Dia de Finados em tempo de pandemia - Ana Paula Vieira

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    Dia de Finados em tempo de pandemia

    3 semanas atrás · ·0 Comentários

    Dia de Finados em tempo de pandemia

    Os tributos prestados aos defuntos no Dia de Finados diferem de cultura para cultura. No entanto têm um objectivo comum: prestar homenagem aos entes queridos que já faleceram. Este ano em particular, todo o mundo tem muitos defuntos cuja memória deve ser recordada.

    Rituais do dia de Finados em tempo de pandemia

    Praticar os rituais habituais do dia de Finados em tempo de pandemia, tornou-se praticamente inviável.

    Estas limitações, associadas à dor da perda, podem contribuir para processos de luto ainda mais difíceis. Daí ser importante resgatar estes rituais, ainda que de formas diferentes das habituais.

    Podem ainda adoptar-se outras formas de prestar homenagem aos nossos entes queridos que já partiram, nomeadamente, relembrando as suas histórias de vida, os seus valores e legados; criar um pequeno altar; escrever uma carta, etc.

    A APELO, por exemplo, propõe outras formas de cumprir esses rituais como acender uma vela, colocar flores junto de uma janela ou uma fita de cetim.

    A intensidade e duração variam de pessoa para pessoa

    O Luto é uma desordem emocional (e não psicológica) que causa dor profunda e incomensurável tristeza, cuja intensidade varia conforme a profundidade dos vínculos existentes entre a pessoa enlutada e o ente falecido.

    O processo de luto é, em primeiro lugar, individual e, embora seja possível identificar fases desse processo, elas não são estanques. Ou seja, é frequente oscilar entre umas e outras, decorre entre avanços e recuos. Por outro lado, pode ser mais ou menos longo dependendo da pessoa, das circunstâncias da morte e profundidade dos vínculos existentes com a pessoa falecida, estre outros factores.

    A vivência do luto implica viver no momento presente, aceitar a perda e a dor que a acompanha. O luto sadio envolve deixar que as emoções dolorosas (por exemplo, a tristeza, a raiva, a culpa ou o medo) possam surgir e processá-las. Só assim se estará numa posição favorável para encontrar significado para regressar à própria existência com esta perda interiorizada.

     Durante o processo de luto é normal surgir:

    • Dor intensa e avassaladora que pode parecer incomportável;
    • Sentimentos de culpa, impotência, raiva e injustiça;
    • Solidão, vazio, tristeza, desespero ou angústia;
    • Tendência para o isolamento e perda de interesse nas actividades habituais;
    • Stress, ansiedade, sensação de aperto no peito;
    • Alterações do sono e do apetite.

     

    Existem condições que facilitam a vivência do luto

    Por outro lado, existem condições que facilitam, ou dificultam, o ajustamento emocional à perda e a vivência do luto.

    Neste contexto de pandemia, não podendo haver o abraço amigo nem a proximidade física de outros, intensifica-se a solidão, e o isolamento e a vulnerabilidade aumentam. O processo de luto pode tornar-se mais doloroso e complicar-se.

    Lidar com a dor da perda é fundamental e, em tempo de pandemia, o apoio é extremamente útil e necessário. O apoio é facilitador do processo de luto e a validação das emoções e partilha de experiências são vias de recuperação muito benéficas. Em conclusão, a partilha de experiências fornece o suporte que permite à pessoa se reorganizar e lidar com a realidade da sua perda de forma construtiva. A validação conferida pelo testemunho e vivências de outros serve de alento para a aceitação da própria perda.

     

    Tags: , , , Categorias: Equilíbrio emocional, Luto e Perdas

    Ana Paula Vieira

    Ana Paula Vieira

    Coach, Conselheira de Luto e Hipnoterapêuta, e ajudo pessoas que desejam alcançar equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, a gerir as suas emoções com eficácia para que tenham uma vida mais plena, gratificante, alinhada com os seus valores, intencional e feliz. A felicidade constrói-se de dentro para fora. Vem aprender a ser feliz!

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