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A Magnificência das Imperfeições

1 mês atrás · · 0 Comentários

A Magnificência das Imperfeições

Há alguns anos atrás tropecei por acaso nas pérolas de sabedoria da Investigadora Brené Brown. Este encontro inesperado, ajudou-me a compreender e identificar a magnificência das imperfeições. Tem dado frutos e é uma enorme mais valia para a jornada da minha alma. Tem sido uma bússula na meu caminho de cura emocional e de regresso a quem verdadeiramente sou.

Se nunca ouviram falar dela, dêem-me a honra de a apresentar. Brené Brown é doutorada em Serviço Social, e professora e investigadora no Graduate College of Social Work da Universidade de Houston, no Texas. A sua investigação pioneira sobre vulnerabilidade conduziu-a à palestra TEDxHouston em 2010, “The Power of Vulnerability” (vídeo acessível pelo link), uma das cinco palestras TED mais vistas no site TED.com, com mais de 45 milhões de visualizações. Em 2012 Brené agitou ainda mais as convenções sociais, ao falar sobre vergonha, coragem e inovação, na palestra de encerramento da conferência TED.

Ela também é a autora de livros como A Imperfeição É uma VirtudeA Coragem de Ser Imperfeito, ou Mais Forte Que Nunca, e detentora de um currículo de resiliência à vergonha que está a inspirar imensas pessoas no mundo inteiro.

“Nós não queremos sentir-nos desconfortáveis. Queremos uma lista rápida de «como fazer» para alcançar a felicidade.”

Adoro esta afirmação de Brené Brown, “Nós não queremos sentir-nos desconfortáveis. Queremos uma lista rápida de «como fazer» para alcançar a felicidade.” (in A imperfeição é uma virtude). Em geral, procuramos encaixar-nos no que é socialmente adequado, ignorando a magnificência das imperfeições.

A maioria de nós foi ferido (ou pode ainda estar a ser), julgado, criticado ou  magoado de alguma forma duradoura. E carregamos em nós, no nosso coração ou na nossa alma (como preferirem), as feridas emocionais que resultaram dessas situações de abuso.

Não podemos evitar a dor – é um elemento essencial no nosso sistema de orientação interior. Na verdade, precisamos dela.  Contudo, a forma como nos relacionamos com a nossa dor, é uma história completamente diferente.

Eu posso me contorcer com dor, reagir contra ela, resistir, lutar, negá-la ou reprimi-la – mas qualquer uma destas estratégias  deixam-me simplesmente mais frágil, mais rígida, mais temerosa, mais cautelosa, mais desconectada, mais isolada. Negar o que há de magnífico nas imperfeições causa desconexão.

Hoje eu sei, com absoluta certeza, que se não enfrentar o que me incomoda, olhar a minha dor nos olhos, se não lidar com ela adequadamente, não só o meu humor se degrada, como afecta a minha saúde e tudo ao meu redor. Agora, mais do que nunca, acho que a minha capacidade de senti-la, de me sentar lado-a-lado com o desconforto, de seguir as sensações que se movem através de mim, representa a chave para viver corajosamente, de coração aberto, uma vida plena e amorosa.

Para nos sentirmos integrados precisamos de ser verdadeiros

Há uma enormidade de emoções humanas e, quando escondemos as mais sombrias também obscurecemos as mais luminosas. Algo que aprendi nesta jornada de regresso a mim, à minha essência, foi que para nos sentirmos verdadeiramente integrados precisamos de ser verdadeiros, autênticos, de mostrarmos quem somos, o nosso verdadeiro eu.

Em A Coragem de Ser Imperfeito, Brené refere que “os momentos mais poderosos das nossas vidas acontecem quando unimos os pequenos tremores de luz criados pela coragem, compaixão e conexão e as vemos brilhar na escuridão dos nossos problemas.” Para mim, o truque tem sido aprender a ter uma relação amorosa e compassiva com a dor – esteja ela ligada ao medo, à mágoa, à saudade, à raiva, ao desamparo ou à vergonha.

A minha jornada interior continua a ter a ver com o alinhamento de quem eu sou com os meus valores. Estou empenhada em viver a vida nos meus termos, cultivar o amor e encontrar a beleza em tudo o que surge no meu caminho. Deixar que a luz brilhe sobre as minhas cicatrizes, pois elas são a expressão da minha coragem e resiliência. As minhas cicatrizes têm valor, tornam-me inteira.

Encontrar a magnificência nas imperfeições

Portanto, não é de admirar que eu me sinta atraída por tópicos sobre imperfeição, vergonha, medo, perda ou vulnerabilidade. Ou que me tenha sentido tão atraída pelo conceito japonês Wabi Sabi – uma filosofia que nos incentiva a abraçar a imperfeição e a encontrar a beleza nas imperfeições, a encontrar a beleza no que é velho ou está partido, quebrado – e mais especificamente do Kintsugi – a arte de reparar taças partidas, pratos e objectos de cerâmica com ouro.

Cada objecto quebrado e rachado é recuperado com a utilização do epóxi e verniz dourado – restituindo vida aos objectos, tornando-os inteiros, mais bonitos e mais valiosos do que antes.

Eu creio que também somos um pouco assim.

Depois de dilacerados e partidos, também somos curados e tornados inteiros novamente com os bálsamos dourados da compaixão, compreensão, autenticidade e amor.

Quando a nossa fragilidade e dor se encontram com os raios luminosos do amor, da verdade, da compaixão e da compreensão, tornamo-nos mais fortes e mais belos do que éramos antes. Tornamo-nos grandes.

Brené diz-nos que “ousar ser grande não tem que ver com ganhar ou perder. Tem que ver com coragem.” A coragem de nos mostrarmos exactamente como somos, com os nossos defeitos e vulnerabilidade, mas também com as nossas virtudes e valor.

A mudança profunda é um efeito colateral de relações profundas

As mudanças profundas não acontecem devido a rasgos de inteligência, evidências científicas, moralismo ou regras. Quando somos julgados, repreendidos, coagidos, forçados a fazer algo, manipulados ou enganados… fechamo-nos, constringimo-nos, resistimos.  Aí, a dor aumenta.

A mudança profunda é um efeito colateral de relações profundas, gentis e compassivas que nos inspiram a alcançar o nosso potencial mais elevado, nos nossos próprios termos.

A cura precisa de uma mão gentil

A cura precisa de uma mão gentil, perspicaz, não de exigências forçadas.

  • Quando somos amados, despertamos.
  • Quando somos amados, mudamos.
  • Quando somos amados, curamo-nos.
  • Quando somos amados, os nossos corações abrem-se.

A ruptura é necessária para a iluminação.

As fendas deixam a luz entrar. Alumiam o caminho.

Precisamos de derruba as barreiras em torno do coração.

Praticar o amor é acolher a magnificência das imperfeições. O amor por nós, em primeiro lugar, para podermos dar também aos outros. É importante termos presente que a relação mais importante que temos é com nós mesmos. Se estivermos em guerra connosco, dificilmente teremos paz à nossa volta. Para sermos grandes precisamos de nos aceitar e amar incondicionalmente. Só podemos ser felizes se vivermos plenamente e, isso só é possível a partir de um lugar de merecimento.

Este artigo foi um pouco mais pessoal do que é habitual, mas senti que era importante abrir-me também para ti e partilhar um pouco da minha experiência. Agora é a vossa vez…

Eu adoraria saber se:

  • Ficaste mais bonita e mais forte com as experiências dolorosas da tua vida?
  • Aceitas as imperfeições em ti e nos outros? Quão magníficas são essas imperfeições?
  • O que se interpõe no teu caminho de encontrar a magnificência das imperfeições?  O que te ajuda?

Deixa o teu comentário abaixo …

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Ana Paula Vieira

Ana Paula Vieira

Sou mulher, mãe, esposa e, profissionalmente sou Coach, Conselheira de Luto, Hipnoterapeuta e Terapeuta Energética.

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