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    Luto durante as festividades: Os Pais, Amigos e Educadores Podem Ajudar as Crianças e Jovens a Enfrentar o Luto

    1 mês atrás ··0 Comentários

    Luto durante as festividades: Os Pais, Amigos e Educadores Podem Ajudar as Crianças e Jovens a Enfrentar o Luto

    Por todo o lado, as festividades do mês de Dezembro costumam ser um momento especial para as famílias, escolas, organizações e comunidades. Em primeiro lugar, para onde quer que olhemos, vemos sinais de celebração. Nas lojas, ouvimos música familiar numa tentativa de reacender o espírito do Natal. Nas ruas, as pessoas desejam boas festas umas às outras e conversam sobre reunir-se com a família alargada e amigos íntimos. O Luto pode ser algo difícil de enfrentar durante as festividades e, os pais, familiares, amigos e educadores podem ajudar as crianças e jovens a fazê-lo.

    Além disso, durante esta época, a maioria de nós também pensa em pessoas de quem sentimos falta, incluindo entes queridos que morreram. Estas memórias podem ser especialmente intensas para crianças e adolescentes que perderam um ente querido.

    Podem vivenciar períodos de profunda tristeza, uma renovação da sua dor, ou ter reacções repentinas e inesperadas de raiva, desespero ou medo.

    Estas respostas podem acontecer no primeiro ou segundo ano após uma morte, ou muitos anos mais tarde. Este tipo de reacções são perfeitamente normais. O apoio e a compreensão que se oferece a todos aqueles que perderam um ente querido, especialmente às crianças e jovens em luto, durante as festividades podem ser especialmente úteis.

     

    OS DESENCADEADORES DE SOFRIMENTO PODEM SER FORTES

    Os desencadeadores do sofrimento são lembretes súbitos da pessoa que morreu que causam respostas emocionais poderosas. Estes podem incluir odores ou sons, ouvir uma canção, participar numa tradição familiar, ou mesmo imaginar uma oportunidade perdida, como um jantar de Natal com a pessoa amada.

    As nossas festividades são preenchidas com este tipo de lembretes, de modo que os estímulos de pesar podem ser frequentes e bastante fortes durante esta época.

     

    AS EMOÇÕES PODEM SER PODEROSAS

    As crianças enlutadas podem sentir-se particularmente vulneráveis quando têm reacções de pesar a eventos festivos. Podem isolar-se dos seus pares ou das celebrações, num esforço para evitar desencadeadores. Podem sentir-se frustradas ou desiludidas por não conseguirem gerir estas reacções. É comum as crianças sentirem: “Já devia ter ultrapassado isto e ser capaz de me manter no controlo agora”.

     

    OBJECTIVOS PARA OS PAIS E EDUCADORES

    Ao abordar as crianças e jovens em luto, os pais e educadores têm uma oportunidade de promover vários objectivos importantes, incluindo:

    1. Diminuir a sensação de isolamento das crianças e jovens em luto. É comum as crianças em luto sentirem que os outros não compreendem a sua experiência.
    2. Oferecer às crianças e jovens em luto uma oportunidade de falar. As crianças e jovens em luto estarão a pensar no seu ente querido. Estarão a reflectir sobre memórias, experiências e sentimentos.
    3. Encorajar as crianças e jovens em luto a falar com os outros. Na maioria dos casos, é útil que as crianças e jovens em luto falem honestamente com os seus pares e família sobre os seus pensamentos, sentimentos e memórias.

    ATITUDES A TOMAR

    – Fazer perguntas abertas. Ouvir mais do que falar. Por exemplo, pergunte: “Como te estão a correr as férias? Pergunto-me que pensamentos tens tido ultimamente sobre o teu avô/pai”.

    – Aceitar expressões de emoção. As crianças podem exprimir tristeza, dor, frustração, raiva ou outras emoções poderosas.

    Evite minimizar os seus sentimentos ou tentar dar uma volta “positiva” às suas expressões. Por exemplo, dizer: “É importante que te concentres nos bons momentos que tiveste com o teu avô/pai”, é susceptível de levar a criança a pensar que não deseja ouvir uma criança a falar de coisas dolorosas.

    – Abordar as crianças e jovens em luto em eventos escolares. A ausência de um ente querido pode ser especialmente notória durante a festa escolar ou outras actividades relacionadas com as festividades. Faça questão de abordar o assunto de alguma forma. Diga a um/a estudante que está feliz por vê-la na festa.

    – Introduzir actividades de uma forma que reconheça as ausências e ofereça alternativas. Por exemplo, se as crianças estiverem a fazer cartões para membros da sua família, convide-os, se quiserem, a incluir também cartões para alguém que já não vive, ou que está longe da família.

    Acima de tudo, deixe claro à criança que ela pode contar consigo para a ouvir, para a apoiar ou para lhe oferecer o seu colo ou ombro se ela quiser chorar.

    CONCLUSÃO

    Em conclusão, as crianças e jovens (tal comoo qualquer pessoa emlutada) experienciam o luto de forma diferente ao longo do tempo. O que é verdade este ano para as festividades pode não ser o mesmo no próximo ano. É por isso que uma das coisas mais importantes que um membro da família pode fazer é colocar questões e depois ouvir, com presença e paciência.

    Desevo-vos umas Felizes Festas, com muita saúde, paz e amor.

     

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    Dia de Finados em tempo de pandemia

    3 meses atrás ··0 Comentários

    Dia de Finados em tempo de pandemia

    Os tributos prestados aos defuntos no Dia de Finados diferem de cultura para cultura. No entanto têm um objectivo comum: prestar homenagem aos entes queridos que já faleceram. Este ano em particular, todo o mundo tem muitos defuntos cuja memória deve ser recordada.

    Rituais do dia de Finados em tempo de pandemia

    Praticar os rituais habituais do dia de Finados em tempo de pandemia, tornou-se praticamente inviável.

    Estas limitações, associadas à dor da perda, podem contribuir para processos de luto ainda mais difíceis. Daí ser importante resgatar estes rituais, ainda que de formas diferentes das habituais.

    Podem ainda adoptar-se outras formas de prestar homenagem aos nossos entes queridos que já partiram, nomeadamente, relembrando as suas histórias de vida, os seus valores e legados; criar um pequeno altar; escrever uma carta, etc.

    A APELO, por exemplo, propõe outras formas de cumprir esses rituais como acender uma vela, colocar flores junto de uma janela ou uma fita de cetim.

    A intensidade e duração variam de pessoa para pessoa

    O Luto é uma desordem emocional (e não psicológica) que causa dor profunda e incomensurável tristeza, cuja intensidade varia conforme a profundidade dos vínculos existentes entre a pessoa enlutada e o ente falecido.

    O processo de luto é, em primeiro lugar, individual e, embora seja possível identificar fases desse processo, elas não são estanques. Ou seja, é frequente oscilar entre umas e outras, decorre entre avanços e recuos. Por outro lado, pode ser mais ou menos longo dependendo da pessoa, das circunstâncias da morte e profundidade dos vínculos existentes com a pessoa falecida, estre outros factores.

    A vivência do luto implica viver no momento presente, aceitar a perda e a dor que a acompanha. O luto sadio envolve deixar que as emoções dolorosas (por exemplo, a tristeza, a raiva, a culpa ou o medo) possam surgir e processá-las. Só assim se estará numa posição favorável para encontrar significado para regressar à própria existência com esta perda interiorizada.

    Durante o processo de luto é normal surgir:

    • Dor intensa e avassaladora que pode parecer incomportável;
    • Sentimentos de culpa, impotência, raiva e injustiça;
    • Solidão, vazio, tristeza, desespero ou angústia;
    • Tendência para o isolamento e perda de interesse nas actividades habituais;
    • Stress, ansiedade, sensação de aperto no peito;
    • Alterações do sono e do apetite.

     

    Existem condições que facilitam a vivência do luto

    Por outro lado, existem condições que facilitam, ou dificultam, o ajustamento emocional à perda e a vivência do luto.

    Neste contexto de pandemia, não podendo haver o abraço amigo nem a proximidade física de outros, intensifica-se a solidão, e o isolamento e a vulnerabilidade aumentam. O processo de luto pode tornar-se mais doloroso e complicar-se.

    Lidar com a dor da perda é fundamental e, em tempo de pandemia, o apoio é extremamente útil e necessário. O apoio é facilitador do processo de luto e a validação das emoções e partilha de experiências são vias de recuperação muito benéficas. Em conclusão, a partilha de experiências fornece o suporte que permite à pessoa se reorganizar e lidar com a realidade da sua perda de forma construtiva. A validação conferida pelo testemunho e vivências de outros serve de alento para a aceitação da própria perda.

     

    Luto: Perda, dor e superação

    3 meses atrás ··0 Comentários

    Luto: Perda, dor e superação

    Lidar com a dor da perda de alguém, ou de algo que amamos, pode ser avassalador. Podemos sentir diferentes emoções difíceis e inesperadas como choque, raiva, descrença, culpa ou tristeza profunda. A dor da perda também pode interferir na saúde física. Entre as são reacções normais a perdas significativas figuram as perturbações do sono, perda de apetite, ou dificuldades de raciocínio.

    A morte de alguém que amamos profundamente é um dos desafios mais dolorosos que temos de enfrentar na vida. Embora não haja maneiras certas ou erradas de sofrer, há maneiras saudáveis de lidar com a dor. Com o tempo, a tristeza pode atenuar e acabamos por a aceitar a perda, encontrar um novo sentido para a vida e seguir em frente.

    O luto é uma resposta natural à perda. É a dor emocional que sentimos quando algo ou alguém que amamos desaparece. Quanto mais significativa a perda, mais intensa será a dor.

    O luto é uma vivência pessoal

    O luto é uma experiência profundamente individual. O modo como o processo de luto é elaborado depende de diversos factores, tais como a personalidade, experiência de vida, resiliência, forma de enfrentamento, fé e de quão significativa seja a perda. Inevitavelmente, quanto mais significativa é a perda, mais lento e moroso será o processo de luto.

    A cura acontece gradualmente, e não pode ser forçada ou apressada. Não existe cronograma para o luto, nem estratégias de superação certas ou erradas. Algumas pessoas começam a sentir-se melhor após algumas semanas ou meses. Contudo, para outras, o processo de luto prolonga-se durante anos. Qualquer que seja a sua experiência de luto, é importante ser paciente consigo mesmo e permitir que o processo se desenvolva naturalmente. É fácil cair na rotina do dia a dia, fazer as mesmas coisas de forma quase automática, entregando-nos à solidão e deixarmo-nos agarrar à tristeza.

    Mitos e crenças

    Existemcrenças relacionadas com o luto e a dor da perda que importa desmistificar:

    Mito: A dor desaparece mais depressa se a ignorarmos.

    Facto: Tentar ignorar a dor ou impedi-la de emergir só piorará a situação a longo prazo. A dor da perda deve ser encarada como uma ferida que, se não for tratada tende a agravar. Para uma verdadeira cura, é necessário enfrentar a dor e lidar activamente com ela.

    Mito: É importante “ser forte” face à perda.

    Facto: Sentir-se triste, assustado ou sozinho é uma reacção normal à perda. Chorar não significa que se é fraco. Não precisamos “proteger” a família ou os amigos colocando uma máscara de corajosos. Mostrar os verdadeiros sentimentos pode ajudá-los eles e a nós próprios.

    Mito: Se não chora, significa que não sofre muito com a perda.

    Facto: Chorar é uma resposta normal à tristeza, mas não é a única. Aqueles que não choram podem sentir a dor tão ou mais profundamente quanto os outros. Eles podem simplesmente ter outras maneiras de a processar.

    Mito: O luto deve durar cerca de um ano.

    Facto: Não há um prazo específico para o luto. Quanto tempo demora difere de pessoa para pessoa e do significado da perda.

    Mito: Seguir em frente com a sua vida significa esquecer a sua perda.

    Facto: Seguir em frente significa que aceitou a sua perda – mas é muito diferente de esquecer. Podemos seguir em frente com a vida e manter a memória de alguém ou algo que perdemos como parte integrante de nós. De facto, à medida que nos movemos pela vida, essas memórias podem se tornar cada vez mais essenciais para definir quem somos.

    Como lidar com o processo de luto

    Enquanto lamentar uma perda é uma parte inevitável da vida, existem também maneiras de ajudar a lidar com a dor. É essencial aceitá-la e, eventualmente, encontrar uma forma de recolher os cacos, voltar a uni-los e seguir em frente com a nossa vida.

    1. Reconheça a sua dor.
    2. Aceite que o luto pode desencadear muitas emoções diferentes e inesperadas.
    3. Entenda que o seu processo de luto será exclusivo para si.
    4. Procure apoio individualizado de pessoas que se preocupam consigo.
    5. Apoie-se emocionalmente, cuidando de si mesmo, fisicamente.
    6. Reconheça a diferença entre tristeza e depressão.

    As etapas do luto

    Em 1969, a psiquiatra Elisabeth Kübler-Ross introduziu o que ficou conhecido como os “cinco estágios do luto”. Esses estágios ou fases do luto basearam-se nos seus estudos sobre os sentimentos de pacientes com doenças terminais, mas os mesmos foram aplicados a outras perdas ou mudanças negativas na vida, como a morte de um ente querido, ou uma separação.

    Os cinco estágios do luto:

    1. Negação: “Isso não pode estar a acontecer comigo”.
    2. Raiva: “Porquê, comigo? Porquê a mim? Quem é o culpado?”
    3. Negociação: “Isto não está a acontecer. Isto é um pesadelo do qual vou acordar e estará tudo bem”.
    4. Depressão: “Estou demasiado triste para fazer o que quer que seja.”
    5. Aceitação: “Estou em paz com o que aconteceu.”

    Se está a experienciar alguma destas emoções após uma perda, em primeiro lugar, é útil saber que a sua reacção é natural. Segundo, com o tempo, sentir-se-á melhor. No entanto, nem todas pessoas que sofrem perdas passam por todas estas etapas. De facto, algumas pessoas superam a sua perda sem passar por vários destes estágios. Se passar por estas fases de pesar, provavelmente não as experienciará de forma organizada e sequencial, ou poderá alternar entre uma fase e outra. Embora estes estágios sejam respostas que muitas pessoas têm à perda, não há respostas padrão porque as perdas não são padronizadas. O luto é tão individual quanto nós próprios.

    A dor do luto muitas vezes pode fazer com que nos queiramos afastar dos outros e fechar na nossa própria concha. Por essa razão, o apoio de outras pessoas é vital para superar a perda. Mesmo que não nos sintamos à vontade para falar sobre os nossos sentimentos em circunstâncias normais, é importante expressá-los quando estamos em sofrimento. Todavia, embora partilhar a dor da perda possa tornar o fardo mais fácil de ser transportado, isso não significa que temos forçosamente de falar sobre a perda sempre que interagimos com amigos e familiares. O conforto pode vir simplesmente do carinho recebido de outras pessoas que se importam connosco.

    Sugestões

    Se está a vivenciar um luto e sente dificuldade em seguir em frente, pode ser útil fazer uso de algumas destas sugestões:

    • Recordar – As memórias da vida de um ente querido são presentes preciosos para guardar no coração. Lembrar momentos felizes é uma maneira bonita de homenagear a pessoa que se perdeu e permitir que a luz entre num período doloroso da nossa vida.
    • Obter ajuda – As pessoas que já vivenciaram perdas idênticas podem ser uma grande fonte de inspiração, esperança e encorajamento. Um grupo de apoio ou de partilha, ou um conselheiro de luto fornecem um lugar seguro para processar perdas traumáticas.
    • Encontrar a esperança – Independentemente das crenças religiosas de cada um, a tristeza profunda atrai-nos muitas vezes para a procura de ajuda espiritual. Num período mais sombrio da perda, em que podemos estar imersos na tristeza, admitir a nossa incapacidade de lidar com a perda, pedir ajuda, e permitir que alguém nos apoie, pode ser um ponto de viragem significativo para a cura.

    O luto complicado

    A tristeza de perder alguém que amamos nunca desaparece completamente, mas não deve permanecer no centro do palco da nossa vida. Se a dor da perda é tão constante e severa que o impede de retomar a sua vida, pode estar a sofrer de algo conhecido como luto complicado. Pode ter dificuldade em aceitar a morte muito tempo depois de ela ter ocorrido. Ou pode ter ficado tão perturbado com a morte da pessoa que isso interfere com as suas rotinas diárias e prejudica os seus outros relacionamentos.

    Sintomas do luto complicado:

    • Saudade e desejo intenso do ente querido falecido
    • Pensamentos intrusivos ou imagens do ente querido
    • Negação da morte ou sentimento de descrença
    • Imaginar que o ente querido está vivo
    • Procurar o ente querido falecido em lugares familiares
    • Evitar coisas que lembram o ente querido
    • Raiva extrema ou amargura pela perda
    • Sentimento de vazio ou que a vida perdeu o sentido

    Se a morte do seu ente querido foi súbita, violenta,ou extremamente perturbadora, o luto complicado pode se manifestar como trauma psicológico. Se a sua perda o fez sentir-se impotente e luta com emoções, lembranças e ansiedade perturbadoras que não desaparecem, é recomendável que procure ajuda especializada de um terapeuta ou conselheiro de luto. Existem muitas formas de apoio disponíveis. Não precisamos passar pela dor sozinhos e, uma orientação correcta pode promover mudanças de cura significativas e ajudar a seguir em frente com a vida.

     

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    Autoconhecimento Emocional

    3 meses atrás ··0 Comentários

    Autoconhecimento Emocional

    O autoconhecimento emocional diz respeito à autoconsciência de si e dos seus pensamentos, e à capacidade de reconhecer as próprias emoções, atitudes e sentimentos quando estes ocorrem. Sem autoconhecimento, não temos domínio sobre nós mesmos, temos dificuldade em ter empatia e em estabelecer conexão com os outros.

    O filósofo chinês Lao Tsé já dizia há milhares de anos: “Aquele que conhece os outros é avisado, o homem que se conhece a si próprio é sábio”. Para ter autodomínio é fundamental ter capacidade para identificar o que sente, reconhecer as suas forças e limitações e confiar nas suas capacidades e no seu valor próprio. O autodomínio é o que na linguagem popular se designa por maturidade e o cristianismo eleva ao lugar de virtude fundamental, a temperança.

    Por tudo o que tenho aprendido e investigado sobre emoções, estou convicta que o ponto de partida para o verdadeiro autoconhecimento é o nosso universo emocional. A questão é que a maioria de nós apenas tem um vago conhecimento desse seu universo. Consequentemente, o conhecimento de si mesmo fica-se apenas pelo limiar do que poderia e deveria ser.

    O Autoconhecimento começa no interior

    A autoconsciência consiste em estar atento às nossas identidades e experiências vividas e como elas se relacionam com as de outras pessoas à nossa volta. Sei que à maioria de nós, eu incluída, ainda nos falta trilhar um longo caminho até conseguirmos conhecer as nossas emoções com precisão. Mas precisamos de continuar a fazer esse investimento em nós mesmos, para nosso bem e de todos à nossa volta.

    Sei que não é fácil, mas existem algumas opções simples para começar.

    1. Reconexão: A reconexão deve ser sempre o ponto de partida porque aumenta a nossa atenção. Refugie-se por algum tempo, longe de distrações físicas, sonoras, digitais, etc. e preste atenção ao seu mundo interior. O que está a sentir, o que diz a si mesma? Anote o que observa. Passe algum tempo consigo mesma todos os dias – escreva, medite e conecte-se consigo mesma – no início da manhã ou meia hora antes de dormir.
    2. Prática de Meditação Mindfulness: A atenção plena é a chave para a autoconsciência. A prática da atenção plena, consite em focar a atenção em algo específico – pode ser a respiração ou os pensamentos, mas também pode ser qualquer informação que venha através dos cinco sentidos. Através da meditação observacional, criamos um espaço entre o agente das acções, o pensador dos pensamentos e o sentimento dos sentimentos.
    3. Prática da escuta empática: Ouvir não é o mesmo que escutar. Escutar é estar presente e prestar atenção às emoções e à linguagem verbal e não verbal das outras pessoas. É mostrar empatia e compreensão sem avaliar ou julgar constantemente. Quando se tornar uma boa ouvinte, também ouvirá melhor a sua própria voz interior e tornar-se-á a melhor amiga de si mesma.
    4. Manter um diário: Escrever ajuda-nos, não só a processar os nossos pensamentos, mas também faz-nos sentir conectados e em paz connosco mesmos. Há evidência ciêntifica abundante de que escrever as coisas pelas quais somos gratos, ou até coisas com as quais nos debatemos, ajuda a aumentar a felicidade e a satisfação. Também pode usar o diário para registar o seu estado interno. Experimente – dedique a isso uma hora no fim de semana. Poderá se surpreender com o que escreve!

    10 Perguntas às quais precisa de responder se deseja conhecer-se melhor emocionalmente

    E por fim, um pouco de auto-coaching para explorar um pouco mais o seu mundo interno.

    1. Quem sou eu em essência?
    2. Quais são os meus sentimentos, emoções, medos e motivações?
    3. Do que gosto e não gosto?
    4. Com quem me identifico?
    5. Qual a frase que melhor me define?
    6. Quais os meus maiores receios?
    7. Quais são os meus maiores sonhos?
    8. O que me faz sentir-se pleno e realizada/o?
    9. Quais os meus pontos fortes e pontos de melhoria?
    10. Do que me posso orgulhar?

    O processo de autoconhecimento é fundamental para que não permaneçamos em piloto automático. A partir do momento em que comece a reflectir sobre os seus valores e crenças poderá descobrir o que a/o levou a agir de determinada maneira, sendo, assim, possível modificar padrões de comportamento.

    Em conclusão, ser autoconsciente é crucial, sobre todos os aspectos, para se estar ciente dos pensamentos e emoções que se está a sentir em cada momento, para agir em vez de reagir. A autoconsciência promove a resiliência!

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    Maturidade Emocional

    3 meses atrás ··2 comentários

    Maturidade Emocional

    A maturidade emocional caracteriza-se pela manifestação de competências para lidar com as adversidades da vida. Esta capacidade para alinhar pensamentos e emoções, consiste no exercício de habilidades de inteligência emocional como: autoconsciência, autocontrolo e automotivação.

    A maturidade emocional está relacionada com a resiliência.

    A maturidade emocional está directamente relacionada com a resiliência. É a aptidão para ganhar tolerância às frustrações e superar revezes inevitáveis a que todos estamos sujeitos. Ter capacidade para suportar as frustrações e absorver os golpes da vida não significa não sofrer com eles. Ter maturidade emocional, implica enfrentar as frustrações e adversidades, com responsabilidade, sem culpar terceiros pelo que aconteceu ou pelo que se sente.

    Ser emocionalmente maduro é ser capaz de enfrentar os desafios e libertar-se, tão depressa quanto possível, da tristeza ou do ressentimento que possam ter causado. As pessoas emocionalmente maduras também se irritam, simplesmente transformam a raiva em motivação para a mudança positiva.

    Maturidade emocional envlve ter consciência social

    A maturidade emocional envolve ter consciência social, empatia e competência para se relacionar com as pessoas em todos os ambientes. É ser capaz de evitar ou mediar conflitos, e ter apetência para criar relacionamentos positivos e saudáveis. A pessoa mais amadurecida procura evoluir também social e moralmente. Isso leva-a a agir com equidade, afabilidade, compreensão e gentileza.

    O crescimento emocional é um processo evolutivo e, por isso mesmo, interminável. Somos todos obras em construção. O nosso progresso só é possível através de autoconhecimento, autorregulação e consciência social. Agir com inteligência e maturidade emocional requer, tal como tantas outras competências, aprendizagem, apoio, prática e experiência.

    Maturidade é reconhecer e aceitar a nossa vulnerabilidade

    Finalmente, em prol da paz e harmonia interiores, é importante termos presente a nossa condição de seres humanos e, portanto, vulneráveis. Reconhecer e aceitar a nossa vulnerabilidade, é uma prova de maturidade e coragem. A maturidade emocional é a manifestação das competências de inteligência emocional. Saber se colocar perante as circunstâncias, sem se vitimizar, sem se culpar ou culpabilizar outros, é o primeiro passo para sair do modo de sobrevivência e ter uma vida mais plena, realizada e feliz.

    Feito com ♥ por Ana Paula Vieira
    Conteúdos da autoria de Ana Paula Vieira. Todos os direitos reservedos
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