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    Feridas Emocionais impedem-nos de viver plenamente

    2 anos atrás · · 0 Comentários

    Feridas Emocionais impedem-nos de viver plenamente

    A nossa vida está repleta de desafios e circunstâncias que não controlamos. Há situações que nos desagradam e acontecimentos que nos causam feridas psicológicas. Essas feridas emocionais impedem-nos de viver plenamente. A nossa falta de alegria de viver ou até mesmo as escolhas que fazemos podem estar ligadas a feridas emocionais.

    Perspectiva de Lise Bourbeau

    Lise Bourbeau, especialista em desenvolvimento pessoal, fala de cinco feridas emocionais básicas. Elas têm origem na rejeição, abandono, traição ou devido ao sentimento de injustiça ou humilhação.

    De acordo com Bourbeau, as feridas emocionais surgem essencialmente durante a infância e adolescência. Porém, em algumas pessoas, surgem também na vida adulta. A forma como abordamos as experiências dolorosas é determinante para a profundidade dessas feridas. Geralmente, as pessoas com feridas emocionais profundas desenvolvem máscaras (protecções) para não as verem nem as sentirem. Essas máscaras impedem a identificação das feridas emocionais e a sua cura.

    A cura das feridas emocionais que nos impedem de viver plenamente só é possível com o enfrentamento. Assim, é necessário fazê-las emergir, sem as esconder ou reprimir. Para as podermos compreender e resolver, é preciso mergulhar fundo. É uma abordagem que pode ser dolorosa, mas é a única forma de cura.

    Bourbeau afirma que todos nós possuímos feridas emocionais. Resolvê-las para sermos felizes, faz parte do nosso propósito de vida.

    Perspectiva de Guy Winch

    Já o psicólogo americano Guy Winch compara as feridas emocionais às lesões físicas. Ele refere sete feridas psicológicas comuns às quais as pessoas estão susceptíveis no seu dia-a-dia. Esse conjunto inclui sintomas como rejeição, culpa, fracasso, ruminação, perda, solidão e baixa auto-estima.

    Não hesitamos em tratar as feridas físicas, mas as feridas emocionais são algo que tendemos a ignorar. Assumimos que o tempo vai sarar, mas por vezes simplesmente isso não acontece. Muito poucos de nós encaramos as feridas emocionais da mesma forma como o fazemos com uma lesão física. Todavia isso é um erro, diz Guy Winch. “Nós sofremos traumas emocionais, como a rejeição ou o fracasso, ainda com mais regularidade do que os traumas físicos”, diz Winch. “E, tal como as feridas físicas, podem piorar quando não as tratamos. Isso pode ter impacto no nosso funcionamento diário e, a longo prazo, na nossa felicidade. Ao tratar as cicatrizes das batalhas quando as sofremos, podemos recuperar mais rapidamente e minimizar o seu impacto negativo nas nossas vidas“.

    Winch assegura-nos que, tal como as lesões físicas, as feridas emocionais podem ser curadas.

    Tomar medidas adequadas

    É importante sabermos que as feridas emocionais precisam e que podem ser curadas. Tal como com uma ferida física, é crucial saber o que é necessário fazer para que a ferida seja limpa, cuidada e sare. Só assim podemos desenvolver maturidade emocional.

    Por vezes, o acto de mexer na ferida pode causar um pouco mais de dor temporariamente. Tirar uma farpa (falar sobre algo realmente difícil num ambiente de confiança, amável e seguro), pode ser doloroso. Mas é pelas razões certas e, quando terminar, a questão pode ficar resolvida. Por vezes também pode demorar um pouco. Enquanto isso, verificamos o progresso e certificamo-nos de que a ferida está a cicatrizar.

    Ignorar a dor emocional não é um sinal de força

    O que sentimos é importante, precisamos de ouvir o nosso corpo e a nossa mente. Preste atenção à sua dor emocional e perceba o seu impacto. Saiba que ignorar a dor emocional não é um sinal de força. Essas feridas emocionais impedem-nos de viver plenamente, por isso é necessário curá-las.

    O mundo pode ser difícil de navegar, mas praticar as habilidades certas pode prepará-la para qualquer percalço ao longo da viagem.

     

     

    Feito com ♥ por Ana Paula Vieira
    Conteúdos da autoria de Ana Paula Vieira. Todos os direitos reservedos
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