Arquivo de Espiritualidade - Ana Paula Vieira

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O que é o Trabalho Interior?

2 meses atrás · ·0 Comentários

O que é o Trabalho Interior?

O trabalho interior é a verdadeira essência da espiritualidade, é o que nos conduz ao verdadeiro despertar.

Quando fazemos trabalho interior, estamos a acender a luz da consciência na nossa paisagem interior. A parte de nós que é composta pelas várias camadas da nossa mente: o consciente, o subconsciente e o inconsciente.

O que poderia ser melhor do que curar, evoluir, tornar-se mais feliz, sentir-se livre, assumir o seu poder pessoal, viver em harmonia consigo e com os outros, e emanar energias de mudança para todo o ambiente envolvente? Todavia, é aqui que reside um dos temores mais secretos do se humano.

Então, se o trabalho interior é um caminho tão digno, por que nos sentimos secretamente aterrorizados em relação a ele?

A verdadeira cura emocional,  a transformação e o despertar só são possíveis com trabalho interior.

O trabalho interior é a prática psicológica e espiritual de mergulhar profundamente no nosso eu interior com o propósito de auto-exploração, auto-compreensão, cura e transformação. Contudo a maioria de nós oferece resistência, inconscientemente, porque que penetrar no nosso íntimo aterroriza-nos.

O nosso eu interior é o fiel depositário dos nossos sentimentos, memórias, preconceitos, pensamentos, crenças, feridas psicológicas, sombras e outras situações mentais/emocionais que influenciam a nossa capacidade de transformação e de nos sentirmos Inteiros a um nível nuclear. Ao fazermos trabalho interior, temos acesso ao âmago do nosso ser e concedemo-nos a oportinidade de ultrapassar medos, bloqueios, depressões, solidão e sentimentos de desconexão que tendem a atormentar a maioria dos seres humanos.

Preferimos morrer na ignorância do que admitir que estamos errados

A realidade é que é mais fácil apontar o dedo a outras pessoas e encontrar um culpado fora de nós, do que procurar dentro de nós mesmos a fonte do nosso próprio sofrimento. Preferimos adoptar uma mentalidade de vítima do que ousarmos olhar-nos ao espelho com honestidade. Em alguns casos, preferimos morrer na ignorância obstinada do que admitir que estamos errados, enganados, ou que somos culpados, responsáveis pelo nosso sofrimento e pela dor dos outros.

Os nossos egos são construções frágeis, sedentas de controlo e poder. O trabalho interior enfraquece o Ego porque, na sua própria essência, coloca a verdade e o desejo de Amor acima de tudo. O trabalho interior é um processo de desconstrução e de renascimento. É um processo incessante porque, mesmo depois de atingirmos um nível de consciência elevado, se acreditarmos que o trabalho está concluido, é quando a sombra volta a reaparecer. É quando ocorre a estagnação que o narcisismo espiritual prospera.

Quando nos entregamos intencionalmente ao trabalho interior, estamos em busca de abraçar a dualidade da nossa existência, de percorrer os nossos recantos mais escondidos, dispostos a morrer e a renascer uma e outra vez. Procuramos entrar em contacto com tudo aquilo em que nos podemos tornar, enfrentar as nossas sombras mais tenebrosas, encarnar a nossa luz mais divina, experienciar a Unicidade.

O trabalho interior é escolher o caminho menos percorrido

É muito mais fácil viver uma existência de seguidores e percorrer o caminho que os outros abriram antes de nós do que escolher o caminho menos percorrido. É muito mais fácil adoptar o papel de vítima, apontar o dedo aos outros e negligenciar a auto-responsabilidade.

Percorrer o caminho menos percorrido é muito mais difícil, desconfortável, e muito mais exigente. E a maioria das pessoas NÃO está pronta ou disposta a fazer essa escolha.

A auto-comiseração e a complacência proporcionam um certo conforto, mas é precisamente esse conforto que ironicamente leva ao vazio, à perda da alma e à completa privação de qualquer coisa verdadeiramente real, verdadeiramente digna de ser vivida.

Quando for capaz de seguir a sua intuição, o caminho torna-se mais bem definido.

Há várias maneiras de tornar o caminho do trabalho interior mais suportável. A ligação com a sua fonte de poder mais profunda, o seu espírito livre interior e a sua essência pura, é a primeira. Quando for capaz de seguir o seu instinto e intuição, de ver claramente, de fazer escolhas sábias, e de se proteger daqueles que procuram prender-se a si, o caminho torna-se mais bem definido.

Lembre-se que por muito doloroso que seja, “a fénix renasce das cinzas”,  ou seja, por muito mal que se sinta, a dor é um catalisador para uma profunda transformação espiritual. Aliás, atrevo-me a dizer que sem dor não há apelo ao trabalho interior.

Por último, quero que compreenda que, pela sua natureza, o ego será sempre contra o trabalho interior. É a nossa alma que nos conduz ao trabalho interior, por isso seria benéfico para si aprender a distinguir entre a voz do medo (o ego) e a voz da sua intuição (a alma).

Conforme escreveu Carl Jung:

“As pessoas farão tudo, por mais absurdo que seja, para evitar enfrentar as suas próprias almas.”

 

P.S. Se gostou deste artigo, deixe o seu comentário abaixo. Eu sinto-me sempre inspirada cada vez que alguém deixa um comentário.

Dia da Mãe – o sentido emocional e espiritual desta efeméride

1 ano atrás · ·0 Comentários

Dia da Mãe – o sentido emocional e espiritual desta efeméride

A minha mãe dizia que o dia da mãe é todos os dias. Eu não podia estar mais de acordo. A palavra “Mãe” é demasiado pequena para a grandeza do seu significado. Assim, quero prestar homenagem, não só à minha mãe, mas a todas as mães, pela sua capacidade de entrega, abnegação e amor incondicional. Mesmo agora, passados cerca de 14 anos sobre a sua morte, é primeiramente para a minha mãe que vão os meus pensamentos, nas horas de aflição ou de alegira. O tempo não apaga as marcas endeléveis que o seu amor e bondade deixaram no meu coração e na minha alma.

Talvez, a maioria das pessoas deva as suas forças de carácter aos bons exemplos que lhe foram dados pelas suas mães.

A minha mãe foi o maior exemplo de bondade, honestidade, compaixão e generosidade que tive, ao longo da minha vida. Quem a conheceu e privou com ela, recorda-a pela sua bondade, pelo seu coração generoso, a sua sabedoria e a sua capacidade de compreenção. Eu tenho um profundo orgulho em ser sua filha. Talvez, tal como eu, a maioria das pessoas deva as suas forças de carácter aos bons exemplos que lhe foram dados pelas suas mães. Eu sei que foi a minha mãe quem plantou as boas sementes no meu coração, que me ensinou a nutri-las e cuidar delas para que germinassem, crescessem, florescessem e dessem fruto.

A mãe é quem cuida, quem apazigua os corações contritos

Provavelmente, a maioria das pessoas pensa o mesmo que eu das suas mães. Talvez porque, em geral, é a mãe quem cuida, quem alimenta, quem acolhe na dor, quem apazigua os corações contritos, quem dá carinho e afecto, quem estimula, quem está sempre lá quando precisamos… E, não raras vezes, não lhes damos o verdadeiro valor ou lhes agradecemos o tanto que fizeram e continuam a fazer por nós.

A minha mãe foi sempre a minha melhor amiga, a minha confidente e conselheira. Esteve sempre presente, sem me julgar, quando tive as crises existências na adolescência; ou quando tive a primeira crise de fé na juventude, e comecei a questionar o sentido da crença num Deus omnipotente e omnisciente que permitia a injustiça, a violência, a pobreza, a fome, o sofrimento… Quando tudo me parecia absurdo face à realidade… Ela agia sempre com sabedoria e compreensão, dizendo que há coisas que só o tempo ensina e que, um dia, a vida iria mostrar-me que, entre o preto e o branco, há uma infinidade de tons.

A imaturidade e a inexperiência, de mãos dadas com uma sociedade de consumo, em que se dá primazia ao ter em detrimento do ser, ofucavam a minha visão. Vivemos numa correria alucinante, sem tempo para o recolhimento, para apreciarmos verdadeiramente as coisas simples da vida e as pessoas que amamos. Perdemo-nos pelas ruelas dos afazeres, das conquistas profissionais, dos acontecimentos sociais e, não raras vezes, somos meros espectadores da nossa vida.

A vida é o maior e mais sábio de todos os mestres

Mas, como dizia a minha mãe, a vida é o maior e mais sábio de todos os mestres. Quando tinha 35 anos a vida deu-me o primeiro abanão forte. Nessa altura, a minha mãe disse-me: “Um dia, ainda vais dar graças a Deus por isto ter acontecido.” Fiquei furiosa, pois não conseguia perceber como é que o caos em que me encontrava podia ser uma coisa boa? Alguns anos mais tarde, dei a mão à palmatória e pude dizer-lhe que ela tinha toda a razão. Infelizmente, a maioria das realizações, cheagram demasiado tarde.

O eco da sua sabedoria deu-me alento para me reerguer.

Quando tudo, aparentemente, se estava a alinhar conforme os meus sonhos e desejos, a vida feliz que eu conquistara desmoronou-se num ápice. Fiquei sem chão, sem guia, sem norte. Nessa altura, precisei mais do que nunca do apoio da minha mãe, mas já não podia correr para o seu colo. Senti-me perdida, a naufragar… Foi graças à memória das suas palavras, dos seus ensinamentos, que consegui começar a serenar a mente e o coração. O eco da sua sabedoria deu-me alento para me reerguer. A vida pedia-me recolhimento, reflexão, paragem… pedia-me para olhar para dentro. E, em boa hora eu acedi.

Actualmente, sempre que algo me traz a validação dos seus ensinametos, agradeço-lhe a sua imensa sabedoria. Aos poucos, tenho vindo a abordar a vida de forma diferente. Finalmente, percebi que a minha mãe continua sempre presente, dentro de mim. Aprendi a me permitir o recolhimento e o mergulho interior para ganhar clareza do caminho a percorrer.

A verdadeira sabedoria não se encontra nos livros

Compreendi que, quando ela dizia que “a verdadeira sabedoria não se encontra nos livros”, queria dizer que a verdadeira sabedoria adquire-se com as vivências e experiências. Aquilo que nos enriquece são as pessoas que cruzam o nosso caminho. As jóias mais preciosas são os diamantes brutos que existem em cada pessoa.

Como disse Einstein, Deus não joga aos dados, mas nós tendemos a esquecer que a vida é efémera. Por isso, lanço um repto a quem ainda tem a possibilidade de manifestar o seu amor e apreço à sua mãe. Faça-o hoje, amanhã pode ser tarde de mais!

Que é feito do espírito de Natal?

2 anos atrás · ·2 comentários

Que é feito do espírito de Natal?

Por onde anda o Espírito do Natal?

Quando era criança, o Natal era um período mágico, de harmonia, solidariedade e compaixão. Sim, também colocávamos o sapatinho na lareira e, no dia de Natal de manhã, íamos a correr ver o que o Menino Jesus nos tinha trazido. Mas havia algo muito mais transcendente.

Actualmente, emersos no consumismo, sinto que o verdadeiro espírito de Natal se perdeu. É certo que continuam a haver campanhas de solidariedade em prol dos mais carenciados. Os apelos à boa vontade e à generosidade proliferam nos mais diversos sectores da sociedade. Mas não é a mesma coisa!

No Natal da minha infância, esqueciam-se desavenças, as famílias reuniam-se e partilhavam a alegria e as emoções que a celebração do nascimento de Jesus reacendia em todos os corações. Inspirados pela figura de Jesus, a personificação do amor incondicional, da generosidade e da bondade, vivia-se o verdadeiro sentido do Natal, com humildade e fraternidade.

As crianças aprendiam que Natal significava Paz e amor entre os homens de boa vontade. O ritual de Acção de Graças, durante o almoço de Natal, era uma solenidade que até as crianças tinham de reverenciar. Numa prece improvisada, expressava-se gratidão por todas as nossas bênçãos, pedia-se Paz na Terra e nos corações da humanidade, protecção para os indefesos, abundância para os famintos e saúde para os enfermos.

Enviávamos e recebíamos cartões de Boas Festas, repletos de mensagens de amor e esperança. Agora, na era da Globalização e das Tecnologias de Informação, enviam-se SMS ou colocam-se Posts nas redes sociais, porque é mais fácil. Com as correrias das compras e a lufa-lufa da vida, não há tempo a perder e, assim, ninguém se sente excluído!

Então, e as crianças?

Quem lhes explica o verdadeiro sentido do Natal e o significado dessa Paz nos corações humanos? Como podem experimentar a serenidade e tranquilidade interiores decorrentes das vivências natalícias. Quem lhes vai ensinar o que é bondade, compaixão e empatia pelo que o outro vive. Quem lhes vai falar do amor e da generosidade, que influenciam de modo muito especial o sentido da vida e a ética pessoal, determinantes do desenvolvimento individual.

Até quando vamos continuar a matar o Natal?

Se continuarmos obcecados com o Ter ignorando o Ser, o que acontecerá à magia do Natal? O que será das crianças no futuro se continuarmos a sonegar-lhes o que nutre verdadeiramente o espírito e molda o carácter? Se não plantarmos as sementes dos valores como o amor, a compaixão, a fraternidade e a solidariedade, nas crianças de hoje, como poderão elas ser adultos compassivos e bondosos no futuro? Como poderão viver o Natal como uma época de solidariedade, fraternidade, alegria, amor, proximidade e convívio com a família e os amigos?

Actualmente as crianças  sofrem muito com a ausência dos pais, os quais nem se dão conta disso, pois estão tão focados nas suas carreiras e nos seus afazeres. Os horários demasiado sobrecarregados   não lhes permitem dedicar tempo de qualidade aos seus rebentos, para os escutarem, para os conhecerem, para lhes ensinarem as coisas que nunca irão aprender na escola, como os valores e virtudes que lhes moldarão as forças de carácter.

O meu desejo mais profundo neste Natal é que, à semelhança de antigamente, estejamos mais em família, sejamos mais amor, mais compaixão e mais solidariedade. Que nos demos de presente, sem reservas e sem egoísmo. Sejamos mais coração e menos ego, o mundo precisa de nós.

Racionalidade ou Autenticidade

2 anos atrás · ·0 Comentários

Racionalidade ou Autenticidade

Acredito que a maioria de nós, fala principalmente com a razão, ou seja, falamos sem muita conexão com o que realmente sentimos, e até pensamos que essa é a forma mais adequada de comunicar. Na interacção com os outros, ou até no nosso diálogo interno, optamos pela racionalidade em prejuizo da autenticidade. Achamos que isso é um acto inocente e essencialmente inevitável. Contudo, tenho percebido motivações mais profundas neste hábito aparentemente inócuo.

A forma como comunicamos visa a interacção segura

A maior parte daquilo que dizemos, é um esforço para criar segurança com a pessoa com quem estamos a comunicar. Somos tão intuitivos que, rapidamente conseguimos perceber o que a outra pessoa quer ouvir e, então, alimentamo-a de uma forma ou de outra. Por outras palavras, a maioria das coisas que dizemos tem como objectivo ajudar-nos a interagir em segurança – ou seja, sem corrermos o risco de ofender outras pessoas, sofrer qualquer humilhação significativa ou criar conflitos.

Isso, na verdade, é um mecanismo de autoprotecção, que nos informa que toda a interacção representa uma ameaça ao nosso bem-estar, á nossa identidade, ao nosso ego. Portanto, as principais prioridades são segurança e protecção nos relacionamentos.

Mas, vamos imaginar que haja uma maneira de estarmos em contacto com o nosso fluxo interior, com a nossa alma, que nos permita fazer uma pausa antes de falar, e ouvirmos os impulsos que emanam do rio que flui dentro de nós. Com efeito podemos falar a partir desse rio e, no processo, dissolver a racionalidade, o ego, o nosso ladrão de sonhos.

A alma deseja interagir com o nosso mundo

Para fazermos isso, precisamos entender que a alma deseja interagir continuamente com o nosso mundo. Racionalidade, ego, mente, ladrão de sonhos – nada disso pode existir na presença do Espírito ou da alma. É como se a Luz fosse subitamente acesa e, instantaneamente lançasse as sombras no vazio.

No momento em que nos preparamos para falar, temos poder de escolha – ou falamos a partir da racionalidade, o que na verdade significa assumir um personagem, falar a partir do ego, do ladrão de sonhos, do lugar do medo. Ou fazemos uma pausa, esvaziamos a mente e abrimo-nos. Ou seja, sem racionalizar e sem reagir, esperamos apenas o momento de abertura e permitimos que a alma nos informe o que dizer.

Isto não é tão difícil quanto possamos imaginar, principalmente porque a alma quer guiar-nos em cada palavra e acção. Ao pausar e esperar pelo impulso crescente da alma – que é uma sensação de plenitude repentina na nossa mente e um conhecimento interior de que as palavras certas estão sempre disponíveis – permitimos que algo mais profundo dentro de nós se expresse através de nós. E, como tudo, com a prática torna-se rapidamente um hábito.

Frequentemente, quando falamos apenas com a razão, traímo-nos, porque somos obrigados a falar e a agir a partir da urgência do medo e de uma necessidade desesperada de segurança. Esses sentimentos podem ser inconscientes. Mas pensemos em quantas vezes dissemos sim a algo que gostaríamos de ter dito não, ou dissemos não a algo que gostaríamos de ter abraçado. O ego, esse ladrão faminto e impulsivo, furta-nos o tempo de espera por uma resposta que emergiria de um lugar mais profundo dentro de nós. Esse recurso mais profundo é a nossa alma, que nunca iria trair-nos, ou conduzir-nos a situações em que as nossas necessidades não fossem atendidas.

Todos nós somos abençoados com uma voz interior, que nos ama e apoia.

Todos temos uma voz interior, que nos ama e apoia, quando o permitimos. Esse fluxo de amor dentro de nós é a voz do Sim. E sem que a maioria de nós o saiba, essa é a voz da nossa alma. Inicialmente ela parece-nos a nossa própria voz, encorajando-nos a avançar e a continuar a acreditar. É uma voz positiva, em oposição à voz faminta do ego, do ladrão de sonhos  que nos desencoraja, mesmo quando as coisas estão a correr bem. “Sim”, diz o ladrão faminto, “desta vez tiveste sorte, mas para a próxima as coisas podem correr muito mal.”

A voz do Sim diz: “Presta atenção: Esta situação foi resolvida, tal como todos os desafios são resolvidos – permitindo-te co-criar a tua vida. Tens dentro de ti o potencial para realizar os teus sonhos mais preciosos, ter felicidade e alegria, florescer e te tornes a pessoa que desejas ser.”

A voz do sim oferece-nos amor e apoio incondicionais

A voz do Sim oferece-nos garantias constantes do seu amor, ternura e apoio incondicionais. “Não tenhas medo, estamos contigo”, diz a voz de Sim. “Estás a ir muito bem. Estamos tão orgulhosos de tudo o que te tornaste. Todos os desafios que enfrentas, têm solução. Basta seguires o caminho que colocamos diante de ti e serás levado às respostas que procuras. Estás seguro e nós apoiamos-te com amor.”

Ninguém tem culpa der ter a voz do Não na mente. Todos nós fomos ensinados por pais, avós, professores, mentores, colegas de trabalho e amigos a interpretar todos os eventos das nossas vidas através dos programas do Não. Esse treino, bem intencionado, foi tão completo e profundo que dificilmente conseguimos ver os seus efeitos nas nossas vidas. Nós só nos tornamos conscientes dos seus efeitos nefastos e, por vezes, devastadores quando ficamos saturados dos nossos medos e da nossa raiva, e de todos os resultados negativos que eles criam. Nessa altura, começamos a abrir-nos a outros programas e a outra voz – ao programa e à voz do Sim, que é  a voz  e o caminho do amor.

Quanto mais praticamos e ouvimos a voz do Sim, mais poderosa ela se torna nas nossas vidas.

O momento ideal para praticar a voz do Sim é à noite, quando já estamos deitados na cama, imediatamente antes de adormecer. Nessa altura, a sentinela do Ego relaxa, em grande medida porque se sente segura. Sempre que se sente em segurança, o ladrão de sonhos baixa a guarda e a sua voz cala-se. Então, nesse momento, deixe-se ficar quieto e tranquilo.

Perceba se consegue sentir uma energia crescente dentro do seu plexo solar a fluir para o seu coração. Delicadamente, dê voz a essa sensação e permita-se sentir as palavras de amor e apoio a fluir à sua mente. O rio corre através de nós e para a vida. Flui com amor, poder e criatividade. As suas águas cantam e tilintam em brados de alegria e êxtase. Observe a torrente dessas águas cristalinas e purificadoras a limpar tudo o que quer libertar. Sinta-se preencher com esse amor infinito e incondicional, sacie-se na Fonte.

Feito com ♥ por Ana Paula Vieira
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