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    O que é autoconhecimento Emocional

    3 meses atrás · · 0 Comentários

    O que é autoconhecimento Emocional

    O autoconhecimento emocional diz respeito à autoconsciência de si e dos seus pensamentos. À capacidade de reconhecer as suas próprias emoções, atitudes e sentimentos quando estes ocorrem.

    O autodomínio é uma virtude fundamental

    Sem autoconhecimento, não temos domínio sobre nós mesmos. Sobretudo, temos dificuldade em sentir empatia e em estabelecer conexão com os outros.

    O filósofo chinês Lao Tsé já dizia há milhares de anos: “Aquele que conhece os outros é avisado, o homem que se conhece a si próprio é sábio”. Ou seja, para ter autodomínio é fundamental ter capacidade para identificar o que sente, reconhecer as suas forças e limitações e confiar nas suas capacidades e no seu valor próprio. O autodomínio é o que na linguagem popular se designa por maturidade e o cristianismo eleva ao lugar de virtude fundamental, a temperança.

    Por tudo o que tenho aprendido e investigado sobre emoções, estou convencida de que o ponto de partida para o verdadeiro autoconhecimento é o nosso universo emocional. Contudo, a maioria de nós apenas tem um vago conhecimento desse seu universo. Consequentemente, o conhecimento de si mesmo fica-se apenas pelo limiar do que poderia e deveria ser.

    O Autoconhecimento começa no interior

    A autoconsciência consiste em estar atento às nossas identidades. Às experiências vividas e como elas se relacionam com as de outras pessoas à nossa volta. Ainda nos falta trilhar um longo caminho (eu incluída) até conseguirmos conhecer as nossas emoções com precisão. Ou seja, precisamos de fazer esse investimento em nós mesmos, para nosso bem e de todos à nossa volta.

    Sei que não é fácil, mas existem algumas opções simples para começar.

    Como praticar activamente o autoconhecimento

    Neste tópico vou abordar algumas dicas para promover intencionalmente o autoconhecimento emocional.

    1. Reconexão. A reconexão deve ser sempre o ponto de partida porque aumenta a nossa atenção. Refugie-se por algum tempo, longe de distrações físicas, sonoras, digitais, etc. e preste atenção ao seu mundo interior. Depois disso, observe. O que está a sentir, o que diz a si mesma? Anote o que observa.
    2. Prática de Meditação Mindfulness. A atenção plena é a chave para a autoconsciência. A prática da atenção plena, consite em focar a atenção em algo específico – pode ser a respiração, os pensamentos através dos cinco sentidos.
    3. Prática da escuta empática. Ouvir não é o mesmo que escutar. Escutar é estar presente e prestar atenção às emoções e à linguagem verbal e não verbal das outras pessoas. Acima de tudo, quando se tornar uma boa ouvinte, também ouvirá melhor a sua própria voz interior e tornar-se-á a melhor amiga de si mesma.
    4. Manter um diário. Escrever ajuda-nos, não só a processar os nossos pensamentos, mas também faz-nos sentir conectados e em paz connosco mesmos. Além disso, há evidência ciêntifica abundante de que escrever as coisas pelas quais somos gratos, ou até coisas com as quais nos debatemos, ajuda a aumentar a felicidade e a satisfação.

    Experimente – dedique uma hora no fim de semana a praticar estas dicas. Poderá se surpreender com o que descobre!

    10 questões às quais precisa de responder se deseja conhecer-se melhor emocionalmente

    Assim, para terminar, deixo-lhe um pouco de auto-coaching para explorar um pouco mais o seu mundo interno. Por exemplo, passe algum tempo consigo mesma todos os dias. Por exemplo, escreva, medite e conecte-se consigo mesma – no início da manhã ou meia hora antes de dormir.

    1. Quem sou eu em essência?
    2. Quais são os meus sentimentos, emoções, medos e motivações?
    3. Do que gosto e não gosto?
    4. Com quem me identifico?
    5. Qual a frase que melhor me define?
    6. Quais os meus maiores receios?
    7. Quais são os meus maiores sonhos?
    8. O que me faz sentir-se pleno e realizada/o?
    9. Quais os meus pontos fortes e pontos de melhoria?
    10. Do que me posso orgulhar?

    Portanto, o processo de autoconhecimento é fundamental para não permanecermos em piloto automático. Em primeiro lugar, a partir do momento em que comece a reflectir sobre os seus valores e crenças poderá descobrir o que levou a agir de determinada maneira. Depois, a partir dessas descobertas, é possível modificar-se padrões de comportamento.

    Em conclusão, ser autoconsciente é crucial, sobre todos os aspectos, para se estar ciente dos pensamentos e emoções que se está a sentir em cada momento, para agir em vez de reagir. A autoconsciência promove a resiliência!

    Se gostou do artigo, deixe o seu comentário abaixo. Eu adoraria saber de que forma este artigo contribuiu para se conhecer melhor. Além disso, gosto de saber se o que escrevo vai de encontro às necessidades de quem lê.

    Por fim, se sentir que esta informação pode ser útil para alguém que conheça, por favor partilhe. Acima de tudo, acredito que o conhecimento só é útil quando utilizado.

     

    O que é autoconsciência e porque é importante

    10 meses atrás · · 0 Comentários

    O que é autoconsciência e porque é importante

    O interesse pelo tema da auto-conscientização remonta à Grécia antiga. Está expresso no famoso aforismo “conhece a ti mesmo”, uma das máximas de Delfos inscrita no pronau (pátio) do Templo de Apolo. No último século, a psicologia ocidental voltou a interessar-se pelo tema da autoconsciência. Este tem sido extensivamente estudado por filósofos e psicólogos.

    Neste artigo, irei abordar o que é a autoconsciência, em que medida ela pode ser benéfica numa sessão de terapia, por que é difícil alcançá-la e como é possível cultivá-la.

    Definição de auto-conscientização

    Enquanto a conscientização é saber o que está a acontecer à nossa volta, a autoconsciência é saber o que estamos a vivenciar. Ou seja, a autoconsciência é uma consciência do self, sendo o eu o que torna a identidade única. Esses aspectos únicos incluem pensamentos, experiências e habilidades.

    Os psicólogos Shelley Duval e Robert Wicklund desenvolveram a teoria da autoconsciência em 1972. Segundo eles:

    “Quando focamos a nossa atenção em nós mesmos, avaliamos e comparamos o nosso comportamento actual com os nossos padrões e valores internos. Nós tornamo-nos autoconscientes e avaliadores objectivos de nós mesmos”.

    Em essência, eles consideram a autoconsciência um importante mecanismo de auto-rgulação. A autoconsciência é a capacidade de saber o que estamos a fazer, quando estamos a fazê-lo e entender por que o estamos a fazer.

    O psicólogo Daniel Goleman, no seu best-seller “Inteligência Emocional”, propôs uma definição de autoconsciência: “conhecer os estados internos, preferências, recursos e intuições”.

    Essa definição coloca mais ênfase na capacidade de monitorizar o nosso mundo interior. Na observação dos nossos pensamentos e emoções à medida que surgem.

    Para que nos serve a autoconsciência?

    A autoconsciência é a base para a inteligência emocional, a auto-regulação e a maturidade emocional.

    A capacidade de monitorizar as emoções e os pensamentos a cada momento é fundamental para nos compreendermos melhor. Só assim podemos estar em paz com quem somos e gerir proactivamente os nossos pensamentos, emoções e comportamentos.

    É importante reconhecer que a autoconsciência não se limita ao que percebemos sobre nós mesmos. Mas também sobre como percebemos e monitoramos o nosso mundo interior.

    A autoconsciência vai muito além do acumular de conhecimento sobre nós mesmos. Trata-se, sobretudo, de prestar atenção ao nosso estado interior com mente de principiante e de coração aberto.

    À medida que percebemos o que está a acontecer dentro de nós, podemos reconhecê-lo e aceitá-lo. Integrar isso como parte integrante do ser humano. Em vez de nos incomodarmos com isso, desenvolvemos agilidade emocional.

    A autoconsciência é importante?

    Segundo Daniel Goleman, a autoconsciência é a pedra basilar da inteligência emocional.

    Em primeiro lugar, as pessoas autoconscientes tendem a agir conscientemente (em vez de reagir passivamente). Em segundo lugar, tendem a ter boa saúde psicológica e a ter uma visão positiva da vida. Por último, também têm uma maior profundidade de experiência de vida e são mais propensas a ser compassivas.

    Um estudo desenvolvido por Sutton (2016) sobre os benefícios da autoconsciência apresentou resultados interessantes. Ele concluiu que aspectos da autoconsciência como a auto-reflexão, introspecção e atenção plena podem levar a benefícios como mais receptividade e conexão. Já aspectos como a ruminação e a desconexão podem causar sobrecargas emocionais.

    Por que é difícil ser auto-consciente?

    A resposta mais óbvia é que na maioria das vezes simplesmente não nos observamos. Ou seja, não prestamos atenção ao que está a acontecer dentro de nós ou à nossa volta. Outra razão é porque a autoconsciência é uma habilidade e, como qualquer habilidade, precisa de ser aprendida.

    Toda a aprendizagem passa por vários estágios primários, sendo um deles a incompetência inconsciente. Devido ao desconforto que essa incompetência nos traz, muitas vezes evitamos aprender coisas novas. Aprender a autoconsciência requer o mesmo desconforto.

    Como tal, a maioria das pessoas passa a vida sem desenvolver a autoconsciência.

    Somos enganados pelo nosso viés cognitivo

    Os psicólogos Matthew Killingsworth e Daniel T. Gilbert descobriram que nós operamos, quase metade do tempo, em “piloto automático”. Ou seja, não temos consciência do que estamos a fazer ou de como nos sentimos, quando a nossa mente vagueia e não esteja no aqui e agora.

    Além do desvario mental, o viés cognitivo também afecta a nossa capacidade de compreensão precisa de nós mesmos. Tendemos a acreditar nos juízos e crenças que apoiam a ideia do nosso eu que já construímos.

    Daniel Kahneman, autor do best-seller Pensar, Depressa e Devagar, mostra que apesar da nossa confiança no nosso autoconhecimento, geralmente estamos errados.

    Como se pode constatar, não somos tão conscientes quanto poderíamos pensar. E, se não somos conscientes, somos inconscientes.

    Como desenvolver a autoconsciência?

    A autoconsciência é uma habilidade fundamental e essencial para qualquer pessoa interessada no desenvolvimento pessoal autêntico.

    A chave para desenvolver a autoconsciência é a mesma de qualquer outra habilidade: é necessário método e orientação corretos combinados com a prática consistente.

    Felizmente, há muitas actividades para aumentar a autoconsciência. Existem muitos exercícios destinados a aumentar a nossa sensibilidade em relação ao que está a acontecer dentro de nós e à nossa volta.

    Como aprofundar a autoconsciência?

    A maioria das tentativas para desenvolver autoconsciência fracassa porque visam apenas o neocórtex (pensamentos, crenças, preconceitos). A nossa mente é extremamente hábil a armazenar informação. Ela regista como reagimos a um determinado evento e cria modelos da nossa vida emocional.

    Essas informações acabam por condicionar a nossa mente a responder de uma certa maneira. Ela cria um modelo de resposta à medida que nos deparamos com eventos semelhantes no futuro.

    A autoconsciência permite-nos estar conscientes desse condicionamento e dos preconceitos da mente. Esse pode ser o ponto de partida para os libertar.

    Conclusão

    O objectivo é tornarmo-nos mais conscientes do que impulsiona o nosso comportamento. Assim, precisamos de aumentar a sensibilidade às nossas emoções e instintos e explorar os nossos pensamentos, crenças e preconceitos com mais eficácia.

    Em suma, ser autoconsciente é crucial, sobre todos os aspectos. Para estarmos cientes dos pensamentos e emoções que estamos a sentir em cada momento e agirmos em vez de reagirmos.

    Agilidade emocional – o caminho da serenidade

    2 anos atrás · · 0 Comentários

    Agilidade emocional – o caminho da serenidade

    A forma como elaboramos as nossas construções internas (os nossos pensamentos, sentimentos e narrativas), segundo a Dr.ª Susan David, é determinante para a qualidade da nossa vida. No seu livro “Agilidade Emocional” Susan David, uma renomada psicóloga especialista em emoções, felicidade e realização, refere que mais de vinte anos de pesquisa demonstraram que as pessoas emocionalmente ágeis, não são imunes ao stress e aos desaires. O que as diferencia é a sua capacidade de desenvolver espírito crítico sobre os seus sentimentos em relação às situações, e de usar esse conhecimento para se adaptar, alinhar os seus valores e acções, e fazer mudanças que as estimulam a prosseguir. Por outras palavras, a agilidade emocional é o caminho para a serenidade.

    A imagem que criamos de nós mesmos, guia as nossas acções

    O modo como percebemos o nosso eu interior é um factor predecessor dos sucessos ou insucessos em que incorremos e da maneira como vivemos. A imagem que criamos de nós mesmos, guia as nossas acções, carreiras, relacionamentos, saúde e felicidade. Se criarmos uma auto-imagem negativa estaremos a enfraquecer o nosso potencial e a comprometer o nosso sucesso. Todavia, possuímos estruturas evolutivas que nos permitem fazer as adaptações necessárias à transformação a fim de alcançarmos o sucesso e a felicidade que almejamos.

    A agilidade emocional permite-nos identificar e penetrar crenças do passado que nos impedem de efectuar mudanças e perseveramos na persecução dos nossos objectivos. Ao abrimos a porta da transformação desenvolvemos espírito crítico para discernir o que já não nos serve, coragem e flexibilidade para nos adaptarmos à nova realidade e manifestar o melhor que há em nós.

    Uma semente só pode crescer a partir de um solo fértil, limpo de ervas daninhas, que receba água e luz solar. Da mesma forma, podemos eliminar crenças que interiorizámos no passado e que não nos servem, e permitir que novas experiências e pensamentos nos modelem.

    Ao longo da vida, somos confrontados com mudanças constantes.

    Ao longo das nossas vidas, somos confrontados com mudanças constantes, às quais temos de nos adaptar. Os nossos rostos e os nossos corpos vão mudando à medida que crescemos e envelhecemos, as nossas situações financeiras vão mudando à medida que passamos de estudantes para adultos ‘responsáveis’, alguns constituem família e têm filhos e aprendem a colocar outra vida humana à frente da sua. Para abraçarmos essas mudanças, as valorizarmos e desfrutamos delas ao máximo, precisamos de ser capazes de nos adaptar.

    É essencial que sejamos capazes de derrubar velhas crenças e padrões de pensamento antigos, e desenvolver uma mentalidade que nos inspire crescimento e adaptabilidade. As experiências pelas quais passamos ao longo das nossas vidas são muito diversas e seria absurdo esperar que as mesmas regras ou acções fossem aplicáveis a toda a multiplicidade de circunstâncias. Assim, é essencial que sejamos emocionalmente flexíveis para podermos abraçar positivamente as mudanças e experimentar emoções positivas em relação a essas mudanças. Precisamos de ser capazes de mudar a nossa mentalidade para nos adaptarmos a novas situações.

    A mudança causa desconforto emocional

    A mudança é algo que causa desconforto emocional e, embora algumas pessoas referiram que a receiam devido às suas implicações ambientais e existenciais, o mais provável é temerem não gostar da nova pessoa em que se podem tornar. Todavia, ao longo da vida somos confrontados com eventos significativos e inevitáveis, como a morte e as perdas, fazendo com que tenhamos de enfrentar essas mudanças. Nesses momentos, embora possamos, por vezes, resistir por algum tempo, somos forçados a mudar e a enfrentar essas inevitabilidades. Estamos em constante evolução, portanto, é essencial usarmos a nossa agilidade emocional para facilitarmos a transição saudável de um estado para outro.

    A Agilidade emocional é a capacidade de estar em contacto, de forma saudável, com os nossos pensamentos, emoções e experiências, incluindo as inquietações e preocupações. Se formos capazes de fazer isto, podemos então agir em concordância com a forma como queremos viver e estar no mundo. O ponto fulcral é aprendermos com todas as nossas emoções, incluindo as mais incómodas e desafiantes.

    A agilidade emocional não é uma capacidade inata

    A agilidade emocional não é uma qualidade ou capacidade inata, mas pode ser desenvolvida e fortalecida através da prática. O caminho para a agilidade emocional começa com a atenção ao que está a acontecer dentro de si mesmo. O ponto de partida é a observação dos próprios pensamentos, sentimentos e emoções, como se se tratasse de outra pessoa, sem julgar ou criticar o que está a ser observando. Só assim podemos avaliar correctamente as nossas emoções e, sem lutar com elas, compreendê-las e identificá-las, ou seja, classifica-las com precisão. Em vez de dizer “estou stressado”, se procurarmos compreender o que sentimos verdadeiramente podemos perceber que afinal o que sentimos é frustração ou tristeza.

    Ao identificarmos as nossas emoções de forma mais precisa e adequada, especialmente as emoções incómodas, podemos fazer escolhas intencionais e congruentes com o que estamos realmente a sentir. E, assim, aprender a trilhar o caminho da serenidade!

    Meditação

    3 anos atrás · · 0 Comentários

    Meditação

    Quem pratica meditação regularmente, conhece bem os seus benefícios.

    São diversas as motivações que levam as pessoas a querer meditar, todavia, meditar nada tem a ver com esvaziar a mente. Os benefícios da meditação geralmente mais enumerados por quem a pratica diariamente ou com regularidade são: obter tranquilidade interior, redescobrir-se, silenciar a mente inquieta, mais autoconhecimento, mais clareza, melhorar a conexão e estar mais presente.

    Contudo, para muitos, esta ainda é uma prática desconhecida ou não faz parte das suas rotinas diárias. Se faz parte desse grupo que ainda não pratica meditação, tem agora a oportunidade de, de uma forma suave e simples, se iniciar nesta prática!

    Meditar é um exercício de foco e concentração, que promove o relaxamento físico e equilibra o corpo emocional, espiritual e mental. E, por espiritual, não me refiro a aspectos relacionados com religiosidade, mas tão somente, ao acesso ao eu superior ou supraconsciência.

    Qualquer que seja o motivo para querer iniciar esta prática, pode ser desencorajador não saber como começar e como se manter motivado.

    Algumas linhas de meditação usam mantras como meio de entrar num estado de fluxo, enquanto outras se focam apenas em observar a respiração e as sensações do corpo.

    Actualmente, vivemos num mundo cheio de estímulos e a nossa mente tende a perder o foco rapidamente. E, durante a prática da meditação, principalmente quando se está a iniciar, isso acontece com muita frequência.

    Aquilo que mais me ajudou, quando iniciei a minha prática de meditação foi prestar atenção à respiração. Sempre que percebia que a minha mente divagava para outros pensamentos, voltava a minha atenção à respiração.

    Mas se mesmo assim isso lhe parecer impossível, deixe os pensamentos fluírem pela sua mente, sem se recriminar nem criticar. Coloque-se como um observador; não julgue e não se envolva, deixe-os passar apenas.

    Com a prática, vai começar a perceber que conseguir usufruir dos benefícios da meditação é bem mais fácil do que imaginava.

    A popularidade que a meditação alcançou nos dias de hoje tem muito a ver com o conceito de Mindfulness.

    Este novo tipo de meditação eliminou, de uma vez por todas, o caráter místico e religioso da prática oriunda do Oriente, e foca unicamente as descobertas científicas sobre os benefícios da meditação.

    A meditação Mindfulness não usa mantras, nem pretende elevar o espírito ou ser uma maneira de encontrar Deus. Não está ligada ao budismo, hinduísmo ou taoismo.

    O foco está em prestar especial atenção à respiração e às sensações do corpo, para assim interromper a parafernália de pensamentos desordenados e acalmar a mente sobrecarregada de pensamentos desordenados. Este tipo de meditação foi desenvolvido pelo médico americano Jon Kabat-Zinn que criou um programa chamado “Redução de stresse com Mindfulness“ em 1979. O seu intuito era tratar pacientes com dores crónicas que não respondiam aos tratamentos convencionais.

    Apesar de ter usado como base os seus conhecimentos prévios em meditação e Ioga, a espiritualidade e a religião não foram considerados requisitos básicos para iniciar a prática.

    Actualmente, a meditação Mindfulness é usada em hospitais, clínicas, escolas, empresas, entre outros.

    Se quiser começar a usufruir dos benefícios da meditação Mindfulness, apenas precisa de atenção plena!

    Feito com ♥ por Ana Paula Vieira
    Conteúdos da autoria de Ana Paula Vieira. Todos os direitos reservedos
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