fbpx

    Li e Aceito a Política de Privacidade.

    Marcação

    Entre em contacto directo comigo para marcar uma sessão presencial (em Alfragide, Lisboa) ou online. A data indicada no formulário é apenas uma data da sua preferência, não a definitiva. Irei entrar em contacto para agendamento, tendo em conta a preferência que indiciou.

    Telefone:
    918 762 620

    Envie um email:
    contacto@anapaulavieira.pt

    7 meses atrás · · 0 Comentários

    Reflexões 2020 e Preparação para Acolher 2021

    O que extraímos de 2020 e como nos podemos renovar, regenerar e preparar para receber 2021?

    Este ano – mais do que qualquer outra coisa – mostrou-nos mais claramente todas as coisas que habitualmente tomamos como garantidas.

    Quer seja encontrarmo-nos com amigos para dois dedos de conversa, receber clientes na clínica, ou ir jantar fora, a verdade é que agora passámos a encarar estas coisas como os luxos que realmente sempre foram.

    A situação é má e ainda não acabou, mas ao longo da história, enfrentámos dificuldades, adaptámo-nos, e construímos um mundo melhor. Por isso vejo o final do ano de 2020 como um convite à reflexão.

    Um convite para pensarmos nas coisas que são realmente importantes para nós.

    E nas razões pelas quais elas são importantes para nós.

    Como nos estamos a preparar para receber 2021?

    Vamos poder continuar a praticar a gratidão pelas “pequenas coisas” quando a vida recuperar alguma normalidade?

    Seremos capazes de enfrentar e lidar com os desafios indesejados e inesperados que possam surgir e tornarmo-nos ainda mais resilientes?

    Será que nos conseguimos regenerar e reerguer-nos?

    Neste episódio do podcast dou algumas sugestões dos rituais que uso e que podem ser úteis para si também. Ouça, ponha em prática e depois deixe o seu comentário aqui.

    Feliz 2021!

    Luto durante as festividades: Como Ajudar as Crianças e Jovens a Enfrentar

    8 meses atrás · · 0 Comentários

    Luto durante as festividades: Como Ajudar as Crianças e Jovens a Enfrentar

    O Luto pode ser algo difícil de enfrentar por crianças e jovens durante as festividades e muitos não sabem como ajudar. Os pais, familiares, amigos e educadores estão quem está em melhor posição para fazê-lo.

    Para onde quer que olhemos, durante o mês de Dezembro, há sinais de festa e celebração por todo o lado. Nas lojas, ouvimos música familiar numa tentativa de reacender o espírito do Natal. Nas ruas, as pessoas desejam boas festas umas às outras e conversam sobre reunir-se com a família alargada e amigos íntimos.

    Todavia, para os enlutados, o que costuma ser um momento especial para as famílias, escolas, organizações e comunidades pode adicionar sobrecarga emocional ao seu pesar.

    Além disso, durante esta época, a maioria de nós também pensa em pessoas de quem sentimos falta, incluindo entes queridos que morreram. Estas memórias podem ser especialmente intensas para crianças e adolescentes que perderam um ente querido.

    OS DESENCADEADORES DE SOFRIMENTO PODEM SER FORTES

    Os desencadeadores do sofrimento são lembretes súbitos da pessoa que morreu que causam respostas emocionais poderosas. Estes podem incluir odores ou sons, ouvir uma canção, participar numa tradição familiar, ou mesmo imaginar uma oportunidade perdida, como um jantar de Natal com a pessoa amada.

    As festividades são preenchidas com este tipo de lembretes, de modo que os estímulos de pesar podem ser frequentes e bastante intensos durante esta época e, muitos não sabem como ajudar as crianças e jovens. Eles podem vivenciar períodos de profunda tristeza, uma renovação da sua dor, ou ter reacções repentinas e inesperadas de raiva, desespero ou medo.

    AS EMOÇÕES PODEM SER PODEROSAS

    Em primeiro lugar, as crianças podem sentir-se particularmente vulneráveis quando têm reacções de pesar a eventos festivos. Em segundo lugar, podem isolar-se dos seus pares ou das celebrações, num esforço para evitar os estímulos desencadeadores de mais sofrimento. Podem sentir-se frustradas ou desiludidas por não conseguirem gerir estas reacções. E finalmente é comum os jovens sentirem que: “Já devia ter ultrapassado isto e ser capaz de manter o controlo agora”.

    Estas respostas podem acontecer no primeiro ou segundo ano após uma morte, ou muitos anos mais tarde. Este tipo de reacções são perfeitamente normais. O apoio e a compreensão que se oferece a todos aqueles que perderam um ente querido, especialmente às crianças e jovens em luto, durante as festividades podem ser especialmente úteis.

    OBJECTIVOS PARA OS PAIS E EDUCADORES

    Ao abordar as crianças e jovens em luto, os pais e educadores têm uma oportunidade de promover vários objectivos importantes, incluindo:

    1. Diminuir a sensação de isolamento das crianças e jovens em luto. É comum as crianças em luto sentirem que os outros não compreendem a sua experiência.
    2. Oferecer às crianças e jovens em luto uma oportunidade de falar. As crianças e jovens em luto estarão a pensar no seu ente querido. Estarão a reflectir sobre memórias, experiências e sentimentos.
    3. Encorajar as crianças e jovens em luto a falar com os outros. Na maioria dos casos, é útil que as crianças e jovens em luto falem honestamente com os seus pares e família sobre os seus pensamentos, sentimentos e memórias.

    ATITUDES A TOMAR

    – Fazer perguntas abertas. Ouvir mais do que falar. Por exemplo, pergunte: “Como te estão a correr as férias? Pergunto-me que pensamentos tens tido ultimamente sobre o teu avô/pai”.

    – Aceitar expressões de emoção. As crianças podem exprimir tristeza, dor, frustração, raiva ou outras emoções poderosas.

    Evite minimizar os seus sentimentos ou tentar dar uma volta “positiva” às suas expressões. Por exemplo, dizer: “É importante que te concentres nos bons momentos que tiveste com o teu avô/pai”, é susceptível de levar a criança a pensar que não deseja ouvir uma criança a falar de coisas dolorosas.

    – Abordar as crianças e jovens em luto em eventos escolares. A ausência de um ente querido pode ser especialmente notória durante a festa escolar ou outras actividades relacionadas com as festividades. Faça questão de abordar o assunto de alguma forma. Diga a um/a estudante que está feliz por vê-la na festa.

    – Introduzir actividades de uma forma que reconheça as ausências e ofereça alternativas. Por exemplo, se as crianças estiverem a fazer cartões para membros da sua família, convide-os, se quiserem, a incluir também cartões para alguém que já não vive, ou que está longe da família.

    Acima de tudo, deixe claro à criança que ela pode contar consigo para a ouvir, para a apoiar ou para lhe oferecer o seu colo ou ombro se ela quiser chorar.

    CONCLUSÃO

    Em conclusão, as crianças e jovens (tal como qualquer pessoa emlutada) experienciam o luto de forma diferente ao longo do tempo. O que é verdade este ano para as festividades pode não ser o mesmo no próximo ano. É por isso que uma das coisas mais importantes que um membro da família pode fazer é colocar questões e depois ouvir, com presença e paciência.

    Desevo-vos umas Felizes Festas, com muita saúde, paz e mais amor do que dor.

     

    P.S. E, como sempre, se gostou deste artigo, deixe o seu comentário abaixo. Se sentir que pode ser útil para alguém, partilhe.

    Feito com ♥ por Ana Paula Vieira
    Conteúdos da autoria de Ana Paula Vieira. Todos os direitos reservedos
    error: Content is protected !!