadoras, mas outras como o isolamento ou o abuso de substâncias podem ser muito destrutivas e impedi-lo de fazer o luto. Nunca se esqueça que demora muito tempo a “cicatrizar” a dor e sem dúvida que haverá dias melhores que outros.

Muitas vezes, pode achar que os amigos e a família não lhe podem fornecer o nível ou o tipo de apoio que precisa no seu processo de luto. Essas pessoas podem,  elas próprias, estar a vivenciar um luto, ou pode sentir que não têm distanciamento suficiente face a si e ao processo ou podem transportar certos “mitos sociais” em relação à perda e ao luto. Nestes e noutros casos, um terapeuta pode ajudá-lo a compreender melhor o seu luto fornecendo-lhe a informação e o apoio necessários. Pode ainda dispor de um lugar seguro onde possa viver a sua dor inteira e naturalmente, ajudando-o(a) a seguir em frente e a encontrar um significado continuado na vida.

Dicas para apoiar a pessoa em luto

Eis algumas dicas importantes para apoiar convenientemente uma pessoa em luto:

  • Ser um bom ouvinte;
  • Estar presente;
  • Perguntar sobre a sua perda;
  • Fazer-lhes telefonemas;
  • Deixá-los sentirem-se tristes;
  • Não minimizar a sua perda;
  • Fazer perguntas sobre o que estão a sentir;
  • Partilhar os teus sentimentos;
  • Relembrar a perda;
  • Ter consciência e conhecimento da dor;
  • Estar disponível sempre que puder;
  • Falar das suas próprias perdas.

O luto é uma das experiências mais dolorosas e intensas que qualquer ser humano pode vivenciar e testemunhar. No entanto, quanto mais conscientes estivermos da intensidade e individualidade com que cada um vive este processo, mais facilmente o conseguiremos experienciar, tendo sempre em conta que a dor é inevitável.

Quando está a vivenciar um luto, é natural que a pessoa se sinta frequentemente sozinha e isolada, já que pouco depois da perda as redes e apoios sociais parecem diminuir. Quando o choque da perda desvanece, há uma tendência para as pessoas se sentirem mais tristes e se isolarem.

Também é natural que alguns amigos bem-intencionados possam tentar evitar discutir o assunto devido ao seu próprio desconforto relativamente ao luto, ou devido a terem medo de fazer com que as pessoas se sintam pior. Podem não saber o que fazer nem o que dizer.

Neste sentido é importante perceber que as pessoas em luto, muitas vezes flutuam entre querer estar sozinhas e querer a companhia dos outros. Tendo consciência desta ambivalência, pode tentar perceber se a pessoa quer sentir-se mais “próxima” ou mais “distante”, e mostrar que está sempre disponível para o que precisarem. Mostre assim o seu interesse e a sua sensibilidade, o que pode ser muito tranquilizante para quem está a vivenciar um luto. Mesmo que se sinta constrangido e nervoso por estar com alguém em luto, isso é melhor do que não estar sequer presente.

Terapias Energéticas para cura do corpo e da alma

Feito com ♥ por Krystel Leal e Ana Paula Vieira
Conteúdos da autoria de Ana Paula Vieira. Todos os direitos reservedos
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