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Dia da Mãe – o sentido emocional e espiritual desta efeméride

10 meses atrás · · 0 Comentários

Dia da Mãe – o sentido emocional e espiritual desta efeméride

A minha mãe dizia que o dia da mãe é todos os dias. Eu não podia estar mais de acordo. A palavra “Mãe” é demasiado pequena para a grandeza do seu significado. Assim, quero prestar homenagem, não só à minha mãe, mas a todas as mães, pela sua capacidade de entrega, abnegação e amor incondicional. Mesmo agora, passados cerca de 14 anos sobre a sua morte, é primeiramente para a minha mãe que vão os meus pensamentos, nas horas de aflição ou de alegira. O tempo não apaga as marcas endeléveis que o seu amor e bondade deixaram no meu coração e na minha alma.

Talvez, a maioria das pessoas deva as suas forças de carácter aos bons exemplos que lhe foram dados pelas suas mães.

A minha mãe foi o maior exemplo de bondade, honestidade, compaixão e generosidade que tive, ao longo da minha vida. Quem a conheceu e privou com ela, recorda-a pela sua bondade, pelo seu coração generoso, a sua sabedoria e a sua capacidade de compreenção. Eu tenho um profundo orgulho em ser sua filha. Talvez, tal como eu, a maioria das pessoas deva as suas forças de carácter aos bons exemplos que lhe foram dados pelas suas mães. Eu sei que foi a minha mãe quem plantou as boas sementes no meu coração, que me ensinou a nutri-las e cuidar delas para que germinassem, crescessem, florescessem e dessem fruto.

A mãe é quem cuida, quem apazigua os corações contritos

Provavelmente, a maioria das pessoas pensa o mesmo que eu das suas mães. Talvez porque, em geral, é a mãe quem cuida, quem alimenta, quem acolhe na dor, quem apazigua os corações contritos, quem dá carinho e afecto, quem estimula, quem está sempre lá quando precisamos… E, não raras vezes, não lhes damos o verdadeiro valor ou lhes agradecemos o tanto que fizeram e continuam a fazer por nós.

A minha mãe foi sempre a minha melhor amiga, a minha confidente e conselheira. Esteve sempre presente, sem me julgar, quando tive as crises existências na adolescência; ou quando tive a primeira crise de fé na juventude, e comecei a questionar o sentido da crença num Deus omnipotente e omnisciente que permitia a injustiça, a violência, a pobreza, a fome, o sofrimento… Quando tudo me parecia absurdo face à realidade… Ela agia sempre com sabedoria e compreensão, dizendo que há coisas que só o tempo ensina e que, um dia, a vida iria mostrar-me que, entre o preto e o branco, há uma infinidade de tons.

A imaturidade e a inexperiência, de mãos dadas com uma sociedade de consumo, em que se dá primazia ao ter em detrimento do ser, ofucavam a minha visão. Vivemos numa correria alucinante, sem tempo para o recolhimento, para apreciarmos verdadeiramente as coisas simples da vida e as pessoas que amamos. Perdemo-nos pelas ruelas dos afazeres, das conquistas profissionais, dos acontecimentos sociais e, não raras vezes, somos meros espectadores da nossa vida.

A vida é o maior e mais sábio de todos os mestres

Mas, como dizia a minha mãe, a vida é o maior e mais sábio de todos os mestres. Quando tinha 35 anos a vida deu-me o primeiro abanão forte. Nessa altura, a minha mãe disse-me: “Um dia, ainda vais dar graças a Deus por isto ter acontecido.” Fiquei furiosa, pois não conseguia perceber como é que o caos em que me encontrava podia ser uma coisa boa? Alguns anos mais tarde, dei a mão à palmatória e pude dizer-lhe que ela tinha toda a razão. Infelizmente, a maioria das realizações, cheagram demasiado tarde.

O eco da sua sabedoria deu-me alento para me reerguer.

Quando tudo, aparentemente, se estava a alinhar conforme os meus sonhos e desejos, a vida feliz que eu conquistara desmoronou-se num ápice. Fiquei sem chão, sem guia, sem norte. Nessa altura, precisei mais do que nunca do apoio da minha mãe, mas já não podia correr para o seu colo. Senti-me perdida, a naufragar… Foi graças à memória das suas palavras, dos seus ensinamentos, que consegui começar a serenar a mente e o coração. O eco da sua sabedoria deu-me alento para me reerguer. A vida pedia-me recolhimento, reflexão, paragem… pedia-me para olhar para dentro. E, em boa hora eu acedi.

Actualmente, sempre que algo me traz a validação dos seus ensinametos, agradeço-lhe a sua imensa sabedoria. Aos poucos, tenho vindo a abordar a vida de forma diferente. Finalmente, percebi que a minha mãe continua sempre presente, dentro de mim. Aprendi a me permitir o recolhimento e o mergulho interior para ganhar clareza do caminho a percorrer.

A verdadeira sabedoria não se encontra nos livros

Compreendi que, quando ela dizia que “a verdadeira sabedoria não se encontra nos livros”, queria dizer que a verdadeira sabedoria adquire-se com as vivências e experiências. Aquilo que nos enriquece são as pessoas que cruzam o nosso caminho. As jóias mais preciosas são os diamantes brutos que existem em cada pessoa.

Como disse Einstein, Deus não joga aos dados, mas nós tendemos a esquecer que a vida é efémera. Por isso, lanço um repto a quem ainda tem a possibilidade de manifestar o seu amor e apreço à sua mãe. Faça-o hoje, amanhã pode ser tarde de mais!

Tags: , , , , , Categorias: Equilíbrio emocional, Espiritualidade, Inteligência Emocional

Ana Paula Vieira

Ana Paula Vieira

Sou mulher, mãe, esposa e, profissionalmente sou Coach, Conselheira de Luto, Hipnoterapeuta e Terapeuta Energética.

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